16.1.10

Ame.Celebre.Sirva.

Foto do filme:’Captain Abu Raed’, 2008
"Os homens amam muitas coisas que as não há no mundo: amam as coisas como as imaginam; e as coisas como as imaginam, havê-las-á na imaginação, mas no mundo não as há."

Padre Antonio Vieira

Na maturidade, alguns compram, vendem, investem e constroem patrimônios.Quando cheguei aos 40 anos de idade, no entanto, percebi que algumas das melhores maiores aquisições que pude fazer ao longo dos anos foram a crescente capacidade de dizer “-não” - sem nenhuma espécie de culpa - e uma saudável auto- tolerância, incluindo o perdão às minhas próprias imperfeições, inabilidades e erros.

Com isso renovou-se grande senso de humor e compaixão a mim mesma, extensivos a quem estivesse ao lado.Essa tem sido minha a caminhada , ainda que vagarosa, no aprendizado do amor incondicional.

Amor incondicional é assim: ele celebra o que a gente é, independentemente do que se faz ou se deixa de fazer. De alguma forma, então, por ser capaz de celebrar sem cobrar, o amor dá espaço para o vir a ser. Quando se é capaz de festejar a existência presente a gente se liberta dos padrões alheios. Quando se é capaz de honrar cada criatura que passa diante de nós; quando celebramos o instante atual - sem saudosismos passados ou expectativas futuras- o amor nos liberta das aparências, dos achismos e das inseguranças imaginárias.

O tempo me ensinou que é preferível chorar copiosamente diante da tristeza do que a indiferença disfarçada de auto-controle. O tempo ensinou que, diante da impossibilidade de compreender alguém, posso demonstrar aceitação.O tempo ensinou que não existe nenhum investimento humano melhor do que relacionamentos, incluindo sua manutenção e restauração. O tempo ensinou que o amor e sua celebração nos deixam mais livres para servir com generosidade, sem a preocupação de reconhecimento ou aplausos.O tempo ensinou que ouvir alguém é estar somente de coração aberto, sem se preocupar com a resposta ou solução.

Cada um de nós tem sua vocação, mas nenhum de nós pode deixar de aprender a amar.Outras habilidades como o raciocínio,a inteligência,a força física,o carisma, carreira,a argúcia, a espirituosidade, tudo isso se desfará lentamente para alguns, rapidamente para outros.Os bens serão gastos ou acabarão.

No entanto,como escreveu Clarice Lispector: ” Sempre me restará amar.Ao passo que amar eu posso até até a hora de morrer. Amar não acaba. É como se o mundo estivesse à minha espera…”

É o que tenho dito a mim mesma: ame, celebre, sirva.

Ame, celebre, sirva: é a essência de tudo quanto lhe desejo, e agora,humildemente, compartilho com você.

Helena Beatriz Pacitti, no Timilique!

É verão

Há quem diga que todas as noites são de sonhos
Mas há também quem diga nem todas, só as de verão
Mas no fundo isso não tem muita importância
O que interessa mesmo não são as noites em si, são os sonhos
Sonhos que o homem sonha sempre
Em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado. "

William Shakespeare

via Iusitados acessórios

E então serás eterno

Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acaba todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.

E então serás eterno.

Cecília Meirelles

Apocalipticamente falando

SEMPRE GOSTEI do fim do mundo. Não falo da Amazônia, não falo do Alasca. Falo do fim do mundo em minha casa. Ou na sala de cinema, onde o fim do mundo normalmente acontece.
É um fetiche: um filme em que a humanidade é devastada por um vírus/um extraterrestre/um cometa/ uma guerra/um desastre climatérico/uma profecia primitiva (ah, escolham vocês) e eu estou sentado na primeira fila, como uma criança fascinada pelo Papai Noel.

Mais ainda: em privado, tenho uma coleção generosa de DVDs sobre o dito cujo -o apocalipse, não o Papai Noel. Sou, no fundo, como certos cavalheiros vitorianos, que colecionavam pornografia francesa em vãos de escada.

No meu caso, depois da estante das comédias, dos westerns, dos musicais e dos solenes "filmes de autor", há uma parede falsa que se abre para um mundo mágico: o mundo onde estaremos todos exterminados amanhã de manhã.

Claro que existe uma diferença entre mim e a restante espécie. Os meus apocalipses são no cinema e duram, no máximo, duas horas. Para a restante espécie, os apocalipses são na vida real.
Nesta virada do ano, por exemplo, não faltaram textos na imprensa a lembrar o fato: desde 2000 que vivemos a fantasiar e a tremer com a ameaça da nossa própria aniquilação coletiva. O pesadelo começou logo em finais de 1999, como lembram Denis Dutton (no "New York Times") ou Daniel Kalder (na "Spectator"): esse foi o momento em que um vírus informático de nome impronunciável (Y2K) prometia bloquear os computadores e atirar o planeta de volta para a Idade da Pedra.

Não aconteceu nada: falhas mínimas, risíveis, depois de bilhões de dólares dos governos a preparar os seus sistemas informáticos para o pior. Quando a Terra entrou em 2000, a Terra continuou o seu caminho. Suspiros de alívio.

Por pouco tempo: se um vírus informático não devastava a humanidade, os animais talvez o fizessem. Vieram as vacas. De preferência, loucas. E prontas para enlouquecer os comedores de carne com doença neurológica e genocida. Foi a ruína: dos produtores de carne, não dos comedores dela.

E quando não eram as vacas, eram as aves que espirravam na Ásia e constipavam o Ocidente. Ou então os porcos, com suas gripes pandêmicas e destrutivas. A última aconteceu em 2009. Ou, para sermos rigorosos, não aconteceu. Estranhamente, as gripes aviárias e suínas desapareceram como apareceram: sem ninguém saber como, para onde, por quê.

Um apocalipse, porém, continua a pairar sobre as nossas cabeças amedrontadas: o aquecimento global.

Tem uma certa piada escrever isso quando, em Lisboa, nesse preciso momento, olho pela janela e está um frio digno de esquimós. Mas esta evidência empírica, juntamente com a evidência empírica de que as temperaturas estabilizaram desde inícios do século 21, não arrefeceu o único aquecimento que existe: o aquecimento mental dos catastrofistas.

Depois das vacas, das aves e dos porcos, o apocalipse, afinal, vem de cima. Que poético! Que providencial! Que apropriado! Resta perguntar: como se explicam os nossos recorrentes namoros com o apocalipse?

Sim, a herança judaico-cristã pode ter um papel decisivo na nossa concepção escatológica da história: na crença de um tempo final em que os seres humanos serão punidos por pecados seculares. Mas o namoro com o apocalipse talvez tenha uma explicação mais prosaica: o tédio.
No século 20, havia motivos sérios para acreditar na ameaça apocalítica. Duas guerras mundiais não ajudaram o otimismo da espécie humana; e a Guerra Fria, com sua destruição mútua assegurada através de armamento nuclear, permitia todos os pesadelos lúgubres.

Mas, hoje, no meio da afluência ocidental, não estaremos a exagerar um bocadinho?
Curiosamente, é a afluência que leva os homens a procurar alguma adrenalina. As necessidades básicas estão suprimidas para a maioria do rebanho. E, com a desagregação da União Soviética, os horrores da guerra são hoje um cenário distante, que ocupa o noticiário da noite.

Mesmo o terrorismo, que continua a pender sobre a cabeça dos ocidentais, não promete acabar com tudo. Promete acabar com algumas coisas. É pouco. E nós queremos mais. Queremos abraçar o apocalipse, no cinema ou na realidade, porque existe um tédio de morte a mendigar uma excitação de morte.

João Pereira Coutinho, na Folha de S. Paulo.

Pense no Haiti, reze pelo Haiti (2)



Caetano Veloso canta Haiti, composição dele e do Gilberto Gil. A letra vc confere aqui.

Loucos e santos

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.

Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.

Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.

Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.

Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.

Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.

Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

Oscar Wilde

Deus e a terra

Grandes catástrofes naturais como a que se abateu sobre o Haiti constituem uma espécie de experimento teológico natural. Não é necessário PhD em filosofia para colocar-se a pergunta que não quer calar: se existe um Deus onisciente, onipotente e benevolente, como ele pôde produzir --ou pelo menos permitir-- tanto sofrimento?

O problema da teodiceia, que assombra os filósofos há séculos, já foi aplicado a movimentos de placas tectônicas. Em fins do século 18, época em que o hoje miserável Haiti ainda era a "pérola das Antilhas", a mais rica colônia do Novo Mundo, Voltaire e Rousseau se engalfinhavam na célebre polêmica do terremoto de Lisboa, que já explorei em outras colunas, mas retomo aqui para que a tragédia haitiana pelo menos nos forneça material de reflexão.

