7.3.09

Sabadão Cult (96)

Aê galera,

Sábado agitadíssimo. Após uma feijuca c/ amigos que durou a tarde toda, finalmente no início da noite foi possível fazer o sorteio de livros do mês. Dez novos participantes se integraram ao grupo em fevereiro. Enquanto isso, segue a distribuição de prêmios do mob de 2008. Tb fiquei especialmente feliz de apresentar a belíssima logomarca da campanha. =)

Hj tb atualizei na lateral do blog os itens Assisti em 2009 (8), ranking de filmes - 2009 e peças & shows - 2009. Muuuito legal ver a supersafra de bons filmes em cartaz. Um montão de emoções esperando por vc numa tela próxima! :P

Minha gratidão e carinho aos participantes da edição de hj: Marília Camargo Cesar, Marcos Henrique e Villy Camargo Fomin. Não poderia deixar de agradecer tb o Alex Fajardo pelas horas investidas nos últimos dias p/ conferir e tabular os dados de cada participante da campanha de leitura. Trampo bagarai... rsrs O melhor de tudo é que a tendência é tudo se tornar ainda + complicado a cada mês. Yessss!

big abraço

Livros só mudam pessoas (19)

Prêmios fevereiro

Como aumentou o número de participantes, tb aumentamos o número de prêmios neste mês. Se ainda não participa e ficou animado ao ver tantos livros legais sendo distribuídos, basta enviar a lista c/ as obras que leu neste ano (e o respectivo número de págs.) p/ o e-mail livrosepessoas@gmail.com.

Os sorteios ocorrem independentemente da classificação no ranking. O importante é exercitar a disciplina e curtir os benefícios deste hábito pra lá de saudável.

Parabéns aos ganhadores. No início de abril tem +! =)

- Rogério Silva Moreira
O que os evangélicos não falam / Ricardo Gondim (Ultimato) - autografado

- Thiago Mendanha
A sabedoria da ternura / Brennan Manning (Palavra)

- Leone Lacerda
Como os pinguins me ajudaram a entender Deus / Donald Miller (Thomas Nelson)

- Giovanni Campagnuci
Descobrindo Deus nos lugares mais inesperados / Philip Yancey (Mundo Cristão)

- Vitor Grando
Jesus e a Terra / James Jones (Ultimato)

- Sarah Cazella
O ladrão de raios / Rick Riordan (Intrínseca)

- Marcelo Ricardo
Viciados em mediocridade / Frank Schaeffer (W4 Editora)

- Walter Cruz
Mercados em colisão / Mohamed El-Erian (Ediouro)

- Camila Hochmüller
assinatura de 1 ano da revista Ultimato

- Felipe Fanuel
assinatura de 1 ano da revista Ultimato

Livros só mudam pessoas (18)

Responsável pelo desenvolvimento das novas embalagens da linha Mix Vigor, entre dezenas de trabalhos legais, o escritório da Souto Crescimento de Marca preparou a logomarca do mob de leitura. Uma pá de novidades está a caminho p/ incrementar ainda + a campanha. =)

Da ditadura à democracia sem povo

Há muitos anos, um ilustre jornalista usou de suavidade ao falar da ditadura nativa. Comparou-a com as outras do Cone Sul e decidiu ter sido bem menos feroz por ter matado um número menor de desafetos. À época, não houve reações. Talvez o profissional em questão tenha menos leitores do que imagina e do que imagina quem lhe dá guarida.

Que lições tirar do confronto? Na Argentina, um quinto da população brasileira, morreram 30 mil pelas mãos dos ditadores. No Chile, atualmente 16 milhões de habitantes, morreram cerca de 10 mil. No Uruguai, que não chega a 4 milhões de habitantes, 3 mil. No Brasil, algo mais que 400. Como disse o juiz de um filme sobre o processo de algozes nazistas, o assassínio de um único cidadão por agentes do Estado já configura ofensa imperdoável à humanidade.

Certo gênero de comparação serve apenas a solertes revisionistas. Não cabem dúvidas de que, caso a ditadura verde-amarela julgasse necessário, torturaria e mataria muito mais. Entendeu não ser preciso. Vale, de todo modo, concentrar a análise sobre o Brasil. Assim me parece, a partir das reações a um editorial da Folha de S.Paulo que expõe a peculiar ideia da “ditabranda”, e da agressão cometida pelo jornal contra dois leitores indignados do porte de Maria Victoria Benevides e Fábio Konder Comparato.

Permito-me começar de longe, pela origem da perene desgraça nacional, a escravidão. Seus efeitos perduram implacavelmente. Em primeiro lugar, na pavorosa, hedionda desigualdade social, que, segundo o Banco Mundial, nos coloca no mesmo nível de Nigéria e Serra Leoa em termos de distribuição de renda. Não observo nada de novo, mas faço questão de sublinhar.

Temos uma minoria exígua de privilegiados e fatia, de fronteiras mais ou menos imprecisas, de aspirantes ao privilégio. O resto vive no limbo. Milhões e milhões ali não têm sequer consciência da cidadania. Se algum progresso houve, foi irrisório. E não apagou a ignorância, o alheamento, a passividade, a resignação da maioria.

A escravidão representou o mais autêntico estágio da educação cultural do País. No povão deixou as marcas do chicote. À minoria ensinou prepotência, ganância, desmando. Impunidade. Arrogância. O deixa-como-está-para-ver-como-fica. A leniência com os pares (aos amigos tudo) e o rigor feroz com a malta infecta (aos inimigos a lei). Etc. etc.

O jornalismo brasileiro, desde os começos, serve a este poder nascido na casa-grande, por ter a mesma, exata origem. A mídia nativa é rosto explícito do poder. As conveniências deste e daquela entrelaçam-se indissoluvelmente porque coincidem à perfeição.

Observem. Basta que no horizonte se delineiem tímidas nuvens remotamente ameaçadoras à tranquilidade da minoria e os barões midiáticos formam a mais compacta das alianças para sustar o perigo. Exemplo clássico, embora não faltem outros aos magotes, é a campanha desencadeada depois da renúncia de Jânio Quadros em agosto de 1961, destinada a desaguar no golpe de 64.

trecho de texto de Mino Carta na CartaCapital.

Quando falta...

“Quando falta a saúde a sabedoria não se revela, a arte não se manifesta, a
força não luta, a riqueza é inútil e a inteligência é inaplicável.”

Herophilus, C. 335 a.C. – 280 a.C

Livros só mudam pessoas (17)

Ranking de fevereiro/2009
atualizado em 7/3

1- Cristiano Andre.............................35..................8290

2- Marcos Mendonça..........................19..................4957

3- Leticia F.G.....................................12..................3456

4- Rodney Eloy..................................21..................3400

5- Marcelo Ricardo.............................16..................3378

6- Leonardo Junior.............................10..................2542

7- Camila Hochmüller.........................10.................2318

8- Laion Monteiro...............................10.................2270

9- Sergio Pavarini................................8.................1956

10- Marcos Henrique...........................10................1872

11- Alcindo Almeida............................10................1730

12- Daniel Martins................................6.................1712

13- Tiago Nogueira de Souza................9.................1710

14- Thyago Coimbra............................5..................1666

15- Raphael Santos..............................7.................1639

16- Raphael Akamine...........................5..................1544

17- Giovanni Campagnuci Alecrim.........8..................1532

18- Walter Cruz...................................7..................1499

19- Fernando Oliveira...........................6..................1483

20- Danilo Elias....................................7..................1362

21- Rogério da Silva Moreira.................7..................1231

22- Leone Lacerda................................4..................1174

23- Fábio Davidson...............................3..................1173

24- Zwinglio Rodrigues..........................5..................1167

25- Lucimeire Gosmano.........................3..................1142

26- Iramar Lima Pereira........................5...................1106

27- Jacicleide Silva................................6..................1103

28- Fabio Medeiros................................3.....................974

29- Vitor Grando...................................4.....................960

30- Igor Moreira...................................4......................866

31- Vítor Carvalho................................4......................711

32- Sarah Cazella.................................2.....................654

33- Cleoci Pinheiro................................2.....................608

34- Felipe Fanuel...................................5.....................591

35- Thiago Mendanha.............................3.....................520

36- Alex Fajardo....................................2.....................501

37- Jalles Kennedy.................................2.....................456

38- Wellington Albertini de Souza.............2.....................448

39- Vitor Hugo........................................2.....................416

40- Douglas Negrisolli.............................2......................400

41- Leandro Ferraz.................................2......................363

42- Ed Taylor Meneses............................2......................333

43- Maxwell Fajardo................................1......................300

44- Sandre.............................................1......................240

45- Tatiana Catini...................................1.......................173

- eventuais incorreções, por gentileza escreva p/ livrosepessoas@gmail.com.
- a lista será atualizada novamente daqui a 30 dias.

