7.10.09
Filósofo ateu defende o Design Inteligente
Trabalhando na área da filosofia da ciência, epistemologia probabilística, filosofia do tempo, e filosofia da religião, ele escreveu um livro (ainda não publicado) sobre o Design Inteligente.
No livro ele defende, entre outras coisas, que “é legítimo ver o design inteligente como ciência”, e que “o design inteligente deveria ser ensinado nas aulas de ciência das escolas públicas”. Leia:
“A doutrina do design inteligente foi ostracizada pelos ateus, mas mesmo eu sendo um ateu, eu sou da opinião de que os argumentos a favor do design inteligente são mais fortes do que a maioria percebe. O objectivo deste livro é o de tentar fazer com que as pessoas levem a sério o design inteligente. Defendo que é legítimo ver o design inteligente como ciência, que há alguns argumentos plausíveis para a existência de um criador cósmico, e que o design inteligente deveria ser ensinado nas aulas de ciência das escolas públicas"
“O livro está escrito de uma forma que pode cativar tanto professores como não-acadêmicos. Prevejo que tanto os defensores como os opositores do design inteligente estarão interessados em lê-lo. Nele concordo com muito do que dizem os defensores do design inteligente -tentando ser intelectualmente honesto e dando crédito aos seus proponentes sempre que este é devido. Ao rejeitar os argumentos falaciosos contra o design inteligente, estou ajudando todos a compreender as questões e argumentos de forma mais clara. A longo prazo, isto é o que vai dar o maior apoio à causa da razão."
“Tanto quanto sei, ninguém publicou um livro como este nem está no processo de escrever um. Existe uma quantidade razoável de literatura hoje sobre ateísmo vs teísmo, e sobre os méritos do design inteligente, mas essa literatura se tornou como uma guerra entre dois campos, e o objectivo do meu livro é transcender isso."
fonte: Design Inteligente [via Apologia do Cristianismo]
vi no blog Púlpito Cristão
O ciclo da vida
Aos 04 anos... sucesso é... não urinar nas calças.
Aos 12 anos... sucesso é... ter amigos.
Aos 18 anos... sucesso é... ter carteira de motorista.
Aos 20 anos... sucesso é... fazer sexo.
Aos 35 anos... sucesso é... dinheiro.
Aos 50 anos... sucesso é... dinheiro.
Aos 60 anos... sucesso é... fazer sexo.
Aos 70 anos... sucesso é... ter carteira de motorista.
Aos 75 anos... sucesso é... ter amigos
Aos 80 anos... sucesso é... não urinar nas calças.
Aos 90 anos... sucesso é... conseguir andar.
[blog do Gustavo de Moraes via Twitter]
Opinião pública, tiro certeiro e aplausos
Segundo o pensamento de Patrick Champagne, no entanto, o que se chama de opinião pública nada mais é do que uma opinião que foi tornada pública; uma opinião publicada. Algo que Champagne chamou — na sua excelente obra Formar opinião — de “opinião de uma elite social que frequenta as academias e os salões literários (...) uma máquina de guerra ideológica improvisada (...) uma ideologia profissional. É a opinião manifestada a respeito da política por grupos sociais restritos, cuja profissão é produzir opiniões, e que procuram entrar no jogo político, modificando-o e transfigurando suas opiniões de elites letradas em opinião universal, intemporal e anônima com valor na política”.
A partir dessa ideia de Champagne, intentamos pensar o episódio mais comentado em vários dos debates nos círculos acadêmicos brasileiros nos últimos dias: os aplausos para o policial militar que acertou na semana próxima passada um tiro na testa de um sequestrador, no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro.
As perguntas que ficam são: O povo gosta mesmo de violência? A tortura contra os chamados bandidos é tolerada e até incentivada pela chamada opinião pública? Vale tudo na busca de segurança pública e individual? Segundo o apresentador de tevê Wagner Montes, sim. Nós, na contramão, acreditamos que não.
Pesquisas acerca das percepções da violência mostram que um mesmo grupo pode responder de forma radicalmente oposta a uma mesma questão. Especialistas em segurança pública mostraram que até a ideia favorável à pena de morte é rechaçada, a depender da forma como o réu é apresentado. Quando é apresentado como indivíduo com família; mãe, pai ou filhos pequenos, é tido como um “igual” e, portanto, “merece uma outra oportunidade”, que seria uma pena menos radical. Se for “só um número” e o foco estiver apenas na ação perpetrada por ele, tudo muda e até se radicaliza.
Outros fatores que devem ser levados em consideração são o “calor do momento” e o “efeito de multidão”, tão estudado por Gustave LeBon em Psicologia das multidões. Não é difícil entender que no calor do momento é fácil tomar uma atitude que não se tomaria após um breve tempo para reflexão. Contribuindo de maneira mais teorizada, com seu conceito de efeito de multidão, LeBon afirma que “os indivíduos em meio a uma multidão são capazes de ações deveras irracionais, que não cometeriam se estivessem sozinhos”.
Podemos ver, portanto, que a pressa na atitude de matar só fez contribuir mais para a aquisição social de novos órfãos e nova viúva. Entendemos que poderia chegar-se a uma negociação e evitar mais uma dissolução familiar, geradora de outras no futuro.
O que falta aos sensacionalistas de plantão é um pouco de sensibilidade e coragem para assumirem os riscos de se dizer que a solução não está na bala, mas no investimento em educação, associação e saúde para um sem número de “vítimas que fazem e farão vítimas”. Quem é tratado como bicho hoje, dificilmente tratará os seus iguais como gente amanhã. O mundo hobbesiano do todos contra todos, sendo um o lobo do outro, parece estar incentivado. Mas, e os aplausos? Não teria o povo gostado do grande espetáculo de horror tijucano? Não, o povo não gostou, definitivamente. Os aplausos não são os da opinião pública, são os da opinião tornada pública. O povo, na verdade, chora. Chora sem consolo. Chora de desesperança. Chora de desvontade de fazer algo. Chora de impotência. Ovelhas sem pastoreio.
Por Cleiton Gael Arte, Teologia e Ciências Sociais
Clonagem defeituosa
...
"É um falso padre, charlatão que se aproveita de horas difíceis para tirar dinheiro dos fiéis", afirma o bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, d. Tarcísio Scaramussa, vigário responsável pela região Sé, que encaminhou ofício notificando a Prefeitura sobre a atuação do "padre", em 8 de setembro. "Não haveria problema se ele deixasse claro que é padre de outra religião, de alguma dissidência, mas ele se veste como padre da Igreja (Católica Apostólica Romana) e induz os fiéis a acreditarem nisso." (grifo meu)
...
Abordado pela reportagem na manhã de ontem após um velório no Cemitério do Araçá, o "monsenhor" Marcos Rodrigues Fontana afirmou cobrar "taxa" porque "um padre precisa se locomover, precisa viver". "Sou da Igreja Católica Apostólica Reunida do Brasil, não existe só a Apostólica Romana. Tenho todo o direito de fazer as cerimônias, não preciso sair avisando todo mundo de qual congregação dos católicos sou." A reportagem informou não ter conseguido contato com a Igreja Reunida e pediu para falar com representantes da congregação. O padre, porém, disse que não poderia informar o telefone, porque "precisava checar a agenda do bispo".
(trechos extraídos do artigo do Yahoo! Notícias)
Leia a reportagem completa direto da fonte: O Estado de São Paulo ou Yahoo! Notícias
Caso de clonagem do pragmatismo evangélico, sem o mesmo glamour e clima de sedução...