Em 1755, mais precisamente às 9h40 do dia 1º de novembro, um grande sismo atingiu a cidade de Lisboa, então a quarta maior da Europa. Era Dia de Todos os Santos e, por isso, a maioria dos moradores estava na missa. Muitos morreram sob os escombros de igrejas que ruíram. As áreas baixas da cidade foram rapidamente engolidas por ondas gigantescas. Como se não bastasse, seguiu-se um terrível incêndio, que destruiu boa parte do que havia sido poupado pelo tremor. O fogo durou seis dias. O total de mortos ficou entre 30 mil e 70 mil.

Além dos alicerces de Lisboa esse megassismo fez tremer o fervilhante mundo intelectual do século 18. Vinte e três dias após a tragédia, Voltaire, o pseudônimo de François-Marie Arouet (1694-1778), publicou seu "Poema sobre o Desastre de Lisboa", cujo subtítulo é: "ou o exame do axioma: 'tudo está bem'". De seus versos emerge uma boa dose de indignação: "É preciso dizer: o mal está na terra:/ Seu princípio secreto é desconhecido/ Do autor de todo bem terá ele partido?".

Com efeito, a contradição entre a ideia de um bem absoluto e o mal visível é conhecida desde a Antiguidade. Atribui-se a Epicuro o seguinte dilema: Se Deus é bom e onipotente, não poderia haver mal sobre a Terra; havendo, ou Deus não quer acabar com o mal --e não é benevolente-- ou não pode fazê-lo --e não é onipotente. (Poderíamos, é verdade, reduzir o dilema a um problema de linguagem e, portanto, a um falso paradoxo: a questão é insolúvel porque foi mal formulada; não posso exigir nem de um Ser Supremo que aja contraditoriamente. Mas, com essa interpretação, perderíamos toda a graça do debate metafísico).

A dificuldade levou teólogos e filósofos cristãos a reduzir o mal a uma aparência. Quando achamos que algo representa o mal, na verdade, estamos fazendo uma leitura equivocada do fenômeno. Nós, humanos, não podemos, como Deus, enxergar as coisas em suas reais dimensões. Não podemos dizer que alguém sofre injustamente se não conhecemos, como Deus, todos os seus pecados. Tampouco sabemos quais são os planos divinos para o futuro. O que hoje parece o mal poderá ser compensado no futuro. Depois, não devemos nos limitar ao plano individual. Deus pensa grande -ocupa-se de toda a Criação-, e certos sacrifícios são necessários.

O texto de Voltaire é, na verdade, uma crítica a sistemas que postulam um certo otimismo filosófico. Os alvos são o alemão Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716) e, em menor escala, o inglês Alexander Pope (1688-1744), que versificou e popularizou ideias do alemão. Num resumo extremamente grosseiro, o filósofo tedesco leva o racionalismo teológico às últimas consequências e postula que o mundo em que vivemos é o melhor dos mundos possíveis. O Deus sábio e necessário --e, portanto, existente--, dentre todos os mundos possíveis, criou o melhor de todos. Tudo está bem. Leia +.

Hélio Schwartsman, na Folha Online.

A sorrir eu pretendo levar a vida


Cartola canta Peito vazio e O sol nascerá, ambas dele e de Elton Menezes.

O sol nascerá

A sorrir
Eu pretendo levar a vida
Pois chorando
Eu vi a mocidade
Perdida

Fim da tempestade
O sol nascerá
Finda esta saudade
Hei de ter outro alguém para amar

A sorrir
Eu pretendo levar a vida
Pois chorando
Eu vi a mocidade
Perdida

Irmã Coragem (4)

Zilda Arns, a mãe do Brasil

Pode-se repetir que ninguém é insubstituível, mas a dra. Zilda Arns, vítima do terremoto que arruinou o Haiti, era, sim, uma pessoa imprescindível. Nela mostrava-se imperceptível a distância entre intenções e ações. Formada em medicina e movida por profundo espírito evangélico -era irmã do cardeal dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo-, fundou a Pastoral da Criança, alarmada com o alto índice de mortalidade infantil no Brasil.

Em iniciativas de voluntariado podem-se mapear dois tipos de pessoas: as que, primeiro, agem, põem o bloco na rua e depois buscam os recursos, e as que se enredam no cipoal das fontes financiadoras e jamais passam da utopia à topia.

Zilda Arns arregaçou as mangas e, inspirada na pedagogia de Paulo Freire, encontrou, primeiro, recursos humanos capazes de mobilizar milhares de pessoas em prol da drástica redução da mortalidade infantil: mães e pais das crianças de 0 a seis anos atendidas pela pastoral transformados em agentes multiplicadores.

Ela, sim, fez o milagre da multiplicação dos pães, ou seja, da vida. Aonde chega a Pastoral da Criança, o índice de mortalidade infantil cai, no primeiro ano, no mínimo 20%. Seu método de atenção às gestantes pobres e às crianças desnutridas tornou-se paradigma mundial, adotado hoje em vários países da América Latina e da África. Por essa razão, ela estava no Haiti, onde pagou com a morte sua dedicação em salvar vidas.

Sem temor

Trabalhamos juntos no Fome Zero.

No lançamento do programa, em 2003, ela discordou de exigir dos beneficiários comprovantes de gastos em alimentos, de modo a garantir que o dinheiro não se destinasse a outras compras. Oded Grajew e eu a apoiamos: ressaltamos que apresentar comprovantes não era relevante, valia como forma de verificar resultados. Haveria que confiar na palavra dos beneficiários.

Em março de 2004, no momento em que o governo trocava o Fome Zero pelo Bolsa Família, ela me convocou a Curitiba, sede da Pastoral da Criança. Em reunião com José Tubino, da FAO, e dom Aloysio Penna, arcebispo de Botucatu (SP), que representava a CNBB, debatemos as mudanças na área social do governo. Expus as tensões internas na área social, sobretudo a decisão de acabar com os comitês gestores, pelos quais a sociedade civil atuava na gestão pública.

Zilda Arns temia que o Bolsa Família priorizasse a mera transferência de renda, submetendo-se à orientação que propõe tratar a pobreza com políticas compensatórias, sem tocar nas estruturas que promovem e asseguram a desigualdade social.

Acreditava que as políticas sociais do governo só teriam êxito consolidado se combinassem políticas de transferência de renda e mudanças estruturantes, ações emergenciais e educativas, como qualificação profissional.

Dias após a reunião, ela publicou, neste espaço da Folha, o artigo "Fôlego para o Fome Zero", no qual frisava que a política social "não deve estar sujeita à política econômica. É hora de mudar esse paradigma. É a política econômica que deve estar sujeita ao combate à fome e à miséria".

E alertava: "Erradicar os comitês gestores seria um grave erro, por destruir uma capilaridade popular que fortalece o empoderamento da sociedade civil; (...) por reforçar o poder de prefeitos e vereadores que nem sempre primam pela ética e pela lisura no trato com os recursos públicos. O governo não deve temer a parceria da sociedade civil, representada pelos comitês gestores".

Título eterno

O apelo da mãe da Pastoral da Criança não foi ouvido. Os comitês gestores foram erradicados e, assim, a participação da sociedade civil nas políticas sociais do governo. Apesar de tudo, o ministro Patrus Ananias logrou aprimorar o Bolsa Família e o índice de redução da miséria absoluta no país, conforme dados recentes do Ipea. Falta encontrar a porta de saída aos beneficiários, de modo a produzirem a própria renda.

Zilda Arns nos deixa, de herança, o exemplo de que é possível mudar o perfil de uma sociedade com ações comunitárias, voluntárias, da sociedade civil, ainda que o poder público e a iniciativa privada permaneçam indiferentes ou adotem simulacros de responsabilidade social.

Se milhares de jovens e adultos brasileiros sobreviveram às condições de pobreza em que nasceram, devem isso em especial à dra. Zilda Arns, que merece, sem exagero, o título perene de mãe da pátria.

Frei Betto, na Folha de S.Paulo [via Observatório da Imprensa]

15.1.10

Expertise

fonte: DrPepper
dica do Tom Fernandes

Aff, Maria...

Deus é pai, Susana é mãe

A temporada 2010 da Paixão de Cristo, em Nova Jerusalém, promete emocionar. No papel de Maria, Susana Vieira fala emocionada sobre a experiência. “Esse convite veio confirmar que Deus me protege e me oferece presentes incalculáveis. Este papel é uma graça divina”, diz a atriz.

fonte: Retratos da Vida [via Te dou um dado]

Marina, você já é bonita com o que Deus lhe deu (6)

Cineasta confirma “consultoria” ao Partido Verde

Diretor Fernando Meirelles fala à Época sobre a sua relação com a campanha presidencial que Marina Silva disputará pelo Partido Verde

Época
- Como começou a sua relação com o Partido Verde (PV)? Partiu de um convite ou foi espontânea?

Fernando Meirelles -
Eu disse que votaria na Marina ao ser abordado por um programa de TV. E o Fábio Feldman (possível candidato ao Governo de São Paulo pelo Partido Verde), pai de um amigo do meu filho, ficou sabendo e me ligou para conversarmos a respeito e pedir uns palpites sobre a comunicação da candidata. Depois deste encontro me dispus a fazer os filmetes para o Instituto Sócio Ambiental e por causa disso acabei dando palpites. Faço isso como eleitor, não pretendo me envolver na campanha profissionalmente.

