7.8.09

Jornalista desempregado (255)

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dica do Mauricio Domene

o "recastramento" tb é necessário p/ guitarristas, Domene? =)

Se mente de fé

fonte: Flickr do Rafael Koff
dica do Jarbas Aragão

Brasil dos crentes: uma fábula em (des)construção

Hoje acordei meio sonolento, mas fui logo ligando a TV para ouvir as notícias e ao mesmo tempo me acostumar com o novo dia. Repentinamente dei um pulo da cama ao ouvir a manchete principal do jornal da manhã: “EVANGÉLICOS MOSTRAM SUA FORÇA NO BRASIL. OS CRENTES CONSEGUEM ELEGER O NOVO PRESIDENTE E A MAIORIA DA CÂMARA E DO SENADO”.

Arregalei bem os olhos para ter certeza que não estava sonhando e meio que atrapalhado, fui procurando o controle para aumentar o volume da televisão. O apresentador do jornal noticiava alegre essa nova estrutura da sociedade brasileira. Na bancada tele-jornal, ao lado do tradicional laptop, uma bíblia bem no cenário do Bom Dia Brasil.

Será que eu tinha viajado no tempo e nem tinha percebido essa grande mudança no meu país?
Depois fui saber que o novo presidente e os novos deputados e senadores eram pastores que tinham conseguido se eleger graças aos votos em massa das suas megaigrejas.

Corri para meu laptop e acessei o Pavablog. Se alguma novidade tinha acontecido com os evangélicos, com certeza eu iria saber por lá. Para meu espanto, ao abrir o bendito blog, uma pop up anunciava: SITE SUSPENSO POR DETERMINAÇÃO DO CONSELHO DE DIÁCONOS DO MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES, POR DIFUNDIR CONTEÚDO SUBVERSIVO. Pensei comigo: Meu Deus, devem ter deportado o Pava para a Sibéria.

Passei o resto da manhã tentando entender essa nova ordem brasileira. No telejornal do meio dia ouvi sobre os primeiros atos do novo presidente. O ungido chefe do poder executivo, em decreto, mandou fechar de uma vez todos os bares, boates, inferninhos, motéis, cabarés e similares.
Estavam também proibidas, a fabricação de calças compridas femininas e de maquiagem, (claro que as mulheres não gostaram muito dessa lei, mas o que dizer, elas tinham sido a maioria do eleitorado do pastor-presidente).

A Câmara de Deputados se aliou ao Senado e aprovou rapidamente a nova Reforma Fiscal.
Finalmente o imposto sobre a movimentação financeira estava de acordo com a bíblia, seria de 10% e iria direto para as contas das igrejas.

Resolvi sair de casa e ver o quanto as coisas tinham mudado nas ruas. Logo vi uma enorme fila no posto médico. Centenas de cabeludos estavam esperando a senha para se submeterem à sessões de raio laser para retirarem de vez suas tatuagens.

É que essa era uma nova recomendação do Ministério da Justiça. Os tatuados seriam, presumivelmente, condenados em qualquer pendência judicial. Achei melhor pegar o carro e espairecer. Lá fora percebi que no lugar de ORDEM E PROGRESSO, agora a bandeira nacional tinha em sua faixa branca a inscrição: FELIZ A NAÇÃO CUJO DEUS É O SENHOR.

Liguei o rádio para tentar aliviar a cabeça, afinal não é todo dia que se acorda com um impacto desse. O problema é que meu desespero aumentou. Nesse horário sempre ouvia meu programa de MPB. Como era bom me deliciar ao som de Tom Jobim, Milton Nascimento, Chico Buarque e afins. Porém, tentando achar minha estação predileta, não é que descobri que agora só era permitida a veiculação de músicas evangélicas. Quando ia desligar o aparelho, ouvi que iria começar um especial sobre toda a carreira da Cassiane, com a participação do então Pastor Marcelo Rossi.

Achei melhor achar outra forma de relaxar. Peguei minha bíblia e fui pra beira-mar. Comecei a ler sobre a Igreja Primitiva e de como ela fazia diferença na sociedade. Não pelo que proibia, mas pelo que produzia. Não pelo que discriminava, mas pelos que acolhia. Pensei em como, ao passar dos anos, muita gente tinha lutado para tornar nossa igreja mais aberta sem perder o conteúdo.

E agora, como nós (que sempre trabalhamos para inserção das pessoas, e por uma igreja de relacionamentos) iríamos falar do evangelho puro simples, verdadeiro e inclusivo?Se a igreja é um microcosmo do que a Sociedade deve ser, o novo Brasil deveria pensar em que igreja estava criando para a sociedade.

Quer saber, acho melhor voltar para cama e dormir. Acho melhor pensar que isso tudo que aconteceu é só um pesadelo daqueles que nos alcança de vez em quando. Pensei aqui com meus botões: Isso nunca iria acontecer! (ou não?)

Ruben, no blog Mukamatrix.

A nossa segunda La Diva: Claudia Machado

Depois de dois CDs sem sucesso no mercado gospel somado a desilusão com os artistas gospel, Cláudia Machado resolveu dar um giro de 180º em sua carreira musical e acaba de se lançar como a Madame Funk . “Sou cristã, mas me decepcionei muito com os cantores evangélicos. Tem muita gente que canta uma verdade como sendo a sua, mas nunca sentiu aquela emoção. Não dá para falar sobre certos sentimentos envolvendo Jesus sem ter vivido aquilo”, diz Cláudia metida a pastora, que em boa parte de seu depoimento, a celebridade de segunda linha disse boas verdades, mas não seria ela a pessoa mais indicada para falar sobre isso. Ou por acaso, vocês conhecem alguma Cláudia Machado?

A foto da "Nem"

A foto da "Nem"

Mas a funkeira, ex-cantora de coral, já aponta suas armas contra as “novas colegas”. “É muito triste ver uma mulher cantando um funk, em que a mulher é tratada como objeto. Quero ser bem tratada” – Quer ser bem tratada? Então vai para uma clínica de estética… Leia + AQUI

Direto do CRÍTICA CRISTÃ

Para quem quer ser noiva...


Para Jesus só haveria Igreja de Deus capaz de chocar o mundo, se os discípulos fossem pessoas que houvessem passado pelo processo existencial do genuíno nascer de novo; e que este fosse acima de tudo definido pela afirmação de Jesus quanto ao fato de que a habitação de Deus com os homens num Tabernáculo Vivo, Igreja no Caminho (Tabernáculo é habitação transitória), só seria possível se cada um tivesse vivido e mantido viva a experiência da relação com Deus em Cristo; e que existencialmente se define como “Eu neles; e Tu em mim; e eles em nós; para que sejam aperfeiçoados na unidade” — obviamente, antes de tudo Jesus aludia a unidade com Deus, pois, sem tal unidade de ser em Deus, ninguém tem unidade com ninguém neste mundo, por mais que uns chamem os outros de irmãos e amados.

O que Jesus propõe como vida com Deus que faça surgir a comunhão de gente de Deus no mundo, com chance de impactar o mundo, é algo que existe pela pulsão do amor de Deus e de amor uns pelos outros.

Entretanto, Jesus diz que tal amor de Deus que realiza a unidade entre os irmãos, é fruto da habitação do Eterno em nós.

Na realidade Jesus está falando outra vez do Templo de Ezequiel, o mesmo ao qual Ele aludiu quando em João Sete, quando convidou a todos os que quisessem, para que experimentassem ali mesmo o Templo de Ezequiel no coração — sim, aquele templo que cresce para dentro e de cujo interior fluem rios de água viva.

De fato Jesus nos chama para o impensável: tornarmo-nos habitados por Deus em plenitude: “Eu neles; e Tu em mim; e eles em nós; para que sejam aperfeiçoados na unidade”.

Ora, tal chamado à dissolvência em Deus nunca foi admitido como tal na tradição cristã. Parecia sempre algo impossível existencialmente falando. E para aqueles que criam que poderia ser de fato uma dissolvência em Deus, como infelizmente a maioria deles pouco ou nada soubessem da Graça de Deus (posto estarem sempre sob o tacão das tiranias da religião cristã]) faziam a peregrinação na direção do monasticismo ou da auto-flagelação; com poucas exceções.

De fato imputou-se toda a graça da fala definida de Jesus em João 17, na qual Ele dizia que aquilo não era um sonho, mas uma condição para se estar Nele e Dele usufruir a vida, ao tal Conceito criado pelo Cristianismo, e que era acerca da Realização Forense e Judicial de tudo o que Jesus disse e não aconteceu.

Na realidade tal conceito diz que nada disso, de fato, acontece mesmo, mas que Jesus fez isso ser satisfatório ao Pai, mesmo que nunca se realize como comunhão entre os homens e Deus.

O conceito do Está Consumado, que é espiritual, foi transformado pelo Cristianismo em algo de natureza Legal e Judicial, daí ser Forense; posto que o conceito fosse tirado da Lei Romana de Representação Legal; assim, Jesus era o Grande Deputado; o representante Legal do Homem no Fórum do Juízo de Deus.

Tal conceito foi aceito e se tornou satisfatório em um mundo cartorialista e judicial, mas não tem abrangência para lidar com o significado do que Jesus de fato fez; e que estava muito para além de qualquer justiça que tivesse nos paradigmas Romanos as suas referencias.

