7.2.10

O Jesus que eu nunca conheci

infelizmente nao foi o pai! mas pelo menos a geraçao nao foi pra frente! quem disse que nao existe justiça divina?
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o pai bem que poderia ter morrido tambem , seria um favor a populacao, deputado bom e deputado morto.(infelizmente)
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O pior é que o velório será pago com dinheiro público
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O demônio vindo cobrar sua parte no acordo!
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O pai também tem a mão ultraleve....
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é isso mm, estamos nos refestelando pela morte de duas pessoas, qual o problema? parentes, amigos e agregados de políticos tem mais é q morrer mesmo. qual o problema?
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não é atoa que que o povo honesto só se ferra, morre dois lixos desses ai e tem gente que defende esses pilantras! se morrer dois todos os dias o Brasil vai melhorar muito!

comentários de internautas no Portal Terra s/ a morte do
filho e do genro do deputado Arolde Oliveira.

há comunidades no Orkut contra a MK, muitos questionam a atuação (e o caráter) de Arolde de Oliveira e em ano de eleições recrudesce a guerra entre partidos. nem elevando à enésima potência a junção desses fatores dá p/ compreender a crueldade e a falta de noção dos comentários acima.

será que o rebanho tem enfatizado o Deus vingativo veterotestamentário em detrimento do Jesus amoroso dos evangelhos? será que o discurso do Saramago ("o Deus da Bíblia é rancoroso, vingativo e má pessoa") tem sido + eloquente que a imagem divina embaçada que temos refletido? perguntas...

Jesus exaltou a fé de um centurião e ainda curou seu servo paralítico; traidor da causa judaica, Zaqueu cobrava impostos de seu próprio povo e recebia uma espécie de "mensalão" do que conseguia arrecadar. o baixinho recepcionou o Mestre num jantar e a rota de sua vida passou por uma literal conversão. ah, esse Jesus...

quais seriam nossas atitudes + plausíveis ao coração ser golpeado por palavras tão duras? bloquear a área de comentários dos sites? xingar quem escreveu as sandices no Terra? nananina. podem guardar as espadas terreais porque contamos c/ "armas" que, a despeito da "ferrugem" pela falta de uso, continuam bem eficazes.

Brennan Manning recorre à história de Dom Quixote e de Dulcineia p/ nos lembrar do anseio furioso de Deus em nos amar:

tapas e abusos eu posso levar e devolver
mas a ternura eu não posso suportar

que a crueza e a fealdade dessas agressões nos estimulem a examinar tudo de ruim que existe em nós ("se tu olhares, Senhor..."). nas palavras do escritor maltrapilho: "Os homens e mulheres verdadeiramente cheios de luz são aqueles que olharam profundamente na escuridão de sua própria existência imperfeita". brilha, Jesus que eu conheci.

Deus está morto (?)


A morte de Deus: uma crítica Nietzschiana ao modelo ético-moral da civilização ocidental

Dissertação de Mestrado em Ciências da Religião defendida por Renato de Assis Gonçalves na Universidade Presbiteriana Mackenzie

O presente trabalho refletirá sobre o conceito de morte de Deus lançado pelo filósofo Friedrich Wilhem Nietzsche no século XIX, buscando resgatar a idéia original da aplicação deste conceito. Caminhar-se-á através das sendas filosóficas criadas por Nietzsche, buscando-se compreender, inclusive, que suas experiências familiares e seu envolvimento pessoal com a fé cristã que deu-se desde sua infância até, sua chegada à escola de Pförta onde por influência de renomados professores, inicia seu apreço pela filosofia oriental rompendo com a fé cristã, contribuíram para sua concepção de religião, e, conseqüentemente, para seu ataque à religião e moral cristãs. Não obstante, observaremos que em sua filosofia, suas missivas dirigem-se não à metafísica cristã; o filósofo não busca provar que Deus não existe. Deste modo, sua filosofia não pode ser considerada como uma apologia ao ateísmo, Nietzsche não atacou a Deus, antes, ao discurso sobre Deus.

Clique aqui para o texto completo [ 207 p. / pdf]
Imagem: Internet

+ Nietzsche está morto (?)