Época - Qual foi a sua participação no programa que vai ser exibido no horário partidário do Partido Verde, em fevereiro?

Meirelles -
O programa do PV está sendo produzido por uma produtora do Rio de Janeiro, não estou envolvido. Fiz alguns programetes com a Marina para o site do Instituto Sócioambiental, em novembro, e nos demos bem. Então eles pediram uns palpites apenas. Só isso.

Época - A imprensa nacional divulgou que o filme vai fazer uma comparação da trajetória da senadora Marina Silva com a do presidente Lula? Está certa essa afirmação?

Meirelles
- Sem querer ser evasivo, não sei exatamente qual será o tom do programa do PV, mas não há dúvida que a trajetória da Marina e a do Lula têm muita relação. Os dois vieram de lugares aparentemente improváveis para se forjar líderes do país, a diferença é que o Lula cresceu por saber fazer bons discursos, pela sua sensibilidade política, enquanto a Marina optou pela via da educação. Estudou, virou uma educadora, através do estudo e de leituras passou a atuar e encontrou seu espaço. Em 40 anos se tornou uma mulher extremamente esclarecida, que sabe onde está pisando, conhece as correntes de pensamento ao seu redor e tem uma visão de mundo consistente e extremamente moderna. Se o Lula gosta de ser visto como o pai dos brasileiros, o pai que dá a mesada, a Marina talvez tenha o papel da mãe, aquela que vai dizer: "Vai estudar para poder ser alguém na vida. " Particularmente gosto mais deste papel. Leia +.

fonte: Época

a filha do Brasil?

Fail (1)


O site de Lansky, Signspotting.com, hoje reúne fotos enviadas por internautas de várias partes do mundo. Nesta foto de Tim Bentinck, em Norfolk, na Grã-Bretanha, a placa orienta a se discar "999" para acessar os serviços de emergência.

fonte: UOL
dica do Leone Lacerda

Você plantou em mim



Travesti faz clipe c/ paródia de música da Aline Barros.
dica do Chicco Sal e do Cristiano Bitencourt

meodeos... :O

Puta é o caralho


O nome verdadeiro é Maria Aparecida da Silva, mas na Central do Brasil é conhecida por Márcia. Aos 42, trabalha como faxineira de manhã em uma firma e prostituta a tarde, em frente a estação de trem mais movimentada do Rio de Janeiro.

Era gostosa, mas depois de tantos anos trabalhando como puta já não é mais. Assim mesmo ainda tem seus clientes fiéis, que não dispensam uma foda “completa” por R$35,00 depois de um dia de trabalho pesado. Como não é mais jovem, quem chegar com R$ 15,00 leva. São pedreiros, pintores, taxistas, eletricistas, porteiros. Usam o corpo de Márcia pra aliviar as tensões do cotidiano embaçado que gente pobre tem.

Cida mora em Itaguaí, zona norte do Rio, a 70 km do seu local de trabalho. De busão são quase duas horas.

A casa é simples, quarto e sala sem acabamento, tijolo baiano a vista, chão de terra e cimento, móveis improvisados, cortinas ao invés de portas e um retrato de Jesus na parede.

Um pedaço de bombril na antena ajuda a diminuir o chiado do capitulo de Malhação que as crianças assistem na televisão pequena sobre o armário. Como toda casa pobre, falta tudo mas sobra dignidade. Café, bolacha de maizena e Dolly sobre a mesa pra receber os convidados.
Mora ali com seus filhos, André, 18, Camila, 22, seus netos Wesley,5, Ketheleen,3, a mãe alcoólatra Idalina e a filha adotiva deficiente mental Verinha.

Cida sustenta a casa sozinha. Não fosse o dinheiro dos programas, provavelmente o filho estaria no crime, a filha na prostituição, a mãe alcoólatra pela rua gritando absurdos abraçada a uma garrafa de pinga e só Deus sabe onde estariam os netos e a filha adotiva deficiente mental.

Puta é o caralho, Cida é uma guerreira. Foi para o sacrifício e manteve na unha vermelha a família unida. Foi capaz de perder sua dignidade pra preservar a dos seus. Quem seria capaz disso? Você seria?

Ao conhecer essa mulher, tive a certeza absoluta de que as mulheres são superiores aos homens.
Pensei nos defensores da moral e bons costumes dos programas vespertinos de TV, nos hipócritas que bradam absurdos nos palanques, no horário eleitoral gratuito. Sinto o gosto de vômito na garganta. Quem é mais puta? Quem é mais desonesto? Quem é o verdadeiro filho da puta?

Com olhar forte e digno, Cida tem a cabeça erguida e a hombridade de quem sabe que cumpre o seu dever com rara honestidade. Quem hoje em dia pode dormir tranqüilo assim?

João Wainer
dica do Osmar Valentim Gomes

Irmã Coragem (3)

O adeus de uma grande mulher

Em certos momentos fica difícil acreditar em Deus.

Como pode um Deus permitir tanta miséria?

Melhor ser ateu.

Um ateu destes que gostariam muito de acreditar em alguma coisa.

Um ateu rezando para estar errado.

Pois não é que hoje morreu um anjo!

Um anjo pediatra.

De sorriso lindo.

Um sorriso, me desculpem o trocadilho, angelical.

A primeira vez que vi tal sorriso.

Foi em 1973.

Na capa de uma revista esportiva.

A qual trazia estampada o novo Cardeal de São Paulo.

Eu estudava em colégio de padre.

Onde o diretor não sorria nem deixava sorrir.

Imaginem minha surpresa!

Um cardeal de riso aberto na revista.

Com uma bandeira do Corinthians.

Descobri com o tempo que o sorriso era do mais puro aço.

Inoxidável.

Imprescindível.

Inestimável.

Dom Paulo Evaristo Arns era feito de pedra e sentimento.

Um anjo na Sé.

Anos depois conheci a Zilda.

Crianças no colo.

Amor pra dar sem vender.

O mesmo sorriso do irmão.

Um sorriso de Forquilhinha.

Quis o destino.

Deus?

Levar desta terra a bela pastora.

Esse Deus que quer todos os sorrisos para si.

Pois, Deus!

Se é que você existe mesmo.

Guarda bem este anjo que hoje se foi.

Quando ajudava tantos anjos numa terra de miséria sem fim.

Guarda bem esse anjo, Deus!

Pois a Terra ficou mais vazia no dia de hoje.

E o céu.

Se é que o céu existe mesmo.

O céu ficou mais azul.

Roberto Vieira, no Blog do Paulinho.
dica do Rogério

Pense no Haiti, reze pelo Haiti

Cônsul haitiano afirma que "o africano em si tem maldição"



Sem saber que estava sendo gravado, o cônsul do Haiti no Brasil, Gerge Samuel Antoine, afirma que o terremoto que atingiu o país nessa semana pode ter sido causado por "macumba". "Acho que de tanto mexer com macumba, não sei o que é aquilo...". Antoine disse ainda que "o africano em si tem maldição". No consulado, familiares procuram informações sobre parentes desaparecidos no país caribenho. Reportagem do SBT Brasil.

via UOL
dica do Chicco Sal


como se ñ bastassem as merdas que o Pat Robertson falou...
por falar no pastor decrépito, confira as 10 declarações + imbecis dele.

Irmã Coragem (2)

fonte: Extra
dica do Paulo Sergio Feijolli

Atos 13.36.

Tô seguindo só pra evangelizar...

Bruna Surfistinha causa polêmica entre evangélicos no Twitter

Bruna Surfistinha gerou muita polêmica ao escrever a seguinte frase em seu Twitter: "Acabei de chegar da sessão tortura. Acho que vou virar crente para nunca mais precisar sofrer com depilação!" A ex-garota de programa começou a receber recados de evangélicos revoltados com a declaração.

Raquel, o nome verdadeiro de Bruna, disse que tinha uma amiga evangélica que não se depilava porque a igreja proibia e tentou finalizar a história pedindo desculpas por ter escrito aquilo.

"Não sabia que tinha tantos seguidores evangélicos e tal. Me desculpe se os ofendi.Eu estava apenas brincando! Simples assim. Fim."

fonte: EGO
dica do Jarbas Aragão

desculpa aê, raquel. andaram depilando alguns neurônios tb...