Tífon e Equidna

A Tífon e Equidna.
É uma porta de seda, fina e macia, com gárgulas, protectoras do desconhecido, da cidade que esconde os seres que por detrás dela vivem, num mundo desigual, de encantos e beleza infinitos.
Porta que só de noite ganha vida.
É na noite que todos os sentidos se libertam das correntes do pensamento, é na noite, fria e distante: filha do húmus que todos os desejos aparecem com a indigência do Sentir, por isso, pelas forças que a noite guarda em si, nunca o Ser humano pode ser inteiramente livre, com a noite chegam os desejos, tentações e quimeras.
Chamam-te a ti, homem, filho de um deus menor, as forças maiores: trevas, as primas da Lua. Chamam-te para o ventre da floresta, como uma mãe chama um filho perdido ou abandonado sem querer. E tu escondes a tua nudez ao vulgo olhar. Saibas a tua nudez: transparência, sacrário do Ser valorizar. Sempre. Só assim te libertarás do medo: prisão invisível na qual és o prisioneiro e simultaneamente o carcereiro.
Mas, só Equidna te torna visível, só ela te oferece vida: Sentir. A porta esteve sempre aberta, só esta mulher — serpente, quimera, sente a invisibilidade da mesma e só ela a pode abrir e ao teu Ser unir o Sentir.
Há muitos anos atrás estes semi-anjos, as gárgulas, podiam voar ou planar, mas desde que os desejos se corromperam e distanciaram da sinceridade, coragem e esperança (virtudes necessárias à pesquisa da verdade: resolução dos enigmas que a vida enceta), a cada instante que passa pelas mãos do tirano Tempo, os voos foram proibidos, deixaram as gárgulas de voar: têm asas que ornamentam apenas. Asas invisíveis de Sentir, esculturas de pedra: cárcere das cáries da Alma, pecados.
Fonte:Papoila Sonhadora
Pompa e Circunstância

Uma viagem transatlântica em 2012 está sendo oferecida para marcar os cem anos da tragédia do Titanic.
O Titanic Memorial Cruise partirá, como o navio original, em 8 de abril de Southampton, na Inglaterra, e chegará ao ponto do Atlântico Norte onde o Titanic afundou em 15 de abril.
A bordo haverá ações em memória da tragédia, exatamente um século após o Titanic ter batido em um iceberg e naufragado, entre 23h40 de 14 de abril e 2h20 de 15 de abril de 1912.
O cruzeiro depois chegará a Halifax, Nova Escócia, onde os passageiros poderão visitar três cemitérios onde as vítimas do naufrágio estão enterradas. A viagem acabará em Nova York, destino original do Titanic.
No cardápio dos passageiros estarão pratos similares aos da viagem original, banda ao vivo com música de época e palestras de historiadores.
Algumas categorias de suítes já estão com as vagas esgotadas. LEIA + AQUI
Fonte: FOLHA
Well, well, well... se o Nostradamus e os Maias estiverem corretos quanto a 2012 ser o fim do mundo, essa viagem coroará com 'Pompa e Circunstância' o melhor de todos os esforços humanos...
Tô incomodando?
Senhor, salva-nos dos teus seguidores
“Señor, sálvanos de tus seguidores [Lord Save Us From Your Followers]: ¿Por qué el Evangelio del amor está dividiendo a los Estados Unidos?” es el tema de un nuevo documental que estará presentándose en las salas de teatro. El tema, que se desarrolla en un documental de 101 minutos, al estilo de los famosos documentales de Michael Moore, trata de como el público en general piensa que aunque Jesucristo fue un buen hombre, sus amigos son unos total perdedores.
La idea se le ocurrió al cineasta Dan Merchant, que prefirió iniciar las conversaciones en lugar de gritos sobre temas de guerras culturales. Para ello recorrió el país desde 2006 hasta 2009 luciendo provocadoras calcomanías religiosas, como por ejemplob una que mostraba a un hombre vestido de blanco con la frase “Nuke una ballena gay por Cristo”.fonte: Cristianos
aí está o trailer do documentário. quando chega no Brasil? =)
6.10.09
Prefiro ficar perto do leproso
Eu tenho medo de gente muito santa, muito pura, muito sem pecado.
Tenho medo de gente que repara no olho do outro, tentando o tempo todo tirar-lhe a trave, limpar um cisquinho.
Tenho medo de gente que se escandaliza com coisas imbecis, superficiais, exteriores, como se quisesse desviar a atenção de “alguma outra coisa”.
Tenho medo de gente que ora demais, que sonha demais, que ouve Deus falar 30 horas por dia.
Tenho medo dos que não sabem rir, que não ficam com a família, que não sabem se divertir nas horas de folga, que não fazem nada além de buscar ao Senhor e ir nos montes, nas vigílias e nas visitas.
Tenho medo…
Prefiro ficar perto de gente mais comum, mais real, que erra, mas que fala: “errei”.
É melhor ficar na companhia de gente menos caricata, menos maquiada, menos plastificada, menos religiosa.
Jesus também preferiu assim e foi duramente criticado por isso.
Enquanto Ele poderia estar nas casas imponentes do bando que estava doido para lhe fazer uma média ou participar das ricas mesas dos donos da grana, foi para um lugar chamado Cesaréia de Filipo.
Ô lugarzinho de má fama!
Uma corja que não valia nada se reunia ali: prostitutas, ladrões, beberrões, excluídos, rejeitados, marginalizados.
Pelo menos lá ele não precisava ficar escutando a baboseira sensacionalista de gente que queria mostrar o quanto sabia de Deus e da Lei.
Ali Ele podia se revelar Mestre e Senhor porque o coração dos doentes e necessitados é despojado de altivez.
Os que se acham bons demais não tem ouvidos para ouvir porque só desejam falar.
Raça de víboras, hipócritas, fariseus.
No texto de Levítico 13, um homem cujo corpo estivesse completamente coberto de lepra, da cabeça aos pés, seria considerado puro pelo sacerdote:
2-Se a lepra se espalhar na pele toda, cobrindo o corpo todo, desde a cabeça até os pés, o quanto podem ver os olhos do sacerdote,
13-então este o examinará. Se a lepra tiver coberto toda a sua carne, então será declarado limpo…”
Você não acha estranho?
No contexto, quanto mais discretas as manchas, mais imunda a pessoa seria considerada, e até afastada do arraial.
No entanto, pessoas com lepra evidente, em toda a pele, seriam consideradas puras.
[Não entendeu ???????????????????????????????????]
Acontece que uma pessoa com manchas discretas da doença, que estivessem escondidas debaixo da roupa, seria muito mais perigosa porque ninguém a evitaria, e o risco de contaminação seria muitas vezes maior.
Já a pessoa leprosa por inteiro não precisava ser afastada do povo porque ninguém teria coragem de ficar perto. Naturalmente todos a evitariam por saberem que o risco de contágio era enorme.
Por isso eu repito: tenho medo de gente que tem “pouca mancha”, que esconde por debaixo da roupa a lepra e se mistura com o povo, representando, fingindo, ocultando, traindo, conspirando.
Cansei de ver gente assim, cansei!
*que parece, mas não é;
*que profetiza, mas não vem de Deus;
*que ora em línguas que até Deus desconhece;
*que com uma mão me abraça, mas com a outra me apunhala;
*que elogia meu ministério, mas que gostaria é de estar no meu lugar;
*que chora, mas é de raiva;
*que come na minha mesa e depois cospe no prato;
raça de víboras, hipócritas, fariseus.