Louvor, honra e glória a ti

Moisés tinha algumas razões p/ acreditar que Deus era mulher. =)
fonte: Wulffmorgenthaler
dica do Jarbas Aragão
clique p/ ampliar

Os 4 rabinos

"O cuidado com que se deve penetrar no universo psíquico..."

"Uma noite quatro rabinos receberam a visita de um anjo que os acordou e os levou para a Sétima Abóbada do Sétimo Céu. Ali eles contemplaram a sagrada Roda de Ezequiel.

Em algum ponto da descida do Pardes, Paraíso, para a Terra, um rabino, depois de ver tanto esplendor, enlouqueceu e passou a perambular espumando de raiva até o final dos seus dias. O segundo rabino teve uma atitude extremamente cínica. "Ah, eu só sonhei com a Roda de Ezequiel, só isso. Nada aconteceu de verdade." O terceiro rabino falava incessantemente no que havia visto, demostrando sua total obsessão. Ele pregava e não parava de falar do projeto da Roda e no que tudo aquilo significava... e dessa forma ele se perdeu e traiu sua fé. O quarto rabino, que era poeta, pegou um papel e uma flauta, sentou-se junto à janela e começou a compor uma canção atrás da outra elogiando a pompa do anoitecer, sua filha no berço e todas as estrelas do céu. E daí em diante ele passou a viver melhor."

"Numa vesão talmúdica dessa história intitulada 'Os quatro que entram no Paraíso', os quatro rabinos entram no Pardes, Paraíso, para escutar os mistérios celestes e três deles enlouquecem de uma forma ou de outra quando põem os olhos na Shekhinah - a antiga divindade feminina."

"A história recomenda que a melhor atitude para vivenciar o inconsciente profundo é a do fascínio sem exagero ou retraído, sem excessos de admiração ou de cinismo; com coragem, sim, mas sem imprudência. (...) significa viver aquilo que percebermos, seja o que for encontrado nos campos elísios da psique, nas ilhas dos mortos, nos desertos de ossos de La Loba, na vertente da montanha (...) onde quer que La Loba sopre sobre nós, nos transformando. Nossa função é a de mostrar que recebemos esse sopro - demostrá-lo, divulgá-lo, cantá-lo, vivenciar no mundo aqui em cima o que recebemos através de percepções repentinas da história, do corpo, dos sonhos e das viagens de todos os tipos."

Clarissa Pinkola Estés, no excelente Lobas que correm.

Mas que belezura de morte



Celeiro de grandes escritores, o Rio Grande do Sul
tb deve
abastecer a dramaturgia nacional,
internacional e, quiçá, interplanetária. =)

Mais de 120 mil cliques no
YouTube.
via Mukamatrix

Faça o que eu digo...

“Uma mulher de 23 anos, fazendo um trabalho acadêmico na Universidade de Paris, escreveu o seguinte: Para mim, um cristão é ou um homem que vive em Cristo ou um impostor. Vocês, cristãos, não percebem que é com relação a isto - ao testemunho quase superficial que vocês dão de Deus - que nós os julgamos. Vocês deveriam irradiar Cristo. Sua fé deveria fluir para nós como um rio de vida. Deveriam nos contaminar com seu amor por ele. É assim, então, que Deus, que era impossível, se tornaria possível para o ateu e para aqueles de nós cuja fé oscila. Não podemos evitar o choque, o transtorno e a confusão que sentimos ao ver um cristão que seja, de fato, como Cristo. E não o perdoamos quando ele não o é.” – Brennan Manning, em ‘Convite à loucura’.

Fonte: Amando o próximo

Um gordo pode ser presidente? E uma gorda?

A ditadura da magreza influencia nossas escolhas políticas, revela pesquisa americana. Por que as mulheres levam a pior

O preconceito velado (ou explícito) contra os obesos pode ser observado em vários campos da vida social. Para muita gente, gordo é o sujeito preguiçoso e com baixa autoestima que, obrigatoriamente, produzirá menos que os magros no trabalho e na escola. É também o indivíduo desleixado, que não cuida da saúde e só dá prejuízo aos empregadores e ao Estado.

O pré-julgamento que os gordos sofrem no trabalho, na vida escolar e nos serviços de saúde vem sendo estudado há vários anos. Mas há um outro aspecto que só agora tem merecido atenção dos pesquisadores: até que ponto a forma física dos candidatos a um cargo público influencia nossas escolhas políticas? A obesidade pode ser um fator tão importante a ponto de definir nosso voto?