14.1.10

Humor de quinta (139)


imagem viaTudo com qualquer coisa

Aê galera,

Como se dizia no século passado, ainda estou "pegando no tranco" em 2010. "Desacelerar" novamente faz parte do extenso rol de promessas de Ano Novo. Acho que estes 4 dias pós-viagem já são meu novo recorde... rs

Depois de rever os amigos, colocar o papo em dia e tomar algumas, hj visitei muitos blogs que ñ conhecia. Fiquei boquiaberto e feliz c/ a qualidade do trampo dos caras. A pá de novos leitores e seguidores é outro motivo de alegria neste começo de uma nova etapa. Aos poucos os contornos dos novos projetos serão revelados... =)

Outro lance legal são as pausas que faço p/ responder às perguntas do formspring. Tenho recebido muitos e-mails comentando s/ a coragem da hiperexposição. Na verdade, a ferramenta só veio consolidar minha postura (razoavelmente) transparente. Second Life já foi p/ o saco mas ainda tem gente que insiste em construir personagens. Quem sabe terão chance em alguma novela mexicana... :P

Muuuito obrigado aos colaboradores desta e das últimas edições do "Humor de quinta": Andrea Fink, Carlota Lombardi, Lourdes David, Kesia Leonardo, Judith Almeida, Valéria, Fernando Passarelli, Rodolfo Ortiz, Rogério, Ruben Mukama, Tom Fernandes e William Carvalho.

big abraço

ps.: um "salve" especial p/ o Thiago Mendanha e p/ o Chicco Sal pelo carinho dispensado ao blog durante minha ausência. Trampo de prima!

Tu vai te chamá Luiz Inácio, não Pedro

E o ano eleitoral tá apenas começando... :P

No silêncio uma catedral

[frio.jpg]
fonte: Karapuça [via CANTO DO JO]

Homens são de Marte (145)

Tarde da noite, os dois já estavam deitados, quando...

MULHER: Se eu morresse você casava outra vez?

MARIDO: Claro que não!

MULHER: Não?! Não por quê?! Não gosta de estar casado?

MARIDO: Claro que gosto!

MULHER: Então por que é que não casava de novo?

MARIDO: Está bem, casava...

MULHER: (com um olhar magoado) Casava?

MARIDO: Casava. Só porque foi bom com você...

MULHER: E dormiria com ela na nossa cama?

MARIDO: Onde é que você queria que nós dormíssemos?

MULHER: E substituiria as minhas fotografias por fotografias dela?

MARIDO: É natural que sim...

MULHER: E ela ia usar o meu carro?

MARIDO: Não. Ela não dirige...

MULHER: !!!! (silêncio)

MARIDO: (em pensamento ) f*deu!!!

MORAL DA HISTÓRIA: JAMAIS prolongue um assunto com uma mulher...

Super Mario Jesus



via Super Pérolas

pra variar, o pau tá comendo na área de comentários do YouTube.

Cada um na sua

Quatro estudantes universitários estavam num boteco após as aulas, na frente de uma Universidade em Goiânia. Um paulista, um carioca, um goiano e um piauiense.

Conversa vai e cerveja vem, os três começam a tirar sarro do piauiense, com aquelas piadinhas sobre nordestino: rapadura, macaxeira, família tradicional, couro de bode etc.

E o piauiense na dele, com cara de 'não é comigo', olhando só pro copo...

Até que o carioca, ainda rindo, pergunta:

- O que houve, Piauí, perdeu o senso de humor?

- Não, não, é que tenho um problema sério.

- E o que é?

- Mas rapaz, pra você vê, minha mulher me meteu um chapéu de boi e ainda embarrigou do outro...

Risadas dos três, um gole de cerveja do piauiense e a nova pergunta:

- E o que você fez, Piauí?

- Fiz o certo, respondeu ele. Levei a mulher pro Rio, o menino deixei em São Paulo e eu vim morar aqui em Goiás.

Nesse ponto, uma risadinha do piauiense...

Os três ficam imaginando o que aquilo queria dizer e resolvem perguntar:

- E por quê você fez isso, Piauí?

- Mas é claro e óbvio: levei a mulher pro Rio, que é lugar de poota, o menino pra São Paulo, que é lugar de filho da poota e eu vim aqui pra Goiás, que é lugar de corno.

Diagnóstico


fonte: Millor (via O que vivi pelo mundo)

Nacionalidade de Adão e Eva

Um alemão, um francês, um inglês e um brasileiro apreciam o quadro de Adão e Eva no Paraíso.
O alemão comenta:
- Olhem que perfeição de corpos:
Ela, esbelta e espigada;
Ele, com este corpo atlético, os músculos perfilados.
Devem ser alemães.

Imediatamente, o francês contesta:
- Não acredito. É evidente o erotismo que se desprende das figuras ...
Ela, tão feminina ...
Ele, tão masculino ...
Sabem que em breve chegará a tentação ...
Devem ser franceses.

Movendo negativamente a cabeça o inglês comenta:
- Que nada ! Notem a serenidade dos seus rostos, a delicadeza da pose, a sobriedade do gesto.
Só podem ser ingleses.

Depois de alguns segundos mais, de contemplação silenciosa,
o brasileiro declara:
- Não concordo. Olhem bem:
não têm roupa,
não têm sapatos,
não têm casa,
tão na merda...
Só têm uma única maçã para comer.
Mas não protestam, ainda estão pensando em sacanagem e pior, acreditam que estão no Paraíso.
Só podem ser brasileiros ...

Oh! Minas Gerais (26)

O ônibus que seguia em direção ao Rio de Janeiro para numa cidade do interior de Minas. O capiau sobe com três leitõezinhos no colo.

Ao perceber a cena, um carioca (como de costume), quis logo tirar um sarro com a cara do mineirinho.

- E aí mineiro, levando os porquinhos para passear?

- Pois é sô, os bichins nunca viram o mar, uai!..... Pois carece di vê.

- Estes bichinhos tem nome?

- Teeeem sô! Este aqui si chama, 'Suatia'. O daquele ali é, 'Suavó ' ...

- Pooto da vida, o carioca interrompe o mineiro:

- Deixa que eu adivinho o nome deste último. É 'Suamãe' ?!. (rsrs)

- Não sô, esse aqui é 'Seupai'. 'Suamãe' eu cumi onti.

Entra ano, sai ano


Fonte: Pancho

13.1.10

Gênios do marketing (182)

Primeiro "robô do sexo" é exibido em feira adulta nos EUA

Roxxxy TrueCompanion é a primeira robô com inteligência artificial que pode fazer sexo com seu usuário, a quem ela conhece pelo nome, e conversar. Se tocada, dependendo do perfil feminino escolhido por seu dono, ela pode até ter um orgasmo, graças a sensores espalhados por seu corpo. O "gadget" roubou os holofotes na AVN Expo, feira de entretenimento adulto que ocorre em Las Vegas em paralelo à CES e terminou neste domingo.

Roxxxy mais parece uma boneca de borracha convencional em tamanho natural. A "primeira robô do sexo" pode conversar, ouvir, falar, sentir o seu toque e até ser sua amiga e companheira (o que, convenhamos, não deve ser muito o foco dos compradores). O projeto, desenvolvido pela True Companion, foi criado por Douglas Hines, um ex-pesquisador do Bell Labs que vem trabalhando em com conceitos de inteligência artificial desde 1993. Roxxxy foi desenvolvida e aprimorada nos últimos dois anos e meio.

Segundo a fabricante, existem cinco perfis de personalidade para Roxxxy: Frigid Farrah (tímida e reservada), Wild Wendy (aventureira), S&M Susan (sadomasoquista), Young (garota de 18 anos) e Mature Martha (que vai "te ensinar" algumas coisas). Novos perfis, entretanto, poderão ser criados e compartilhados online, em uma rede social a ser lançada.

Conforme o perfil em uso, a resposta da boneca é diferente: Frigid Farrah questiona o que uma mão faz em sua perna, mas Mature Martha pode gostar dessa situação. Novas palavras podem ser adicionadas ao vocabulário da robô, criando a mulher perfeita (ainda que robótica) que discute futebol, e não a relação com o companheiro - mas existe essa possibilidade também. Roxxxy pode ainda aprender os gostos do seu parceiro.

Uma robô da TrueCompanion, dependendo da configuração, custa entre US$ 7 mil e US$ 9 mil. Depois de Roxxxy, a TrueCompanion prepara o lançamento em breve da versão masculina do robô, chamado Rocky TrueCompanion.

fonte: Terra

não, obrigado.

Dica de classe média: Admirar o talento de Pedro Bial

Que o Big Brother Brasil é um programa de baixa qualidade, apelativo e aculturado, não restam dúvidas para você, médio-classista esclarecido , telespectador do Jornal Nacional e do Fantástico. Você, enquanto membro ativo da Classe Média, deve defender este ponto de vista na roda de amigos, assentindo com a cabeça e dizendo "é mesmo" enquanto seus interlocutores desqualificam a tal atração televisiva.

Mas não se preocupe, este sacrifício deve durar no máximo dois minutos, até que alguém comente algum diálogo ou situação do programa. Neste ponto, todos concordarão, darão mais detalhes do acontecimento, comentarão até o penteado e a roupa dos "brothers", e em instantes, como mágica, todos se revelarão espectadores da atração global, se apoiando na desculpa de que "não tem nada melhor na tv neste horário" e "todo mundo assiste mesmo, o que é que tem?".

