7.4.09
Religiosos subversivos
O jornalismo nos limites da liberdade: um estudo da cobertura da imprensa sobre os casos dos religiosos acusados de praticar atividades subversivas durante o regime militarTese de Mestrado em Comunicação defendida por Eliane Muniz Lacerda na Universidade de Brasília
A pesquisa analisa a cobertura da imprensa durante a ditadura militar no Brasil, com base em cinco casos de religiosos acusados pelo regime de praticar atividades subversivas. A análise corresponde ao período histórico de 1968 a 1977. Os cinco casos em estudo foram selecionados entre dezoito noticiados pela imprensa neste mesmo período. A divulgação feita pelos jornais Folha de S. Paulo, Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo e O Globo totalizou 53 notícias. A cobertura da imprensa é analisada a partir da perspectiva de abordagem da Hipótese da Agenda-setting e do enquadramento dado às notícias. No caso do agendamento da imprensa, tem-se como referência a atuação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) como promotora de notícia na defesa dos religiosos e dos direitos humanos. Observa-se também o enquadramento dado pela imprensa aos casos de religiosos acusados de praticar atividades subversivas e se houve uma correlação entre o que a CNBB agendou e o que foi noticiado pelos jornais.
Clique aqui para o texto completo [pdf]
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O jornalismo nos limites da liberdade [Observatório da Imprensa]
O jornalismo trabalha com a verdade
Com 30 minutos de duração o telejornal é feito por cerca de 15 profissionais e tem como objetivo oferecer um noticiário dinâmico com conteúdo nacional, internacional e prestação de serviço, além de entrevistas que repercutem assuntos atuais. "É um jornal de fim de noite, sem pretensão de furar todo mundo. Ele é voltado para deixar a pessoas bem informadas sobre o dia", diz Bernardi.
Questionado sobre as possíveis dificuldades de trabalhar em uma emissora evangélica, o jornalista é enfático: "A programação da emissora é evangélica, o jornal não. Queremos quebrar o estigma com esse produto. o jornalismo trabalha com a verdade, independente da religião, e isso é o mais importante".
Portal IMPRENSA - Conte um pouco sobre a sua carreira e os objetivos do novo telejornal.
Jose Carlos Bernardi - Há três anos, a RedeTV! realizou um corte de funcionários, e eu estava nesse bolo. A partir daí, fui para a TV Assembleia, onde estou hoje como chefe de redação. Lá recebi o convite para apresentar o "Diário de Notícias", da Rede Gospel - por onde já tive outras duas passagens. Como continuo na TV Assembleia, só faço a apresentação do telejornal e ajudo em alguma coisa na reunião de pauta. É um jornal de fim de noite, sem pretensão de furar todo mundo. Ele é voltado para deixar a pessoas bem informadas sobre o dia, não temos pretensão nenhuma de ser o melhor jornal. Além disso, a apresentação é descontraída, sempre temos uma entrevista, às vezes meio alternativa; a ideia é dar um outro enfoque.
IMPRENSA - É um jornal voltado para o público da emissora ou tem autonomia editorial?
Bernardi - Tem total autonomia, nós sabemos onde estamos pisando, não vamos criar animosidade. A linha editorial é feita com cautela, já que é uma TV segmentada. Mas a programação da emissora é evangélica, o jornal não. Queremos quebrar o estigma com esse produto. O interessante é que é um trabalho terceirizado, a produtora GG12 produz conteúdo para outras empresas. Este é o primeiro projeto, e estão surgindo outros de terceirização de telejornais. Com a prestação de serviço, há a redução de custo para a empresa que contrata, e teoricamente salários melhores para os trabalhadores.
IMPRENSA - O que esse cargo de apresentador representa para você neste momento da sua carreira?
Bernardi - Eu trabalhava em grandes emissoras, como SBT, Manchete, RedeTV!. Eu acho que é bom porque não estou fora do ar. O mais legal é a liberdade que eu tenho. Em emissoras maiores a fente fica engessado, lá eu fico confortável, bem à vontade. E a repercussão é grande, a gente nem imagina. Não temos noção da visibilidade.
IMPRENSA - É possível ser objetivo em uma emissora religiosa?
Bernardi - Claro que sim. Apesar de não frequentar a Igreja Renascer, eu também sou cristão, mas o jornalismo trabalha com a verdade, independente da religião, e isso é o mais importante.
IMPRENSA - Que medidas foram tomadas depois da interdição da sede da Rede Gospel? Isso afetou o seu programa?
Bernardi - O ruim foi termos que trocar de estúdio, porque achava o cenário antigo maravilhoso. Com o cenário reduzido, perde um pouco a qualidade do que eu proponho fazer: antes apresentava o jornal caminhando, em pé, e agora não tenho como me deslocar. No resto, não influencia em nada. Acredito que toda e qualquer modificação na sede vai melhorar as condições de trabalho para todo mundo. E lá eu nunca percebi nada de errado, estou torcendo para que isso se resolva porque quero o estúdio de volta.
fonte: Portal Imprensa
dica do Rodney Eloy
"sabemos onde estamos pisando, não vamos criar animosidade..."
os mornos serão vomitados. neste caso, pelo público.
De 4 pro diabo
Hoje, dia 5 de abril de 2009, pregando na televisão aqui em Brasília, mensagem que estará disponível na Vem e Vê TV, eu disse que o Império das Trevas quer botar todos de quatro...
E mais: disse que todos estão..., exceto quem já passou, pela fé e pela consciência, do Império das Trevas para o Reino do Filho do amor de Deus.
Então alguém me escreveu logo depois dizendo que o termo era chulo.
E me perguntou: “Você não acha o termo chulo?”
Respondi:
“Claro que é. Mas você entendeu?”
De fato parece que dizer “se prostrado me adorares” [convite do diabo a Jesus e fato/proposta dele para todos os homens desde o início] não diz mais nada.
Virou um termo de presépio...
Já não comunica.
Se tornou um repertório da inconsciência...
E, por isto, não deixa mais as pessoas verem como ESTÃO DE QUATRO PRO DIABO LEVANDO UM TARUGO NO TRASEIRO e pensando que isto seja calamidade da existência cega.
Mas o crente de termos sagrados fica chocado!
É pra ficar mesmo, não com o termo, mas com a POSIÇÃO EXISTENCIAL na qual quase todos se colocam.
O MUNDO VIVE DE QUATRO!...
Assim, o diabo carca o traseiro de muitos; enquanto a maioria pergunta: “Onde está Deus que não me salva?”