A resposta é sim, segundo a professora Beth J. Miller, do departamento de ciência política da Universidade do Missouri, em Kansas City. Nos dias de hoje, a quantidade de gordura corporal observada em um candidato parece ter adquirido sobre a opinião pública um efeito muito mais impactante do que se imaginava.

Beth chegou a essa conclusão depois de fazer um interessante estudo com 120 estudantes de psicologia e ciência política com idade média de 24 anos. O trabalho foi publicado há duas semanas na revista científica Obesity.

Os alunos foram convidados a dar notas a quatro candidatos depois de ver as fotos deles e ler uma descrição sobre suas crenças políticas. Eram candidatos hipotéticos e não políticos conhecidos. Os voluntários não tinham, portanto, qualquer informação prévia que pudesse influenciar o julgamento que fariam.

Aqui você encontra uma amostra da experiência. Se tivesse que considerar apenas a aparência dos dois candidatos abaixo, em qual deles você votaria? No magrinho da esquerda ou no rechonchudo da direita? Leia +.

Cristiane Segatto, no site da Época.

Ô loco, meu

fonte: Malvados
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6.2.10

O homem comum

COMO DIZIA o filósofo alemão Franz Rosenzweig (1886 -1929): "Hoje só me interessa o que as pessoas comuns me perguntam". Como ele, não me interessa mais me esconder atrás de alguma teoria pra negar minha insegurança. Segundo o crítico literário canadense Northop Frye (século 20), muitos acadêmicos são pessoas inseguras que se escondem atrás de teorias porque não são capazes de falar em primeira pessoa. Sendo medrosos e pouco criativos, morremos de medo da opinião dos pares. Ao final, o que importa é o corporativismo e o aniquilamento dos desafetos.

Sei que o leitor irritado pensa que sou um elitista. Reconheço minha culpa, minha máxima culpa: tenho dado razão pra que você pense assim. Mas, como diz um personagem interpretado pelo ator Harrison Ford no filme "Divisão de Homicídios", quando é chamado por um subalterno de "sir": "Don't call me sir, I work for living" (não me chame de "sir", eu trabalho pra sobreviver).
Esse é o meu caso, sou um nordestino, entre tantos, que veio pra São Paulo e aqui me virei como pude, fazendo contas todo mês e lidando com medos e crises repetidas de baixa autoestima ao longo do caminho. Como todo mortal, faço o que posso diante da opacidade do mundo e da mentira geral que permeia a ordem das coisas.

Mas não sou um pessimista. Existe a beleza e a generosidade no mundo, elas se misturam a tudo mais, como o ouro se mistura ao lixo, à lama e à violência do garimpo. O próprio fato de que hoje estou aqui falando com você é a prova cabal de que não posso negar a felicidade e o sucesso que existem como possibilidade na vida dos homens comuns.

O que a leitora indignada não entende é que não compactuo com a repressão que hoje tende a destruir o pensamento livre em nome dos ofendidos. Mas não pense que, por isso, eu acredite que esteja "construindo um mundo melhor", porque não compactuo com esta ditadura dos ofendidos. Não acredito num mundo melhor. Como diz meu filho médico de 26 anos: "O sofrimento é uma constante, quando sai de um lugar, aparece em outro". O fato de eu não compactuar com a mentira do bom-mocismo é, em mim, uma condição quase fisiológica, sai como um grito de horror incontrolável. Não é uma virtude, é um vício. É uma dor que pede alívio imediato.

Quer exemplos de máximas que me fazem urrar de dor? "Todos os homens são iguais e legais", "não diga coisas que façam as pessoas desacreditarem em si mesmas", "o mal é uma construção social e não uma constante da natureza humana", "não existem culturas melhores do que outras", "jornalistas de respeito não falam coisas feias em seus artigos", "as mulheres não estão solitárias em suas carreiras profissionais bem-sucedidas", "os homens modernos não sentem que são manipulados pelas mulheres, agora emancipadas, mas que continuem a fazer chantagens emocionais como suas avós faziam pra submetê-los a sua vontade dominadora", "a natureza é uma mãe".