Anualmente engrossando (pelo jeito à força) essa audiência, a Classe Média concorda que a cultura e a inteligência do apresentador Pedro Bial fazem o programa valer à pena. Sua superioridade intelectual fica mais evidente quando ele conversa com os participantes do programa, onde dá pra se comparar o vocabulário e as idéias das pessoas comuns, gente de bem como a gente, com os deste verdadeiro poeta. E vale à pena prestar atenção enquanto Bial transborda em lirismo nas ocasiões em que participantes são eliminados, principalmente no capricho da locução dramática. É emocionante! O Bial é o sobrinho que toda tia de Classe Média sempre quis ter: educadinho, cabelinho lambido, tem fama de inteligente, é comportadinho na escola, mas como não é seu filho, não precisa gastar seu tempo argumentando contra a sua fama de esquisito e de menino-de-apartamento.

Ainda bem que existe a televisão, para abarcar talentos assim tão extraordinários. Difícil imaginar a TV sem Bial, sem Zeca Camargo, sem o Jô e sem o Jabor. E ainda bem que existe iPod, pois assim você pode mostrar a todo mundo, além da traquitana eletrônica importada, o fato de você transportar em seu bolso aquela música/mensagem-de-fim-de-ano/poema-moderno sobre o filtro solar, que já te arrancou muitas lágrimas teimosas.

fonte: The Classe Média Way of Life

neste período "BBBrodístico" as rodas de conversa descompromissadas (ou não) são um sério fenômeno de inutilidade pública...

Os dois tempos

JORNAL É COMO remédio e mercadoria de supermercado: tem prazo de validade. Para saber a validade, é só verificar a data. A validade de jornal é a mais curta que há: um dia, hoje. No dia seguinte, ele continua com a aparência de jornal, mas, com a mudança da data, ele muda também: vira papel velho.

Por isso jornalista tem de estar sempre informado do que está acontecendo. Jornalista que noticia notícia velha, já acontecida, acaba por perder o emprego (esse é o meu dilema: quero noticiar de novo notícia já noticiada...).

Mas há um outro tipo de escritura que não tem prazo de validade. Nenhuma data informa a sua idade porque a sua idade não importa: ela nunca fica velha.

Quem entende isso são os poetas e os místicos. Poesia não tem data, está sempre jovem, não envelhece com a passagem do tempo -porque ela nasce de um outro tempo. O místico Ângelus Silésius explicou assim: "Temos dois olhos. Com um, vemos as coisas eternas, que permanecem. Com o outro, as coisas efêmeras, que desaparecem". Então, há dois tempos, um tempo das coisas que não passam e, portanto, não têm prazo de validade, e um tempo das coisas que valem só por um dia e logo desaparecem...

Aquilo que o tempo comeu, o tempo trará de volta. Como diz absurdamente o livro do Eclesiastes: "Lança o teu pão sobre as águas porque depois de muitos dias o encontrarás...". Pão sobre as águas do rio. As águas do rio passam e dissolvem o pão. As águas voltam -porque o rio é circular- e com elas volta também o pão. Tudo se repete. Não leio de novo o jornal de ontem. Ele está morto. Mas leio de novo, muitas vezes, o poema que já li, e sempre que o faço a vida ressuscita.

Os homens racionais devem ter paciência com os sonhadores. Porque esse tempo eterno são os sonhadores que o sentem na sua alma e o transformam em literatura.

Fernando Pessoa se perguntava: "Ah, quem sabe, quem sabe, se não parti outrora, antes de mim, dum cais... Quem sabe se não deixei, antes de a hora / Do mundo exterior como eu a vejo / Raiar-se para mim, / Um grande cais cheio de pouca gente...".

Octávio Paz sentia igual:

"Todos os dias atravessamos a mesma rua ou o mesmo jardim; todas as tardes nossos olhos batem no mesmo muro avermelhado, feito de tijolos e tempo urbano. De repente, num dia qualquer, a rua dá para outro mundo, o jardim acaba de nascer, o muro fatigado se cobre de signos. Nunca os tínhamos visto e agora ficamos espantados por eles serem assim: tanto e tão esmagadoramente reais. Não, isso que estamos vendo pela primeira vez já havíamos visto antes. Em algum lugar, no qual nunca estivemos, já estavam o muro, a rua, o jardim. Parece que nos recordamos e quereríamos voltar para lá, para esse lugar onde as coisas são sempre assim, banhadas por uma luz antiquíssima e ao mesmo tempo acabada de nascer. Nós também somos de lá. Um sopro nos golpeia a fronte. Estamos encantados, suspensos no meio da tarde imóvel. Adivinhamos que somos de outro mundo".

Por que estou escrevendo essas coisas sobre o tempo do jornal e da notícia e sobre o tempo da poesia e da repetição? Porque estou com vontade de ressuscitar coisas que já publiquei. Foi o fracasso da conferência de Copenhague. Quero escrever de novo o que escrevi. Se os grandes políticos, economistas e cientistas não se entendem, as crianças haverão de entender...

Rubem Alves

O delírio de onipotência do Narciso consumista

Eu tudo quero e tudo posso. Ser feliz, desejo supremo de todo ser humano, é apenas questão de vontade e coragem. Não ter medo de ser feliz, esta é a expressão mágica no país de todos. Aproveitar tudo, viver tudo a que tenho direito. Mais que isso: tudo que desejo. Meu desejo é a medida da realidade. O negócio é chegar lá, lá onde me espera o objeto do meu desejo. E o que aprendi e o que sei é que vale tudo: tudo por dindim, tudo para que o outro me veja e confirme minha existência, tudo pelos 15 minutos de celebridade, que no meu caso serão eternos. Ser sempre o que o outro quer, já que o outro é a medida da minha existência, já que é o outro quem valida o que sou. Ser é ser o outro e à margem do outro que me vê e me valoriza eu sou apenas a sombra do apagão, um zero. Nada.

Se Caetano Veloso canta que Narciso acha feio o que não é espelho, eu vou além, muito além, e afirmo que Narciso é o próprio espelho, que Narciso é uma criação do outro. O outro é o Big Brother, a mídia, o olhar invejoso do vizinho que quer meu carro importado porque odeia o que tenho e o que tenho é o que sou. O outro é o chefe a quem presto vassalagem para ser o que ambiciono: o executivo sem alma, o astro da mídia, a prostituta que se chama acompanhante ou modelo, o deus do futebol com quem me identifico quando visto sua camisa e majestosamente desfilo pelas ruas como se fosse ele. Se ele me toca, ou rabisca um autógrafo no guardanapo de papel onde o nome dele e o meu se imortalizam, sinto-me como se a mão de Deus sobre mim descesse. É quando sei que sou onipotente. Eu tudo posso. Eu tudo quero.

Sou the hollow man, o homem vazio, o homem oco do poema de Eliot. Não me procurem onde não estou e nunca estive: dentro de mim, pois sou pura forma aparente. Sou o reflexo de uma avenida em cujas margens vislumbro outdoors e clipes publicitários, vitrines que semelham templos onde adoramos o Deus mercadoria, massas errantes rolando por ruas anônimas à procura do que todos procuram: um quinhão de fama, um farelo de notícia que prove ao mundo e antes de tudo a mim próprio a existência dentro de mim anulada. Sou o homem vazio, o homem oco que é pura aparência. Dentro de mim há apenas poeira, um deserto sem água, trapos recobrindo minha nudez vazia e uma angústia sem norte, uma ansiedade sem objeto, um desejo de fuga sem destino, o vazio carente de algo que o preencha. Leia +.

Fernando da Mota Lima, no Amálgama.

Irmã Coragem

Trabalho de Zilda Arns beneficiou mais de 2 milhões de crianças

A médica Zilda Arns Neumann, 75, coordenadora da Pastoral da Criança e três vezes indicada ao Prêmio Nobel da Paz pelo Brasil, foi inspirada a iniciar seu trabalho em 1982, depois de um membro das Nações Unidas incumbir seu irmão, o cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, de promover a redução da mortalidade infantil no país por meio da Igreja Católica.

Formada em medicina e com especializações em educação física e pediatria, o trabalho de Zilda com crianças começa no Hospital Cezar Pernetta, na capital paranaense, entre 1955 e 1964. Depois de trabalhar em outras instituições, ela reforça seus laços com os jovens e com a Igreja - também graças ao irmão cardeal, ícone da luta contra o Regime Militar (1964-1985) e desde o início um dos maiores advogados das ações da Pastoral.

Até sua morte no terremoto do Haiti na terça-feira (12), Zilda coordenava cerca de 155 mil voluntários, presentes em mais de 32 mil comunidades em bolsões de pobreza em mais de 3.500 cidades brasileiras.

O trabalho de Zilda Arns serviu de modelo para vários países, como Angola, Moçambique, Guiné-Bissau; Timor Leste, Filipinas, Paraguai, Peru, Bolívia, Venezuela, Argentina, Chile, Colômbia, Uruguai, Equador e México. Em algumas dessas nações a própria médica ministrou cursos sobre como estruturar as ações. Leia +.

fonte: UOL

Mulher de ministro irlandês é famosa por seu extremismo religioso e puritanismo

O chefe do governo regional da Irlanda do Norte, Peter Robinson, passará seis semanas afastado do cargo, enquanto a polícia investiga o escândalo provocado por uma relação extraconjugal de sua mulher.