Quando o inverno chegar

EU ESTAVA ASSENTADO no palco e observava o auditório lotado. Muitas cabeleiras brancas, muitas cabeleiras grisalhas e muitas calvas brilhantes. Era um público de gente velha. Estavam lá para me ouvir. Havia sido anunciado que eu faria uma fala sobre a terceira idade. Mas eu teria preferido que tivessem anunciado uma conversa sobre velhice... Acho a palavra "velhice" mais poética que a expressão "terceira idade"...

Mas essa palavra "velhice" não aparecia no convite. A "linguagem politicamente correta" a havia proibido. Referir-se a alguém como um "velho" era grosseria, ainda que ele ou ela, por força dos anos já vividos, fosse na realidade um velho. Por vezes, a realidade ofende e é preciso criar máscaras e disfarces para escondê-la. Para esconder a realidade da velhice, diz-se, de forma elegante, que se trata de uma pessoa "idosa" ou da "terceira idade".

Eu não me considerava idoso e nem me colocava dentro do conjunto da terceira idade, muito embora um repórter de um jornal da minha cidade tenha chamado de "ancião" um senhor de 50 anos que fora atropelado. Segundo os critérios desse jovem, se eu fosse atropelado seria imediatamente promovido à categoria de "ancião"...

Feitas as introduções e apresentações preliminares, chegou a minha vez. Fiz silêncio. Olhei demoradamente para os idosos que esperavam de mim um elogio à terceira idade e comecei: "Então os senhores e as senhoras chegaram finalmente a esse glorioso momento da sua vida em que podem se entregar à felicidade de serem totalmente inúteis...".

Aí aconteceu o que eu sabia que aconteceria. Não me deixaram continuar. Fui imediatamente interrompido por protestos indignados. Todos queriam provar a sua utilidade. Um dos idosos contou sobre a sua horta. Um senhora descreveu as colchas de retalhos que fazia. Um outro contou sobre o hobby que desenvolvera fazendo brinquedos artesanalmente...

Deixei que falassem à vontade. Eu os havia provocado de propósito. Falavam movidos pela ideologia da nossa sociedade, que julga as pessoas da mesma forma como julga as lâminas de barbear, as esferográficas e os filtros de café...

Uma lâmina de barbear rombuda, uma esferográfica esgotada, um filtro de café usado deixaram todos de ter utilidade e vão para o lixo. O mesmo acontece com os seres humanos que deixaram de ser úteis.

Esgotada a indignação contra mim, acalmados os ânimos, a palavra me foi devolvida: "A Nona Sinfonia de Beethoven é absolutamente inútil. Não há coisa alguma que se possa fazer com ela. Mas uma vassoura, ao contrário, é muito útil. Serve para varrer, tirar o lixo, eliminar as teias de aranha... Vocês estão me dizendo que preferem a vassoura útil à Nona Sinfonia inútil...

Vejam esse poeminha da Cecília Meireles: "No mistério do Sem-Fim equilibra-se um planeta. No planeta, um jardim. No jardim, um canteiro. No canteiro, uma violeta. E na violeta, entre o mistério do Sem-Fim e o planeta, o dia inteiro, a asa de uma borboleta".

Pra que serve esse poema? Pra nada. É inútil. Já o papel higiênico é muito útil... Vocês estão me dizendo que, no seu julgamento, o papel higiênico vale mais que o poema...

Repentinamente os rostos indignados se abriram em sorrisos. E aprenderam a sabedoria dos poetas e artistas, tão bem resumida no aforismo de William Blake: "No tempo de semear, aprender. No tempo de colher, ensinar. E quando o inverno chegar, gozar...".

Rubem Alves, na Folha de S.Paulo.

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Sopro campeão

No último dia 7 de dezembro, dois acontecimentos inéditos marcaram a finalíssima da quarta temporada do Prelúdio, único festival de música erudita promovido por uma emissora brasileira de televisão (a Cultura de São Paulo). Pela primeira vez, apenas instrumentistas de sopro disputaram o prêmio máximo e um candidato venceu por unanimidade de votos. Com a imponência de seus 1,79 metro e 106 quilos, o eufonista Rafael Mendes subiu ao palco da Sala São Paulo, na região central da capital paulista, sob a desconfiança do júri, formado por quatro experts. "Sem chance! O cara está eliminado", pensou um deles, o crítico musical Irineu Franco Perpetuo, colaborador de BRAVO!, quando soube da peça difícil que o jovem de 23 anos iria interpretar tocando o inusitado eufônio. O instrumento da família das tubas, também conhecido como bombardino, surgiu no século 19 e é usado principalmente em bandas sinfônicas para fazer a harmonia ou algumas linhas melódicas, nunca os solos.

A suspeição do júri se justificava. A duas semanas da final, Rafael mudou seu repertório. Trocou Harlequin, do britânico Philip Sparke, um célebre eufonista contemporâneo, por Variações sobre o Carnaval de Veneza, do francês Jean-Baptiste Arban (1825-1889), uma obra virtuosística escrita para trompete. Na concepção de Irineu e dos demais jurados, se quisesse executar a peça de sete minutos e 30 segundos com exatidão, o rapaz teria de estudar pelo menos dois meses. Entretanto, antes mesmo de deixar o palco, Rafael já havia vencido, desbancando seus três concorrentes: uma flautista, um fagotista e um saxofonista. No meio da apresentação, o júri e alguns dos 40 músicos da orquestra que acompanhava o solista se olhavam, sem acreditar no que ele estava fazendo: respiração precisa aliada a muita concentração e improvisos que ressaltavam o sentimento e não apenas o virtuosismo técnico. "Rafael deu vida ao eufônio de uma maneira que não conhecíamos. Depois de escutá-lo, acho que nunca mais ouviremos esse instrumento como antes", diz outro jurado, o maestro e pianista Achille Picchi.

Foram 13 anos desde o primeiro contato com o eufônio até a vitória no festival, em que superou mais de 200 inscritos. Nascido em Americana (SP) — só porque, na época, a cidade de sua família, a também paulista Nova Odessa, não dispunha de um hospital para realizar o parto —, Rafael representa mais um daqueles casos em que o instrumento escolhe o instrumentista, e não o inverso. De família evangélica, aos 10 anos o garoto resolveu seguir os passos do irmão, que tocava trompete na igreja. Quis o destino, porém, que Rafael faltasse na ocasião em que os novatos escolheriam seus instrumentos para começarem a ter aulas. "No dia seguinte", recorda, "levei uma bronca do professor, que me disse: 'Só sobrou o eufônio. Fique com ele'."

Sem grandes fetiches por apresentações diante de regentes renomados em salas de concerto mundialmente conhecidas, o maior desejo de Rafael é atingir a excelência e o respeito alcançados por compatriotas famosos, como os pianistas Nelson Freire e Linda Bustani, o violoncelista Antonio Menezes e o trompetista Claudio Roditi. Titular da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, o músico deverá desfalcá-la no segundo semestre, quando desembarcará na Alemanha, onde o Instituto Goethe lhe ofereceu uma bolsa de um ano para estudar alemão como prêmio pela vitória no festival. "Ele ganhou o concurso porque tem uma musicalidade excepcional, e não porque toca um instrumento exótico", ressalta o maestro Júlio Medaglia, criador do Prelúdio. "Já está mais do que pronto para seguir uma sólida carreira internacional."

fonte: Bravo!

Perguntas como única resposta

“Na maioria das vezes não entendo o mundo, mas minhas malas têm aprendido a aceitar as perguntas como única resposta. Além disso, ainda me perturbam os chocolates e os homens bonitos, ainda me deslumbram as praias e os romances, a poesia e as tardes no cinema, a boa conversa e o silêncio, a ópera, Mozart, um violão, duas aspirinas, um poeta. O que mais posso pedir?”