Está Feito porque já estava feito desde antes que qualquer coisa fosse feita!

O Cordeiro, em Quem todas as coisas foram criadas, foi imolado como dádiva de Vida para criar a vida, desde antes da criação de qualquer sistema, dimensão ou cosmo. Sim, pois a existência se deriva Daquele que É. E a vida criada decorre da Vida que É.

Entretanto, Tudo sempre esteve Feito Nele!

Quando, porém, Jesus diz que a vida dos discípulos seria estabelecida pela comunhão deles com Deus, numa loucura de interpenetrações...; posto que seja “Eu neles; e Tu em mim; e eles em nós; para que sejam aperfeiçoados na unidade” — Ele não criava qualquer pretexto que justificasse o adiamento da experiência; visto que Jesus dissesse que ela, a experiência de dissolvência interpenetrante do infinito no finito, como morado do infinito no finito, e com a dissolvência do finito no amor infinito — era isto mesmo que Ele estava dizendo.

Ou seja: que a vida com Deus que vale ser assim chamada, é marcada pela absorção de Deus em nós, com a conseqüente entrega de nossa vida ao amor de Deus, o que gera essa crescente dissolvência de nós Nele.

Na realidade se poderia dizer que Jesus convida para um budismo ao contrário.

Sim, pois o budismo convida para a dissolvência do ser no mar do Nada; do Nirvana Absoluto; mas que é uma dissolvência na Impessoalidade; e mais: tal somente acontece depois de um longo ciclo de iluminações que decorrem da mortificação do ego/adoecido pela via da compaixão — embora o destino eterno do Iluminado seja não saber de si quando atingir o clímax, que é a dissolvência no Tudo/Nada.

Em Jesus, no entanto, o convite é para a dissolvência no amor, na Pessoalidade Absoluta, na fusão dos entes capazes do amor; e isto não no fim de um processo, mas como ignição para que se cresça em qualquer que seja o processo...

Ora, a simples descrição do que seja o desejo de Jesus expresso em João 17, já nos assusta; posto que nenhum de nós de fato almeje a entrega do ser em estado de dissolvência e interpenetração no amor de Deus como comunhão.

A gente quer um Deus que exista e que venha quando invocado. Mas poucos de nós queremos nos dissolver no Seu amor mediante a entrega.

É claro que essa plenitude não se plenifica da noite para o dia...

Porém, quando alguém de fato entende que vida com Jesus é entrega do ser à dissolvência da vida no amor de Deus, então não dá mais para pensar que aquilo que o Cristianismo convencionou definir como os elementos decisivos da formação de um cristão..., tenha qualquer que seja a relevância; a menos que ponha a pessoa no estado de entrega, o qual carrega a gravidade e a inescusabilidade das seguintes e eternas palavras:

“Eu neles; e Tu em mim; e eles em nós; para que sejam aperfeiçoados na unidade”.

Vida com Deus que forma gente/igreja é assim...

Jesus em mim; o Pai em Jesus; e eu Neles.

É assim com o individuo a fim de que assim seja com a comunhão dos indivíduos, que é a Igreja.

Então, quando é assim em cada um, assim se torna para todos; portanto e desse modo, realizando o chamado plural de tal evocação em Jesus:

“Eu neles; e Tu em mim; e eles em nós; para que sejam aperfeiçoados na unidade”.

Você crê nisso?

Deseja isso para você?

Ora, nesse caso, o tema Igreja nem aparece entre aqueles cujos corações vivem de tal loucura e fusão em Deus.

Nele,

Caio

fonte: Caio Fábio

Jesus é assunto sério

A série "Loopt een man over het water" ("Um homem anda sobre as águas", em tradução livre) iria estrear no final de agosto na emissora EO, com a proposta de "lançar um diálogo aberto e franco sobre Jesus para acabar com preconceitos", nas palavras de seu idealizador, o apresentador Arie Boomsma (foto).

Considerado um dos artistas mais bem pagos da televisão holandesa, Boomsma havia sido suspenso em março por três meses pela emissora evangélica por ter posado para uma revista gay.

Foram divulgados poucos detalhes sobre o conteúdo da atração, mas o primeiro convidado seria o humorista Guido Weijers, que apresentaria um quadro baseado no Evangelho de Marcos.

Nem o apresentador do programa, Arie Boomsma, nem o humorista Weijers são cristãos.

Polêmica

Mesmo antes de sua estreia, o programa gerou uma maré de protestos de telespectadores e parte da mídia holandesa. Muitos associados da emissora - que contribuem mensalmente com quantias que vão de um euro a cifras milionárias - cancelaram suas assinaturas.

Na última terça-feira, a EO anunciou formalmente o cancelamento da atração. "Continuamos com o desejo de trazer as pessoas que não conhecem Deus para um diálogo, mas por causa da imagem já distorcida do programa vimos que não iríamos atingir este objetivo", disse à BBC Brasil o presidente da EO, Arian Lock.

A emissora evangélica EO é conhecida por apresentar programas polêmicos, como um, intitulado "40 dias sem Sexo", que enfocava o celibato cristão.

Em outro episódio controvertido, o canal proibiu um de seus mais famosos apresentadores de desfilar no chamado "Barco Sagrado", durante o evento do orgulho gay que ocorreu em Amsterdã na semana passada.

Após o anúncio do cancelamento, o humorista Guido Weijers foi convidado por emissoras de rádio e de TV para mostrar o quadro que apresentaria no programa. Ele brincou com a atenção que passou a receber após o episódio. "Só assim tive motivo para convocar uma entrevista coletiva na vida", disse.

Desde a suspensão da série, centenas de reações foram publicadas em diferentes sites holandeses. Alguns criticam a iniciativa do programa, sob o argumento de que "Jesus é assunto sério e não se admite o uso de seu nome em vão", nas palavras de um internauta.

"Não vi e nem quero ver esse programa e tenho raiva de quem o idealizou", disse outro. Um terceiro reclama que "a qualquer hora se pode fazer piadas sobre qualquer outro tema". "O profeta Maomé é sempre alvo de gracinhas e Jesus passa batido. Me pergunto por quê", diz.

Mas há ainda os que se disseram "curiosos" para assistir ao programa: "E eu querendo ver uma coisa nova, sem o peso dos céus..."

fonte: BBC [via Último Segundo]
colaboração: Alzira Sterque, Rogério da Silva Moreira e James Prado

embora um amigo tenha lembrado s/ o caráter surreal (e bizarro) que envolve parte do rebanho, penso que a ficção e o humor são excelentes suportes (c/ trocadilho) p/ ensinar lições importantes.

algumas tiradas legais da cleycianne são + eficazes do que dezenas de obviedades enfadonhas que circulam por aí.

Gratidão de joelhos

“Caríssimas mamãe, namorada e João, meus grandes parceiros de mochilagem desta fantástica trip, e querida irmãzinha, depois de mais de uma semana mergulhado de cabeça no coração da África, encontrei este cyber café aqui em Jinja, interior de Uganda e em frente à foz do rio Nilo...e vos escrevo pra dizer que estou maravilhosamente bem...

Meus dias aqui na África estão sendo absolutamente fantásticos ! ! ! ... depois de passar uns dias na casa de um refugiado congolês nos subúrbios pobres de Nairóbi, fui parar nem sei direito como na remota tribo dos massais no kenya, onde passei dias correndo atrás de girafas, zebras e antílopes, com lanças e espadas e vivendo a vida tribal dos caras, dormindo em ocas, etc...e entre outras aventuras pelo kenya, terminei em grande estilo, fazendo um safári de bike com um amigo meu massai num parque nacional lindíssimo...

Tô muito roots, andando há uma semana enrolado em cangas coloridas e carregando um cajado e uma espada de aço...e só sei que desde que cheguei na África, não vi NENHUM muzumgo (white man) além de mim...

Ah, e hoje no meio de tudo coloquei uma criança na escola... É uma longa estória, mas, resumidamente, depois de passar o dia passeando por um vilarejo aqui de Uganda com um menino que, entre outras coisas me apresentou a sua família paupérrima, e de por acaso visitar uma escola publica e falar com o diretor, acabei que paguei pela matriculas, mensalidades e todas as despesas do menino ate o fim do ano, e me comprometi a, se ele me mandar o boletim dele, continuar pagando pelos próximos anos...

O melhor de tudo é que aqui na África to conseguindo por em prática a viagem que sempre idealizei... hoje ficarei em hostel pela segunda vez desde que pisei no continente, todos os outros dias dormi e comi na casa de locais, gastando uns 2-3 dólares por dia, o que me permitiu a cada dia distribuir meu daily budget entre as pessoas que me hospedaram, alimentaram, etc...

Tô muito feliz com isso, de conseguir estar vivendo grandes aventuras e realizando uma viagem de profunda imersão no continente africano, absolutamente não turística, e de forma totalmente sustentável, transferindo 80% dos meus gastos pra africanos pobres... e aqui com quase nada vc faz uma substancial diferença na vida das pessoas...

Esse amigo meu congolês, por exemplo, com 12 dólares paguei o aluguel mensal da casa da família dele, esse menino com 40 dólares garanti um ano escolar pra ele numa escola super legal, hoje dei 2 dólares pra uma mulher que me convidou pra conhecer a casa dela e ela se ajoelhou e quase chorou...