O que falta em mim é o medo que está por trás da unanimidade bem comportada. Não tenho medo que usem contra mim clichês bobos como machista, elitista, fascista, racista. Não sou nada disso, como todo brasileiro, sou uma mistura de europeu, índio e negro. Como todo mundo, tenho alguns preconceitos e quem diz que não os têm são os verdadeiros preconceituosos.

Vou continuar a falar coisas que a ditadura dos ofendidos detesta e eles vão continuar a tentar destruir a liberdade de pensamento, mesmo que se digam defensores da democracia. Se existe alguma democracia defendida pela ditadura dos ofendidos é a democracia da mediocridade, do silêncio e do medo.

Quando falo em pessoas comuns, penso no homem comum do livro "O Homem Comum", de Philip Roth. Penso naquele homem ou naquela mulher que, quando vai ao cemitério e vê um caixão baixando ao solo, inevitavelmente sente um frio na barriga e um desespero na alma. Penso naquela mulher que se vê abandonada depois de anos de dedicação a um homem só porque chegou aos 40 anos e porque não consegue mais sorrir tão fácil. Penso naquele homem que sabe que sua vida está pendurada por uma corda que aperta seu pescoço cada vez que os juros do seu cartão de crédito sobem. Penso naquele idoso que não vê mais seus filhos porque envelheceu pobre.

Penso, enfim, em você, aí sozinho, tomando café da manhã, sonhando com um amor que não existe, com uma família perdida e com um sucesso efêmero como o vento. Imerso na solidão de todos nós.

Luiz Felipe Pondé

Maravilhosa graça (6)



Enquanto Beyoncé se apresenta hoje em Sampa, fui buscar o meu lado favorito da cantora, enquanto ela ainda fazia parte do Destiny's Child. Nesta raridade de 1998, elas cantam a capela um trecho de Amazing grace. A palinha rolou durante uma entrevista à Dutch Radio Station 3FM.

Matrizes

mi

sol

si

Bach

Celine Dion

Tom Jobim

amarelo

azul

vermelho

verde

laranja

violeta

Picasso

pichação

Portinari

a

b

c

...

x

z

Shakespeare

Harold Robbins

Rubem Alves

segundos

minutos

horas

dias

meses

anos

Gandhi

George Bush

It’s up 2 you.


besteirinha minha de janeiro no Blog das 30 pessoas.

passei o mês todo divagando s/ como a mesma matéria-prima é usada p/ resultados tão diferentes. questão de transpiração + inspiração?

Doeu!

Não admitimos o ódio quando amamos. Somente admitimos quando separamos. Por isso que é incompreensível a mudança radical de opinião da ex. De um dia para outro.

Ela não mudou, escondeu. Não foi coroada por uma epifania, muito menos decidiu ouvir suas amigas.

O ódio já existia durante o relacionamento, fazia suas economias, seus investimentos, separava frases, ofensas e diálogos para fundamentar a distância. Ela é que não confessou por medo de ser inconveniente ou para se preservar e não ser taxada de neurótica.

Se não agimos com naturalidade com os nossos pensamentos, como seremos espontâneos?

Ao não estragar o momento, estragamos - num único rasgo - a vida inteira a dois. O que deixamos de contar nos enfraquece e será cobrado igual, com a mesma severidade se fosse usada a franqueza.

Censurar o ódio é anular parte do amor e de sua revanche. Quem nunca diz que odeia reprime a própria cura. Adoece o quarto e contaminas as roupas.

Partilhar a raiva é a maior demonstração de ternura que conheço. É permitir que o par cuide e conheça nossa vulnerabilidade. Só o maniqueísmo não sente vergonha. Só a perfeição não pode se apaixonar.

Eu tenho ganas de destruir minha namorada, raivas de aniquilar, vontade de abrir suas córneas e beber seu passado. Não é sentimento vão e passageiro, desejo que desapareça de minha frente para chamá-la em seguida com todo o desespero. Para perdoá-la, eu me perdôo primeiro. Aceito minhas maldades imaginárias.

Amor pleno é quando o ódio termina também sendo correspondido.

Cínthya Verri criou o blog Matando Carpinejar. Ela me destroça nos desenhos para me preservar a seu lado. Há um mês, carrega um caderninho para retratar violências e apressar o inferno.