Pouco antes do inesperado anúncio, membros do partido de Robinson, o protestante DUP, haviam dado um voto de confiança ao primeiro-ministro norte-irlandês, pressionado a renunciar na semana passada depois que sua mulher, que é deputada, foi acusada de malversação de fundos públicos em benefício de seu amante adolescente

Esta é uma dessas raras vezes em que a realidade supera a ficção. A verdadeira Mrs. Robinson, protagonista do célebre filme "A Primeira Noite de um Homem", vive em Belfast, Irlanda do Norte. Na ficção, Anne Bancroft representa uma entediada e madura dona-de-casa americana que acaba caindo na tentação da carne fresca. A personagem real é muito mais que isso: Iris Robinson é uma cristã protestante pentecostal muito devota e membro do Tabernáculo Metropolitano de Belfast; é também a esposa do principal ministro da Irlanda do Norte, Peter Robinson; ela mesma é deputada no Parlamento britânico e na Assembleia do Ulster, e famosa por sua personalidade forte e sua tendência a apelar para a Bíblia para justificar seu extremismo religioso e seu puritanismo nos costumes.

Ele é um pouco mais parecido com o tímido estudante representado por Dustin Hoffman: Kirk McCambley tinha 19 anos na época de seu tórrido romance com uma mulher quase 40 anos mais velha. É filho de um açougueiro de um bairro protestante do leste de Belfast que acabou travando uma forte amizade com Iris, uma de suas clientes, a ponto de que, estando o açougueiro no leito de morte, ela se comprometeu a cuidar do rapaz. Seu desvelo maternal acabou por transformá-lo em amante.

O ambiente burguês de subúrbio americano do filme que Mike Nichols dirigiu em 1967 é, nesta versão da vida real, muito mais criativo. Há muito mais que sexo entre aqueles que poderiam ser avó e neto. Há política, dinheiro, religião, tráfico de influências e um pano de fundo digno de que alguém volte a levar essa história às telas: o ambiente endogâmico, pacato, beato e sectário das muitas vezes tenebrosa mas, ao que parece, também luxuriante Irlanda do Norte, uma terra famosa sobretudo pelo sectarismo, o ódio, o fanatismo e a morte.

Kirk McCambley talvez não seja um bom ator - ou talvez sim, quem sabe? -, mas não lhe falta presença para dar o salto para a tela. Uma publicação gay britânica, "Attitude", tentou sem sucesso contatar o garboso amante da senhora Robinson para colocá-lo na capa da revista. Há algo mais que oportunismo ou provocação por trás dessa tentativa: é uma maneira de se vingar de uma mulher que desde junho de 2008 está na lista de contas pendentes da comunidade gay anglo-irlandesa.

Porque a ardente Iris Robinson é a mesma que naquele verão, um dia depois de seu marido ser nomeado ministro principal da Irlanda do Norte e na mesma semana em que um homossexual foi brutalmente espancado em Belfast em um ataque homofóbico, decidiu ignorar as leis britânicas que protegem a não-discriminação por motivos sexuais e preferiu refugiar-se na Bíblia para condenar o homossexual. "A homossexualidade é abominação", vociferou a evangélica, apelando aos versículos do Levítico que proclamam: "O homem que se deita com outro homem, como se fosse com uma mulher, comete uma abominação. Os dois serão réus de morte, e o sangue deles cairá sobre eles mesmos". "Não é Iris Robinson quem determina que a homossexualidade é uma abominação, foi o Todo-Poderoso", afirmou Peter Robinson.

Mas naqueles dias Iris já estava metida em seu tórrido romance com o jovem Kirk. E a esposa madura esqueceu então que o Deuteronômio adverte: "Se um homem for apanhado em flagrante a ter relações sexuais com uma mulher casada, ambos serão mortos, tanto o homem como a mulher". Todo político, como qualquer cidadão, tem direito a uma vida privada, a fazer o que bem entenda. Mas um político que apela para a religião para tentar impor um modelo de comportamento ao conjunto dos cidadãos tem de ser consequente com esse credo. E pregar com o exemplo. Leia +.

fonte: El País [via UOL]
tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves


adulterar c/ o filho de um açougueiro é duplo pecado da carne...

Despetalando a última flor do lácio (114)

fonte: Copia, Meu Filho [via Veio tarado]

Um mergulho na humanidade do texto



As visões de mundo do camponês hebreu e mesmo do judeu do início da era comum eram diferentes das cosmovisões cristãs modernas. Talvez, o que de maior temos a aprender com hebreus e judeus é que a profundidade do texto é a sua humanidade.

Ao mergulhar nessa humanidade temos, então, a possibilidade de encontrar sua transcendentalidade. E isso pode ser alcançado de duas maneiras: a acadêmica, que nos interessa aqui, e aquela da própria vida, quando chegamos lá através da maceração de nossa pessoalidade, da crise, da dor e do risco.

Quando o intelectual judeu Samuel Cahen fez a primeira tradução das Escrituras judaicas para o francês, entre 1831 e 1851, em dezoito volumes – A Bíblia, novas traduções – procurou ir além das traduções anteriores, cristãs. Sua tradução, em edição bilíngue, trouxe para o leitor não-judeu a estrutura hebraica, as construções literárias e os hebraísmos.

Gozo em rosa

As escrituras judaicas contêm uma jóia da literatura oriental: o Cântico dos cânticos. O superlativo não existia no hebraico, daí a idéia do mais bonito dos cânticos. O poema conta uma história de amor entre uma moça negra, a Sulamita, e um pastor.

Para os cristãos, não estamos diante do erotismo oriental, mas de uma alegoria sobre o amor transcendente de Deus. Agora, porém, neste artigo, nos interessa o caminho que o poema faz na materialidade do erótico humano. Por isso, vamos trabalhar apenas um verso do Cântico dos cânticos, procurando manter viva a expressão e seu conteúdo aparentemente não-religioso.

“Entra na casa do vinho, o seu estandarte é desejo”. (Cântico dos cânticos 2.4). (2)

Até o final do século XIX, a moral estabelecia que arte e literatura eram ofensivas aos costumes quando recorressem à sexualidade ou a linguagem incluísse termos licenciosos. Em tais casos, arte e literatura eram consideradas eróticas ou pornográficas, já que não se discerniam os termos. Hoje, entendemos erótico como relativo ao desejo sexual ou que aborda o amor sexual, e pornográfico como aquilo que descreve ou evoca luxúria.

Como muito desses sentimentos dos oitocentos ainda têm raízes profundas na cultura, o verso acima é canto que choca a mentalidade ocidental, pois a Sulamita, a jovem do Cântico dos cânticos, diz que seu amante a penetra quando ela está menstruada. É o tempo do durante, da casa do vinho, do gozo em rosa. E, assim, a regra da menstruação enquanto tempo de impureza, presente no livro de Levítico (15.19), é derrubada pela relação do casal. Não há nenhuma crítica ao ato, que ela apresenta como uma opção que nasce do desejo.

E falar de desejo nos remete a um pequeno trecho de outro texto clássico da literatura oriental, as Mil e uma noites – Alf Lailah Oua Lailah – uma coletânea de textos árabes, persas, hindus, siríacos e judaicos. Os contos mais antigos remontam ao século XII no Egito. Mas agora nos interessa a relação do filho do mercador Ghânim e a favorita do sultão, Qût al-Qulûb.

“Quando o gracioso filho do mercador Ghânim e a bela favorita do sultão foram para o leito, ele queria, mas ela não. Sobre a cintura da amante se podia ler: difícil. A resistência da mulher aumentava o desejo do homem. Os meses passaram e as coisas se inverteram. Quando mais tarde ela lhe dava beijos de incentivo, ele recuava e cada um ia dormir na sua esteira.”

O filho do mercador e a favorita do sultão enfrentam a intermitência do desejo, mas no verso 2.4 do Cântico dos cânticos a Sulamita e seu amante estão em modulação unissonante: é pra ser, prazer, parônimo.

Entendemos melhor a presença do erótico nos textos orientais antigos quando lemos Michel Foucault na História da Sexualidade, A Vontade de Saber. Para ele, no Ocidente, existem dois procedimentos diante do bem e do mal do sexo. Um procedimento desconfiado diante das culturas romana antiga, chinesa, hindu, japonesa e árabe, que desenvolveram uma ars erotica. Tal arte tira sua verdade do próprio prazer, entendido como experiência onde não há lugar para proibições, mas também do prazer que pode ser medido pela tesura do corpo e do espírito. Essa arte erótica é experiência e seu conhecimento não tem como ser transmitido pelo discurso. Sua força está no símbolo.