Podia escrever horas sobre essa minha primeira semana aqui na áfrica, tô realmente muito contente por tudo aqui estar superando minhas melhores expectativas..."

trecho de e-mail que Gabriel Buchman enviou para a mãe no dia 1 de junho. o corpo dele foi encontrado na tarde de quarta-feira (5). Leia + no blog Ajude Gabriel Buchmann.

colaboração: Monica do Coutto Monni

faltam-me palavras. sobram lágrimas...

A gente somos inútil


O Capinaremos orgulha-se por ser parte dessa montanha de blogs inúteis com atualizações diárias.

a gente tb! =)

Você sabia ?

ZILDA ARNS

Uma das mulheres mais conhecidas do Brasil, a médica Zilda Arns foi fundadora e responsável pela instituição Pastoral da Criança, uma das organizações mais importantes do mundo no campo da saúde, nutrição e alfabetização, nas regiões de maior miséria. Sua liderança lhe valeu seis prêmios internacionais e 59 nacionais.

A Pastoral da Criança conta com um exército de 241 mil voluntários, distribuídos em 36.258 comunidades em 3.757 municípios do Brasil e com sete mil equipes de coordenadores. A ideia de criar no Brasil um grande movimento para diminuir a mortalidade infantil entre os mais pobres nasceu em um encontro da ONU para a paz mundial em 1982.

Fonte: PRIMEIRA EDIÇÃO

Fé de Menno S.

"A fé evangélica verdadeira [...] não pode permanecer adormecida, mas manifesta-se em toda bondade e ações de amor. Ela veste o nu, alimenta os famintos, consola os aflitos, abriga os miseráveis, ajuda e consola todos os oprimidos, retribui o bem pelo mal, serve àqueles que a ferem e ora por aqueles que a perseguem."

— Menno Simons, "Porque Eu não Cesso de Ensinar e Escrever", 1539

Aqui Agora Gospel (49)

A Polícia Civil (PC) prendeu em flagrante na tarde de ontem o pastor evangélico Elias Pereira, 45, e o diácono Geraldo Alves de Carvalho, 42, ambos da Igreja Assembleia de Deus, por participarem do golpe da pirâmide. De acordo com o delegado Waldir Soares, titular do 22º DP, além dos dois homens, há outros líderes evangélicos e pessoas da alta sociedade goiana envolvidos no golpe, que está sendo aplicado em Goiânia há mais ou menos quatro meses. O esquema, segundo a polícia, chegou ao Brasil há um ano e sua primeira ramificação foi no Estado de São Paulo, se estendendo posteriormente para Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo e Goiás. A sede da empresa americana denominada Elite Resurrected, está instalada na cidade de Utah, no Texas (EUA). A Polícia Civil deverá acionar a Polícia Federal e a Interpol.

De acordo com a polícia, os participantes poderiam ganhar até R$ 580 mil no golpe. Para entrar no jogo, cada pessoa deveria pagar uma taxa de R$ 200 e indicar outras duas pessoas, que também teriam de indicar outros dois participantes, e assim, sucessivamente, até formar grupos de oito ou de 14 pessoas. O valor inicial era multiplicado por oito e garantia uma renda de R$ 1.600 ao líder do grupo no momento do fechamento do mesmo. Cada pessoa poderia se tornar líder de vários grupos e receber o valor multiplicado por oito de todos eles, até chegar ao topo da pirâmide. Além da contribuição inicial, os participantes pagavam obrigatoriamente, todos os meses, uma mensalidade no valor de 16 dólares, este valor só poderia ser realizado através de cartões de crédito.

Para a polícia, o jogo foi direcionado a evangélicos pela facilidade de manipulação e poder de persuasão por parte dos líderes religiosos, que realizavam reuniões após os cultos apresentando a fraude como uma forma de ajuda mútua. “... nosso objetivo é dar a um milhão de pessoas uma experiência direta com a abundância através desta atividade”, diz um trecho do texto de apresentação da empresa no site: www.eliteactivity.tv . “As investigações apontam que a igreja Luz para os Povos tenha iniciado o esquema em Goiânia”, disse Soares, que garante a participação também das igrejas: Nas Asas do Altíssimo, Rocha Viva e Igreja de Cristo. “nos disseram na reunião que a corrente nasceu na Luz para os Povos”, afirmou Geraldo.

Para chamar a atenção das pessoas, os líderes evangélicos apresentavam a proposta seguida do capítulo seis, versículo 38 do livro de Lucas que diz: Dai, e dar-se-vos-á; generosamente vos darão; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também. Para o delegado, estes líderes evangélicos usam a Bíblia para enganar. “Todos os participantes assinavam uma declaração que informava o valor como doação de caridade, não como multiplicação”, ressaltou Soares, que diz ter iniciado as investigações através de denúncias de pessoas simples e humildes da base do jogo que não estavam recebendo o combinado. “Apenas os líderes estavam recebendo, os ‘doadores’ da base, começaram a ser lesados. É outra Avestruz Master”, comparou.

Ainda segundo o delegado que investiga o caso, há duas semanas, outras seis pessoas estão sendo procuradas pela polícia, suspeitos de liderar o esquema em Goiânia. Entre eles, Weder Rodrigues Cordeiro, e outros dois pastores da igreja Luz para os Povos, apontados pelo pastor Elias como líderes. “Eu fui procurado pelo Weder que fez uma palestra na minha casa para os irmãos da igreja e em um mês eu recebi do sistema R$ 4 mil, deste R$ 1.500 foi doado ao sistema e eu fiquei com R$ 2.500”, contou Elias, que convidou o diácono Geraldo para participar de seu grupo. Geraldo convidou outras pessoas e em apenas uma semana recebeu R$ 1.400. Os acusados foram presos em flagrante e responderão por crime de formação de quadrilha, estelionato e crime contra o sistema financeiro.

Fonte: Hoje Notícia
colaboração: Ruy Marinho

Marimbundão de fogo (30)

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eta imagem ruim do caramba!

6.8.09

Lado a lado



Em homenagem a dois grandes humoristas brasileiros que andaram se estranhando alguns dias atrás :>)

Você encontra a letra original e a tradução desta bela canção AQUI.

Mulheres são de Vênus (98)

Acaba de ser inaugurada em New York, The Husband Store, uma nova e incrível loja, onde as mulheres vão escolher um marido.

Na entrada, as clientes recebem instruções de como a loja funciona:

"Você pode visitar a loja APENAS UMA VEZ ! São seis andares e os atributos dos maridos à venda melhoram à medida que você sobe os andares. Mas há uma restrição - pode comprar o marido de sua escolha em um andar ou subir mais um. MAS NÃO PODE DESCER, a não ser para sair da loja, diretamente para a rua".

Assim, uma mulher foi até a Loja para escolher um marido.

No primeiro andar, um cartaz na porta:

Andar 1 - Aqui todos os homens tem bons empregos.

No segundo andar, o cartaz dizia :

Andar 2 - Aqui os homens tem bons empregos e adoram crianças.

No terceiro andar, o aviso dizia :

Andar 3 - Aqui os homens tem ótimos empregos, adoram crianças e são todos bonitões.

- Uau! - ela disse, mas foi tentada e subiu mais um andar.

No andar seguinte, o aviso :

Andar 4 - Aqui os homens tem ótimos empregos, adoram crianças, são bonitos e adoram ajudar nos trabalhos domésticos.

- Ai, meu Deus - disse a mulher, mas continuou subindo.

No andar seguinte, o aviso:

Andar 5 - Aqui os homens tem ótimos empregos, adoram crianças, são bonitões, adoram ajudar nos trabalhos domésticos e ainda são extremamente românticos.

Ela vacilou, mas não resistiu e subiu até o sexto andar e encontrou o seguinte aviso:

"Andar 6 - Você é a visitante número 31.456.012 neste andar. Não existem homens à venda aqui. Este andar existe apenas para provar que as mulheres são impossíveis de se contentar. Obrigado por visitar a Loja de Maridos".

Homens são de Marte (129)

A LOJA DE ESPOSAS

No dia seguinte abriu uma nova loja do outro lado da rua, a Loja de Esposas, também com seis andares e idêntico regulamento para os compradores masculinos.

No primeiro andar, o aviso dizia :

Andar 1 - Aqui as mulheres adoram fazer sexo.


No segundo andar, o aviso dizia :

Andar 2 - Aqui as mulheres adoram fazer sexo e são muito bonitas.


No terceiro andar, o aviso dizia :

Andar 3 - Aqui as mulheres adoram fazer sexo, são muito bonitas e
muito ricas.

Os Andares 4, 5 e 6 nunca foram visitados.

Qual o nome do filme (1) Piada interativa - A resposta

A resposta correta:

O nome do filme é "DOIS MILHO E BUUUMMM, UMA ALDA E CELIA NO ESPAÇO"



O feliz ganhador do pirulito Chup-Chup desta quinta-feira é o Rogério!

Divulgada foto inédita da chegada do homem à lua

Poderia ser pior (2)

Sugestão para o almoço?