Angeles Mastretta

Chamando os pássaros

Confessar uma mentira não me torna verdadeiro.

Praticar uma loucura não me torna louco.

Bem sei que nasci num mundo que cansou de ultrapassar os limites, decidiu retroceder as barricadas e moralizar as sobras. Azar é o meu.

Varremos as cicatrizes para debaixo das tatuagens.

Somos bem mais conservadores do que nossos avôs. Desejamos uma fantasia romântica, mas percorremos a mesma única estrada. A que nos ensinaram a ir à escola. Há outras vias baldias e escuras que não são descortinadas - e orvalham quietas pelo excesso de vidro.

Lamento que ninguém mais tome carona no amor - é só dirigindo. Não suportamos que os outros não nos entendam. Um amor tem que ser público, não pode ser proibido, profano, incompreensível, enigmático, atávico, selvagem. Não pode acontecer na cozinha e no banheiro, no elevador e na garagem. Tem que ser visto. Defendemos o orgulho e a vergonha no lugar do mistério e do segredo. O que não pode ser contado passa a não existir. Não deixaremos um testamento - ele já foi feito. Não deixaremos a relíquia fechada de uma carta que talvez nos explique no fim da vida. Não haverá a nostalgia imponderável perante as janelas – todos estão em casa. Somos viúvos da própria vida.

Esvaziamos o nosso fim desde o nascimento. Não sobrevivemos à clandestinidade. Resolutos, claros, transparentes; o desvio é doença, o estranho é feio, o medo é hostilidade.

Tudo que é diferente é encaminhado como louco. Tudo que é imaginoso é dito como mentiroso. Busco meu filho na escola e escuto o chiado das cigarras na boca alheia entoando que é maluco alguém escrever Jesus na cabeça. Não me preocupo, aprendi na roça: cigarras nunca morrem, apagam-se. Como avisar que dentro do guarda-chuva existem facas para cortar a luz?

Como avisar para desdobrar a vareta e jogar fora a lona?

Como avisar que os telhados são caminhados?

Como avisar que encontro mais astúcia no desespero do que na tranqüilidade?

Cumprimento o crepúsculo com o menear do chapéu. Sou antigo para receber o sol, novo para desobedecer a noite. Há duas formas de loucura. A loucura triste, que se guarda para nunca gastar o corpo, e a loucura alegre, que esquece o corpo para protegê-lo.

Loucura alegre não vai se arrepender daquilo que tentou porque ela não tenta, ela é, quem tenta procura um resultado que não virá e será uma loucura triste. Loucura alegre é a matemática pictórica de Escher (subir as escadas de um prisma). Ou as cores berrando de Frida Kahlo (deitar numa banheira eletrocutada pela paisagem). É a voz rouca de Tom Waits (cantar como se não estivesse acordado). E o desfiladeiro dos dentes brancos da negra Billie Holiday (alfaiate da voz).

Loucura alegre não se preocupa com migalhas. As migalhas chamam os pássaros.

Loucura triste emburrece a esperança. Pede para cobrar, reprime para deprimir, manda para calar. É uma tristeza sem cócegas. Quem não ficou com a gente é mau caráter. Quem ficou é acomodado.

Loucura alegre tem suspiro. O suspiro é a escada rolante da lembrança. Quem não suspira não tira o gemido da risada.

Minha loucura é uma alegria para depois que chega antes. Aconselho a enlouquecer comigo e odiar minha conversa. Mas que seja um ódio criativo.

arte: Frida Kahlo

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Só o amor pode deixar essa marca

Nasci, eu nasci para estar com você neste espaço e tempo
Depois disso, e só depois, ainda não tenho uma idéia, apenas sinto
Esta loucura pode deixar um coração negro e azul

Só o amor, só o amor pode deixar essa marca
Mas só o amor, só o amor pode curar essa cicatriz

Nasci, eu nasci para cantar para você
Eu não tive uma escolha

Mas para engrandecer você
E cantar qualquer canção que você queira
Eu dou de volta a você minha voz
Do útero meu primeiro choro, foi um alegre barulho

Só o amor, só o amor pode deixar essa marca
Mas só o amor, só o amor pode curar essa cicatriz

Justificado, até morrermos você e eu glorificaremos
O Magnífico, Magnífico

Só o amor, só o amor pode deixar essa marca
Mas só o amor, só o amor une os nossos corações

Justificado, até morrermos você e eu glorificaremos
O Magnífico, Magnífico, Magnífico

Essa é minha tradução livre da música Magnificent, segunda faixa do novo álbum No Line On The Horizon, do U2.

Thiago Mendanha, no blog Tomei a pílula vermelha.

A volta de Cristo somos nós

A encarnação do Filho, em sua atordoante exuberância, aparentemente não bastara para um Deus suficientemente ambicioso. A divindade provera para si, através do precedente de Jesus, uma segunda e definitiva encarnação, efetuada pelo derramamento profuso da consciência universal de Cristo sobre os que eram tocados por ele. Deus revelava finalmente seu plano: um Filho singular não lhe bastava; seu projeto era ter uma multidão de Filhos, uma comunidade vertiginosa e viva de conspiradores forjados segundo o molde revolucionário da mente de Cristo.

E, quando acontece, acontece sobre todos sem exceção, homens e mulheres, velhos e adolescentes. O texto enfatiza continuamente esta unanimidade pelo uso acumulado das expressões “todo”, “todos” e “cada um”. Nisto, na verdade, está a singularidade da coisa toda: nesta perfeitamente cavalheiresca abrangência de generosidade, sem precedentes e sem sucessores na história de todos os cultos. Em todas as tradições, o sobrenatural é de algum modo seletivo; o que acontece no dia de Pentecostes, em seu generoso abraço, é sobre-sobrenatural.

Que o evento está colocado no relato de modo a contrastar com a recente votação orquestrada por Pedro não deve haver nenhuma dúvida. Pois a iniciativa de Pedro é, no fim das contas, elitista e institucional; o derramamento do espírito é universal e democrático (para não dizer socialista ou, ainda melhor, anárquico).

A votação de Pedro, de iniciativa humana, é delimitadora, fazendo apenas confirmar e legitimar as categorias pré-estabelecidas; o derramar do Pentecostes, de iniciativa de Cristo, é igualitário, dissolvendo em sua embaraçosa unanimidade todos os rótulos e categorias.

A votação de Pedro é sensata, ordenada e ordeira, mas nada realmente produz; o derramamento do espírito é loucura e vento e ruído e caos e, nisto, todos se entendem e todos serão transformados.

De um universo de muitos, a eleição de Pedro peneira dois e premia finalmente um. O espírito escolhe todos e sobre todos reparte a sua honra.

A votação de Pedro é manobra de exclusão, enquanto o sopro do espírito é abraço todo-inclusivo; mesmo os “de fora” são inequivocamente tocados pelo milagre (”ouvimos falar das grandezas de Deus em nossas próprias línguas”), e num instante estarão incluídos nele.

Impossível não ver, em toda essa subversão, a marca distintiva do homem de Nazaré. Pode ser possível perder Jesus de vista no livro de Atos, mas este definitivamente não é o momento. Jesus dissera que teria de partir para que seu espírito viesse; garantira que não deixaria os discípulos orfãos; assegurara que todas as nações veriam a sua glória. Eram promessas grandes e tremendas, mas seu plano se mostrara ainda mais arrojado.

Pois o que testemunhamos neste dia de Pentecostes é nada menos, senhoras e senhores, do que a volta de Cristo. Jesus dissera que a sua vinda seria vista num instante do oriente ao ocidente, e aqui estão todos – da Pártia, da Pérsia, de Elã, residentes na Mesopotâmia, na Judéia, na Capadócia, em Ponto e na província da Ásia, na Frígia, na Panfília, no Egito e nos distritos da Líbia ao redor da cidade de Cirene, romanos residentes, tanto judeus de nascimento quanto convertidos ao judaísmo, de Creta e da Arábia – sendo tocados por ele e contemplando sem intermediários o seu esplendor.