Prefiro ver de longe a doença, ver bem claras as feridas, me arriscar perto dos bacilos e me expôr aos vírus.
Prefiro abraçar o enfermo de pecados de que estar sentada com o falsificado, o genérico, o dissimulado, o profeta comprado.
Prefiro buscar em Deus coragem suficiente para me sentar perto do leproso porque só assim, quem sabe, verei o milagre.
Fonte: PASTORAGENTE Via: POIMENIA
Jesus de Nazaré
Mas isso não tem a mínima importância: Jesus de Nazaré será sempre um dos meus quatro heróis preferidos. Um filósofo. Um mestre absoluto. Um poeta revolucionário. Compreendo agora suas metáforas geniais e deliciosas. Dia desses vou convidá-Lo para um vinho aqui comigo.
À luz de velas.
Momento Ohhh (69)
(Foto da frente de combate ao incêndio que devastou a Austrália em Fev/2009)
Fonte: EPOCA
Gênios do marketing (166)
O delegado Carlos Alberto Delaye divulga o 92º DP (Parque Santo Antonio), na zona sul de SP, em rótulos de bebidas, como cachaça e vinho. As garrafas levam o número "92" e a foto dele, vestido ao estilo dos faroestes. As bebidas são dadas a amigos, e no rótulo trazem a mensagem: "Aqui o sistema é bruto".fonte: Agora SP
dica da Cristina Danuta
Movimento Pequeninos da Nigéria (2)
Será enviada além da necessária ajuda para o sustento do abrigo, literatura anunciando a vitória de Cristo sobre todas as obras de feitiçaria que, ao que parece pelas notícias de lá divulgadas, a mensagem dita "evangélica" a eles pregada omitiu esse importante detalhe de sua anunciação.
Acredito que a credulidade desse povo no Evangelho de Cristo e não nos placebos à eles oferecidos, possa cessar esse escândalo que tem sido feito em nome de "Gezuz". Intercedamos à favor dessa equipe em terras Nigerianas e que outras equipes de gente comprometida com a mensagem do verdadeiro Evangelho de Cristo também possam ser levantadas para operar as obras de misericórdia e amor mitigando essa violência ao anuncio que "onde há o Espírito de Deus, há liberdade"!
O convite para juntar-se nesse esforço, contribuindo de acordo com sua liberalidade e capacidade continua em pé.
Alquimista bussunda mole
O escritor Paulo Coelho, em seu perfil no Twitter, lançou uma inusitada campanha: pediu uma estátua para o humorista Bussunda.
A homenagem ao humorista, que adorava futebol, seria inaugurada na Copa de 2014, no Brasil. De acordo com a coluna, a turma do "Casseta & Planeta" gostou.
Bussunda morreu na Alemanha durante a Copa de 2006 aos 43 anos, vítima de um ataque cardíaco.
fonte: Folha Online
Deus de uma ova
Possível candidata do PT à Presidência da República, a ministra-chefe Dilma Rousseff (Casa Civil) participou na noite desta segunda-feira (5) de um evento na Assembleia de Deus, maior denominação evangélica do país. A igreja, da qual a senadora e possível candidata do PV ao Palácio do Planalto, Marina Silva (AC), é fiel, defendeu em 2002 a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva. O evento celebrou os 75 anos do pastor e presidente da Assembleia de Deus no bairro do Belenzinho, zona leste de SP, José Wellington Bezerra da Costa.Em seu discurso, Dilma agradeceu as "palavras gentis" de Takayama e afirmou que o governo Lula promove a fé e valores morais que ajudaram 30 milhões de brasileiros a ascender socialmente nos últimos anos. "Precisamos de exemplos como o pastor e sua família", disse Dilma. A ministra pediu orações porque considera que até agora as melhorias são poucas e ainda há muito por fazer no país.
Proximidade com evangélicos
Nas eleições presidenciais de 2002, a Assembleia de Deus - que diz ter entre 20 milhões e 23 milhões de fiéis - apoiou a candidatura de Anthony Garotinho, então no PSB, ao Palácio do Planalto. No segundo turno, depois de o ex-governador fluminense aderir à campanha de Lula, a igreja se aproximou do petista.
Em 2006, quando Garotinho e Lula estavam rompidos, o ex-governador pediu aos fiéis que votassem em Geraldo Alckmin (PSDB) no segundo turno.
Pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PR, Garotinho esteve no evento e se sentou longe de Dilma, que estava acompanhada do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e do presidente do PT de SP, Edinho Silva.
fonte: UOL
dica do Chicco Sal
colocar na vida um "deus" mercantilista desse naipe, sr. deputado? queria ver essa macheza toda fora do seu curral, defendendo a ética na política cada vez + conspurcada, inclusive por crentes de língua comprida e de sabedoria curta.
saudades do tempo em que a assembleia de deus enfatizava outros tipos de demonstração de poder... decadence sans élégance, contrariando um lobão e agradando ao outro.
(Nothing so) Cool explosion
Segundo informações obtidas pela Direção Central de Informação Doméstica, o novo serviço antiterror criado na França, e pela Unidade de Coordenação da Luta Antiterror, a organização extremista já cometeu um atentado desse tipo na Arábia Saudita em agosto passado.
Por meio de um telefone celular, Abul Khair, ativista islâmico detido pelas autoridades sauditas, detonou uma explosão diante do príncipe Mohammed bin Nayef, responsável pela luta contra o extremismo no país.
O príncipe conseguiu escapar do atentado, reivindicado oficialmente pela rede Al-Qaeda. Já o suicida teve o corpo despedaçado em mais de 70 pedaços.
Risco para aviões
As investigações revelaram que o ativista islâmico não usava explosivos amarrados em um cinto, como ocorre normalmente. Ele carregava a bomba no interior de seu corpo, algo até então inédito, ressaltam os especialistas franceses.
"Explosivos ingeridos, ou melhor introduzidos como um supositório, ou seja, indetectáveis", diz a nota oficial francesa enviada ao ministro do Interior, Brice Hortefeux, e revelada pelo jornal Le Figaro.
Segundo os serviços franceses, esse novo modo de operação para cometer atentados representa um desafio para as atuais estruturas de segurança, principalmente no que diz respeito nos controles de embarque em aeroportos.
O esquema de segurança nos aeroportos não dispõe de meios de controle generalizado de todos os passageiros para detectar explosivos escondidos dessa forma.
"Nossas plataformas aéreas são equipadas com detectores de metais. Mas no caso do kamikaze saudita, somente um exame de raio X teria permitido detectar o explosivo", diz um policial especializado nesse tipo de operação ao jornal. Leia +.
fonte: BBC
dica da Cristina Danuta e do Chicco Sal
5.10.09
Nunca antes neste idioma
O fundador do Twitter, Evan Willians, anunciou que irá traduzir a rede social para a língua portuguesa, a começar pela tradicional pergunta "What are you doing?" (O que você está fazendo?), que se transformou no slogan do serviço.
Atualmente, o Twitter está traduzido apenas para o japonês, embora 60% dos usuários estejam fora dos EUA. Muitos deles vivem no Brasil que está entre os cinco primeiros na lista de maior número de usuários. O país já se tornou líder em penetração na rede social. Quase 20% dos internautas brasileiros já passaram para conhecer a ferramenta.