Ora, Deus está aí...
Querendo corações...
Mas o diabo quer é o rabo de todos...
Chocados?...
Ah, que fiquem!
Afinal, quem não está de QUATRO não sente nada...
Porém quem está, ainda que sem querer admitir..., ao ouvir o modo como eu disse..., se choca.
Mas e eu com isto?...
Ora, quem precisa entender entende; quem acha que não precisa... discute a terminologia...
Eu, no entanto, pergunto:
Quem não está de QUATRO pro diabo?
Ora, se a “igreja” está, quem mais não está?
Apenas os indivíduos que receberem o selo do Cordeiro na fronte não estão, mas o mundo inteiro está.
Diante do diabo é assim:
O cara se ajoelha e pensa que vai rezar na presença do bicho. Ele, o bicho, porém, vai logo dizendo: “Ajoelhou? Então pode baixar as calças!”
Quem pensa de outro modo do diabo já perdeu a sensibilidade e não notou...
O diabo é o pai dos vampiros...
Ele, porém, põe a estaca no traseiro de seus monstrinhos.
Ao invés de se chocar, faça o seguinte:
Arranque a estaca do diabo do seu reto existencial e curve-se apenas diante Daquele que não enraba, mas apenas coroa a vida.
Acorde!...
Caio Fábio
dica do Marcos Florentino
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A retórica do discurso evangélico
Mas não acreditam realmente que alguém que não freqüenta igreja alguma possa ser salvo.
Os líderes evangélicos dizem que Deus ama quem dá $ com alegria.
Mas não acreditam que um irmão pode estar precisando exatamente do contrário: receber
Os líderes evangélicos dizem que não existe representante de Deus na Terra.
Exceto quando se trata do dízimo, pois, ao não entregá-lo para a instituição religiosa, o crente está roubando a Deus.
Os líderes evangélicos dizem que o exame das escrituras é livre.
Mas não aceitam a exposição de opiniões e interpretações diferentes na Escola Dominical.
Os líderes evangélicos dizem que o sacerdócio é universal.
Mas não acreditam que ovelhas possam viver sem se submeter às autoridades eclesiásticas.
Os líderes evangélicos dizem que Deus odeia o pecado e ama o pecador.
Mas não acreditam que Deus possa amar aos “gentios” tanto quanto aos crentes.
Os líderes evangélicos dizem que não existe “pecadinho” e nem “pecadão”.
Mas disciplinam irmãos por causa de alguns pecados considerados mais graves e ignoram outros pecados tidos como menos graves.
Os líderes evangélicos dizem que é preciso amar ao próximo como a ti mesmo.
Mas pensam que o “próximo” se refere somente aos seus irmãos de fé e não aos que confessam outra (ou nenhuma) fé.
Os líderes evangélicos pregam que é preciso dar a outra face ao inimigo.
Mas não fazem desta maneira com grupos pró-aborto, macumbeiros, homossexuais e ateus.
Os líderes evangélicos dizem que Deus é soberano e sua vontade é o melhor.
Mas não tem temor ao aconselhar ao rebanho a exigir que Deus “olhe para eles” para poder tomar posse das benção$.
Os líderes evangélicos pregam que Jesus foi pobre, andou com pecadores, venceu o diabo no deserto e sofreu morte de cruz.
Mas te fazem acreditar que você está pobre (ou no leito da morte) porque não tem fé. Provavelmente está endemoniado e anda com pecadores.
Viver e liderar um evangelho assim é fácil, não?
Saulo Dias Luz, no blog Sal com pimentas
Jovens comprometem-se na defesa da Criação
Jovens das Igrejas presbiterianas e reformadas das sub-regiões Cone Sul e Andina reuniram-se no Encontro de Líderes Juvenis, realizado nos dias 19 a 23 de março, em Foz do Iguaçu, Brasil, sob o tema “Ações Juvenis para a Vida em Abundância”.No encontro os jovens aprofundaram a espiritualidade, trocaram experiências e discutiram temas como justiça social, responsabilidade com a criação, responsabilidade ética-cristã, a identidade reformada, mantendo presente as idéias do reformador João Calvino, a partir de uma leitura dos sinais dos tempos e iluminados pela palavra de Deus.
“Como jovens cristãos que queremos assumir o chamado de Deus e na busca da construção de seu Reino (!?)”, dizem os jovens reformados e presbiterianos, “manifestamos nossas preocupações e reconhecemos nossa responsabilidade ao ter-nos esquecido de ser testemunhas de Jesus Cristo que se revela e nos renova, e do anúncio da vida em abundância para todos e todas.”
O reconhecimento dos jovens parte de um olhar crítico sobre a realidade econômica, firmada na especulação de um sistema criminoso que leva aos seres humanos a render culto ao mercado e condenar milhões de pessoas à morte. Também clama o nível de exploração dos recursos naturais, a contaminação do planeta e a degradação do meio ambiente que põe em risco todas as vidas na terra.
Os jovens apontam, ainda, a falta de compromisso de setores cristãos na defesa da vida e da dignidade humana, a utilização da palavra de Deus não para anunciar a vida, senão para legitimar causas injustas; o silêncio que se mantém diante da morte de milhões de pessoas que são condenadas à morte direta ou indiretamente pela falta de oportunidades, e o fato de pessoas se converterem em objetos manipuláveis do consumismo, que corrompe e afasta-as do projeto de Deus.
“Comprometemo-nos, apelando à nossa responsabilidade ética-cristã, a trabalhar para acabar com o pecado pessoal e social, escutando o chamado de Deus, que nos convida e nos acolhe para trabalhar pela defesa e o restabelecimento da criação e de nossa essência como seus filhos e filhas”, afirmam.
Dentre os compromissos assumidos pelos jovens reformados constam a conscientização das pessoas sobre o estado da Criação e as condições da humanidade, no intuito de “tirar a venda dos olhos”; fomentar o consumo responsável e em equilíbrio com a criação, adquirir produtos que se apresentam como necessidades de uso e não de abuso; ensinar para meninos e meninas os valores cristãos, para que eles se formem na busca de uma vida mais sadia para si e para o próximo; assumir a campanha continental de resistência ética contra o consumismo.