A cultura ocidental não construiu uma ars erotica, por isso o outro procedimento nasceu de uma scientia sexualis, que gera regras para definir o bem e o mal do sexo. Assim, a sexualidade ocidental é, predominantemente, resultante de um discurso constituído em scientia sexualis, que a religião sacralizou para produzir a verdade sobre o sexo.

O erotismo está presente nos textos antigos, no Cântico dos cânticos e nas Mil e umas noites, porque é dimensão da sexualidade lida através da ars erotica. Mas é olhado com desconfiança pela moral que repousa sobre a scientia sexualis. Eros é expressão humana e assim deveria ser visto pelos exegetas que se debruçam sobre textos orientais da ars erotica.

Ou seja: o verso 2.4, analisado na profundidade do humano, nos fala de desejo, atributo da espécie, que nasce da capacidade de pensar o prazer. A jovem do Cântico dos cânticos não nos diz que durante a menstruação tem mais vontade de transar, mas também não nos diz o contrário. Se é regra, se não é regra, não sabemos. Somos informados, porém, que o desejo é um estandarte. E assim o amante entra na casa do vinho.

Jorge Pinheiro, no Via Política.

recomendo a leitura da versão integral do texto.

O homem e seus vícios

diasemnada O homem e seus vícios

Um vício não anula o outro.

fonte: aviazone [via Gordo nerd]

12.1.10

Momento ohhh (79)



Em vídeo postado em 2007, uma garotinha de 2 anos empunha a Bíblia e canta Amazing grace. Mais de 2 milhões de cliques no YouTube.
via Rascunhando uma nova página

Os gays podem se esquecer dos direitos humanos

Em Uganda, nova frente luta pelos direitos dos homossexuais

Em março de 2009, três cristãos evangélicos norte-americanos, cujos ensinamentos sobre a "cura" do homossexualismo foram amplamente desacreditados nos Estados Unidos, chegaram a Kampala, a capital de Uganda, para uma série de palestras.

O tema do evento, de acordo com Stephen Langa, seu organizador ucraniano, era "a agenda gay - aquela agenda obscura e sinistra" -, e a ameaça que os homossexuais representa para os valores dispostos na Bíblia e a família tradicional africana. Por três dias, de acordo com participantes e gravações, milhares de ugandenses, entre os quais policias, professores e políticos de projeção nacional, ouviram atentamente as palestras dos norte-americanos, apresentados como "especialistas" em homossexualidade.

Os visitantes discutiram sobre como fazer com que homossexuais se tornassem heterossexuais, sobre a sodomização de garotos adolescentes por homossexuais, e sobre como "o movimento gay é uma instituição malévola", cujo objetivo é "destruir uma sociedade cuja base é o casamento e substitui-la por uma cultura de promiscuidade sexual".

Agora, os três pregadores se viram colocados na defensiva, e alegam que não tinham a intenção de ajudar a promover a espécie de ira que pode conduzir ao que aconteceu em seguida: um projeto que prevê a imposição de pena de morte para casos de homossexualidade.

Um mês depois da conferência, um político ugandense até então desconhecido que se gaba de ter amigos evangélicos no governo dos Estados Unidos apresentou um projeto de lei de combate ao homossexualismo que ameaça os gays de morte por enforcamento e, como resultado, colocou Uganda em rota de colisão com as nações ocidentais.

Os países doadores de assistência, entre os quais os Estados Unidos, estão exigindo que o governo ugandense abandone a proposta, alegando que ela viola os direitos humanos, ainda que o ministro da Ética e Integridade de Uganda (que já havia ameaçado proibir minissaias) tenha declarado recentemente que "os homossexuais podem se esquecer dos direitos humanos". Leia +.

Jeffrey Gentleman, no The New York Times [via Humor ateu]
tradução: Paulo Migliacci

Ninguém enxerga o próprio rabo

Fonte: circulando pela net

Isto aqui ô ô, é um pouquinho de Brasil, iá iá (18)


Aliados de Arruda assumem comando da CPI da Corrupção

A comissão que analisará os crimes cometidos pelo governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, será comandada por aliados do investigado. O deputado distrital Alírio Neto (PPS), ex-secretário de Justiça do atual governo, foi eleito para presidir os trabalhos da CPI da Corrupção, que investigará o esquema de corrupção no governo local apelidado de mensalão do DEM. Outros dois aliados de Arruda ocuparão a relatoria e a vice-presidência da comissão. Segundo reportagem da Folha, o objetivo dos aliados do governador é usar a CPI para protelar a análise dos três processos de impeachment em tramitação na Casa contra ele. Os governistas pretendem adiar a votação dos processos de afastamento até que a comissão tenha avançado nas investigações.

fonte: O Filtro
dica da Judith Almeida

Homens são de Marte (144)

O fim dos milagres.
milagres


Tá explicado, Papai do Céu.
fonte: Capinaremos

Eu estou farto

Acabei de ler uma asquerosa crítica à Senadora Marina Silva. Faltam dados, falta seriedade, falta responsabilidade!

A crítica foi publicada num site que se propõe ser arauto de mídia séria! Mas, de fato, é porta-voz do que era chamado, no tempo em que as ideologias estavam na pauta, de extrema direita.

Parece que ainda há quem tenha saudade do tempo em que se torturava a quem quisesse, quando quisesse.

Gente para quem a palavra democracia não significa nada.

Recentemente, um artigo publicado nessa mídia me citou, acusando-me de esquerdista, pró-aborto e de pró-gayzismo. E já fui questionado quanto a isto.

Não sou pró-aborto, mas, também, não sou a favor desse estado de coisas, onde a mulher é usada e abusada, onde a orientação sexual não chega aos pobres, onde o Estado se omite e faz vistas grossas ao estado de violência a qual o jovem e, principalmente, a moça está submetida, pela alienação das drogas e dos bailes funks, que sustentam o machismo que faz da mulher o mais abjeto objeto. E não sou contra a mulher vítima de estupro, e cuja gravidez lhe seja fatal, ser assistida na interrupção de sua gravidez.

Não sou pró-gayzismo, seja lá o que isso signifique, mas sou a favor dos direitos civis. Sou contra a tentativa do movimento gay de reescrever a Bíblia, mas, também, sou contra privar os homossexuais do usufruto do património de construção conjunta. Sou contra o impedimento de ajudar a um homossexual que o queira deixar de ser, como sou contra a hostilização de um ser humano porque ele ter se declarado homossexual.

A palavra esquerdista não faz mais sentido, nos dias correntes. Eu sou progressista! Sou a favor da reforma agrária, do acesso universal à educação, à moradia, à saúde, ao transporte urbano, à alimentação adequada. Sou a favor da distribuição de renda, da erradicação da pobreza, da sustentação do meioambiente e da democracia.

Sabe de uma coisa? Eu não sei quanto a você, mas eu estou farto dessa gente que se acha dona da verdade, e que, em nome do que acham ser a verdade, vivem a matar pessoas.

Farto dessa gente que se apossou de Deus, como se Deus fosse um objeto que se possa ter e manipular.

Essa gente que não considera como semelhante quem não concorda com eles!

Recentemente, também, uma série de e-mails anônimos foram disparados me caluniando, tentando me vender como um pecador dissimulado, para dizer o mínimo.

Estou farto desses covardes, sem caráter que, por detrás do anonimato, vivem a tentar destruir a vida dos outros.

Estou farto dos que dão ouvidos a eles, fazendo valer a calúnia e a difamação.

Estou farto dessa gente que anima suas rodas de amigos falando mal dos outros, zombando da desgraça alheia.

Farto dessa gente que vê fantasma em todo o lugar, que está sempre procurando alguém para atacar e para destruir.

Estou farto dessa gente que não sabe o que é debate intelectual, que toma tudo como pessoal, porque se vê como a medida para a verdade.

Farto dessa gente que em vez de pregar o Evangelho, fica checando se os outros o estão.

Checando se o outro crê “certo”.

Estou tão farto disto, tanto quanto, dos que estão invocando Deus para obter dinheiro para os seus negócios, travestidos de ministérios,de igreja ou de denominação.

Dos que lutam pelo poder denominacional, transformando o Odre em algo mais importante do que o Vinho.

Também, me fartei dessa gente que quer destruir tudo, confundindo a igreja local com a deturpação da denominação, confundindo o povo com os seus maus líderes e que se tornam líderes tão maus quanto os que condenaram, e que saem pelo mundo atacando os pastores e as estruturas com a mesma fúria dos que as estão usando para benefício próprio.

Estou farto desses apóstolos que venderam que tinham de ser apóstolos para derrubar as potestades nas cidades, as mesmas que foram destronadas na Cruz de Cristo!

Estou farto dos que não usam o título de apóstolos, mas agem do mesmo jeito!

Estou farto dos liberais, que rasgam a Bíblia e saem a zombar de quem crê.

Estou farto desses ecuménicos que dizem celebrar a fé, de modo indistinto, mas não conseguem estender a mão para o irmão pentecostal.

Mas jamais me fartarei da Igreja:

A Igreja é a comunidade da fé! É a nossa casa!

A Igreja é lugar de perdão e de reconciliação.