De acordo com o jornal Valor Econômico, a tradução deverá estar pronta até o início do ano que vem.
fonte: Adnews
Deu pra rir?
via Geek In Disguise
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Estrategistas de Obama vêm ao Brasil
Pela primeira vez, a The George Washington University realiza no Brasil o Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing, que reunirá Peter Giangreco (leia texto nesta página), Bem Self, Scott Goodstein e Jason Ralston, estrategistas da campanha eleitoral de Barack Obama.
Com abertura do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM-SP), e de Christopher Arterton, reitor da The Graduate School of Political Management e consultor democrata, o seminário acontecerá nos dias 15 e 16 de outubro, no Hotel Renaissance, em São Paulo.
Nas palestras, os estrategistas falarão sobre como foi realizada a comunicação da campanha de Obama. Tanto Self quanto Goodstein apresentarão como a rede foi usada para arrecadar fundos e atrair milhões de voluntários nos EUA.
Além das estratégias das campanhas norte-americanas, também serão discutidas a comunicação e as eleições brasileiras. Participam das mesas de debates o ministro Carlos Ayres Britto, Antônio Lavareda, consultor de comunicação da Presidência da República no governo Fernando Henrique Cardoso, Luiz Gonzalez, fundador da empresa Campanhas, e Ivo Correa, diretor de políticas públicas e relações governamentais do Google Brasil.
Com o seminário, a The George Washington University prepara sua chegada ao Brasil, onde vai atuar na área de consultoria. Com o apoio do Instituto Endeavor, Fundação Brava e Enox, o encontro será realizado para cerca de 350 pessoas.
Internet e redes sociais são aliadas
Especialista em marketing direto, o estrategista norte-americano Peter Giangreco foi um dos responsáveis pelas campanhas de Barack Obama, Al Gore e Bill Clinton. Na sua palestra, vai falar sobre mailing e microtargeting no painel “As lições da campanha presidencial americana: a comunicação após o fenômeno Obama”. Confira trechos da sua entrevista ao propmark.
Obama
“Há duas principais diferenças entre a campanha eleitoral de Obama e as outras eleições presidenciais, como as de Al Gore e Bill Clinton. Uma delas é a crença do ‘Yes, we can’ de Obama e o seu discurso para a convenção dos democratas em que dizia que ‘não existem os estados azuis [democratas] ou os estados vermelhos [republicanos], existem os Estados Unidos da América’. Foi uma mensagem especial de mudança que veio ao encontro da vontade de mudança dos americanos. E as pessoas passaram a acreditar que mudanças em Washington poderiam acontecer. Obama conseguiu deixar bem claro suas boas ideias e era isso que as pessoas estavam querendo, pois estavam cansadas do ‘my way or highway’ (meu jeito ou rua) de Bush. Aliás, este jeito de Bush afastou o mundo dos Estados Unidos. Outro ponto forte de Obama é que ele não tem medo de brigar, vide por esta polêmica da reforma no sistema de saúde que ele quer fazer e está enfrentando resistência. Mas, por outro lado, tanto Clinton quanto Obama trataram em suas campanhas sobre mudança, além de serem jovens na época em que se candidataram e serem fora do circuito Washington, o que chamou a atenção das pessoas.. Outro ponto em comum entre eles é que ninguém os conhecia antes de suas candidaturas e foi por meio das campanhas que se tornaram populares.”
Internet
“Essa foi uma plataforma que diferenciou a campanha de Obama das anteriores a ele, pois foi por meio dela que conseguimos angariar US$ 5 milhões via online, além de recrutar e mobilizar milhares de voluntários para fazer ligações telefônicas em prol da candidatura do Obama. Mas a principal função da internet nessa campanha foi poder organizar todas essas pessoas. Posso dizer que ela foi revolucionária para o engajamento das pessoas.”
Mídias tradicionais
“A TV ainda mantém seu poder e a internet não vai substituí-la ou nenhuma outra mídia. Afinal, todas as mídias são uma forma de atingir as pessoas. Trinta anos atrás era do mesmo jeito: rádio, jornais e revistas falavam com as pessoas. Só que o que diferencia as campanhas de hoje das do passado é a integração de todas as mídias. E quem souber fazer corretamente esta integração sai na frente. Mas apesar de todo o suporte da comunicação, reunir as pessoas nos comitês políticos ainda é fundamental. Apesar dos voluntários terem ajudado com ligações feitas através da internet, sabemos que aqueles que as fizeram dos comitês passaram entre três e quatro horas telefonando, enquanto as que fizeram de suas casas dedicavam apenas alguns minutos para isso.”
Rede social
“A rede social é maravilhosa! É incrível como consegue reunir milhares de pessoas que compartilham do mesmo estilo de vida, preferências e coisas que gostam. Essas comunidades virtuais nos permitem nos aproximar das pessoas que têm a ver com o que estamos comunicando e no caso de campanha política, conseguimos muitas informações sobre o perfil do eleitor, o que é muito bom.”
Eleições brasileiras
“Eu tenho só um pouco de conhecimento sobre o sistema político brasileiro, mas posso dizer que algumas coisas diferem do dos Estados Unidos, como a língua. Lá, fazemos a campanha em duas línguas: inglês e espanhol. Aqui é somente em português e isso é uma diferença relevante, pode-se dizer. Mas eu quero me aprofundar mais no assunto enquanto eu estiver no Brasil. Eu sei que haverá eleições presidenciais no ano que vem. Já adianto que o mais importante em qualquer eleição é achar um parâmetro para traçar suas metas. E não adianta os candidatos mentirem na internet porque os eleitores sabem o que é ou não verdade e tem outro porém: o que não for verdade se espalha rapidamente pela web como forma negativa.”
fonte: Propaganda & Marketing
Gênios do marketing (165)
Menos bagunça
via Blue Bus
Auto-estima do brasileiro e chororô marqueteiro
A figura acima saiu semana passada (The Economist,claro) antes de nossa “estrondosa vitória” em Copenhagen. Pesquisa mostra como é a auto-imagem dos cidadãos de vários países (confiança e admiração no próprio país). O Brasil está em anti-penúltimo,mal na foto, mas com o anúncio de sexta feira -(créu!)- Lula foi rápido no gatilho:”Enfim podemos nos livrar do complexo de inferioridade“.
Como assim? Complexo está na alma de quem se acha inferior,rapaziada. Acho horrível (acho inferior) estar a toda hora lembrando que não se é inferior. Fico entendiado diante de “vitoriosos” que não se cansam de repetir como venceram a adversidade e se tornaram os masters do universo que são hoje. Vale como marketing, mas uma pessoa realmente vitoriosa precisa mesmo ficar dizendo-”Ei,não se esqueçam,eu venci a adversidade e sou um vitorioso!”?
Se precisa lembrar é porque não se acha. Quem se acha não precisa falar no assunto.
Dignidade pessoal, com ou sem reconhecimento externo, não tem nada a ver com marketing porque não depende de nada que esteja fora de você. Não é estranho que os brasileiros pecisem de reconhecimento segundo parâmetros,digamos, “louros de olhos azuis”, para que se sintam legitimados? Afinal, Cuba,Tanzânia e Gabão já nos acham o máximo,não está bom não? Não.Para fins de marketing,ser reconhecido por um nórdico é melhor do que por um paraguaio. Assim é a vida.