Os jovens da Região Cone Sul e Andina da Aliança de Igrejas Presbiterianas Reformadas da América Latina (AIPRAL) pertencem as igrejas Presbiteriana Independente do Brasil, Reformadas na Argentinas, Evangélica do Rio da Prata, Evangélica Valdense, Evangélica Congregacional do Paraguai, Presbiteriana do Chile, Evangélica Presbiteriana no Chile. Participaram, como representante de entidades fraternas, colegas das igrejas Presbiteriana dos Estados Unidos, Presbiteriana da Colômbia e do Conselho Latino-Americano de Igrejas CLAI.
fonte: Gnotícias
Somente não concordo com a tal "... construção de seu Reino". Entendo que o Reino de Deus se instala no coração e não nas construções humanas -sejam elas do concreto ou da abstração. E somente a partir daí o Reino se revela ao mundo nas nossas ações voluntárias, como resposta à redenção, em direção ao meu próximo.
Aqui Agora Gospel (37)
O tecladista do grupo Roupa Nova, Cleberson Horsth, está sendo investigado por suspeita de ter agredido a ex-mulher Elizeth Freire Horsth na tarde de quarta-feira (25) na residência onde o casal vivia no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio. A ex-mulher do músico registrou um boletim de ocorrência no 16º DP (Barra da Tijuca).Momento Ohhh (54)
ensinando às crianças as grandes verdades da vida. =)
dica do tom fernandes via twitter
Maracutaias apostólicas (41)
A Renascer pretende lançar a fundadora da igreja, Sonia Hernandes, a deputada federal em 2010. A pena que ela e o marido, Estevam Hernandes, cumprem nos Estados Unidos por contrabando de dinheiro e conspiração para contrabando acaba em agosto. A partir daí, eles podem voltar ao Brasil. Aqui, os dois são acusados pelo Ministério Público de São Paulo por crimes de estelionato, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. O foro privilegiado proporcionado pelo mandato na Câmara viria bem a calhar.O lançamento de Sonia vem sendo mantido em sigilo, mas a troca do representante da Renascer na Câmara, não. A cúpula do DEM de São Paulo já foi informada de que o deputado federal Geraldo Tenuta Filho, o bispo Gê, não deverá concorrer à reeleição.
fonte: Veja
Livros & Pessoa(s)
Todo começo é involuntário.
Deus é o agente.
Ao contrário do que geralmente acontece, o inconformismo levou à ação. Após comercializar livros em uma pequena mesa na entrada da Igreja de Nova Vida de Brasília, ele fundou a MW Distribuidora no dia 15 de abril daquele ano.
O homem e a hora são um só
Quando Deus faz e a história é feita
Como apregoa o Salmo 1, a bênção do Senhor foi demonstrada por meio dos excelentes resultados obtidos. Rapidamente a MW tornou-se a maior distribuidora de livros cristãos do país. São mais de 8.000 títulos de 130 editoras no catálogo e centenas de milhares de livros vendidos a cada ano.
A vida é breve, a alma é vasta.
Crises de vários tipos se sucederam no país nestes dez anos. Centenas de livrarias foram fechadas, numa espécie de apagão literário. Sem os livros – ingrediente fundamental para a construção do país, de acordo com a receita de Monteiro Lobato – restou a quem ama a palavra impressa contar com o espírito intimorato de quem sempre confiou que o sol continuava a brilhar por sobre as nuvens escuras.
Não conto gozar a vida; nem gozá-la penso.
Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a minha alma a lenha desse fogo.
Foram abertas filiais em Fortaleza (CE), Curitiba (PR) e, em seu passo mais ousado, a MW fincou sua bandeira das letras no centro de São Paulo no ano passado. Cercado de uma equipe tão unida quanto apaixonada, Richard sabe que ainda é pouco para as dimensões continentais brasileiras. Em breve o site Livros na rede vai encurtar distâncias e suprir as necessidades de milhares de municípios que não contam com nenhuma livraria.
Fiel à palavra dada e à idéia tida.
Tudo o mais é com Deus.
Abril de 2009. Cassandras e pitonisas se revezam em agourentas previsões sobre a economia mundial. Não poderia existir um momento melhor para celebrar os dez anos da empresa, afinal a luz brilha mais intensamente em meio às trevas. Enquanto as turbulências não arrefecem, nada melhor que a sublimidade do poeta português para inspirar os próximos passos. Com o coração repleto de confiança e de gratidão, é hora de dizer “amém” à oração de Fernando Pessoa:
Cheio de Deus, não temo o que virá,
Pois, venha o que vier, nunca será
Maior do que a minha alma.
texto meu na edição especial do Catálogo MW.
Os meninos de Madonna
Agora, a operação não teve igual sucesso e Madonna não conseguiu fazer o par da coleção. Um juiz decidiu que, sem residência mínima no país por período de 18 a 24 meses, Madonna tem que procurar crianças em outro lugar. Onde?
Uma sugestão: em Portugal, por exemplo. Eu próprio não me importaria de ser adotado por Madonna. As vantagens são evidentes: crescido e alfabetizado, sem necessidade de fraldas (por enquanto), seria uma criança adorável, capaz de tomar o leite a horas certas e sem necessidade de presença maternal durante os concertos da diva.
Aliás, agradeceria até que a diva me deixasse regularmente numa mansão qualquer, de preferência em Londres ou Nova York, entregue aos cuidados de duas ou três baby-sitters que me dessem colo e carinho em momentos de inevitável carência infantil.
Madonna tem outras ideias e é provável que, em breve, volte ao ataque. Condenável?A doutrina, como sempre, divide-se. Alguns críticos, com impecável raciocínio econômico, dizem coisas sensatas que seria crueldade não escutar. Primeiro: o Maláui é pobre. Segundo: Madonna é rica. Terceiro: uma criança pobre em família rica é uma benesse para a criança.
O raciocínio, temo bem, não é claro. Para começar, ainda está por provar que a pobreza material africana é pior do que a pobreza mental de Madonna. E, para terminar, o cálculo puramente econômico, se levado ao limite, acabaria por privar África, e não apenas o Maláui, de qualquer futuro demográfico e humano. África seria apenas o shopping center das celebridades que, depois das compras feitas, deixariam para trás uma lixeira de gente velha, doente. E pobre.
Se Madonna quer "ajudar" as crianças de África, talvez o primeiro passo seja parar de exibir os troféus do continente negro perante as lentes sentimentais do mundo.
O segundo passo, mais caridoso e incomparavelmente mais barato, resume-se em palavra simples: filatelia.