Se você vir essa faixa na rua, corre o risco de ter acontecido uma das duas coisas:
1- ter morrido e chegou
no céu na hora do banquete com o Pai , ou
2- se não morreu, vai encontrar a nata apostólica brasileira na hora do almoço (arrghh, ninguém merece !)#indigestão

Qual o nome do filme (1) - Piada interativa

Duas amigas, a Alda e a Célia, resolveram assistir um filme de ficção em casa comendo pipoca. Passaram antes no supermercado e compraram uma super pipoca para microondas, uma marca nova, de milho geneticamente modificado, pacotinho contendo apenas dois grãos. Em casa, tudo pronto, DVD no ponto, a Alda coloca o saquinho no micro, liga e vai se assentar. De repente, um chiado forte seguido de uma explosão (buuummmmm!) que destrói casa e tudo, manda tudo pro espaço. Qual o nome do filme?

Use a área de comentários para postar sua resposta. O leitor que adivinhar a resposta vai ganhar um genuíno pirulito Chup-Chup!

Poderia ser pior (1)

Tem aquela do pastor que sempre usava a frase "poderia ser pior", sempre que acontecia uma calamidade...

Um dia um amigo seu, gozador, o procurou e disse:

- Eu tenho uma coisa grave pra te contar e desta vez você não será capaz de usar tua frase favorita. Sonhei que eu tinha morrido e ido pro inferno.

- Poderia ter sido pior, respondeu o pregador.

E o amigo, de bate-pronto, retruca:

- Como? Você tá maluco? O que poderia ser pior?

E o pastor:

- Poderia ser verdade...

Mulheres são de Vênus (97)

Conto de fadas para mulheres do séc. 21

Era uma vez uma linda moça que perguntou a um lindo rapaz:

- Você quer casar comigo?

Ele respondeu:

- NÃO!
E a moça viveu feliz para sempre, foi viajar, fez compras, conheceu muitos outros rapazes, transou bastante, visitou muitos lugares, foi morar na praia, comprou outro carro, mobiliou sua casa, sempre estava sorrindo e de bom humor, nunca lhe faltava nada, bebia cerveja com as amigas sempre que estava com vontade e ninguém mandava nela.

O rapaz ficou barrigudo, careca, o pinto caiu, a bunda murchou, ficou sozinho e pobre, pois não se constrói nada sem uma MULHER.

A dois passos do paraíso (5)

Quando Ayrton Senna chegou ao céu, São Pedro foi logo perguntando:

- Como é seu nome, meu filho?

- Ayrton Senna da Silva.

- Ah!!! Você é aquele piloto da F1, não é?

- Sou eu mesmo.

- Aquele que tinha uma ilha em Angra dos Reis com heliporto, quadra de tênis, praia particular entre outras coisas, mais um jato executivo Learjet 60 de 12 lugares comprado por US$ 19.000.000,00, um helicóptero bi-turbo avaliado em US$ 5.000.000,00 uma lancha Off Shore de 58', uma fazenda em Tatuí e que ganhava US$ 1.200.000,00 por corrida?

- Sou eu mesmo.

- Andava de Audi, Honda NSX e tinha uma DUCATI com seu nome?

- Sim, senhor!

- Morava em Mônaco, mas tinha apartamentos em NYC, Paris e viajava quando queria para o Brasil no seu próprio jatinho particular?

- Correto.

- Aquele que até hoje a família é acionista da Audi do Brasil?

- Eu mesmo!

- Aquele que comeu a Xuxa e a Adriane Galisteu?

- Sim.

- Putz . Pode entrar, mas você vai achar o Paraíso uma merda...

Marimbundão de fogo (29)

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsAGxKrGXGGLsO0Ns0iftz3wDvzKzC2UiysOelTxzR7s8pEakjw2Pkm4Pw6rFZObIUPGbY283ekbrhVJQBN9_9F255fB-RAA0ZKOckarC0pNCjNbY1lxEtw0ir0G4xOQpDcuiV/s400/AtosSecretosJos%C3%A9Sarney.gif

Via ERIK SCHUNK

5.8.09

Destinos turísticos (24)

Funcionários da cidade austríaca chamada "Fucking" (palavrão em inglês) estão instalando câmeras de segurança para evitar o roubo de placas por parte de turistas que visitam o local, segundo o jornal "Austrian Times".


A situação é a mesma pela qual passa Wank (Alemanha) - o nome da cidade também significa um palavrão em inglês. Para Juergen Stoll, que vive em Wank, os moradores de Fucking deveriam aproveitar a coincidência.

Segundo ele, embora não signifique nada em alemão, o nome "Wank" virou uma mina de ouro para a cidade, pois ele atrai muitos visitantes da língua Inglesa.

No entanto o prefeito de Fucking, Franz Meindl, se queixou das brincadeiras. "Nós não achamos isso engraçado. Só queremos ficar sozinhos. Nós não prejudicamos ninguém e só queremos viver em paz", afirmou ele.

fonte: G1

Por que você não quer mais ir à igreja? (9)

Por que você não quer mais ir à igreja?
Por que você não quer mais adoecer?
Por que você não quer mais ouvir coisas sem poder responder?
Por que você não quer mais deixar de rir?
Por que você não quer mais ter um estigma?
Por que você não quer mais ser um hipócrita?
Por que você não quer mais fingir que ama?
Por que você não quer mais fingir que é santo?
Por que você não quer mais fingir que é espiritual?
Por que você não quer mais levar as coisas tão a sério?
Por que você não quer mais ser um esquizofrênico?
Por que você não quer mais encaixotar o Reino de Deus?
Por que você não quer mais negar a totalidade da vida?
Por que você não quer mais ter um partido e pregar união?
Por que você não quer mais fingir que seu amigo pagão não é mais gente que seu irmão?
Por que você não quer mais se sentir um constante devedor?
Por que você não quer mais ser chamado de irmão e sim amigo?
Por que você não quer mais ter trilha sonora para suas emoções?
Por que você não quer mais se envergonhar com bizarrices?
Por que você não quer mais marchar com botas de pantufas?
Por que você não quer mais lutar em tantas batalhas sem saber que guerra está?
Por que você não quer mais pregar a cruz e apelar para as leis?
Por que você não quer mais quebrar paradigma e quebrar sua cara?
Por que você não quer mais procurar um Deus em lugar-comum?
Por que você não quer mais viver com propósito sem propósito algum?
Por que você não quer mais viver nos desertos do Antigo Testamento?
Por que você não quer mais falar de uma Graça sem tê-la aprendido?
Por que você não quer mais chamar de querido alguém que você nunca viu?
Por que você não quer mais dizer que dinheiro não é importante?
Por que você não quer mais dizer que sexo é perigoso?
Por que você não quer mais ter uma resposta doce e uma atitude amarga?
Por que você não quer mais dizer que Jesus ama contudo você não pode ajudar?
Por que você não quer mais justificar os fins com os meios de trazer alguém pro meio?
Por que você não quer mais explicar ao seu filho o que você mesmo não compreende?
Por que você não quer mais ser uma bonequinha louva-Deus da Estrela?
Por que você não quer mais buscar a igreja em primeiro lugar como se ela fosse o Próprio Reino de Deus?
Por que você não quer mais perder horas e horas da sua vida com questões que de fato não são tão importantes pra sua vida?
Por que você não quer mais ser um homem-Bíblia e explodir a qualquer momento deixando inúmeras vítimas?
Por que você não quer mais confundir “a Graça da unção vem da voz de Deus” com “a voz de Deus vem da caixa de som”?
Por que você não quer mais perder um amigo porque ele foi ouvir alguém que fala melhor e deixa claro com isso que uma edificação pessoal vale mais que uma amizade?
Por que você não quer mais ver jovens falando como velhos e velhos falando como jovens, tentando se libertar do passado?
Por que você não quer mais fingir que não está com raiva?
Por que você não quer mais saber da competição de quem é que ganha mais almas?
Por que você não quer mais deixar de admitir que um palavrão às vezes valha mais que um jargão?
Por que você não quer mais brincar de durão e molão?
Por que você não quer mais brincar de esconde-esconde a sinceridade?
Por que você não quer mais brincar de estatua?
Por que você não quer mais brincar pega-pega pecados?
Por que você não quer mais brincar de médico de alma?
Por que você não quer mais brincar com a alma do outro?
Por que você não quer mais brincar de beijo, abraço e aperto de mãos?
Por que você não quer mais brincar?
Por que você não quer mais ir à igreja?
Por que?

Wilson Tonioli, no blog Verticontes.

O gato que gostava de cenouras

O TELEFONE tocou. Queriam uma entrevista sobre o livrinho "O gato que gostava de cenouras". Não entendi o nome da revista porque estou ficando meio surdo e, por vergonha, não pedi que repetissem. A entrevista começou...

Gato gosta de peixe, de rato e de passarinho. Gato não gosta de cenoura. Numa terra de gatos, um gato que gostasse de cenoura seria uma aberração, uma vergonha para os pais, motivo de chacota e zombaria na escola...

O nome dele era Gulliver; carinhosamente, Gullinho. Seus pais não sabiam do seu gosto pelas cenouras. Comer cenouras era um ato secreto, escondido. Seus pais só se preocupavam com o fato de que ele não comia os deliciosos ratinhos recém-nascidos, os pardais saborosos, os peixes cheirosos que lhe traziam para abrir o apetite.