Como atitude de marketing, chororô patriótico faz sentido e acerta na mosca. Marketing não é sobre o que você é, é sobre como os outros percebem você. Segundo a pesquisa acima, estamos mal no quesito auto estima.Que bom que o mundo dos ricos nos dá um tapinha nas costas e diz: “Que deprê é essa, pessoal? Vocês são ótimos. Confiamos em vocês. Arrebentem em 2016!“. Foram eles que disseram… Não devemos ser tão ruins como achamos que somos, né?
O “cara”-(talvez,hoje,o maior marqueteiro do mundo),nesse campo joga muito bem para a platéia interna, e faz seus gols para a externa também-(apesar de contribuir para exacerbar o exotismo com que somos vistos:”choram,cantam e dançam por causa de olimpíadas,mas não estão nem aí para a corrupção,e acham natural o senado que têm”).
Na média, é bem positivo para o cara (ajuda na eleição, se bem que, com a [anti-marqueteira] Dilma Russeff, não sei não…!). Para o Brasil, não sei se será bom.Para o Rio,talvez. Para nós é um empreendimento de alto risco que,de forma alguma implica automaticamente em benefício. Uma boa para nos impormos perante o mundo, é gerenciar o projeto com competência (sem corrupção), dentro do prazo, pelos custos orçados, e deixar um legado em infra-estrutrura inequivocamente bom. Não é fácil. Barcelona deixou esse legado de competência,muitos outros não deixaram.
Seremos capazes disso? Futebol,carnaval,samba e mulata bunduda é fácil. Quero ver é gestão.
Voltando ao “cara”.Se eu fosse o marqueteiro dele teria recomendado:”tenta dar uma chorada bem emocional(lenço juda);vai pegar bem em Garanhuns (quer dizer,no Brasil),e gerar muita simpatia em Paris,Londres e Milão”.
Gênio, reconheço. Agora, se não foi “performance”, foi patetice. Grave,porque sincera. Patetices, nem sinceras interessam para angariar o respeito que conta.
Resumo: a escolha do Rio é um reconhecimento do progresso que o Brasil tem feito como país. É claro que ser reconhecido pela Dinamarca é mais interessante do que pelo Gabão para efeitos de comércio e fluxos de investimento, mas precisa chorar para comemorar isso?
Nossa dignidade como povo não depende dessas coisas…Essa, não tem a ver com marketing porque só depende de nós. Um passo para obtê-la é nos educarmos para deixar de nos comportar como colonizados.
Clemente Nóbrega, no blog Ideias e Inovação.
4.10.09
Quem nos segue... (27)
Ontem tava conversando c/ um amigo blogueiro s/ como seria desagradável perceber que os visitantes do seu blog formam um grupo homogêneo e afinado c/ suas ideias. Formar clubes virtuais significaria perenizar a mediocridade e sufocar a liberdade de reflexão.
Felizmente, isso não acontece aqui neste sitiozinho. Basta conferir a diversidade de opiniões nos comentários e o escore variado na avaliação de cada post. Passeando por vários blogs no final de semana, fiquei hiperfeliz ao ver que boa parte dos internautas não se contenta c/ cardápio fixo na dieta da blogosfera. Alvissareiro sinal! =)
Bora conhecer os novos seguidores do blog. Um montão de links p/ vc variar os pratos e conhecer gente nova. Bom apetite. :P
big abraço
- Paulo Cesar Amaral - Rio de Janeiro (RJ) [PCamaral]
- André Luiz [ATALAIAS DE DEUS]
- Eliane Jany Barbanti - São Paulo (SP) [Louvor a Deus]
- Pastoragente [Blog da Pastoragente]
- Roberto Falbo - Uberlândia (MG) [Amigo de Cristo]
- Daniel Guanaes - Rio de Janeiro (RJ) [Fé Verdadeira para um mundo Real]
- muié sapiens - Rio de Janeiro (RJ)
- Leonardo Macambira [Marcas de Cristo]
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- Pr. Adenilson e pastora Silvia
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Rio 2016 (3)
Estava almoçando com um amigo banqueiro quando veio a notícia de que o Rio de Janeiro havia sido escolhido cidade-sede das próximas Olimpíadas. Mandou abrir um vinho em comemoração. De manhã, um funcionário dele, em Copenhagem, mandou email informando que na cidade só se falava em Lula, uma euforia completa apenas pela presença de Lula por lá.
No restaurante, as mesas comemoraram pedindo vinhos e champagnes. Nas ruas, uma população orgulhosa do feito brasileiro. No Blog, centenas de comentários de leitores orgulhosos de serem brasileiros, finalmente orgulhosos de serem brasileiros, repito.
Chego no escritório, ligo a Internet e procuro o vídeo com o discurso de Lula, defendendo a candidatura do Rio e, depois, com Lula com os olhos marejados falando de sua maior especialidade: o modo de ser brasileiro. Tecendo loas ao Brasil, ao Rio, à ginga, à alma brasileira.
E me espanto de como é possível que parte da opinião pública ainda não tenha se dado conta da dimensão política global de Lula. Ele se tornou um dos governantes paradigmáticos do maior processo de transformações que a humanidade atravessa desde o pós-guerra.
***
A população pobre, que era custo, hoje se tornou o grande ativo dos emergentes China, Índia e Brasil. Lula representa não apenas a história de sucesso do operário que chegou a presidente. O polonês Lech Walesa também teve esse papel e não passou de mera curiosidade histórica. Já Lula tem desempenhado um papel civilizatório inimaginável.
Assumiu um país exaurido pela insensibilidade social, liderando um continente propenso a exageros populistas históricos, como contraposição aos exageros liberais. Globalmente, o fracasso das políticas neoliberais projetou uma sombra de xenofobia, intolerância e radicalização sobre todos os continentes.
Foi nesse ambiente propício à radicalização que Lula projetou sua imagem de pacificador, de agente do processo civilizatório mundial.
Com a mesma bonomia com que trata seus adversários políticos no Brasil, ou como tratava os peões de fábrica no ABC, ajudou a criar uma alternativa democrática no continente, orientando Evo Morales, contendo os arroubos de Hugo Chávez, tornando-se a esperança do Ocidente de manter uma porta aberta com o Irã.
Quando leva Obama para uma sala para explicar, em um bate-papo, como agir no caso do Irã, o severino retirante se despe de toda liturgia do cargo, dos tremeliques da diplomacia, usa a linguagem tosca e direta com que as pessoas normais se comunicam e ajuda a desenhar a nova diplomacia mundial. E com a cara do Brasil, a afetividade do Brasil, alisando as pessoas, tratando-as com o carinho brasileiro.
Na coletiva que deu após a escolha do Rio, a profissão de fé no Brasil entrará para a história. O orgulho de ser brasileiro, o “sim, nós podemos” entra definitivamente para o repertório brasileiro do século 21, do mesmo modo que JK empurrou o país com seu otimismo e sua genuína crença no valor do brasileiro.
Daqui a vinte anos, quando o país estiver definitivamente entronizado no panteão dos grandes países do mundo, será mais fácil avaliar a verdadeira dimensão de Lula, como o grande timoneiro dessa travessia.
Isto aqui ô ô, é um pouquinho de Brasil, iá iá (14)
Pesquisa Datafolha divulgada na edição deste domingo (4) do jornal “Folha de S. Paulo” revela que cerca de 17 milhões de eleitores admitem já ter trocado voto por emprego, dinheiro ou presente. A pesquisa ouviu 2.122 pessoas em 150 municípios. Ela indica que, entre os entrevistados que admitiram ter vendido seu voto, 10% o fizeram em troca de emprego ou favor, 6% em troca de dinheiro e 5% em troca de presente.