P.S. - Sou informado pela redação da Folha Online que incontáveis leitores têm protestado com meu alegado erro nesse artigo. Onde está escrito "filatelia", os leitores acreditam que minha real intenção era escrever "filantropia". Lamento desiludir as almas beneméritas dos leitores: minha intenção era "filatelia" por motivos que eu julgava óbvios. Entre colecionar crianças ou colecionar selos, eu penso que é mais simpático, mais decente e mais barato colecionar selos. "Filantropia" é outra coisa: por exemplo, gastar tempo e dinheiro explicando aos leitores o conceito de ironia.
João Pereira Coutinho, na Folha Online.
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Despetalando a última flor do Lácio (77)
6.4.09
MPM cria estrutura de comunicação digital
“Não estamos criando um departamento de criação on line ou mesmo de mídia on line. Esse é um modelo que o mercado já conhece. O foco é a gestão da estratégia das marcas dos nossos clientes nas mais diversas plataformas digitais. Por isso, fomos buscar alguém acostumado a criar produtos de sucesso e nascido e criado no mundo on line”, afirma o Sócio e Diretor Nacional da Mídia, Daniel Chalfon.
Além da experiência no Portal Terra, Rodrigo Krammes tem passagens pelo Portal UOL e MSN (Microsoft). Além de Krames, a MPM anuncia também a chegada de um Gerente de Projetos para a área de Comunicação Digital. Trata-se de Raphael Franzini, que estava em Londres onde trabalhava como desenvolvedor e gerente de projetos na agência digital Origin, terceirizada da BBC. Antes disso, trabalhou na incubadora de novas start-ups de internet Radfactory. Raphael fez mestrado em multimídia na Universidade de Westminster.
“É um investimento importante da agência em um setor com amplas perspectivas de futuro, e uma ótima novidade aos nossos clientes que vão poder contar com os serviços de estratégia, criação e desenvolvimento de suas marcas no mundo digital dentro da própria MPM, coordenados e atendidos pelos mesmos profissionais que já desenvolvem a estratégia de comunicação de suas marcas”, afirma a Presidente da MPM Propaganda, Bia Aydar.
fonte: AdNews
Zum de besouro, um ímã
Homem pelado não faz tanto sucesso quanto uma mulher na mesma condição, mas se você encontrar um grupo de rapazes combinando terno com cueca samba-canção, certamente chamará a sua atenção.
E foi isso o que a ZUM, agência do interior paulista, fez para divulgar a pós-graduação da USC (Universidade Sagrado Coração). Os homens sem calça circularam pelas ruas, shoppings e diversos lugares para transmitir o conceito de que tem gente fazendo ações erradas nessa época de crise.
fonte: Blogcitário
Quase tudo é temporal
Nos primeiros segundos de audição, porenquanto pode parecer um disco de reggae, feito com violões e percussão, mas aos poucos a banda mostra seu diferencial. Cada canção é feita para surpreender, misturando acordes de Bossa Nova e MPB às guitarras levemente distorcidas, muito semelhantes às do Los Hermanos.Consumidores geram a mídia
"A premissa da web 2.0 é a ideia de que os consumidores geram a mídia."A crise é a melhor bênção que pode ocorrer
“Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor bênção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar superado. Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la.”Aumento na produtividade
O autor do estudo, Brent Coker, do departamento de administração e marketing, afirmou que "navegar na Internet por lazer no trabalho", ou WILB (na sigla em inglês), ajuda a aprimorar a concentração dos empregados". As pessoas precisam relaxar um pouco para voltarem a se concentrar", disse Coker no site da instituição"Pausas curtas e moderadas, como uma rápida navegação na Internet, permitem que a mente descanse, levando a uma concentração total maior para o dia de trabalho e, como resultado, aumenta a produtividade", acrescentou eleSegundo o estudo feito com 300 funcionários, 70% das pessoas que usam a Internet no trabalho se encaixam na categoria WILB. Entre as atividades mais populares de lazer estão a busca por informação sobre produtos, leitura de notícias e sites, jogos online e vídeos no Youtube". As companhias gastam milhões em softwares para impedir que seus empregados assistam a vídeos, acessem sites de rede social ou façam compras online com o pretexto de que isso custa milhões em perda de produtividade", explicou Coker.
"Nem sempre este é o caso". Entretanto, Coker afirmou que o estudo procurou pessoas que navegam com moderação, ou ficam na Internet menos de 20 minutos do tempo total que passam no escritório.
Fonte: Abril
5.4.09
Quem me segue... (10)
Vamos conhecer quem agora tb está na nossa cola:
- Wallace da Silva [Percepção Poética]
- Reinaldo Rodrigues - Curitiba (PR) [REINALDO]
- coisas frágeis - São Paulo (SP) [coisas frágeis]
- Douglas Araujo - Mogi das Cruzes (SP) [Douglas Araujo]
- nafrequencia.com
- Silvia N. Palferro - Buenos Aires (Argentina) [Unión Literaria]
- Ibnéias Felipe Guerra - Rio Grande do Norte [Blog do Ibnéias]
- Paulo Cesar - Rio de Janeiro (RJ) [Belas Poesias e Reflexões]
- erika duarte [o amor não acabou]
- O baú - Paraná [O baú da Borboleta]
- Marina Coimbra
- radoalves [Maxx Gospel]
- Cleber Gossi - Santo André (SP) [Worshipando]
- tito - Brasília (DF)
- Paulo R. F. Braccini - Belo Horizonte (MG) [enfim! é o que tem pra hoje ...]
- aspirina - Blumenau (SC) [Descontradizendo Contradições]
- Ømni
- Yuri Steinhoff - São Bernardo do Campo (SP) [Pensar e Deixar Pensar]
- Fabricio Ottoni
- Esther Affonso - Minas Gerais [de TUDO um POUCO]
- Ronaldo Júnior [Crer é também pensar]
Rewind (13)
ola pessoa sou alessandra de itu sao paulo.gente nao duvide da palavra Deus nos deu uma chance para q nos arrependesse de nossos pecados, ore a DEUS com fé diga o q senteDeus nos ama e devemos ama-lo com sinceridade.
novo comentário em Jesus está voltando, post de 30.05.07 que continua sendo lido e comentado todas as semanas.
Põe um cadeado na porta de nosso coração
Jesus Cristo, Senhor e irmão nosso, põe um cadeado na porta de nosso coração para não pensar mal de ninguém, não julgar precipitadamente não sentir mal, não supor nem interpretar mal, para não invadir o santuário sagrado das intenções. Senhor Jesus laço unificante de nossa fraternidade, põe um selo de silencio em nossa boca para fechar a passagem a toda a murmuração ou comentário desfavorável, para guardar ciosamente ate o tumulo, as confidencias que recebemos ou as irregularidades que observamos, sabendo que a primeira e a mais concreta maneira de amar é guardar silencio.
trecho de comentário recente em Nota zero (11), post de 11.09.07.