É por isso que Jesus insistia ser necessário que ele fosse, isto é, não permanecesse neste mundo fazendo no nosso lugar o que não éramos capazes de fazer; era por isso que ele assegurava que seus discípulos fariam maravilhas maiores do que as que ele havia feito. Era esta sua promessa, era este o seu plano. Não devemos olhar para o céu aguardando a volta de Cristo, porque o Pentecostes explica-nos sem rodeios que ele voltou imediatamente.

A volta de Cristo somos nós.

Paulo Brabo [via site da Ibab].

Construindo a infância

Dizem que a infância não passa de mera construção cultural. Na Roma Antiga, não havia idade mínima para o casamento ou para a admissão dos rapazes para a guerra. Na Idade Média, crianças de todas as idades trabalhavam na lida do campo em iguais condições que qualquer adulto. Vá lá. Mas não há como negar que foi uma das boas coisas que a cultura ocidental construiu para o bem da humanidade...

Minha infância foi construída por limitações, a bem da verdade. Havia as fronteiras impostas pela vida em um subúrbio carioca absolutamente periférico, em uma região que, à época, ainda era conhecida como Zona Rural do Rio de Janeiro. Também limitavam-me a escassez de recursos em uma família que se estruturava financeiramente a duras penas, a partir de duas histórias familiares igualmente marcadas pela carência de luxos e confortos. Mas foi uma infância de bons limites, de balisamentos necessários, de negativas bem aplicadas por meus zelosos pais - que jamais se perguntaram se era ou não importante me dar limites.

A invenção da infância justificou-se na História para que se respeitasse essa fase da vida em que ainda não se conhece o mundo e tudo é aprendizado - ou deveria ser. Determinando, assim, os primeiros anos de vida, tinha-se a intenção de salvaguardar o direito das crianças de crescerem em um ambiente de proteção até que possam caminhar pelos próprios pés e acumular experiências o bastante para pensar por si só. Recordando minha infância de limites, de respeito aos mais velhos e de sede de saber, de criatividade em meio à carência e adaptabilidade às condições menos favoráveis, confesso ter um misto de medo e pena das novas gerações.

Nunca a infância foi tão valorizada - seja por legislações que visam a proteger os menores ou mesmo pelo mercado consumidor que descobriu na ingenuidade juvenil o melhor ambiente para vender seus produtos. Mas nunca nossas crianças estiveram tão perdidas, vivendo em um mundo de possibilidades infinitas e quase nenhum limite. Esquecem-se os pais e mestres que a vida real é feita de frustrações e desenganos, e que preparar alguém para o mundo passa por ensinar também as lições da paciência, da resignação, da renúncia e do sacrifício, da superação da dor e do medo, da busca por alternativas quando o desejo não pode ser cumprido. Quando se tem tudo com facilidade em nossas mãos, distanciamo-nos de certa consciência do valor do trabalho - sobretudo do trabalho alheio. Sem empatia, morrem aos poucos os conceitos de solidariedade, caridade e compaixão.

Se a infância é, de fato, uma construção cultural, parece-me o momento de uma reforma urgente em nossos conceitos do que é ser criança. Ou corremos o risco de estar formando uma geração de tiranos, com nefastas conseqüências para o nosso próprio futuro.

Robertson Frizero Barros, no blog Locutório.

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Eram quantas vezes?

Descubro aos 39 que uma história são muitas e que a narrativa reivindica ser recontada sempre e nunca em definitivo. Parece que o modo como vínhamos contando quem somos, no que cremos ou não mais, o que esperamos e do que desistimos, porque chegamos aqui, não conseguisse mais nos narrar. Entediados com os contos de nossa história, angustiados pela desconfiança de que um outro era uma vez precise ser arriscado, redescrevemo-nos.

Não consigo contar a minha história como vinha contando. Minha filha me perguntou em um dia desses: por que você é assim, diferente? Engasguei nas primeiras sílabas da história que sempre narrei para dizer quem sou. Não era mais. Não contava mais. Instantes novos, pessoas distintas, perguntas outrora adiadas, respostas blasfemas, fantasmas desvelados mudaram quem venho sendo desde o era uma vez. Não falo de capítulos novos de uma novela antiga. Mas de fatos novos que recontam a história toda. Uma narrativa é uma verdade que nunca chega, uma identidade sempre a caminho.

Talvez por isso Jesus nada tenha escrito. A palavra escrita finge que disse o que nunca deixará de ser. Talvez por isso, a única que vez em que escreveu o fez na areia. Para que a brisa, essa velha contingência, tratasse de desescrever. Foi a escrita fugidia na areia que obrigou os contadores de uma história só, a que junta pedras nas mãos, a recontarem-se. Quem não tiver pecado que conte uma única história. À mulher, que repetia pela última vez a história de sempre, impôs a tarefa de olhar-se de novo e narrar-se de novo e tentar ser de novo: onde estão as pedras, memórias mortas de quem é você? Restou o vácuo criativo das versões que se foram. Eu também não sei mais quem é você. Vá e conte de novo. Era uma vez uma mulher que queria amar.

Engasgado nas primeiras sílabas da história que sempre contei, mas que não me conta mais, perguntei, curioso, como se quisesse saber como de fato foi: o que você acha? Seu olhar irônico e juvenil, sobrancelhas franzidas, maneando a cabeça, era Jesus sugerindo-me redescrever-me. Esse que vou deixando de ser.

Elienai Jr.

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A, E, I, O, U, Y

Vídeo raro de Jackson do Pandeiro cantando o coco Sebastiana (Rosil Cavalcanti) na TVE, em 1979. Prestem atenção às brincadeiras que ele faz deslocando sílabas do compasso. =)

Como deusinhos

No romance Fantasma sai de cena (Exit ghost), do americano Philip Roth, um escritor, depois de viver isolado nas montanhas por dez anos, chega a Nova York: “O que mais me surpreendeu foi a coisa mais óbvia – os telefones celulares. Na Manhattan de que eu me lembrava, as únicas pessoas que andavam pela Broadway aparentemente falando sozinhas eram os loucos. O que acontecera que agora havia tanto a dizer e com tanta urgência que não dava para esperar?

(...) Alguma coisa que antes inibia as pessoas agora havia desaparecido, e por isso falar sem parar ao telefone se tornara preferível a caminhar pelas ruas sem estar sendo controlado por ninguém. (...) Para mim, isso tinha o efeito de fazer com que as ruas se tornassem cômicas, e as pessoas, ridículas.

Havia também um lado trágico nisso. A anulação da experiência da separação. (...) Você sabe que pode ter acesso à outra pessoa a qualquer momento, e, se isso se torna impossível, você fica impaciente e zangado, como um deusinho idiota. (...) Tendo vivido parte da minha vida na era da cabine telefônica, cujas portas dobradiças podiam ser hermeticamente fechadas, impressionava-me aquela falta de privacidade. (...) Eu não conseguia compreender como alguém podia imaginar que levava uma vida humana falando ao telefone metade do tempo em que estava acordado”.

Citação de Ruth Aquino na revista Época. Leia o artigo completo.

Falsos leitores

Se muitas vezes você se sentiu mal por não ter lido um livro que todos julgam ser de leitura indispensável, eis um consolo: duas entre cada três pessoas mentem sobre o fato de terem lido alguma obra famosa. A estatística foi revelada por uma pesquisa britânica divulgada nesta quinta-feira, por ocasião do Dia Mundial do Livro.

O livro predileto dos falsos intelectuais é 1984. Segundo o levantamento, 42% das pessoas fingem ter lido o clássico de George Orwell. Em seguida, aparecem calhamaços como Guerra e Paz, de Leon Tolstói, e Ulisses, de James Joyce, títulos citados em 31% e 25% das mentiras, respectivamente. Logo atrás, tida como o livro mais vendido no mundo, vem a Bíblia, com 24%.

Na hora de responder sobre quais autores as pessoas gostam de ler de verdade, ganharam os best-sellers modernos. JK Rowling, criadora do bruxinho Harry Potter, estava na cabeceira de 61% dos entrevistados, enquanto que John Grisham, um dos escritores mais famosos dos Estados Unidos, era lido por 32%. O estudo envolveu 1.342 pessoas.