O estudo revela, ainda, que 12% dos entrevistados dizem estar dispostos a mudar seu voto por dinheiro, 79% acreditam que os brasileiros vendem voto e 33% concordam com a ideia de que não é possível fazer política sem um pouco de corrupção. Além disso, 92% dos entrevistados disseram acreditar que existe corrupção no Congresso Nacional e nos partidos políticos. Para 88%, há corrupção na Presidência da República e nos ministérios.
Propina
A pesquisa mostra ainda que 94% dos entrevistados consideram errado oferecer propina, e 94% concordam ser repreensível vender voto. No Brasil, 13% ouviram pedido de propina, e 36% destes pagaram; 5% ofereceram propina a funcionário público; 4% pagaram para serem atendidos antes em serviço público de saúde; 2% compraram carteira de motorista; 1%, diploma.
Entre os entrevistados, 83% admitiram ao menos uma prática ilegítima ao responder a pesquisa (7% reconheceram a prática de 11 ou mais ações ilegítimas, admissão considerada "pesada"; 28% dizem ter praticado de 5 a 10 ações; 49% tiveram uma conduta "leve", com até quatro irregularidades).
Pirataria
A pesquisa mostra que 31% dos entrevistados colaram em provas ou concursos (49% entre os jovens); 27% receberam troco a mais e não devolveram; 26% admitiram passar o sinal vermelho; 14% assumiram parar carro em fila dupla. Dos entrevistados, 68% compraram produtos piratas; 30% compraram contrabando; 27% baixaram música da internet sem pagar; 18% compraram de cambistas; 15% baixaram filme da internet sem pagar.
Mais ricos
São os mais ricos e mais estudados os que têm as maiores taxas de infrações (97% dos que ganham mais de dez mínimos assumem ter cometido infrações e 93% daqueles que têm ensino superior também), sendo que 17% dos mais ricos assumem frequência pesada de irregularidades (11 ou mais atos). Entre os mais pobres, 76% assumem infrações; dos que têm só o ensino fundamental, 74% afirmam o mesmo. Apesar disso, 74% dizem que sempre respeitam as leis, mesmo se perderem oportunidades. E 56% afirmam que a maioria tentaria tirar proveito de si, caso tivesse chance.
fonte: G1
dica do Jarbas Aragão
Cansado de Teologia
Vi pessoas que não tinham dinheiro nem para pagar o ônibus que os levavam até a "igreja". E foram essas mesmas pessoas que deram a seus líderes dinheiro suficiente para comprar carros blindados e mandar os filhos estudarem no exterior.
Quanta incoerência! Enquanto esses líderes pregavam a tal "teologia" que os tiraria da crise financeira, as pessoas continuavam vivendo a mesma vida de dificuldades, e muitas vezes, com um certo "ressentimento" para com Deus, que não cumpria com aquelas promessas que saiam do púlpito.
Vi gente preocupada em combater o gafanhoto, sem perceber que este se apresentava com a bíblia na mão sobre o altar.
Em todos esses anos, vi uma teologia cheia de facilidades. Onde a porta larga conduzia ao céu e a estreita à perdição. Vi uma teologia onde o Espírito Santo fazia de tudo: fazia pessoas caírem no chão, rirem descontroladamente, falarem em línguas "estranhas"; só não fazia uma coisa: gerar arrependimento para santificação.
Vi ainda apóstolos. Auto-entitulados. Os que não eram auto-entitulados, foram ordenados por homens que eram. Vi homens se dizerem íntegros e "de probidade", mas eram corruptos e endemoninhados.
Conheci uma teologia que nos fez "deuses". Conheci uma teologia de mentiras, de palavras que voltam vazias, de profecias que não se cumprem nunca.
Conheci uma teologia de emocionalismos. De música de fundo na hora da oração que leva a emoção; De voz trêmula para gerar o choro; de teatro, de frases mentirosas como: "Eu sinto a presença de Deus", quando o que realmente se sentia era o desejo de manipular as pessoas.
Conheci uma teologia de orgulho e soberba. Uma teologia de homens que se diziam ser donos da verdade. Conhecedores da "revelação completa".
Conheci uma teologia que subestima os reformadores. Afinal, sua "doutrina" é superior.
João 10:10 - "O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância".
Conheci a teologia criada pelo Demônio. A teologia que rouba o povo de Deus, mata os sonhos e destrói a confiança no Evangelho.
O mais triste, é que eu fui mais uma vítima desta teologia.
I Timóteo 4:1,2 - "Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência".
DEUS ME SALVOU DESSA TEOLOGIA
Hoje, vivo a Teologia da verdade. A Teologia bíblica. A Teologia que não acrescenta nada a Palavra.
Vivo a verdadeira Teologia da Graça. A Teologia que não cobra nada de Deus. Pede pela "Sua misericórdia". Vivo a Teologia do Pai Nosso, a Teologia do arrependimento diário. A Teologia da gratidão a Deus. Hoje, vivo a Teologia que ao invés de buscar a bênção, busca o abençoador. Hoje, vivo uma Teologia que não distorce as Escrituras. Vivo a Teologia de Deus.
Pr. Walker R. da Cunha.
Ex-pastor Neo-pentecostal
Fonte: CELEBRANDO DEUS
O gosto da escrita
Venho de uma família religiosa. Tenho baixa auto-estima desde a infância e luto contra isso. Casei-me há 2 anos e meio. Durante o namoro, meu marido morava a 2.000 km de distância. Só me mudei para a cidade dele três meses antes do casamento. Rolou sexo e ele não era muito bom na cama. Achei que fosse timidez. Passaram-se quatro meses e nada mudou. Fazíamos sexo, ele se satisfazia e eu nada. Com o tempo, as coisas foram piorando e ele já não me procurava mais. Após sete meses, mudamos para uma cidade horrível, que fica a 3.500 km dos meus familiares. Aceitei acompanhá-lo porque o casamento para mim sempre foi sagrado, mas um ano depois de casada, já tinha engordado 25 quilos. Estava mal e comecei a fazer ‘loucuras’. Criei um MSN falso, com um nome diferente e usava fotos de uma conhecida minha. Depois, criei um Orkut. Encontrei um rapaz e começamos a conversar pelo MSN. Sentia por ele o que nunca havia sentido, ficávamos a noite inteira conversando. Um dia, resolvi contar que o meu nome era outro e a garota das fotos não era eu. Ele me excluiu do Orkut dele e me bloqueou no MSN. Sofri demais, comecei a tomar um antidepressivo e a fazer psicoterapia. Não adiantou nada. Passado um mês, voltamos a teclar e ele quis me ver na webcam. Demorei para aceitar. Nesse dia, ele constatou que eu havia mentido e rompeu de novo. Vivo triste por saber que brinquei com os sentimentos dele, que não consigo parar de “criar uma história”. Continuo mentindo pelo MSN, embora já use uma foto verdadeira. O que eu faço?O seu casamento é um desastre. E é obvio que, apesar de religiosa, você precisa considerar a possibilidade de se separar porque ele é incompatível com a sua vida. Nenhuma religião pode negar o direito ao divórcio num caso como o seu.