Paulo e Pedro não eram dizimistas
cada um contribua segundo o que propôs em seu coração, não com tristeza. Paulo e Pedro não eram dizimistas... a questão não é o nome dízimo, a questão é: como se sustentar uma igreja, um pastor, instrumentos, e tal sem contribuições? E Paulo, como teria realizado seu maravilhoso ministério sem a ajuda de diversas igrejas que o sustentaram financeiramente e que são inclusive citadas e agradecidas por ele? Já que o autor quer ser teologicamente correto, será que ele concordaria em doar todos os seus bens como fizeram os cristãos primitivos, ou essa parte ele não leu? Ao que me parece, sua fala parece muito com a daquela mulher que disse a Salomão: "Corte a criança no meio e dê uma parte para cada uma de nós". Não vejo esta fala como a de alguém que ame a igreja, ou defenda a teologia.
Jairo N. Santos
novo comentário em Os homens que mais pedem dinheiro são os mais mise..., post de 27.01.09.
Novas exposições na Casa das Rosas, em São Paulo
Anjos e serafins
Os efeitos especiais na edição dão um charme especial à interpretação de Gizeuda Campos em Na sala do trono de Deus. Participações especiais: Mauricio Domene (guitarra) e Rogério Boccato (bateria).
dica do joeedman via twitter
A educação sexual dos pastores
Primeiro, porque o número de pastores envolvidos em problemas de natureza sexual é maior do que imaginamos. Ouvimos muito dos problemas de padres americanos acusados de abuso sexual, mas poucos sabem que nos Estados Unidos é tão grande a quantidade de pastores acusados, inclusive batistas, que já existe uma organização de vítimas de abuso praticado por pastores, a “Survivors Networks of those Abused by Priests” – SNAP.
O segundo motivo tem a ver com a maneira como líderes religiosos pensam e ensinam assuntos relacionados à sexualidade, como, por exemplo, questões de gênero, homossexualidade, abstinência ou masturbação. Nesse sentido, a organização “Religious Institute on Sexual Morality, Justice, and Healing”, também nos Estados Unidos, defende proposta de educação sexual voltada para pastores e sacerdotes. Há reações desfavoráveis de dirigentes conservadores de seminários batistas, alegando discordância da ideologia “não bíblica” da proposta.
Seja por qual motivo for, é importante tratarmos o assunto em nossas escolas de maneira diferente daquela que apenas “ensina” candidatos a pastor, o que seria certo ou errado em termos de sexualidade, a partir de interpretação popular (ou como preferem outros, interpretação literal) de versículos isolados e descontextualizados da Bíblia, sem estudar a fundo a forma como lidamos com a própria sexualidade, o conteúdo e pressupostos dos nossos ensinos e as motivações dos posicionamentos político-sexuais que adotamos.
Depois de ler a Bíblia de capa a capa, pesquisando atentamente a questão da sexualidade, e de refletir sobre a forma passional como alguns pastores reagem à ordenação feminina ou aos direitos civis dos homossexuais, concluí que, para entendermos tais reações, mais do que prestar atenção em seus discursos “bíblicos” ou na corrente teológica do seminário onde estudou, é fundamental compreender a cultura na qual sua educação sexual foi construída.
Sendo assim, se desejo entender o porquê do meu pastor reagir como reage a temas da sexualidade, devo esquecer seu título e lembrar de que nem sempre ele se escondeu atrás de um belo paletó e gravata ou de um bonito discurso previamente elaborado. Como qualquer garoto, ele cresceu entre meninos que, como a maioria absoluta, não recebeu adequada educação sexual – no sentido técnico do termo - seja em casa, na escola e muito menos na igreja.
Como todo menino, quase 100% do que aprendeu e sentiu a respeito do assunto, é fruto da convivência com seus pares de infância. Ele não só teve seus colegas como “facilitadores” para aprender como poderia lidar com o próprio sexo, como deveria lidar com o sexo oposto e outras questões sexuais, mas sentiu na pele toda a pressão vinda do grupo para provar um tipo patriarcal de masculinidade.
Nesse sentido, a leitura do livro “Corpos, prazeres e paixões. A cultura sexual no Brasil contemporâneo”, (Richard G. Parker, Editora Best Seller, 1991), especialmente as páginas 89 a 97, levou-me a fazer conexões e clareou um pouco mais as dificuldades pastorais no trato do assunto sexo e sexualidade. Segundo o autor, a estruturação da experiência na vida sexual no Brasil contemporâneo foi influenciada pela tradição patriarcal, pela linguagem do corpo e pelo sistema de classificação sexual, tópicos devidamente esclarecidos por ele.
trecho de texto de Edvar Gimenes de Oliveira no Informativo Batista.
recomendo a leitura integral do texto.
A morte não é o fim
Nick Cave e Kylie Minogue cantando Death is not the end.
via blog Amarelo fosco
ilhado
Víamos a mesma coisa.
E até aproveitamos juntos.
Dividimos aquele momento.
Mesmo distantes.
Me deixa melhor saber que era perto, bem perto.
Fico calado, pensando.
Tanta demora em perceber.
Que essa será a ordem da vida.
Sempre ao redor.
Dois desconhecidos na mesma rua.
Ou num show.
É assim que deve ser.
Distantes.
Separados pelos carros que passam.
Por uma rua.
Que se fosse a China, mesma coisa.
Gosto da sensação.
Falo com meus sentimentos.
Pode ser que somos amantes.
Vivendo em mundos distantes.
Fizemos nossas escolhas.
Nossa partilha.
Cada qual no seu recolher.
Para cada passo fazer sentido num futuro.
Naquela hora, voltamos ao marco zero.
Por uma música.
Ninguém mesmo há de entender.
Nem ao menos nós.
Não se explica.
Não se vive.
Nem acontece.
Apenas não deixa de existir.
Dario Caregaro, no blog Fenacistoscópio.
Leia +
Aquarela do Brasil
Em primeira mão, confiram o vídeo em que Max Lucado convida os brasileiros p/ a turnê Sem medo de viver, título de seu + novo livro. O programa vai rolar em julho.