Para o diretor do National Literacy Trust da Grã-Bretanha, Jonathan Douglas, as mentiras são motivadas quase sempre pelo mesmo motivo: a intenção de parecer mais interessante para possíveis parceiros sexuais. "A pesquisa sugere que a razão pela qual as pessoas mentem é para parecerem mais atraentes", disse Douglas, segundo reportagem do jornal britânico Daily Telegraph.

"As pessoas gostam de ser vistas como leitoras", continuou Douglas, que afirma que elas costumam mentir para impressionar os outros, especialmente companheiros em potencial. De acordo com o diretor da NTL, as pessoas geralmente arriscam um título na esperança de que o interlocutor não tenha lido a obra. Na lista a seguir, os dez principais livros que a maioria finge ter lido, e logo depois, a lista dos verdadeiros autores preferidos dos britânicos.

Livros que as pessoas fingem ter lido:

1. 1984, de George Orwell (42%)
2. Guerra e Paz, de Leon Tolstoi (31%)
3. Ulisses, de James Joyce (25%)
4. Bíblia (24%)
5. Madame Bovary, de Gustave Flaubert (16%)
6. Uma Breve História do Tempo, de Stephen Hawking (15%)
7. Os Filhos da Meia-Noite, de Salman Rushdie (14%)
8. Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust (9%)
9. A Origem dos Meus Sonhos, Barack Obama (6%)
10. O Gene Egoísta, de Richard Dawking (6%)

Autores que as pessoas realmente leem:

1. J K Rowling (61%)
2. John Grisham (32%)
3. Sophie Kinsella (22%)
4. Jilly Cooper (20%)
5. Mills & Boon (18%)
6. Dick Francis (17%)
7. Robert Harris (16%)
8. Jeffrey Archer (15%)
9. Frederick Forsyth (13%)
10. James Herbert (12%)

Fonte: Veja

6.3.09

O império de (P)Edir Macedo (62)

O MPF-SP (Ministério Público Federal em São Paulo) ajuizou uma ação civil pública contra a Rede Record e a TV Gazeta pedindo indenização no valor de, respectivamente, R$ 13.600.000,00 e R$ 2.424.300,00, pela suposta discriminação das religiões de origem afrobrasileira na programação das emissoras.

De acordo com a Procuradoria, programas religiosos exibidos nas redes de TV utilizam há anos expressões que discriminam religiões como umbanda e candomblé, tais como “encosto”, demônios, “espíritos imundos”, “feitiçaria”, além da famigerada “macumba”. Para a procuradora regional dos Direitos do Cidadão Adriana da Silva Fernandes, autora da ação, as emissoras não estão imunes de responsabilidade sobre programas feitos por produtoras independentes.

“A Record e a Gazeta são responsáveis pelas ofensas às religiões de matriz africana desferidas reiteradamente pelos programas religiosos veiculados em sua grade de programação”, ressaltou Adriana Fernandes.Em liminar, o MPF pede que as emissoras interrompam a exibição de programas que façam esse tipo de referência aos cultos de origem afro, e sugere multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento da possível decisão da Justiça.

A reportagem de Última Instância procurou a Rede Record e a TV Gazeta, mas até o momento não houve resposta.

Direitos

A procuradora destaca que os referidos programas ferem direitos fundamentais, como a liberdade de crença e o “respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família”. “O abuso praticado pelas rés contraria a dignidade da pessoa humana,(...) bem como os próprios objetivos de construção de uma sociedade livre, justa e solidária, com a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”, ressalta Adriana da Silva.

Segundo o MPF, em abril de 2008, o Ministério das Comunicações aplicou multa de R$ 1.012,32 às duas emissoras por ofensas às religiões afro, mas na visão da procuradora, a sanção não foi suficiente para acabar com as discriminações praticadas. Por isso pediu indenização equivalente a 1% do faturamento das empresas, que poderá ser revertido para o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos.

fonte: Última Instância
dica do victoralmeida via twitter

Jornalista(s) desempregado(s) (228)

Antologia de erros da Folha de S.Paulo

“Diferentemente do que foi publicado na seção de necrologia, caderno São Paulo, nos dias 24/6 (pág. 3-6) e 25/6 (pág. 3-8), não houve missa de Ricardo Bacanhim Pereira. Ele está vivo.” (27.jun.97)

“O quadro da edição de 9/1 de ‘Ciência’, referente à reportagem ‘Viagra para mulher’, à pág. 25 do caderno Mais!, indica erroneamente a vagina no local do ânus. No mesmo quadro, o testículo está incorretamente indicado no local do escroto.” (14.mar.00)

“Diferentemente do que foi publicado no texto ‘Artistas periféricos passam despercebidos’, à pág. 5-3 da edição de ontem da Ilustrada, Jesus não foi enforcado, mas crucificado, e a frase ‘No princípio era o Verbo’ está no Novo, não no Velho Testamento.” (7.dez.94)

“O nome do maestro Eleazar de Carvalho saiu grafado errado na edição de ontem à pág. 1-9 do caderno Brasil.” (5.jul.94) (Saiu sem o v)

“Na nota ‘Balão’, da coluna Joyce Pascowitch, publicada à pág. 5-2 (Ilustrada) de 18/12, onde se lê ‘bando Opportunity’, leia-se ‘banco Opportunity’;” (21.dez.95)

“A peste pneumônica é transmitida por gotículas de saliva, diferentemente do que informou o texto publicado na pág. 2-10, no dia 24/09.” (28.set.94) O texto afirmava que a doença era transmitida por filhotes de perdiz. Quem editou o texto procurou um sinônimo para perdigoto, que pode significar tanto salpico de saliva como filhote de perdiz.

“Texto de capa do caderno Ilustrada da edição de anteontem grafou incorretamente no primeiro parágrafo a palavra ortografia (saiu hortografia).” (25.fev.95)

“Saiu grafado incorretamente na edição de ontem o plural de fuzil-metralhadora. O certo é fuzis-metralhadoras, e não fuzíveis-metralhadoras, como foi publicado na pág. 1-14 de Brasil.” (13.set.91)

“Por erro de digitação, foi grafado poço cartesiano, em vez de artesiano, na página 3-1 de sábado último.” (16.fev.94)

“O músico Carlos Santana é guatemalteco, e não mexicano, como informou reportagem à pág. 4-3 (Ilustrada) de ontem.” (12.mar.96)…

“Diferentemente do que informou ontem esta seção, o músico Carlos Santana é mesmo mexicano e não guatemalteco.” (13.mar.96)

“Diferentemente do que foi publicado à pág. 1-14 (Brasil) da edição e 19/3, a Segunda Guerra Mundial começou em 1939, os EUA entraram na guerra em 1941, a Guerra dos Seis Dias foi em 1967, o presidente Richard Nixon (EUA) renunciou em 1974, Margaret Thatcher assumiu o poder no Reino Unido em 1979, o Muro de Berlim caiu em 1989, e o Iraque invadiu o Kuait em 1990.” (27.set.95)

via Blog do Paulo Henrique Amorim

Momento escatológico (26)

Um empresário alagoano encontrou uma maneira, no mínimo inusitada, para fazer a propaganda de um de seus bens à venda. O empresário Carlos Henrique ‘plotou’ o Sorento de cor preta e placa NLY 4595/AL, com apenas seis meses de uso, com um anúncio “Vendo esta bosta. Motivos diversos”. O veículo está exposto em um posto de combustíveis instalado na Avenida Fernandes Lima.

Em entrevista ao Alagoas24horas, o empresário disse que a razão que o levou a ‘radicalizar’ no anúncio foi o aborrecimento com a assistência técnica do veículo em Maceió. De acordo com Carlos Henrique, durante os três primeiros meses de uso do veículo, ele teria ficado 50 dias na concessionária, para reparos.