O uso que você faz da vida virtual como uma compensação para a vida real tem limites e você sabe disso. Agora, não me parece que você use a internet só para se compensar da frustração no casamento. Digo isso por duas razões. Por um lado, porque você me escreveu o maior e-mail que eu já recebi. Por outro, por você ter escrito que não consegue parar de ‘criar uma história’. Ora, é precisamente o que o ficcionista faz, e sem isso ele não vive.
A sua vida virtual revela o gosto pela dissimulação, que talvez esteja na origem de uma vocação de escritora. Você já considerou esta possibilidade? A escrita é um caminho fecundo pelo qual você pode enveredar. Mas este caminho não exclui a análise, que você precisa fazer para conquistar uma outra vida. Escrevi análise porque você tem que se escutar e analisar o que você diz para se liberar do discurso da família.
Betty Milan, no site da Veja.
Interessados ou interesseiros?
Te digo um sonoro Não!
Que pena que um boa parte da igreja está apenas preocupada com seu próprio umbigo. Está apenas preocupada em "conseguir" carros, casas, apartamentos, libertação, curas...
"Olha Bispo, antes eu tinha um fusquinha velho, mas agora que participei da campanha, Deus me deu três casas, dois carros, um sitiozinho..."
Que raio de cristianismo é esse, onde a alegria está nas conquistas egoístas das pessoas?
Nunca ouvi alguém dizer:
"Olha Bispo, eu era pecador dos mais sujos e Jesus me transformou. Tenho um fusquinha velho, mas estou feliz, porque tenho sido usado para evangelizar pessoas. Tenho orado, lido a Bíblia e estou jejuando pelos perseguidos no oriente médio..."
Que inversão maligna de valores! Deus, sua obra e o próximo são trocados por "bênçãos egoístas" que supostamente creditam a Deus. De interessados em Deus, passaram a interesseiros!
Será que alguns destes pastores e crentes, que só buscam "bênçãos", teriam coragem de responder positivamente ao desafio que Jesus fez ao jovem rico?:
"E Jesus, fitando-o, o amou e disse: Só uma coisa te falta: Vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; então, vem e segue-me." (Marcos 10.21)
fonte: Esboçando ideias
Rio 2016 (2)
A miragem
O Brasil e o Rio de Janeiro estão salvos. Vêm aí as Olimpíadas. Tudo vai acabar bem.
Vão entrar 30 bilhões de reais. Melhor que isso, só o pré-sal. Vai vir gente de todo canto. Estamos no primeiro mundo.
Brasileiros em geral e cariocas em particular embarcam com facilidade nesse tipo de visão do paraíso. A nave dos Jogos Olímpicos vai pousar no país do futebol para trazer alegria e prosperidade. E viva a indústria da esperança.
Nessas horas, a vida real fica olhando tudo meio de lado, como se dissesse: “Lá vão eles de novo. Daqui a dez anos a gente conversa”.
Infelizmente, ainda não foi inventado o desenvolvimento movido a oba-oba. Entrada bruta de dinheiro e gente é boa quando há plano para o crescimento. Quando não há, é veneno puro.
O Rio de Janeiro acumula esqueletos – urbanísticos e humanos. O da antiga capital da República, o da Eco-92 (maior cúpula de chefes de Estado da história), o da Fórmula 1, o dos Jogos Panamericanos. Todas promessas de desenvolvimento. Todas falidas.
A Eco-92, por exemplo, trouxe uma obra significativa de infra-estrutura, a Linha Vermelha. Não foi presente de ninguém, foi dinheiro do contribuinte – como será boa parte da festejada grana olímpica. É uma via expressa importante, que atravessa quilômetros e quilômetros de uma cidade sem dinheiro para usá-la. Dali saem os bandos armados que barbarizam a própria Linha Vermelha com tiroteios, assaltos e mortes. Vêm de favelas certamente inchadas com ajuda da mão-de-obra temporária deserdada pela Eco-92. Qual é a graça?
Barcelona se desenvolveu com as Olimpíadas daquele mesmo ano, 92. Barcelona tinha estrutura e planejamento para se desenvolver. Senão, ia só inchar.
As grandes cidades brasileiras são, cada vez mais, amontoados de gente periférica, infeliz, e conseqüentemente violenta. A repressão às bocas-de-fumo no Rio de Janeiro está fazendo explodir os arrastões a prédios residenciais. A cidade ainda vai ter saudade da venda de drogas.
Os Jogos Olímpicos de 2016 podem funcionar bem como evento. Como farol de desenvolvimento, é promessa falsa.
Vem mais um esqueleto por aí. Dos grandes. Mais um milagre da multiplicação dos deserdados, dos engarrafados, dos mal alojados, dos que chegaram fácil e vão penar para permanecer. Mas a festa será boa.
A população de Chicago está comemorando. Não queria Olimpíadas lá de jeito nenhum. Por que será?
3.10.09
Sabadão Cult (127)
O sábado paulistano amanheceu esquisitão, com aquele jeito impossível de prever se vai dar praia no Tietê ou esquiar na neve no Pico do Jaraguá. Ok, sem exageros. :P
Hj de manhã fui à Comunidade Carisma em Osasco falar num workshop s/ livros & leitura. Mais uma oportunidade hiperlegal de conhecer leitores numa faixa etária cada vez + ampla e variada. Responsa grandona, mas encaro sempre c/ leveza de espírito, infelizmente não prolongada até a balança. Tá bom, parei c/ as piadinhas dignas da transmissão do Oscar. =)
Minha gratidão aos colaboradores da edição de hj (Alzira Sterque, Carlota Lombardi e Jarbas Aragão) e aos meus anfitriões na Carisma, Anésio Rodrigues e Luiz Henrique Matos, pelas horas superagradáveis.
big abraço
Angústia, senhora companheira
Quero desdemonizar a angústia (advogo em causa própria). Admito, vez por outra meu peito aperta. Sinto uma chave-de-braço ao redor do pescoço, uma gravata do judô, um sufoco sem sentido. Especialistas afirmam que a verdadeira angústia dá a sensação de que a vida é semelhante a um corredor rugoso e estreito, que fere a pele interior e que que se afunila. Sinto isso. Meus horizontes se embotam em lágrimas confusas, os dias se esfumaçam em tédios e os sonhos se diluem em maus presságios.
Mesmo assim, procuro reconciliar-me com a angústia; sei quantas percepções, sensibilidades, valores e verdades são necessários para um coração angustiar-se. Somos feitos de sombras e luzes, desejos e medos, desesperos e sonhos. Só existe aflição porque um universo de complexidades habita dentro da gente.
Pagamos um preço alto para crescer em humanidade. Sim, a sabedoria cobra caro por suas lições. O simples não sofre. O tolo não questiona. O ingênuo não se aflige.
Não, não faço apologia do sofrimento – autocomiseração é uma forma de egoísmo. Não sou masoquista. Mas aquiesço, em meio ao enredamento de existir, ninguém evita a dor de viver. Machuca perceber a exiguidade dos anos, as condições inclementes dos miseráveis, o perigo de adoecer com câncer, a efemeridade dos relacionamentos, a incapacidade de controlar os acontecimentos.
Nosso primeiro medo veio com o primeiro fôlego. Nada mais angustiante que o dia do nascimento. O nosso derradeiro pavor? O suspiro final. Nada mais angustiante do que a ideia de inexistir. Nascemos e morremos na angústia. Entre os dois momentos, nos acompanhamos da ansiedade que restringe, do vazio que atormenta, da inadequação que comprime.