O que é oferecido a todos nós, inclusive para os que agem como se não o precisassem, é a oportunidade de se arrepender.

A fé cristã não prega a impecabilidade, prega o arrependimento!

A fé cristã prega que o amor é demonstrado no perdão e no serviço!

A gente deve continuar a lutar pela Igreja! Leia +.

Ariovaldo Ramos
dica do Henderson Moret

Bingo ateu

Ao revelar a alguém que você não acredita em deus, carregue sempre a cartela do bingo ateu. Ao completar, grite “Bingo!”.

fonte: Sedentário
dica do Jarbas Aragão

Aqui Agora Gospel (51)

Investigação liga vice de Arruda a rombo de R$ 27 mi

Em meio ao escândalo do "mensalão do DEM", o grupo empresarial do vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), é acusado de provocar um rombo de R$ 27 milhões aos cofres da Caixa Econômica Federal. O Ministério Público Federal entrou, há três semanas, com cinco denúncias na Justiça Federal contra as construtoras do vice-governador. O procurador da República Carlos Henrique Martins Lima cobra, entre outras coisas, a devolução do dinheiro à Caixa.

Paulo Octávio é a aposta do DEM para suceder o governador José Roberto Arruda, que deixou o partido após as denúncias de corrupção no governo.

O Estado teve acesso à íntegra dessas novas ações judiciais que complicam ainda mais a vida do vice-governador, citado no inquérito sobre as fraudes no governo. No centro das investigações está o Brasília Shopping, um dos mais luxuosos da cidade, situado em área nobre da capital federal.

O Ministério Público aponta uma série de irregularidades na construção feita em parceria entre o Grupo Paulo Octávio e o Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa. Essa sociedade dura até hoje na administração do shopping. O fundo tem 105 mil associados e um patrimônio de R$ 32 bilhões. O procurador lembra que o rombo prejudica "interesses das dezenas de milhares de pessoas" que participam do Funcef. Dos R$ 27 milhões de prejuízo, R$ 14 milhões referem-se a apenas uma das cinco denúncias.

Há vários indícios, segundo a investigação, de que ex-diretores do Funcef autorizaram repasses às empresas do vice governador "como estratagema para subtrair indevidamente recursos". "É uma afronta à legalidade e à moralidade pública", afirma o Ministério Público. As apurações mostram que o Grupo Paulo Octávio e ex-diretores do fundo teriam atuado em conjunto para transferir recursos, supostamente ilícitos, do fundo para a obra do shopping, inaugurado em 1997. Pelo contrato, cada parte teria 50% de participação no negócio. No entanto, em 19 de novembro de 2009, após quatro anos de cobrança do Ministério Público, o Grupo Paulo Octávio admitiu que o Funcef repassou mais dinheiro do que deveria. "Tais pagamentos se configuram indevidos", diz a ação civil, que contou com a ajuda de auditores da própria Caixa.

A investigação aponta o sumiço de relatórios mensais da obra e aditivos contratuais, além de uma falha importante: a conta bancária da construção do shopping foi gerenciada apenas pelas empresas do vice-governador, e não em conjunto com o fundo da Caixa, como exigia o contrato. Cerca de R$ 8,2 milhões, relata o Ministério Público, saíram dos cofres do Funcef para obras realizadas antes da parceria com Paulo Octávio. Não haveria "amparo legal" para tanto. O gestor do Funcef não cumpriu com as "boas práticas de gestão", diz o Ministério Público, "devendo a ele e à Paulo Octávio Investimentos Imobiliários ser imputada a responsabilidade pelos prejuízos". Pagamentos indevidos também teriam sido feitos por meio do condomínio, do stand de vendas e do marketing.

fonte: Estadão

será que o irmão paulo octávio deu o dízimo dessa grana p/ a sara nossa terra? ele tem sido grandemente usado p/ literalmente dizimar a já enxovalhada imagem do rebanho...

O cheiro do ralo (4)

charge do Dorinho no Propaganda & Marketing.

11.1.10

Rede social expulsa 5.000 participantes que engordaram no final de ano

O site de rede social BeautifulPeople.com ("Pessoas Bonitas", em tradução livre) expulsou 5.000 usuários porque outros membros assinalaram que eles ficaram "muito gordos" durante as festas de Natal e Ano Novo, divulgou o site TechCrunch.
A rede social, que se orgulha de não deixar pessoas "feias" entrarem no site, alega que estes usuários publicaram fotos deles durante as celebrações que revelavam seu descuido.

A empresa responsável pelo site ainda afirma que "membros vigilantes [...] exigiram ação".

A maioria dos usuários banidos desta forma são dos Estados Unidos (1.520), Reino Unido (832) e Canadá (533).

O TechCrunch considera que o BeautifulPeople busca chamar atenção com a medida polêmica.

fonte: Folha Online

se estivesse no site teria dançado... rs

A vingança do cliente

Toca o telefone da casa...

- Alô.

- Alô, poderia falar com o responsável pela linha?

- Pois não, pode ser comigo mesmo.

- Quem fala, por favor?

- Edson.

- Sr. Edson, aqui é da Brasil Telecom, estamos ligando para oferecer a promoção Brasil Telecom linha adicional, onde o Sr. tem direito....

- Desculpe interromper, mas quem está falando?

- Aqui é Rosicleide Judite, da Telecom, e estamos ligando....

- Rosicleide, me desculpe, mas para nossa segurança, gostaria de conferir alguns dados antes de continuar a conversa, pode ser?

- Bem, pode.

- De que telefone você fala? Meu bina não identificou.

- 10331.

- Você trabalha em que área, na Telecom?

- Telemarketing Pro Ativo..

- Você tem número de matrí­cula na Telecom?

- Senhor, desculpe, mas não creio que essa informação seja necessária.

- Então terei que desligar, pois não posso ter segurança que falo com uma funcionária da Telecom. São normas de nossa casa.

- Mas posso garantir...

- Além do mais, sempre sou obrigado a fornecer meus dados a uma legião de atendentes sempre que tento falar com a Telecom.

- Ok.... Minha matrícula é 34591212.

- Só um momento enquanto verifico.

(Dois minutos depois)

- Só mais um momento.

(Cinco minutos depois)

--------------------------------------------------------------------------------

- Senhor?

- Só mais um momento, por favor, nossos sistemas estão lentos hoje.

- Mas senhor...

- Pronto, Rosicleide, obrigado por ter aguardado. Qual o assunto?

- Aqui é da Brasil Telecom, estamos ligando para oferecer a promoção, onde o Sr. tem direito a uma linha adicional. O senhor está
interessado, Sr. Edson?

- Rosicleide, vou ter que transferir você para a minha esposa, porque é ela que decide sobre alteração e aquisição de planos de telefones.

- Por favor, não desligue, pois essa ligação é muito importante para mim.

(coloco o telefone em frente ao aparelho de som, deixo a música Festa no Apê do Latino tocando no Repeat (quem disse que um dia essa droga não iria servir para alguma coisa?), depois de tocar a porcaria toda da música, minha mulher atende:

- Obrigado por ter aguardado.... pode me dizer seu telefone pois meu bina não identificou..

- 10331.

- Com quem estou falando, por favor.

- Rosicleide

- Rosicleide de que?

- Rosicleide Judite (já demonstrando certa irritação na voz).

- Qual sua identificação na empresa?

- 34591212 (mais irritada agora!).

- Obrigada pelas suas informações, em que posso ajudá-la?

- Aqui é da Telecom, estamos ligando para oferecer a promoção, onde a Sra tem direito a uma linha adicional. A senhora está interessada?

- Vou abrir um chamado e em alguns dias entraremos em contato para dar um parecer, pode anotar o protocolo por favor.......alô, alô!

TUTUTUTUTU...

Desligou.... nossa que moça impaciente!

Qualidade a toda prova

Google é eleita palavra da década

O nome do site de buscas mais conhecido do mundo, o Google, foi eleito a palavra da década em pesquisa realiza pela empresa American Dialect Society. O termo virou um sinônimo para pesquisas na internet: “Dê um Google nisso”.

De acordo com o portal Info Online, a palavra superou "nine eleven", referente ao ataque terrorista de 11 de setembro, blog, green e Wi-Fi. Em 2009, tweet foi o termo do ano e "fail" foi eleita a palavra mais útil.

Os responsáveis pela eleição afirmaram que as palavras são estudadas e selecionadas por editores, etimologistas, gramáticos, historiadores, linguistas e lexicógrafos. Depois dessa etapa, elas são votadas entre eles em dois turnos.

Poder

Dados publicados em dezembro do ano passado davam conta do poderio do Google especialmente no mercado de buscas. Um estudo realizado pela empresa de estatística comScore apontou que 65,6% dos internautas norte-americanos preferiram o serviço de buscas do Google em novembro.

O estudo lista na sequência o Yahoo!, com 17,5% de participação no mercado, seguido pelo Bing, da Microsoft, que representa 10,3% dos usuários de internet.

fonte: Adnews

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