“Coloquei o anúncio na última terça-feira, dia 3, e várias pessoas já me ligaram, inclusive clientes que passaram pelo mesmo problema e se solidarizaram comigo”, contou Carlos Henrique. O último problema enfrentado pelo empresário teria sido a troca de uma peça por outra não original.

dica do Marcio Melania

Um caso para Salomão decidir

ELES DOIS QUEREM SEAN
Goldman, que mantém o quarto de seu filho Sean intocado há mais de quatro anos, e a criança na companhia do seu padrasto em Búzios, no litoral do Rio: oito viagens ao Brasil e acusações até de doença degenerativa e incapacitante

As paredes são pintadas de um azul claro, assim como o teto de meia-água. A janela é ampla, o quarto é bem iluminado e tudo está no lugar: os brinquedos de pelúcia sobre a cama, os livros na pequena estante de TV, os sapatos alinhados ao rodapé, as roupas penduradas no cabide. Só o aquário não tem peixes, mortos durante um corte de energia elétrica. "Quero que fique tudo como estava quando ele foi embora", disse David Goldman, na quarta-feira passada, ao receber VEJA em sua casa, em Tinton Falls, no estado de Nova Jersey, referindo-se ao filho, Sean, que foi levado pela mãe há quatro anos e meio para o Brasil.

Na mesma Quarta-Feira de Cinzas, Sean estava em Búzios, no litoral do Rio de Janeiro, onde passou o Carnaval numa luxuosa casa de frente para o mar, na companhia de familiares. Nestes últimos quatro anos e meio, pai e filho viram-se apenas uma vez, há menos de um mês, e somente por algumas horas, na área externa de um condomínio residencial no Rio e sob a vigilância de um psicólogo. "Nossos laços não se desfizeram", constatou Goldman, rememorando o encontro. "Ele ainda é o meu menino." Será?

A disputa pela guarda de Sean Bianchi Goldman é uma história talhada para um filme. Começou com um caso de amor no glamoroso mundo da moda em Milão e está virando um crescente desconforto diplomático entre Brasil e Estados Unidos. Em 1997, o americano David Goldman vivia em Milão como modelo, esbanjando sua estampa em 1,86 metro de altura e 80 quilos. Conheceu a brasileira Bruna Bianchi, bonita e culta, que estudava moda. Apaixonaram-se, mudaram-se para Nova Jersey. Ela engravidou, casaram-se em 1999 e Sean nasceu em 25 de maio de 2000.

Na aparência, viviam uma vida feliz. Mas algo ia mal. Em 16 de junho de 2004, Goldman levou mulher, filho e sogros ao aeroporto para embarcar para curta temporada no Rio, como faziam de vez em quando. "Indo para o embarque, ela se virou para mim e fez nosso gesto de ‘eu te amo’. Posso vê-la fazendo isso." Bruna nunca mais voltou. Do Rio, ela ligou dizendo que o casamento acabara e que Goldman só reveria Sean se, entre outras condições, lhe desse a guarda definitiva do filho. Goldman relembra: "A voz dela estava estranha. Era metálica, sem emoção".

trecho de matéria publicada na Veja.
dica do Tuco Egg

família poderosa que parece estar acima das leis, imprensa proibida de divulgar o caso, carta apelando aos sentimentos... quem tem razão? com quem deve ficar o garoto?

Linhas tortas

Uma senhora entra numa confeitaria e pede ao balconista uma torta 'nega maluca'.

O balconista diz à cliente que usar o nome "nega maluca" hoje em dia pode dar cadeia. E explicou o porquê:

- lei affonso arinos
- lei eusébio de queiroz;
- artigo quinto da constituição;
- código penal;
- código civil;
- código do consumidor;
- código comercial;
- código de ética;
- moral e bons costumes,
- além da lei 'maria da penha' ...

- então, meu filho, como peço a p*rra dessa torta?

- torta afro-descendente com problema mental, por favor.

via jornal da imprenÇa, no Comunique-se.

Êxtase corporal carismático

''Bailando com o Senhor'': técnicas corporais de culto e louvor (o êxtase e o transe como técnicas corporais)

Artigo escrito por Raymundo Heraldo Maués para a Revista de Antropologia

A utilização do corpo como instrumento de culto e louvor, em técnicas de cura ou de outros tipos, por católicos carismáticos, que tem despertado tanta atenção, também por sua exibição na mídia (através da atuação de ministros como o padre Marcelo Rossi, no Brasil), permite uma reflexão e um estudo comparativo com outras formas de culto, entre as quais aquelas com características xamânicas, como a pajelança rural amazônica (não indígena) e as religiões afro-brasileiras. Partindo da noção de técnicas corporais, formulada por Marcel Mauss, e lidando com conceitos de autores como Merleau Ponty, Pierre Bourdieu e Thomas Csordas, o artigo analisa parte do material empírico coletado pelo autor em sua pesquisa de campo, que tem como locus a cidade de Belém e a região do Salgado, na Amazônia Oriental brasileira.

Clique aqui para o texto completo

Show de relevância (49)

Um novo estádio de futebol em Benghazi, no leste da Líbia, foi inaugurado nesta sexta-feira com o nome do presidente venezuelano, Hugo Chávez, em uma homenagem a seu "programa revolucionário", informa a imprensa local.

O nome de Chávez foi escolhido para o local como "reconhecimento a seu programa revolucionário na Venezuela e a seu papel no futuro sul-americano", afirma a agência oficial líbia, Jana.

Com capacidade para 11.000 espectadores, o estádio será uma das sedes da Copa da África de Nações de 2014, segundo Mohamed, filho do dirigente líbio, Muammar Kadhafi.

O presidente venezuelano, que tem boas relações com o líder líbio, recebeu em 2005 o "prêmio Kadhafi de direitos humanos".

fonte: Terra
dica do Francisco Salerno Neto

qual "papel no futuro'? só se for grudado no papel higiênico...

Cuba lança slogan

Cartazes flagrados estes dias por um brasileiro em Havana, espalhados pelo governo de Raul Castro.

"Con elles venceremos: trabajo, estudio e... fuzil!"

fonte: Blog do Ancelmo Gois

Deus drogado

A tira que saiu no último sábado na Folha. Mandei para a arte uma opção pra dar uma "suavizada" no tema. A opção era "meu psiquiatra". A original era "meu traficante". Achei que ligar deus com consumo de drogas poderia dar merda. Eles utilizaram a opção mais suave para se poupar de possíveis problemas com esses fanáticos. Na minha opinião a original (meu traficante) era mais divertida.

Bola(s) fora

O meio-campista Douglas, do Corinthians, passou o dia de ontem tentando entender porque não passou aquela bola pro Ronaldo, sozinho, na cara do gol.

Perdeu a chance de coprotagonizar em todo o mundo o primeiro abraço do Fenômeno na sua volta ao futebol.

Será que foi justo por isso?!

Tutty Vasques

em entrevista, luxemburgo aconselhou os jogares do verdão: "tem que comer o ronaldo".

papinho de bambi esse... =)

Treinamento de videntes

clique p/ ampliar.
dica da Alzira Sterque
Não, obrigado.

Quinquilharias gospel

Computador com peças de dez anos de idade é vendido como "PC de Jesus"

Produto está supostamente ligado à Igreja Renascer

Diversos blogs nacionais encontraram ontem um produto um tanto suspeito em na loja virtual do Submarino: o computador Gospel. Suspeito porque, além de não ter foto, o PC Gospel é uma máquina montada com peças ultrapassadas. O produto é oferecido pelo valor de R$ 929.

Segundo o site BR-Linux, a máquina anunciada é um PC remanufaturado com peças de 1998. O sistema operacional é o Linux.

Na descrição do produto, ainda no site do Submarino, o equipamento é ligado à igreja evangélica Renascer, que aponta como fabricante a PLANAC, e cita entre os recursos bíblia online, discador iGospel e a oportunidade de ajudar nas obras da Fundação Renascer.

Ainda segundo a descrição, o PC é destinado aos iniciantes na informática que “não precisam de equipamentos de última geração”

O blog Uma visão do mundo compara o computador PC Gospel ao Positivo Plus F158.

Enquanto o PC Gospel vem com um processador K6-2 de 400 MHz, o Positivo é equipado com um Celeron de 1,8 GHz. Se levarmos em conta apenas a freqüência de operação, o micro mais novo é cerca de 500% mais rápido – mas, devido ao avanço tecnológico, o ganho de velocidade é bem maior, de quase 1.000% (mil por cento, ou cerca de dez vezes mais rápido).