Satã está aqui
Mas será que o cérebro humano é capaz de ouvir uma música e, ao mesmo tempo, reproduzi-la no sentido contrário - identificando as partes com 'mensagens subliminares' - e armazenar o conteúdo satânico? Rodando os principais sites do tema, não encontrei um estudo, um experimento sequer que provasse a ação das frases revertidas no inconsciente coletivo.
Brincava entre amigos dizendo que um dia rodaria todos os discos cristãos ao contrário, desmitificando 'deuses' da música evangélica e encontrando em sua obra, diversas mensagens ocultas. Porém, antes mesmo que pusesse em prática tal anseio, um jovem o fez por mim. Veja abaixo:
Isto não passa de uma grande brincadeira - e o pior é que os crentes estão em polvorosa. Nunca imaginaram que alguém usaria sua principal arma contra as músicas evangélicas. Repito: não creio que este tipo de mensagem subliminar exista, ou que o cérebro possa assimilá-la - e não estou sozinho.
As frases obtidas em Faz Um Milagre em Mim, do Régis Danese, são obra do acaso, assim como acontece em tantas outras músicas seculares. Quem nunca parou e observou coelhos nas nuvens do céu durante uma viagem? O teu cérebro pensa ver um coelho, mas aquilo é somente uma nuvem. Portanto, se eu tocar uma música ao contrário e procurar nela frases estranhas, encontrarei. Mas, na verdade, serão apenas letras estranhas e revertidas.
trecho de post do Rafael Porto no blog Alforria.
recomendo a leitura do texto completo. uma música tão ruim e gosmenta nem precisa de "efeito subliminar" p/ aporrinhar + os ouvintes... :P
Se Freud explica!
Xuxa diz que tem orgasmos múltiplos durante o "Altas Horas", diz jornalXuxa, que completa 46 anos nesta sexta-feira (27), disse em entrevista ao programa “Altas Horas”, da TV Globo, que tem orgasmos múltiplos, é o que conta a coluna “Zapping”, do jornal “Agora São Paulo”.
Segundo a coluna, a Rainha dos baixinhos confessou ainda que dorme sem calcinha e que já viu um duende debaixo de sua cama, puxando o edredom.
...
Na foto, Xuxa com o duende que puxou seu edredom...
fonte: Abril
Holy dance
Uma ex-bailarina e ex-acompanhante de homens em boates de Milão se tornou freira há um ano e agora dá aulas de dança contemporânea nos arredores de Roma."Antes, eu dançava sobre cubos e fazia 'lap dance' para homens que queriam apenas meu corpo, estava jogando a vida fora em boates transgressivas, fazendo sexo sem amor, que procurava como uma droga", disse Anna Nobili, de 38 anos, em entrevista ao jornal La Repubblica.
Anna Nobili entrou para a Congregação das Irmãs Operárias da Santa Casa de Nazaré e fez os votos no final do ano passado.
A dança voltou a fazer parte da vida da religiosa depois que o bispo da cidade de Palestrina, a cerca de 35 quilômetros da capital italiana, ofereceu à freira um espaço no convento para que ela pudesse ensinar passos de dança aos jovens da diocese.
Irmã Anna define o tipo de dança que faz e ensina agora como "holy dance" (ou dança sacra). "Agora, danço para Deus, e meus passos e minhas coreografias são dedicadas a ele", afirma.
Coreografia 'mística'
Com seu grupo de alunos, que se chama "grupo de dança litúrgica Holy Dance", irmã Anna vai se apresentar na próxima terça-feira em uma das principais basílicas de Roma, a Santa Cruz em Jerusalém, durante a apresentação do livro Bíblia dia e noite, de Giuseppe Carli e Elena Balestri.
Segundo a tradição, nesta igreja, uma das mais antigas de Roma, estão guardadas relíquias da cruz onde Jesus Cristo morreu.
O grupo vai dançar diante de bispos e cardeais uma "coreografia mística", cujo titulo é "Jesus, luz do mundo", inspirada no evangelho segundo São João.
Além de se apresentar em boates, Anna também participava de programas de televisão como bailarina. Em 1995, ela teve o que definiu como uma "crise mística" e resolveu mudar de vida.
O caminho da conversão ao catolicismo e a decisão de se tornar freira não foram fáceis, segundo a religiosa. "Foi um caminho longo e sofrido", disse irmã Anna.
fonte: BBC
well, ao menos ela não chama a coreografia de "dança profética"... :P
no texto da d. mary schultze tem um trecho interessante s/ dança. um cara da igreja relata que durante a apresentação na igreja "as dançarinas não usavam sutiã; então precisei fechar os olhos para não cometer nenhum pecado".me lembrei de um amigo pastor que foi repreendido por uma mulé da igreja pq usava calça de moleton numa programação esportiva. ela reclamou que a calça "tava marcando a parte íntima" dele. eta povo tarado, hein!
como diz uma amiga, "freud explica..." melhor omitir a segunda parte do adágio... :P
Por acaso Deus sonha?
Ora, Deus não dorme e como Ele é um Deus Onipotente, Onipresente e Onisciente, e Sua palavra já contém tudo que devemos saber e tudo que vai acontecer no mundo. Então, com que iria Ele sonhar? Nem mesmo a mais elástica tentativa de antropomorfismo poderia afirmar que Deus sonha.
Quem é o vidente “Caçalhamas”?
É um herege visionário que narra o seguinte, no capítulo primeiro do seu livro, o qual lhe rendeu muita grana: após a leitura da Bíblia, ele estava procurando a melhor maneira de ser purificado, quando, certa noite, “sentiu a necessidade de ter um encontro face a face com Jesus” (p.13). (Obs. Jesus diz que somos purificados pela leitura da Sua Palavra, conforme João 15:3 e que por ela seremos todos julgados, segundo João 12:48).
Diz ele que, mais tarde, após ter confessado a Deus todos os seus pecados e chorado muito, ele “viu uma mão aberta penetrando em sua cabeça e descendo até a planta dos pés de forma carinhosa e, à medida que o fazia, o fardo do seu pecado desaparecia... havia nascido de novo!” (p.14). (Obs. Pelo que me consta,. Deus não usa esse tipo de mágica para efetuar o novo nascimento (João 3:3)).