Gullinho era diferente dos demais gatos. E isso fazia seus pais sofrerem muito porque o que os pais mais desejam é que seus filhos sejam iguais aos outros.

O fato era que os pais de Gullinho ignoravam que ele, escondido, comia a comida proibida, cenoura... A mãe acabou por desconfiar das incursões secretas do Gullinho e disse ao pai que seria melhor segui-lo para ver onde ele estava se metendo. Foi o que o pai "sogateiramente" fez.
Gullinho caminhava com cuidado, olhando para todos os lados para ver se estava sendo seguido. Andou até chegar ao sítio do senhor Joaquim. Havia canteiros com todos os tipos de hortaliça. Gullinho foi até o canteiro de cenouras e -oh! Coisa horrenda para um pai gato- começou a comer cenouras.

O pai do Gullinho quase morreu de susto. Seu filho que ele sonhara tigre não passava de um coelho. E chorou amargamente...

Resolveu procurar auxílio. Procurou um padre que ameaçou Gullinho com o Inferno. "Deus é gato. Deus ordenou que nós comêssemos peixes, ratos e passarinhos.Comer cenoura é pecado mortal!" Mas não adiantou...Gullinho continuou a vomitar peixes, ratos e passarinhos...

Aí eles o levaram ao psicanalista. A análise durou vários anos. Mas o que o doutor Gatan lhe dizia com linguagem complicada não alterava o seu gosto: ele continuava a gostar de cenouras...

Foi então que um professor da escola chamou o Gullinho para uma conversa e lhe disse: "O nosso destino está escrito nas células do nosso corpo num "chip" bem pequeno chamado DNA. Ele já está no feto, determinando a cor do seu pelo, a cor dos seus olhos, se você vai ser menino ou menina, daltônico ou não, canhoto ou destro. Você nada pode fazer para mudar as ordens que estão no seu "chip". E acontece o mesmo com o nosso gosto por ratos ou por cenouras... Não é pecado, como o padre disse, porque foi o DNA que o fez assim... Não é resultado de educação porque foi o DNA que o fez assim... E nem pode ser curado, como se fosse uma doença, porque é o DNA que o fez assim... Igual ao daltonismo".

Gullinho olhou em silêncio para o professor e, pela primeira vez, entendeu tudo. E ele sentiu que um enorme peso fora tirado de cima dele. Entendeu então que ele podia gostar de cenoura porque fora o DNA que o fizera assim -e ninguém tinha nada com isso.


Eu ainda estava na cama quando minha filha me acordou.

"Pai, você apareceu na "G Magazine", a reportagem do gato..."

"Mas o que é "G Magazine'?", perguntei.

Aí eu entendi por que o assunto da entrevista tinha sido "O gato que gostava de cenouras"...

Rubem Alves, na Folha de S.Paulo.

Pense duas vezes antes de colocar sua imagem na internet


E vou te falar, viu! Tem muitas minas sem noção... se soubessem o poder que o Photoshop tem não colocariam sequer uma foto 3x4 (rs)

Momento escatológico (29)

dica da Kesia Leonardo

O Evangelho não é neutro

Eu tinha um sonho: ser capaz de acompanhar os pobres, o excluído, o ignorado, sem ter necessidade de explicar-me ou justificar-me aos ricos, aos que estão seguros e confortáveis. Ser capaz de ir onde a aflição me chama sem ter necessidade de dar aviso prévio. Ser capaz de mostrar a minha indignação com o abandono, a injustiça, a violência, a venda de armas e a fome causada pelas guerras sem ser considerado um intrometido na política. Sonhei com ser capaz de viver a minha fé dentro da igreja, mas também na sociedade, no meu tempo e com os meus recursos. Sonhei com a liberdade de pensar e exprimir-me, discutir e criticar, sem medo da guilhotina. Sonhei com o ser diferente dentro da unidade da fé, e continuar sendo eu mesmo, solitário, mas ainda solidário com outros. Esperei, enfim, ser capaz de proclamar um Evangelho da liberdade sem ser marginalizado.”

— Jacques Gaillot, em seu livro Voz do Deserto

NOTAS:

1) Jacques Gaillot, é um bispo francês deposto pela hierarquia católica, no ano de 1995, em virtude de sua defesa em prol dos Direitos Humanos. Depois de deixar o Paço Episcopal, o Bispo Gaillot imediatamente mudou-se para a infame Rue Du Dragon em Paris, conhecida por ser um gueto de imigrantes ilegais. O Bispo Gaillot continua a defender ativamente os direitos humanos. Ele costuma escrever no regularmente no PARTENIA, a primeira DIOCESE VIRTUAL, criada ainda em 1996.

Leia + sobre ele aqui na WIKIPEDIA.

2) Partenia, no tempo de Santo Agostinho (séc. IV), era uma diocese na Mauritânia, em Setif, nos planaltos da atual Argélia. Pouco se sabe sobre ela: nem data de fundação, nem a sua localização exata. Simplesmente desapareceu sobre as areias. No ano de 484 d.C, Hunéric, rei dos Vândalos, invadiu o país e convocou os bispos ao seu palácio em Cartago. Rogatus, bispo de Partenia, foi perseguido e exilado.

Como Partenia já não existe, torna-se o símbolo de todos aqueles que, na sociedade como na Igreja, têm o sentimento de não existir. É uma extensa diocese sem fronteiras onde o sol nunca se põe.

Faculdade faz mal para a fé?

Num dos capítulos finais de O mundo assombrado pelos demônios, Carl Sagan mostra como nossa sociedade desestimula a curiosidade das crianças, impedindo que no futuro elas se interessem pela carreira científica. Bom, eu ainda não tenho filhos, mas quando tiver eu certamente ficaria muito orgulhoso caso eles resolvessem se tornar cientistas (o que não significa que eu vá direcionar alguma coisa!). Mas não sei até que ponto pais religiosos ficam receosos quando os filhos entram na faculdade.

São Josemaría Escrivá falava das pessoas que ao entrar no ensino superior largavam sua religiosidade "como quem deixa o chapéu à porta". Em resumo, a faculdade faz mal à fé dos universitários? E nas áreas de ciência? Ateus militantes dizem que, quanto mais conhecimento científico, menos superstição (a palavra preferida deles para designar a religião). Será verdade?

Quatro pesquisadores da Universidade de Michigan resolveram verificar qual o impacto do ensino superior sobre a religiosidade dos estudantes. Eles publicaram seu estudo na internet (PDF) semana passada e chegaram a conclusões interessantes. Vale a pena mencionar que os pesquisadores escolheram a faculdade porque, para muitos jovens, é a primeira ocasião em que eles se separam dos pais (e de sua influência), tendo contato com novas ideias e grupos. Entre essas ideias estão o cientificismo, a pós-modernidade e o "desenvolvimentismo" (não achei tradução melhor, mas não estou falando da doutrina econômica), que têm impacto sobre as crenças religiosas e serão descritas detalhadamente pelos autores antes da apresentação dos resultados.

Aliás, falando em resultados, parece que o autor do PDF teria feito melhor se colocasse as tabelas e gráficos no lugar certo, em vez de deixar tudo no fim do paper. Bom, me parece que os dados mais significativos estejam na Tabela 2. Lá, nós descobriremos que


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• optar pela formação em Biológicas ou Exatas aparentemente tem pouco efeito sobre a religiosidade dos universitários, tanto do ponto de vista da importância que cada um atribui à religião em suas vidas quanto em relação à frequência aos cultos religiosos. Uma possível exceção seria o impacto dos estudos na área de Matemática e Física diminuindo a importância da religião para os estudantes, mas não a participação nas cerimônias.

• por outro lado, quem realmente faz estrago na cabeça dos universitários são as ciências Humanas e Sociais.

• já quem escolhe os cursos ligados à área de Educação acaba tendo sua religiosidade reforçada.

O que isso indica? Que, daquelas três ideias acima, a pós-modernidade é mais daninha à religiosidade que o cientificismo, e posso ver o motivo – até porque na faculdade tentaram enfiar esse negócio na minha cabeça, mas não deu certo. O cerne da pós-modernidade é o relativismo, a noção de que as verdades absolutas não existem (curiosamente ninguém comenta que a "inexistência de verdades absolutas" é propagandeada como... verdade absoluta). Como a maioria das religiões alega justamente o contrário, deixar-se convencer por Lyotard e companhia leva ao enfraquecimento da fé. Não surpreende que o Papa Bento XVI tenha feito do combate ao relativismo uma das principais características de seu pontificado. Por outro lado, os autores do estudo inclusive apontam uma certa incompatibilidade entre a pós-modernidade e o cientificismo, que defende a existência de verdades comprováveis empiricamente.


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Os pesquisadores também verificaram como a religiosidade influi na escolha da carreira a seguir, embora esta parte do estudo leve em consideração apenas universitários que fizeram uma nova opção de faculdade após desistir da anterior (os autores consideraram que a primeira escolha pode ter sido influenciada pela família, enquanto a segunda é mais certamente uma opção pessoal). Curiosamente, quanto maior a religiosidade dos estudantes, maior a chance de eles acabarem numa carreira de Humanas – justamente aquelas que mais danificam o senso religioso dos universitários.