Todos os outros componentes também são expressivamente mais modestos no Gospel PC (64 MB de memória RAM contra 512 MB no Positivo, disco rígido de apenas 10 GB contra 80 GB no micro mais novo, oito vezes mais espaço). Além disso, a máquina da Positivo vem com o sistema operacional Windows Vista legal e pré-instalado, um benefício para usuários novatos e não adaptados ao Linux. Mesmo assim, o PC Gospel é R$ 130 mais caro: o Positivo Plus F158 custa R$ 799 nas Casas Bahia.

Por menos de R$ 900, é possivel comprar um Netbook como o Positivo Mobo, que é muito mais poderoso que a máquina sendo vendida e, ainda assim, extremamente portátil.

Procuramos informações no site da Igreja Renascer, mas não encontramos nenhuma. Enquanto escrevíamos esta nota, a oferta do Submarino ainda estava no ar. Em contato com a Televendas do site, um atendente afirmou nunca ter visto a página do produto e não saber se a máquina era boa ou não.

Na loja virtual da Planac o computador não é listado, e em contato com a empresa descobrimos que o aparelho, que trazia um ano de garantia e era feito com peças remanufaturadas, não está sendo mais vendido – embora, como dissemos, a oferta continuasse no ar.

Nos comentários inseridos por clientes do Submarino aos produtos, os usuários não se importaram com o lado supostamente filantrópico da oferta. Todos os comentários, em formato de “tags”, tentam avisar aos possíveis interessados de que a máquina está muito mais cara que produtos de melhor qualidade e mais avanço tecnológico. Algumas das “tags” são impublicáveis mas, dentre as menos ofensivas, estão “roubo”, “vergonha”, “sucata”, “pecado” e “ehumaciladabino”.

Fonte: Geek
colaboração: Walter Cruz, Charles Fernando e Vinicius Lima

5.3.09

Humor de quinta (95)

Aê galera,

Parece papo de elevador usar este espaço p/ falar "o dia foi quente hj". Melhor falar que foi quente nos posts apimentados de hj. Apesar do lobby gaúcho, sobrou p/ todo o mundo... =)

Na terça-feira o Rodney Eloy completou um ano de colaboração c/ o blog. Parabéns! Ou não. rsrs No mesmo dia, o Eliézer Santos estreou neste sítio. Como disse no twitter, a chegada de um arquiteto deve amainar os ânimos daqueles que reclamam que o espaço é "pouco edificante".

Hora de agradecer a galera que participou da edição de hj: Judith Almeida, Kesia Leonardo, Marília Camargo Cesar, Henrique Neiva, Rodolfo Ortiz e Wagner Archela. Muuuito obrigado!

big abraço

PS.: estamos tabulando os dados dos + de 40 participandtes do mob de leitura. no sábado (7/3), serão divulgados os premiados de fevereiro. dedos cruzados... :P

Enche a bóia Pai...

Fail...

crédito: Uhull

Algo mudou na Casa Branca

Loira prevenida

Pela décima vez, o cara insistiu a sua namorada loira a fazer sexo sem camisinha. Então, finalmente, ela disse:

- Amor… eu só faço se você fizer exame de sangue, e provar que não tem AIDS.

Com o resultado do teste provando que ele estava limpo, ela concordou e foram para cama, no mesmo dia.

Mais tarde, depois de uma sessão de sexo maravilhoso e selvagem, ela disse:

- Me desculpe amor de ter pedido para você fazer o teste, mas é que eu morro de medo de pegar aquela doença de novo!

Currupaco

fonte: Nadaver

High's C* Musical

Finalmente o astro de High School Musical saiu do armário... =)


É muito ócio criativo! rs
PS: vídeo cheio de palavrões. não assista se for perder a santidade...

Um é pouco, dois é bom...

1 advogado = um doutor
2 advogados = um escritório
3 advogados = uma reunião
4 advogados = uma quadrilha

1 arquiteto = uma bicha
2 arquitetos = uma bicha e um carnavalesco
3 arquitetos = uma bicha, um carnavalesco e um cabeleireiro
4 arquitetos = uma festa gay

1 carioca = 1 surfista
2 cariocas = 2 surfistas
3 cariocas = 1 boca de fumo
4 cariocas = um arrastão

1 gaúcho = um cabra macho, tchê!
2 gaúchos = uma briga de faca
3 gaúchos = um rodeio
4 gaúchos = uma parada gay

1 baiano = um escritor famoso
2 baianos = uma luta de capoeira
3 baianos = um grupo de axé
4 baianos = um terreiro de macumba

1 paulista = uma micro-indústria
2 paulistas = uma indústria de médio porte
3 paulistas = uma indústria de grande porte
4 paulistas = uma catástrofe ecológica

1 paraíba = um porteiro
2 paraíbas = repentistas tirando versos
3 paraíbas = um canteiro de obras
4 paraíbas = um caminhão de pau-de-arara indo para São Paulo

1 chinês = uma lavanderia
2 chineses = uma pastelaria
3 chineses = uma equipe de pingue-pongue
4 chineses = uma explosão demográfica

1 italiano = um jornaleiro
2 italianos = uma pizzaria
3 italianos = um ensaio de ópera
4 italianos = novela das oito

1 argentino = um fdp
2 argentinos = dois fdp
3 argentinos = três fdp
4 argentinos = quatro fdp

1 petista = um idealista
2 petistas = dois camaradas
3 petistas = bando de terroristas
4 petistas = turma do mensalão

Banho gelado resolve?

O logotipo criado para o Office of Government Commerce (OGC) custou 14 mil libras (cerca de R$ 46 mil) ao Tesouro Britânico.
Legal né? Nada como um logotipo novinho. Agora sim!
Porém bastou um fdp com o senso de p*taria elevado virar a imagem para acabar com a felicidade de todos...
fonte: Pilândia

Paraíso

Estava num passeio em Roma quando, ao visitar a Catedral de São Pedro, fiquei abismado ao ver uma coluna de mármore com um telefone de ouro em cima. Vendo um jovem padre que passava pelo local perguntei a razão daquela ostentação.

O padre então me disse que aquele telefone estava ligado a uma linha direta com o paraíso e que se eu quisesse fazer uma ligação eu teria de pagar 100 dólares.

Fiquei tentado porém declinei da oferta. Continuando a viagem pela Itália encontrei outras igrejas com o mesmo telefone de ouro na coluna de mármore. Em cada uma das ocasiões perguntei a razão para o telefone e a resposta era sempre a mesma: linha direta com o paraíso ao custo de 100 dólares a ligação.

Depois da Itália vim para o Brasil e fui direto para o Rio Grande do Sul (de um país para outro país).

Ao visitar a nossa gloriosa Catedral de Porto Alegre, na famosa Praça da Matriz, fiquei surpreso ao ver novamente a mesma cena: uma coluna de mármore com um telefone de ouro. Sob o telefone um cartaz que dizia: LINHA DIRETA COM O PARAÍSO - PREÇO POR LIGAÇÃO = R$ 0,25 ( vinte e cinco centavos ).

Não aguentei e disse: Padre, viajei por toda a Itália e em todas as catedrais que visitei vi telefones exatamente iguais a este, mas o preço da chamada era 100 dólares! Por que aqui é somente R$ 0,25 centavos?

O Padre sorriu e disse: Meu amigo, você está no Rio Grande do Sul! Aqui a ligação é local!

Mulheres são de Vênus (77)

O sujeito conhece uma gata na noitada e logo leva ela pro motel.

Lá dentro ele tira a camisa, deixa o seu bíceps à mostra e diz:

- Isso são 80kg de dinamite!

Mostra o abdômen e diz:

- 100kg de dinamite!

Depois tira a bermuda, mostra as coxas e diz:

- 120kg de dinamite!

Enfim, ele tira a cueca samba-canção e a mulher sai correndo pelos corredores gritando:

- Evacuem o motel! O meu quarto está lotado de dinamite e o pavio é curtinho...

Puxa-saco

crédito: Kibeloco

Mudanças

Beber, cair e perguntar (32)

1. A CERVEJA MATA?
Sim. Sobretudo se a pessoa for atingida por uma caixa de cerveja com garrafas cheias. Anos atrás, um rapaz, ao passar pela rua, foi atingido por uma caixa de cerveja que caiu de um caminhão levando-o a morte instantânea. Além disso, casos de infarto do miocárdio em idosos teriam sido associados as propagandas de cervejas com modelos boazudas.