Após ter freqüentado, durante 5 meses, uma pequena congregação evangélica, ele conta que certa noite, quando estava orando, Satanás começou a apresentar-lhe imagens de sua conduta passada, com as quais ele ia se deleitando... Até que uma voz forte como de trombeta lhe falou: “se te apartares de mim, cortarei a bênção que tenho para ti e para os teus” (p.15). Ele entendeu que se tratava da voz de Deus. Então fez um pacto dizendo o seguinte: “Senhor, se tu vires que algum dia vou te falhar e me apartar dos teus caminhos, peço-te com toda a minha alma, antes que isso aconteça, me leves, pois prefiro estar na tua glória, que viver neste mundo com a vergonha de ter falhado para contigo” (p. 15).
trecho de artigo de Mary Schultze no Informativo Batista.
Livros só mudam pessoas (22)
Chegou o aguardado momento do sorteio de março. O ranking está atualizadaço no blog do mob e agora temos 55 participantes. Em 2009, já foram distribuídos 46 livros e 5 assinaturas da Ultimato. Imagino que seja a maior distribuição de livros da blogosfera, isso sem contar os livros sorteados todos os meses na newsletter. Yesss! :P
Pra compensar o aumento expressivo de leitores, tb ampliamos o número de prêmios neste mês. Chega de papo e vamos ao que interessa. =)
- Lívia Ribeiro
A cabana / William Young (Sextante)
- Raphael Akamine
Uma ortodoxia generosa / Brian McLaren (Palavra)
- Suelen de Camargo
Gente tóxica - Como lidar com pessoas difíceis e não ser dominado por elas / Bernardo Stamateas (Thomas Nelson Brasil)
- Tatiana Catini
O ladrão de raios / Rick Riordan (Sextante)
- Vítor Carvalho
Desventuras da vida cristã / Philip Yancey & Tim Stafford (Mundo Cristão)
- Fabio Medeiros
Questões da vida / Nicky Gumbel (Encontro)
- Raphael Santos
Simplesmente cristão / N.T. Wright (Ultimato)
- Jacicleide Silva
Tratado sobre mulheres - Cem pistas bem-humoradas para devendar os mistérios da mente feminina / Mario Kostzer (Desiderata)
- Danilo Elias
Orando em família - Meditações diárias (Encontro)
- Laila Flower
Tudo se fez novo / Henri Nouwen (Palavra)
- Cristiano Andre
assinatura de 1 ano da revista Ultimato
- Irrael Junior
assinatura de 1 ano da revista Ultimato
4.4.09
Sabadão Cult (100)
Esta é a centésima edição do "Sabadão cult". Praticamente dois anos de posts s/ arte, livros e cultura em geral. Dia desses uma leitora me contou que o primeiro contato c/ vários autores legais aconteceu aqui neste espaço. Já enfatizei algumas vezes o prazer que sinto ao "garimpar" o conteúdo do sabadão. Espero que a passagem de cada um por aqui neste dia seja tb prazerosa p/ todos vcs! =)
Minha gratidão aos colaboradores de hj: Judith Almeida, Carlos Eduardo Pereira, Leone Lacerda, Marcos Henrique e Welinton Pereira. Muuuito obrigado!
big abraço... e bora que preciso sortear os ganhadores de março do mob de leitura.
Recado aos pastores
Miguel de Unamuno, em Do sentimento trágico da vida.
Não quero mais esse negócio de você longe de mim
Dos graves aos agudos, a harmonia deliciosa do MPB 4 em Chega de saudade (Tom Jobim e Vinicius de Moraes).
Bate pesadão !
Bate pesadão e faz que nem Sansão,Vai na força do Deus vivo e desce a mão
Todo soldado eficiente não vacila,
Não cai duas vezes no xaveco da Dalila
Puxa o ar, puxa o ar, puxa o gás vai respira essa
guerra é longa e não acabou ainda
Briga brigador que nem prega o pregador
Mais briga com amor põe paixão na peleja pra que todo
mundo veja o guerreiro que se é
Que nem Rocky Balboa não acho que ainda fica em pé
Sangre pelos olhos, sangre pelo nariz,
Mas não deixe escapar a chance de ser feliz
Não é o que se quis o que sonhou a vida inteira
Então vou mandar pro chão e me enrolar na bandeira
Derrotado dessa briga pode crer que eu não saio,
O troféu é meu então o campeão sou eu
Inspirada pelo espírito... de quê, não sei !
fonte: Nani e a teologia
Fabrício Carpinejar por Fabrício Carpinejar
A fama de canalha não é uma condenação perpétua?
Não tenho a confiança das pessoas, o máximo que recebo delas é esperança.
Não é desgastante a necessidade de se provar todo momento?
Vivo em total crise, um cansaço de praia depois de domingo. Uma confusão maior do que a confusão anterior me tranqüiliza. Não há como me organizar, resta-me confundir ainda mais para parecer tranqüilo o que foi antes.
Seus filhos também não confiam em você?
Não, por isso amo tanto eles e sofro diariamente o medo de perdê-los. Eles não duvidam do que sou por aquilo que já fui. Aos filhos, sempre estou sendo.
Não fere sua credibilidade ao se escancarar desse modo?
Não é que acredito em minhas mentiras. Eu moro perto da verdade para poder visitá-la. A verdade só recebe visitas, ninguém é capaz de morar nela. Mesmo um santo, mesmo um pobre-diabo. A verdade torna a convivência insuportável. Há pensamentos que nasceram para permanecer pensamentos. Não contá-los não significa traição à lealdade. Tomado da gula da franqueza e da sensação que poderia ser completamente transparente, partilhei muitos pensamentos à toa e me dei mal. Quem entendeu acreditava que estava acreditando naquilo. Pensamento é hipótese, não é uma crença. Existe uma mania de fixar ações e tendências onde reinava medos e inquietações. Até com Deus escondemos alguma coisa. Alguns escondem o próprio Deus.
Mas me obrigou a entrevistá-lo? Você não está perto do ridículo. Olha só: óculos grandes, unhas pintadas, cabelos desenhados, sempre chamando atenção.
É carência. Eu chamo atenção da minha ausência. Chamo atenção para aquilo que não sou. Eu me escondo demais. Poucos conhecem a minha vida. Para falar sinceramente, nem eu. E o ridículo é um escudo para não substituir a memória pela reputação. Não provoca medo? Um medo conhecido se torna respeito.
fonte: Blog do Fabrício Carpinejar
recomendo a leitura do texto completo.
A Estátua de Sal
Dá-me tua mão. Nada pergunta. Seguesem mesmo olhar para o Passado. Esquece
o mal que o próximo te impôs e negue
toda forma de ódio ou de vingança.
A dor tortura, a mágoa petrifica
e no horizonte ao longe, o que mais fica
depois que a Deus o sofrimento é entregue?