Por que isso acontece? Os autores do estudo tentam dar uma resposta. (...) the type of religiosity that encourages students to switch into the Humanities is the more individualistic importance of religion rather than the measures of support for organized religion (beyond a mild, insignificant positive effect of religious attendance). (p.22) É possível que essa conclusão tenha saído de uma outra etapa do estudo, em que os universitários foram divididos em cinco grupos e cada um respondeu a uma pergunta diferente sobre assuntos como contribuições financeiras às igrejas, a atuação das instituições religiosas, a noção de que tudo melhora quando se deixam os problemas na mão de Deus, e a influência que a religião deveria ter na sociedade.

Em resumo, parece que o bicho-papão não está na ciência. Está é nas faculdades de Humanas, Sociais, Comunicação... e olha que os pesquisadores de Michigan nem chegaram a conhecer as faculdades esquerdizantes de Humanas que temos por aqui!

Marcio Antonio Campos, no Portal RPC.

E você, o que está fazendo?

Toda vez que um texto de crítica à igreja é feito em algum blog morre uma estrelinha no céu. Bem, só pode ser esse o motivo pelo qual muitos ficam indignados ao lerem um texto e afirmarem que os autores que devem fazer uma mudança. A indignação parte do pressuposto de que os críticos nada fazem, ficam simplesmente de pernas para o ar coçando algum lugar escuso.

Tenho uma novidade: o fato de se criticar um texto não vincula necessariamente uma pessoa ao total ócio. Não podemos negar que podem haver blogueiros que são duas caras, falam uma coisa e na prática agem totalmente diferente. Assim é dentro de uma igreja, no trabalho e em toda relação social - essa última frase poderia ser suprimida, no entanto, o óbvio ululante nem sempre é tão percebido assim.

Escrever um texto pode não parecer grande coisa na tentativa de se mudar a situação da igreja atual, mas palavras, sejam orais ou escritas, refletem necessariamente uma opinião, fato esse que não eleva a opinião à condição de sincera. Apesar disso, falar e escrever continuam sendo ações.

Reformas, revoluções ou até mesmo a ampliação do banheiro da sua faculdade só começam quando alguém comunica a vontade de mudança. O Evangelho é comunicação, não importa o meio, se através de gestos, fala ou leitura o que importa é que as ações práticas e efetivas se manifestem.

Ações práticas e efetivas também envolvem a crítica. Se perguntarem mais uma vez "e você, o que está fazendo para melhorar a igreja?" Oras, a critico. O que faço? O oposto daquilo que não acredito. O que critica a crítica, somente com o argumento falho de que o autor nada faz para mudar a situação está, no fim, se igualando a quem condena.

Raphael Rap, no blog Rapensando.

Não quero meu filho metido com política!

Cristovam Buarque propõe que filhos de políticos eleitos sejam obrigados a estudar em escolas públicas

Acabo de ler um dos projetos de lei do Senado Federal muito audacioso e interessante. O assunto não é o que se pode chamar de “novidade”. Inclusive, já foi sugerido por alguns leitores aqui do blog, em comentários.

O senador é Cristovam Buarque, e o projeto propõe que os filhos e demais dependentes de políticos eleitos para os Poderes Executivo e Legislativo federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal sejam obrigados a estudar em escolas públicas de Educação Básica.

Em determinado ponto da justificação, o senador escreveu algo que faz muito sentido. Diz:

“Se esta proposta tivesse sido adotada no momento da Proclamação da República, como um gesto republicano, a realidade social brasileira seria hoje completamente diferente.”

fonte: Acerto de Contas

Twittadas históricas

E se o Twitter existisse desde o início dos tempos, o que os famosos teriam dito ao longo dos anos?

Muito boa a idéia, vejam mais no Jacaré Banguela.

Marimbundão de fogo (28)

Paixão

Fonte:
GAZETA DO POVO

4.8.09

Não há tempo a perder



Depois do inesquecível final do Criança Esperança de 2007, meu amigo e parça Cezar Elbert compôs uma música linda p/ homenagear os pais. Além da galerinha do Colégio Santo Ivo, o clip tem a participação especialíssima do João Marcelo e do Pedro Henrique, filhos do Cezar e da Lidiana. =)

Via(da)gens teológicas

Via(da)gens teológicas : itinerários para uma teologia queer no Brasil

Tese de Doutorado em Teologia defendida por André Sidnei Musskopf na Escola Superior de Teologia

O argumento central desta Tese é que a teologia precisa andar por outros lugares. Embora este chamado seja dirigido a todas as teologias que se sustentam em uma matriz heterocêntrica para a construção do conhecimento teológico, ele se dirige de maneira especial para a Teologia da Libertação Latino-Americana, em cuja caminhada as reflexões desta Tese se inserem. As temáticas abordadas foram selecionadas e ordenadas a partir dos caminhos percorridos pelo próprio autor, configurando-se como itinerários ao mesmo tempo percorridos e sugeridos como necessários para a construção de uma teologia queer no Brasil. Neste sentido, as reflexões são situadas em dois contextos específicos que determinam o seu recorte. Primeiro, concentrando a pesquisa no contexto brasileiro, o que se evidencia na releitura histórica dos processos de construção dos discursos e práticas em torno da religiosidade e da sexualidade no Brasil, bem como da identidade brasileira de maneira mais abrangente, e sua importância para a reflexão teológica. Segundo, porque assume os desenvolvimentos no âmbito da teologia queer como espaço privilegiado de interlocução, o que se evidencia na apresentação do surgimento e do desenvolvimento das teologias homossexual-gay-queer desde o século XIX e, de maneira especial, na segunda metade do século XX, principalmente em países de fala inglesa, mas também no Brasil e na América Latina, ainda que em espaços menos formais e geralmente invizibilizados. Destes dois contextos específicos emerge o questionamento das epistemologias teológicas tradicionais e o desafio de articular a ambigüidade como princípio epistemológico. Tal ambigüidade é, então, discutida conceitualmente a partir de diversas áreas, autores e autoras e definida a partir dos contextos de onde a necessidade de sua articulação emergiu: o contexto brasileiro e a teoria queer. Sua articulação mais pungente, no entanto, é desenvolvida em três narrativas que se configuram como "histórias sexuais" e que iniciam o processo reflexivo sobre a epistemologia teológica. Esta reflexão é organizada em três momentos "ocupar, resistir, produzir" um dos lemas mais conhecidos do Movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A partir de então a discussão se converte numa conversa entre as "histórias sexuais" e diversas autoras que têm se ocupado da discussão epistemológica, considerando questões de identidade e linguagem na interseção com as discussões de gênero, sexualidade, raça/etnia, classe social e ecologia. Embora os três momentos desta proposta epistemológica desenvolvida a partir da idéia de ambigüidade sejam parte de um mesmo movimento de produção do conhecimento, no último deles as propostas para a elaboração de uma teologia queer no Brasil são materializadas através do diálogo com a pintura "La venadita" de Frida Kahlo. A figura que se destaca e dá nome à pintura - um veado - e sua associação com a homossexualidade no contexto brasileiro, através de um processo de apropriação simbólica e em consonância com a discussão realizada nos capítulos precedentes, permitem definir estas reflexões como via(da)gens teológicas dando expressão concreta aos itinerários para uma teologia queer no Brasil.

Clique aqui para o texto completo [pdf - 524 p.]
Imagem: "La venadita" de Frida Kahlo

+ Teologia fresca

Me arde ô oi

Só na sacanagem

charge do Dorinho no Propaganda & Marketing.

De todas as tribos

Para um número cada vez maior de jovens nos Estados Unidos skatismo não é simplesmente saltar e rodar - é também uma oportunidade para aprender sobre Jesus Cristo.
Há pelo menos 300 locais onde é possível praticar o skatismo e ler a Bíblia no país.
Um deles é Ramp 48 em Fort Lauderdale, na Flórida.

Fonte: BBC Brasil

Neopaganismo evangélico

Estava passeando pela TV quando dei com um culto da Igreja Mundial do Poder de Deus. Teria rapidamente mudado de canal se não tivesse acabado de ler o interessante livro de Ronaldo de Almeida, "A Igreja Universal e seus Demônios - Um Estudo Etnográfico" [ed. Terceiro Nome, 152 págs., R$ 28], que me abriu os olhos para o lado especificamente religioso dos movimentos pentecostais. Até então, via neles sobretudo superstição, ignorando o sentido transcendente dessas práticas religiosas.

No culto da TV, o pastor simplesmente anunciou que, dado o aumento das despesas da igreja, no próximo mês, o dízimo subia de 10% para 20%. Em seguida, começou a interpelar os crentes para ver quem iria doar R$ 1.000, R$ 500 e assim foi descendo até chegar a R$ 1.

Notável é que o dízimo não era pensado como doação, mas simplesmente como devolução: já que Deus neste mês dera-lhe tanto, cabia ao fiel devolver uma parte para que a igreja continuasse no seu trabalho mediador. Em suma, doar era uma questão de justiça entre o fiel e Deus.

Em vez de o salário ser considerado como retribuição ao trabalho, o é tão só como dádiva divina, troca fora do mercado, como se operasse numa sociedade sem classes. Isso marca uma diferença com os antigos movimentos protestantes, em particular o calvinismo, para os quais o trabalho é dever e a riqueza, manifestação benfazeja do bom cumprimento da norma moral.