2. O USO CONTINUO DO ÁLCOOL PODE LEVAR AO USO DE DROGAS MAIS PESADAS?
Não. O álcool é a mais pesada das drogas: uma garrafa de cerveja pesa cerca de 900 gramas

3. CERVEJA CAUSA DEPENDÊNCIA PSICOLÓGICA?
Não. 89,7% dos psicólogos e psicanalistas entrevistados preferem uísque.

4. MULHERES GRÁVIDAS PODEM BEBER SEM RISCO?
Sim. Está provado que nas blitze a polícia nunca pede o teste do bafômetro pras gestantes. E se elas tiverem que fazer o teste de andar em linha reta, sempre podem atribuir o desequilíbrio ao peso da barriga.

5. CERVEJA PODE DIMINUIR OS REFLEXOS DOS MOTORISTAS?
Não. Uma experiência foi feita com mais de 500 motoristas: foi dada uma caixa de cerveja para cada um beber e, em seguida, foram colocados um por um diante do espelho. Em nenhum dos casos, os reflexos foram alterados.

6. A BEBIDA ENVELHECE?
Sim. A bebida envelhece muito rápido. Para se ter uma idéia, se você deixar uma garrafa ou lata de cerveja aberta ela perderá o seu sabor em aproximadamente quinze minutos.

7. A CERVEJA ATRAPALHA NO RENDIMENTO ESCOLAR?
Não, pelo contrário. Alguns donos de faculdade estão aumentando suas rendascom a venda de cerveja nas cantinas e bares na esquina.

8. O QUE FAZ COM QUE A BEBIDA CHEGUE AOS ADOLESCENTES?
Inúmeras pesquisas vinham sendo feitas por laboratórios de renome e todasindicam, em primeiríssimo lugar, o garçom.

9. CERVEJA ENGORDA?
Não. Quem engorda é você.

10. A CERVEJA CAUSA DIMINUIÇÃO DA MEMÓRIA?
Que eu me lembre, não.

Eutanásia

Ontem, minha esposa e eu estávamos sentados na sala, falando das muitas coisas da vida: estávamos falando de viver ou morrer.

Eu lhe disse:

- Nunca me deixe viver em estado vegetativo, dependendo de uma máquina e líquidos. Se você me vir nesse estado, desliga tudo o que me mantém vivo, por favor !!!

Ela se levantou, desligou a televisão e jogou minha cerveja fora.

De joelhos

Mulheres são de Vênus (76)

Ao ver o marido vestindo o paletó, a esposa perguntou:

- Aonde você vai?

- Vou ao médico - respondeu ele.

E ela:

- Por quê? Você está doente?

- Não. Vou ver se ele me receita esse tal de 'Viagra'

A esposa levantou-se da cadeira de balanço e começou a vestir o casaco.

Ele perguntou:

- E você? Aonde você vai?

- Ao médico, também - respondeu ela.

- Por quê?

- Quero pedir para tomar uma vacina antitetânica.

- Mas.... Por quê?

- Vai que essa coisa velha e enferrujada volte a funcionar...

4.3.09

Marimbundão de fogo (2)

Em uma de suas viagens no jatinho do laranja dono de uma faculdade maranhense, Sarney com aquele pijama de seda, fazia a leitura diária de seu Maquiavel em um aposento privativo do avião. No mesmo vôo, vinha sua assessoria e os puxa, quando em dado instante, eis quem aparece, ele mesmo, o capiroto. Nesse instante, para não perder a viagem, o coisa ruim disse que o jato ia cair e todos iriam morrer e começou a fazer o avião balançar muito. Apavorados, os assessores foram até a cabine onde se encontrava o tranqüilo chefe e contaram o que estava acontecendo. Zangado, o Senador saiu do cômodo e foi ter com o capa preta e perguntou-lhe:

Sarney: você sabe quem sou eu?

O diabo: sim, o Sarney

Sarney: você sabe quem mandou prender o Zé Reinaldo usando seu prestigio junto a justiça e até a PF para satisfazer os caprichos de uma filha mimada?

O diabo: Com certeza, foi Vossa Excelência.

Sarney: você sabe quem manda no Amapá e até no desafeto Capiberibe?

O diabo: é o senhor.

Sarney: você sabe quem não deixou o atual Governador do Estado do Maranhão trabalhar e irá tirá-lo do cargo no tapetão?

O diabo: O senhor é fogo, não há dúvida que é o senhor.

Sarney: você sabe quem manda no Lula e em meia duzia de petistas?

O diabo: O senhor é claro.

Sarney: você sabe quem mandou durante quarenta anos no Maranhão, transformando-o no Estado mais pobre do Brasil e tem o menor IDH do País. Construiu também um mausoléu num lugar que era do Estado só pra satisfazer seu ego?

O diabo: É demais, foi Vossa Excelência.

Sarney: sabe quem dá as cartas na Eletronorte, BNDES, Ministério das Comunicações, Correios, Petrobrás e tem grandes influências em quase todos os Ministérios e na Câmara dos Deputados.?

O diabo: não tenho dúvidas que é Vossa Excelência.

Sarney: você sabe quem é sócio de um Banco em Miami, foi sócio do ex Banco Santos, é sócio de uma Indústria de automóveis na Índia, sócio de um grande hospital, de um shoping e de dois prédios na avenida mais movimentada de São Luís, além de possuir vários quadros famosos e livros raros em uma ilha?

O diabo: isso nem eu sei dizer de quem é, mas na dúvida... acho que é de um senador...

Sarney: sabe quem Ricardo Murad chama de painho e toma a benção todo dia por telefone antes de sair de casa.

O diabo: francamente, é o senhor.

Sarney: você sabia que agora sou Presidente do Senado só para abafar uma investigação da PF e tirar o Tasso Genro, tudo isso pra mostrar pro Lula quem manda?

O diabo: tu és pior que eu, p*rra!

Sarney: sabe quem possui o maior império de comunicação do Brasil para manipular pessoas em um Estado que tem um dos maiores índices de analfabetismo do país?

O diabo: cruz credo, és tu.

Sarney: sabes quem é meu genro?

O diabo: vou enfartar...

Sarney: Se liga, se eu morrer, com certeza, vou pro inferno.

O diabo: vai pra lá coisa ruim.

Nesse instante o capiroto sumiu e o avião voltou a não mais balançar e tudo ficou como antes.

Moral da história: Até o diabo tem medo do que Sarney pode fazer no inferno. Que coisa!

Piada contada na Praça João Lisboa (MA) pelos fogosos frequentadores do largo em frente aos correios.

fonte: Blog do Mukamatrix

Celebration

O detalhe do placar justifica tamanha alegria.

Só no sapatinho (de fogo)

Em entrevista, Roberto Brum diz que sonhou com atacante do Corinthians. O volante santista afirmou ainda que espera vê-lo "sambando com um louvorzinho gospel".

dica do Jarbas Aragão

O silêncio do inocente

No último sábado vi uma cena muito desconfortável no trem. Uma mãe chorava aos soluços pelo seu filho que morrera enquanto trabalhava.

Do outro lado do corredor estavam alguns jovens que voltavam de algum evento da “igreja” Universal, com suas pulserinhas identificadoras e outros badulaques espirituais.

Uma das meninas do grupo saiu do seu lugar e foi falar com a senhora que chorava. A mãe explicou com as palavras que conseguiu sobre a morte do filho.

A menina crente imediatamente interrompeu pedindo-a que entendesse os planos de Deus e coisa e tal. Depois de um monte de aparentes palavras de conforto a evangelizadora informou os horários das reuniões em algum templo.

A igreja tem treinado os seus seguidores para a captação de fiéis nos momentos de vulnerabilidade e sofrimento, pois são nessas situações que as pessoas estão susceptí­veis à conversão.

Deus não tem muito a ver com os fatos cotidianos: uma gripe, um emprego e mesmo a morte.

Há momentos em que Deus está em silêncio, chorando com os que choram.

Thiago Bonfim no Livraria do Thiago

Número 1 ou Número 2?

Achei essas fotos de banheiros maneiros - o segundo tem até TV!!! - no orkut de um amigo:

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