Devemos à senhora angústia, que merece deferência, os maiores avanços da humanidade. O que aconteceria a homens e mulheres se ela não existisse? De onde veio a genialidade de Vincent Van Gogh? Wolfgang Amadeus Mozart arrancou inspiração de que jeito? O que empurrou Martin Luther King Junior para a militância? Portanto, seria tontice tentar devolver-lhe a chave-de-braço. Não se esgana a angústia. Para viver não é necessário fazê-la sumir. Basta dar-lhe significado. É possível sorrir mesmo ralando em paredes mal rebocadas.
Concordo, certas angústias são destrutivas e não devem encontrar abrigo na alma: desesperos patológicos, que corroem; cinismos frios, que apodrecem valores éticos; depressões que amordaçam a alegria. Contudo, a possibilidade de ser feliz se equilíbra na corda bamba que sustenta, ao mesmo tempo, desalento e esperança.
Soli Deo Gloria.Ricardo Gondim
Esqueço tudo e vou cantando o ano inteiro
O reino da delicadeza
Um desconforto vem me acompanhando há bastante tempo. A dificuldade com que muitos recebem a proposta de uma religião radicada no amor e não no medo, na liberdade e não no patrulhamento moral, na maioridade e não na infantilização.Ouço de tudo. Aquele que acredita que para algumas pessoas uma espiritualidade baseada na consciência e responsabilidade, frutos livres de uma relação de amor e não de constrangimento, é perigosa, quando não, pouco producente para os engajamentos religiosos. Há pessoas, afirmam com um pragmatismo encabulado, que precisam de regras, coerção e cobrança. Precisam de uma religião legalista. Caso contrário, não conseguem vencer seus vícios e pecados.
Outros desconfiam da liberdade. Pregar um Deus que ama em completa independência do desempenho humano é muito arriscado. Deus também é justiça! A Graça de Deus tem que ter limite. Se a pessoa não tiver medo do inferno, vai fazer tudo o que der na cabeça. Se não souber que existe uma punição divina para os seus deslizes, vai se tornar alguém imoral.
Vejo o descontentamento de alguns com a sugestão de que a imperfeição não é pecaminosa, mas um dom divino que torna a vida significativa e mais bonita. E, apesar de ninguém conseguir uma vida perfeita, esbravejam que Deus não pode abrir mão de que sejamos perfeitos.
Tirando de lado a questão semântica, de que a imperfeição a que me refiro é alusão ao que não está pronto, ao que é livre para ser, ou ao que está sempre em via de se tornar. Liberdade e não inconseqüência, leveza e não leviandade. O que, então, incomoda tanto algumas pessoas?
Por que o anúncio libertador de que Deus não espera de nós a perfeição amedronta alguns?
Desconfio de algo. Se tirarem o medo, ou a culpa, de sua fé, ficam sem fé. Se crer em Deus não for um movimento em busca de blindagem diante da insegurança do mundo, ou absolvição sem fim de uma insuperável culpa, revelam-se incrédulos. Ateísmo desesperado.
A religião a que fomos apresentados é um comportamento motivado pelo medo. Medo de não ser aprovado, o que é o mesmo que não ser amado. Ou medo de estar fazendo a coisa errada e ganhar um destino infernal. Foi a partir desse medo que aprendemos a rejeitar comportamentos tidos como réprobos. Fazemos e deixamos de fazer coisas pelo medo de sermos punidos pela implacável justiça divina.
Mas também medo de ficarmos expostos aos infortúnios de uma orfandade religiosa. Vivemos em um mundo inseguro, que muitas vezes se mostra desfavorável à nossa busca de bem estar. A religião promete um apadrinhamento divino. Foi a partir desse medo e da expectativa de um arranjo sobrenatural para garantir uma vida de exceção que aprendemos a cultuar nossas divindades.
A voz divina que aprendemos a ouvir é ou a voz ameaçadora frente à nossa vida moral, ou a voz de uma barganha com o Céu, que em troca de devoção e obediência, oferece a proteção que poucos tem. Propor uma espiritualidade movida por amor e, portanto, gratuidade não é um remendo possível ao que já tínhamos, mas um novo e levíssimo tecido religioso.
E a metáfora não é minha. É de Jesus. A religião que ele propõe não pode ser colocada como remendo em pano velho, ou vinho novo em odre velho. Em ambos os casos a convivência implicará
Por que muitos reagem agressivamente à proposta de que Deus não espera nossa perfeição, mas tão somente nossa integridade? Porque se tirarmos a voz culpabilizadora de sua fé, ficam com uma fé muda. Sua reação escrupulosa revela a compreensão do que pregamos como uma ameaça à sua fé. Intimidam os olhos assustados e hostis. Cansa ver-se nos olhos de alguns religiosos como um inimigo de Deus. Iconoclasta.
Mas não terá sido a mesma tensão vivenciada por Jesus?
Enxergo a mesma dificuldade em seus discípulos quando Jesus sugere outra lógica para a nossa relação com Deus. No momento mais imponente de seus argumentos. Ressurreto contra toda a injustiça e humilhação de sua morte. Com uma prova material irrecusável, forte, violenta. Irresistível. Com visibilidade incontestável. Jesus afirma que nesta exata hora o melhor será sumir. Substituir a presença irresistível, visível e poderosa pela sutileza de uma brisa: o outro paráclito tem o nome de vento, o Espírito de Cristo ao invés do Cristo ressurreto. Ele diz que sumirá nesta hora para o bem de seus discípulos.
Uma presença delicada e discreta invoca e sensibilidade e cuidados como “não apaguem o Espírito.” “Não entristeçam o Espírito.” “Não resistam ao Espírito.” Uma presença que não nos substitui no enfrentamento da vida. Que não nos infantiliza em proteções excepcionais. Que não manipula comportamentos. Sem regras. Que faz da liberdade o ambiente próprio para a nova humanidade esboçada em Jesus. “Onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.”
Somente um Deus com presença discreta, uma quase ausência, é capaz de lembrar-nos de que não somos escravos, mas filhos e não nos esmagar com sua absurda e insustentável grandeza. Daí compreendermos a imagem de Deus permitindo a Moisés ver a sua glória escondendo-o com a mão em uma fenda na rocha. Vê as suas costas, desfilam sua bondade e misericórdia. Tudo de Deus que podemos ter sem sermos desintegrados. Suas costas. Sua ausência de poder e força.
A presença discreta de Deus é a nossa única chance de integridade.
Um Deus discreto é um Deus quase ausente. Uma religião que continua ao substituir seus processos de infantilização é uma religião com pouquíssima religião. A vida proposta por Jesus a Nicodemos, nascida do Espírito, como o vento que ninguém sabe de onde vem e nem para onde vai.
Uma religião com pouco pastoreio e muita tolerância. Com dogmas frágeis e ritos sutis. Que deixa morrer suas instituições para sobreviver sua gente. Que desiste da hierarquia e esconde-se nos santos anônimos. Que ri dos jogos de poder e reverencia os gestos de amor. Que abre os braços, em cruz, para os riscos para não deixar de abraçar os vivos. Acolhimento das angústias e inseguranças das liberdades. Fermentação de humanos.
Um lugar que é menos espaço e mais ajuntamento. Um culto que é menos tempo e mais encontro.
Só uma religião discretíssima sobrevive a um Deus que é Espírito.
Só uma religião discretíssima sobrevive à maioridade dos religiosos.





