Se o salário é dádiva, precisa ser recompensado. Não segundo a máxima franciscana "é dando que se recebe", pois não se processa como ato de amor pelo outro. No fundo vale o princípio: "Recebes porque doastes". E como esse investimento nem sempre dá bons resultados, parece-me natural que o crente mude de igreja, como nós procuramos um banco mais rentável para nossos investimentos.

O crente doa apostando na fidelidade de Deus. Os dísticos gravados nos carros, "Deus é fiel", não o confirmam? Mas Dele espera-se reciprocidade, graças à mediação da igreja, cada vez mais eficaz conforme se torna mais rica. Deus é pensado à imagem e semelhança da igreja, cujo capital lança uma ponte entre Ele e o fiador.

Anticalvinismo
Além de negar a tradicional concepção calvinista e protestante do trabalho, esse novo crente não mantém com a igreja e seus pares uma relação amorosa, não faz do amor o peso de sua existência.

Sua adesão não implica conversão, total transformação do sentido de seu ser; apenas assina um contrato integral que lhe traz paz de espírito e confiança no futuro. Em vez da conversão, mera negociação. Essa religião não parece se coadunar, então, com as necessidades de uma massa trabalhadora, cujos empregos são aleatórios e precários?

Outro momento importante do livro é a crítica da Igreja Universal ao candomblé, tomado como fonte do mal. Essa crítica não possui apenas dimensões política e econômica, assume função religiosa, pois dá sentido ao pecado praticado pelo crente. O pecado nasce porque o fiel se afasta de Deus e, aproximando-se de uma divindade afro-brasileira, foge do circuito da dádiva. Configura fraqueza pessoal, infidelidade a Deus e à igreja.

Nada mais tem a ver com a ideia judaico-cristã do pecado original. Não se resolve naquela mácula, naquela ofensa, que somente poderia ser lavada pela graça de Deus e pela morte de Jesus, mas sempre requerendo a anuência do pecador.

Se resulta de uma fraqueza, desaparece quando o crente se fortalece, graças ao trabalho de purificação exercido pelo sacerdote. O fiel fraquejou na sua fidelidade, cedeu ao Diabo cheio de artimanhas e precisa de um mediador que, em nome de Deus, combata o Demônio. O exorcismo é descarrego, batalha entre duas potências que termina com a vitória do bem e a purificação do fiel.

Paganismo
Compreende-se, então, a função social do combate ao candomblé: traduz um antigo ritual cristão numa linguagem pagã. Os pastores dão pouca importância ao conhecimento das Escrituras, servem-se delas como relicário de exemplos. Importa-lhes mostrar que o Diabo, embora tenha sido criado por Deus, depois de sua queda se levanta como potência contra Deus e, para cumprir essa missão, trata de fazer o mal aos seres humanos.

O mal nasce do mal, ao contrário do ensinamento judeu-cristão que o localiza nas fissuras do livre-arbítrio. Adão e Eva são expulsos do Paraíso porque comeram o fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal e assim se tornam pecadores, porque agora são capazes de discriminar os termos dessa bipolaridade moral.

Essa teologia pentecostal se aproxima, então, do maniqueísmo. Como sabemos, o sacerdote persa Mani (também conhecido por Maniqueu), ativo no século 3º, pregava a existência de duas divindades igualmente poderosas, a benigna e a maligna. Isso porque o mal somente poderia ter origem no mal. A nova teologia pentecostal empresta o mesmo valor aos dois princípios e, assim, ressuscita a heresia maniqueísta, misturando o cristianismo com a teologia pagã.

José Arthur Giannotti, na Folha de S.Paulo.

O + alto que eu puder



Quem mandou eu dizer que curto gospel cantado pelo negros americanos? =)
via Mukamatrix

Tadinha...

Por que você saiu da igreja?

Minha resposta à pergunta que me fizeram à queima-roupa.

"Interessante, meu amigo. Há muitos anos, quando participei de uma pequena e auto-proclamada comunidade-igreja, notei que alguns davam muita ênfase aos dons, profecias, outros a palavra, estudos teológicos e academicismos. Era um tal de "declaro isso na sua vida", "declaro prosperidade", "declaro saúde", declaro e por aí vai.

Convivendo um pouco mais, cheguei a conclusão de que havia muita palavraiada, muitas profecias, muitos sonhos e visões, mas o fulano-interpretação de sonhos continuava com os gatos no seu comércio, sicrano-falador de línguas fazia rolos e factoring dos cheques recebidos dos seus clientes, beltrano-estudioso do apocalipse fazia assédio moral no trabalho, a ungida-conselheira era uma obesa pré-mórbida e a maioria-arquibancada-que-gemia-e-chorava-nos-louvores estourava cartões de crédito com a maior naturalidade e sonegava impostos com a desculpa pronta de que o Governo era mais ladrão.

Um dia perguntaram pra mim, a "irmã que nunca dizia nada", se eu tinha algo a declarar para os irmãos. Me cansei e disse: "Menos dons e mais caráter, gente!"

Imagine a cara com que fui fuzilada...

Aí saí de lá.
Bjs
HB"

Pa, pa, pa , paaaaa...

O cantor americano Bobby McFerrin, vencedor de oito Grammys e conhecido no mundo do jazz tanto pelo clássico “Don’t Worry, Be Happy” como por sua enorme extensão vocal, foi convidado para participar do debate “Notas & Neurônios: Em Busca de um Refrão em Comum” no Festival Mundial da Ciência.

Em determinado momento, ao falar sobre “expectativa”, resolveu demonstrar o sentimento usando a plateia como um instrumento musical.



kibado do Kibeloco

Apologia de um Deus ausente

W.B. Yeats escreveu que todas as nossas ideias sobre Deus são "lixo e purpurina", como um vestido de casamento de mau gosto que esconde a verdade que há por baixo. Karen Armstrong, uma das melhores escritoras vivas sobre religião, concorda.

Mas, em seu último livro, "The Case for God" [Em Defesa de Deus, ed. Bodley Head, 376 págs., 20, R$ 62], afirma que houve um tempo em que as pessoas entendiam melhor Deus.
"O Deus moderno parece o Alto Deus da Antiguidade remota, uma teologia que foi unanimemente descartada ou radicalmente reinterpretada por ser considerada inapta", ela escreve. Em outras palavras, nossa ideia de Deus, sejamos ateus ou crentes, regrediu ao infantil.

Os maiores ofensores são aqueles que tratam Deus como um super-homem intervencionista, que resolve os problemas. O catálogo de Armstrong de culpados ineptos inclui políticos que apelam a Deus para justificar suas políticas, terroristas que o invocam para cometer atrocidades e cientistas que encaixam Deus em uma teoria física, mesmo que só para desbancá-lo.

A ciência, afirma a autora, teve uma influência profundamente equívoca em crentes e descrentes. Quando [o biólogo] Richard Dawkins ataca Deus, seu alvo é um absurdo superprojetista, necessariamente mais complexo que qualquer das complexidades da natureza. Além disso, há cientistas crentes que veem Deus como uma espécie de técnico de sintonia fina.

Na verdade, as noções modernas de Deus, diz Armstrong, são principalmente enganos de teólogos que, a partir do século 17, tentaram explorar a ciência como um suporte da fé. Essa busca racional por Deus, diz ela, na verdade incentivou o ateísmo.

A autora também indica que a teologia baseada na ciência é notoriamente inconfiável. Quando um teólogo conjura Deus para preencher uma lacuna em nosso conhecimento, uma nova teoria pode ejetá-lo.

Deus insondável
E a ideia de Deus como uma "coisa" ou um "ser", ou um objeto no mundo que disputa a atenção com outros objetos, minou um sentido mais profundo e misterioso de Deus que se desenvolveu em todas as fés ao longo dos séculos.

Armstrong tenta isolar o que ela considera a ideia perdida crucial de Deus como o insondável e indizível. Qualquer coisa aquém de admitir a natureza inefável de Deus, insiste, leva à idolatria -adorar um deus de nossa própria criação. Por definição, não há uma maneira fácil de escrever sobre o inarrável.

Uma de suas tentativas, no centro do livro, envolve os ensinamentos do filósofo cristão Dionísio Areopagita [teólogo do século 6º, assumiu como pseudônimo um nome bíblico].

"Primeiro temos de afirmar que Deus é", ela escreve. "Deus é uma rocha, Deus é uno, Deus é bom, Deus existe. Mas quando escutamos cuidadosamente a nós mesmos, caímos em silêncio, abatidos pelo peso do absurdo que há nessa conversa de Deus."

Na fase seguinte, negamos esses atributos. "Mas o "caminho da negação" é apenas tão impreciso quanto o "caminho da afirmação". Como não sabemos o que Deus é, não podemos saber o que Deus não é, e portanto devemos negar as negações...", ela diz.

A fase final, se você continuar a bordo, é um estado que os místicos chamam de "noite escura da alma", ou a nuvem do desconhecimento. É duro escrever sobre Deus, afirma. Assim como ler sobre Ele.