Dá-me tua mão e tua esperança -
o esquecimento serve como prece.
Robertson Frizero Barros, no blog Locutório.
Dom Hélder: Recordar é fazer acontecer
Ainda que temido e perseguido pelos militares, que o consideravam o “Bispo Vermelho”, Dom Hélder era uma homem de paz e de oração. Era conhecido como um contemplativo madrugador em busca de comunhão com seu Deus. Sua presença tinha as marcas do Senhor. Sabia sorrir como uma criança. Era bom articulador de idéias. Via nos pobres o caminho de salvação. Não cria em assistencialismo, mas dava assistência quando não havia alternativas. Gostava de dizer: “quando presto assistência, me consideram um santo; quando questiono as causas da pobreza, me taxam de comunista”.
Em outra visita, o encontrei abatido, um tanto acabrunhado. Descobri que era pela morte de Dom Romero, assassinado pelos militares de El Salvador. Ele me disse que estava em pecado, e em pecado capital. Quando pedi que me explicasse sua agonia, afirmou que seu pecado era o pecado da inveja. Finalmente explicou: "como invejo Dom Romero, que foi morto enquanto celebrava a eucaristia." Santa inveja aquela. Ao recordar aquela história, lembro-me de outros bispos latino-americanos que foram profetas de Deus em nossas terras.
Uma pena que, hoje, estes bispos sejam como dinossauros em extinção. Restam uns poucos. Agora predominam os funcionários eclesiásticos a serviço de Roma. O pobre foi eclipsado. Desapareceu o profeta servidor. Apareceu o sacerdote.
O terceiro encontro se deu quando Dom Hélder havia regressado de Roma. Falava de Paulo VI, de suas depressões. Estava preocupadíssimo com a crescente secularização européia. Não sabia se era possível re-evangelizar a Europa. Ele contou-nos que, quando o Papa perguntou o que fazer, respondeu: “deixe o Estado do Vaticano e a Catedral de São Pedro. Vá viver como um pobre numa igreja singela, num bairro marginalizado, e a Europa perguntará pelo evangelho outra vez”.
Como pastor batista, li os poemas de Dom Hélder. Inspirei-me em sua vida e missão. Invejava sua vida de oração. O vi marcado com a realidade do Cristo. A lamentar somente que um novo Papa, desprezando os avanços de reforma e de ecumenismo do Vaticano II, tenha revertido o trabalho evangelizador de Dom Hélder. Hoje, Dom Hélder ainda é um paradigma daquilo que a Igreja pode vir a ser. Recordar é fazer acontecer.
Manfred Grellert, pastor batista e diretor de formação cristã da Visão Mundial Internacional.
Felicidade realista
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade.
Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado.
E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.
Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente.
A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz.
Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.
Mário Quintana
Leia +
Antídoto ao amor
John Tierney, no The New York Times [via UOL]
Isto é Bossa Nova, isto é muito natural
Desafinado (Tom Jobim) e Garota de Ipanema (Vinicius de Moraes e Tom Jobim) c/ Stan Getz, Jim McNeely, Marc Johnson e Victor Lewis. Destaque p/ o momento em que o pianista improvisa. :P
Novo nascimento
Recordo-me que nas brigas com o Renato Jorge, meu irmão um ano mais novo, eu usava uma arma infalível para vencê-lo: “Vou contar para o papai”, dizia. Para depois acrescentar: “Você pensa que eu não sei de tudo?”. Na verdade, não sabia de nada. Mas meu pobre irmão sempre tinha culpa no cartório. Rapidamente se rendia diante das minhas ameaças.
O senso comum dos religiosos é que todos estão degradados porque são inerentemente maus, promíscuos e ímpios. Daí o apelo recorrente dos púlpitos de que precisamos ser salvos de nós mesmos. Por toda a vida, aceitei esta lógica e acabei tornando-me o meu maior inimigo. Detestei-me por achar-me uma fonte perene de ruindade. Eu me fustigava esperando não apanhar de Deus.
Acreditava que antecipando-me às penas, conseguiria sensibilizá-lo. Imaginava que o Todo-Misericordioso contemplaria a minha autoflagelação e me trataria com leniência diante dos vergões.
Hoje já não acredito que precise ser salvo de mim mesmo. Pelo contrário, minha salvação acontece quando aprendo a conviver com o meu interior. Quando faço as pazes com meu ser. Quando me aproximo de quem está mais próximo de mim: eu.
Minhas pulsões de vida e de morte estão para além do bem e do mal. Não as considero pecado ou virtude, apenas forças poderosíssimas que compõem a minha humanidade. Dentro de mim habitam sombras e luzes. Não preciso exorcizar as sombras, demonizando-as, agora reconheço-as como partes de minha constituição.
Meus tropeções foram necessários – pecados, no linguajar religioso – na construção de minha história. Todo o processo pedagógico precisa deixar espaço para que se desafine, pise na bola, dê trombada, erre. Sem odiar, não se aprende o valor da doçura; sem invejar, não se aprende o valor da reverência; sem cobiçar, não se aprende o valor do contentamento. Ódio, inveja e cobiça, portanto, também me moldaram.
Não me detesto e não suspeito do meu corpo. Não me sinto podre. Contudo, não sou ingênuo. Reconheço que de dentro do meu coração brotam águas amargas. Minhas uvas são azedas. Sei que tenho um potencial destrutivo de mil bombas atômicas. Carrego ressentimentos. Meu espírito se encanta com o que não presta.
Lido com essas idiossincrasias, dando outro sentido para responsabilidade. Responsabilidade passou a ser definida como iniciativa e capacidade de responder às demandas éticas da vida. Pretendo tornar-me responsável não por culpa ou medo, mas por reverência à vida, ao meu próximo e à mim. Para ser íntegro, não preciso amputar narcos do coração e vilipendiar-me como um bandido ordinário. Para crescer, posso me valer, inclusive, de meu passado suspeitosíssimo.
Depois de noites insones, depois de me angústiar com tantas falhas, afirmo: as minhas maiores decepções e mais profundos fracassos me empurraram para frente. Com eles, ganhei coragem de encarar-me.
Todo novo degrau de maturidade é uma travessia. Toda mudança, morte e ressurreição. Nasci de novo desde que alcei bandeira branca na guerra que travava comigo mesmo. Hoje aceito que se Deus quis tabernacular em mim, não tenho o direito de implodir-me.
Soli Deo Gloria.
Ricardo Gondim
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