Amadurecimento
Mas apenas pensar em Deus não adianta; Armstrong insiste em que sentir Deus depende de oração, ritual, escritura e silêncio; é um processo, mais que uma conclusão lógica. E nenhuma fé individual tem o monopólio da iluminação.

Se as religiões conseguissem retornar à verdadeira iluminação, seríamos capazes, ela escreve, citando John Keats [1795-1821], de lidar com "incertezas, mistérios, dúvidas, sem qualquer busca irritante por fato e razão".

Quais são as perspectivas do apelo de Armstrong por uma compreensão mais iluminada? Alguns carolas começam a se voltar para uma abordagem mais criativa, menos científica e dogmática da fé.

Ela acredita que um entendimento mais maduro de Deus diminuiria o antagonismo entre ciência e religião, reduziria a violência inspirada na religião e provocaria mais compaixão.
Infelizmente, a história mostra que a maioria das tentativas de combater elementos prejudiciais dentro da religião tende a provocar reações dos extremos. Armstrong está consciente disso; mas este livro, escrito com paixão, prodigiosamente pesquisado, é uma súplica poderosa para se tentar.

John Cornwell, na Folha de S.Paulo.

Marimbundão de fogo (27)

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjjzNtd25Dj5vcV0381zhAjL1FZ3fNuZtwbE6rAR7AR1g_d76FYkf1JTA674pxxKetBgJjIfC6Hv-DELdwydBiFdn29D-GE4QHY-tViMVsHB6JETPD4WIooaxtvHoQaQgKXsKy7/s400/sarney_menino-maluquinho.jpg

3.8.09

Arcebispo inglês alerta para perigos das redes sociais

Para líder religioso, Facebook e MySpace podem Páginas como Facebook e MySpace podem levar as crianças ao suicídio, opina o arcebispo da igreja católica na Inglaterra, Vincent Nichols. Para Nichols, estes sites estão levando as crianças a tratar amizados como um commodity, criando relações transitórias e estão desumanizando a vida em comunidade.

Segundo o jornal The Telegraph, os comentários do religioso foram feitos após a morte de uma garota de 15 anos que tomou uma overdose de analgésicos após ser vítima de zombaria na rede social Bebo.

Para o religioso, as relações já estão sendo enfraquecidas pelo declínio do contato face-a-face ou ao telefone, substituídas pela internet e pelas mensagens de texto via celular.

– Estamos perdendo a habilidade de construir relacionamentos interpessoais. Estamos perdendo habilidades sociais como ler o humor de uma pessoa, a linguagem corporal, ser paciente em momentos de pressão.

O arcebispo culpa os sites de relacionamento por deixarem as crianças com amizades improvisadas. Além disso, os sites estão levando os adolescentes a valorizarem demais a quantidade de amigos.

– Entre pessoas jovens, muitas vezes o que leva ao suicídio é o trauma de relações transitórias. Eles se jogam em amizades ou redes de amigos até que elas terminem e deixem as crianças desoladas.

O arcebispo, de 63 anos, afirmou que o uso excessivo de informação eletrônica está "desumanizando".

– Acho que há uma preocupação de que o uso excessivo, ou quase exclusivo, de textos e emails signifique que nós, como sociedade, estamos perdendo parte da habilidade de construir a comunicação interpessoal que é necessária para vivermos juntos e construirmos uma comunidade.

A entrevista foi concedida ao jornal Sunday Times.

fonte: Clic RBS

como falei na Sala Brasil, o problema sempre está naquela "peça" em frente ao computador...

Nota dez (40)



No Brasil está muito difícil encontrar campanhas para datas comemorativas que se destaquem pelo seu roteiro. Mas esse vídeo criado pela McCann Erickson para o dia dos pais da Tim toma um rumo diferente e homenageia os padrastos, considerados por muitos um “segundo pai” ou um ser que o enteado não gosta por namorar a mãe dele.

Será que este vídeo tem o poder de mudar o comportamento de alguns enteados com seus padrastos?

Caio Costa, no Blogcitário.

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criação e produção: Carlos e Marlão
fonte: Desenblogue

Gênios do marketing (157)

"Com gás ou sem gás?" é a pergunta que vc ouve ao pedir
água em um bar ou restaurante. Neste site as opções vão além:
de pizza e cheese burger até escargot e sushi.
Vou ali vomitar e já volto... :O

Face 2 face

A força da teia de relacionamentos não é algo novo. O agrupamento de pessoas em torno de uma atividade comum é tão antigo quanto a sociedade humana. Seja para decidir sobre rumos da comunidade onde vive ou da empresa onde trabalha ou simplesmente para trocar experiências de interesse mútuo, a formação de associações, sindicatos, coletivos, grupos e confrarias são fenômenos antigos. Só que agora ganham uma nova força pelas “turbinadas” redes sociais. Mas, como tudo que ronda a web, é preciso considerar sempre a importância da rede “física” – e não só a virtual – de contatos e relacionamentos.

As redes sociais virtuais trazem uma espécie de disputa por um número cada vez maior de “amigos” ou seguidores nos seus Orkuts, Facebooks, Linkedin ou Twitter. Acontece que, sabidamente, há um limite no número de relacionamentos estreitos que conseguimos alimentar de forma consistente. Esse número não passa de um pouco mais de 100.

É claro que há formas de interação que dispensam uma intervenção um a um, caso do Twitter, por exemplo, onde há a figura de simples seguidores. Mas, de qualquer maneira, questiona-se o excesso de valorização do virtual, em detrimento do físico, real.

Há dois anos, assisti a uma palestra no Cannes Lions que tratava exatamente desse tema. O assunto era o Second Life, surgido como a nova grande tacada do mundo virtual, e que praticamente sucumbiu à realidade de que ainda temos muito a fazer na nossa first life. Sou daqueles que acreditam muito na rede de relacionamentos. Tenho feito parte de associações, comitês e confrarias há muito tempo.

Apesar de trocarmos experiências virtuais, os momentos mais ricos são exatamente aqueles em que há a oportunidade de encontros presenciais. A força dos relacionamentos parece estar na combinação da facilidade do virtual com experiências reais, no campo físico.

Alexis Pagliarini, no Propaganda & Marketing.

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criação e produção: Lucas Mello
fonte: Desenblogue

Elas vão puxar os salários para baixo

Por que as mulheres não têm as mesmas oportunidades que os homens no mercado de trabalho? Elas têm. Apenas ganham menos que os homens. Ainda. Os salários femininos estão 35% abaixo da média dos masculinos para funções equivalentes. Mas não é um fenômeno brasileiro. Na Alemanha e na Inglaterra, a disparidade salarial chega aos 25%. A situação muda quando avaliamos não dados estáticos, mas a evolução da situação. Em 1970, só 18% das brasileiras estavam no mercado de trabalho. Hoje, esse número está perto de 50% e bate os 55% na Grande São Paulo. Nas faculdades, há mais mulheres matriculadas que homens. E um professor de uma universidade paulistana me forneceu um dado revelador: em média, os homens faltam a 17% das aulas. As mulheres, a 4%. Algo me diz que, aos poucos, as mulheres ocuparão cargos mais altos e os salários vão se igualar, embora não do jeito que gostaríamos. Como elas serão maioria no mercado de trabalho e continuarão aceitando salários menores, puxarão para baixo os salários masculinos de admissão. Isso será bom para as empresas, porque o custo da mão de obra cairá. Será relativamente bom para as mulheres, porque o salário delas subirá. Ao contrário do que a situação presente parece mostrar, os jovens do sexo masculino é que deveriam estar mais preocupados.

O que se deve alegar para faltar ao trabalho quando vamos a uma entrevista em outra empresa?

“Resolver problemas pessoais.” Olhe para sua própria empresa. A que horas ela entrevista candidatos a emprego? Às 3 da madrugada? Aos domingos? Não. As entrevistas são conduzidas em dias úteis, durante o horário de expediente. E certamente os entrevistadores de sua empresa não perguntam aos candidatos que desculpas eles deram para faltar ao trabalho. Por outro lado, nas demissões que sua empresa fez no ano passado, os demitidos foram avisados com antecedência? Não creio. A má notícia é dada no momento da demissão. Se as empresas agem conforme seus interesses – e não estão faltando com a ética ao fazê-lo –, elas entendem que os empregados podem agir da mesma maneira em relação a sua carreira.

Há uma vaga de supervisão aberta em meu setor. Não sou candidata, mas meu gerente me perguntou quais de meus colegas, em minha opinião, não reuniam condições para o cargo. E eu dei três nomes. Fiz mal?

Fez muito mal. Se isso vazar, você ficará numa situação bastante desagradável perante seus colegas. A resposta correta seria: “Não tenho condições de avaliar o que a empresa espera de um supervisor, mas tenho certeza de que o senhor, seu gerente, vai tomar a decisão mais correta”. Sinceridade é uma virtude, mas há momentos em que a sabedoria recomenda manter a boca fechada. Esse era um deles.

Ter tido quatro empregos em três anos é ruim para o currículo?

Se você foi dispensado de todos, é péssimo. Se está empregado e pediu a conta três vezes para ganhar mais, já não é tão ruim. Mesmo assim, você estreitou seus horizontes. A maioria das empresas prefere não contratar o “funcionário-pulga”, aquele que tem um histórico de muitos saltos em pouco tempo.

Max Gehringer, na Época.

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