Curioso que me assassina e sofre junto, tem um pesar autêntico no meio dos traços. Conversa com a ilustração:

- Coitadinho! Que pena isso estar acontecendo.

Demonstra que seu ciúme não é burro, é bem inteligente.

Não é fácil. Confesso que fico cansado de tanta ressurreição.

Participe dos homicídios passionais.

Fabrício Carpinejar

A Catecúmena

Se o que está prometido é a carne incorruptível,
é isso mesmo que eu quero, disse e acrescentou:
mais o sol numa tarde com tanajuras,
o vestido amarelo com desenhos semelhando urubus,
um par de asas em maio e imprescindível,
multiplicado ao infinito, o momento em que
palavra alguma serviu à perturbação do amor.
Assim quero "venha a nós o vosso reino".
Os doutores da Lei, estranhados de fé tão ávida,
disseram delicadamente:
vamos olhar a possibilidade de uma nova exegese
deste texto. Assim fizeram.
Ela foi admitida; com reservas.

Adélia Prado

via Raiz duma terra seca

Vamos muito mais longe



Versão espertíssima que a galera do Batuque Digital
fez p/ I Gotta Feeling, do Black Eyed Peas.
via blog etc...

Quando o que deve libertar nos aprisiona

"Quem vive no medo precisa um mundo pequeno , um mundo que pode controlar."
Kindzu, personagem de Mia Couto

Existe um fenômeno religioso, chamado pelos antropólogos de “Culto a Carga”, que surgiu em sociedades primitivas quando estas entravam em contato repentino com uma civilização avançada e industrializada.

Nestas sociedades tribais os nativos observavam os grupos industrializados guardando material de encomendas ou cargas (como por exemplo grupos militares recebendo suprimentos por barcos e aviões) e, não compreendendo sua origem, atribuiam-nas a causas sobrenaturais. Daí o “Culto a Carga”.

É curiosíssimo que alguns grupos chegavam a imitar, ritualisticamente, a forma de andar e vestir dos grupos industrializados, na esperança de receber também a “carga” destas entidades sobrenaturais.

Há registros de tribos que abriram clareiras na selva imitando aeroportos e construindo rádios, fones de ouvido e inclusive falsos aviões de madeira que serviriam como isca para chamar supostas entidades sobrenaturais. Outras fabricavam uma espécie de talismã imitando rifles, feitos na realidade de madeira, com o requinte da inscrição “USA”.

Esse fenômeno já foi observado diversas vezes isoladamente. O primeiro caso que se tem registro foi o movimento “Tuka” nas ilhas Fiji em 1885, mas outros casos ocorreram periodicamente nas ilhas da Oceania.

No contato de índios norte americanos e a população americana de origem européia há o registro de um profeta paiute chamado Wovoka, que pregava que os ancestrais voltariam como ferrovias e uma nova terra cobriria os homens brancos. Índios amazonenses esculpiram fitas- cassete em madeira, com as quais fariam contato com espíritos.

Durante a Segunda Guerra, vários casos ocorreram quando nativos tiveram contato com os exércitos dos dois lados, ao encontrarem equipamentos jogados de pára-quedas para equipes no solo. O Culto a John Frum ainda existe até hoje na ilha Tanna, Vanuatu.

Esse tipo de crendice pode soar um tanto risível, mas não é incomum que pessoas e grupos passem em determinado momento a cultivar alguma espécie de pensamento mágico.

Na psicologia e ciência cognitiva, o pensamento mágico é um raciocínio causal não-científico, como por exemplo as superstições. James Frazer e Malinowski disseram que as sociedades com crenças mágicas freqüentemente têm crenças e práticas religiosas em separado, e que, paradoxalmente, a magia assemelha-se eventualmente mais à ciência do que à religião. A magia preocupa-se com relações causais da mesma forma que a ciência, mas não distingue a correlação da causalidade. Por exemplo, alguém pode acreditar que uma camisa dá sorte se ganhou um torneio esportivo quando a vestiu. A pessoa continuará usando a mesma camisa e, embora ganhe algumas e perca outras competições, continuará a creditar suas vitórias à “camisa da sorte”.

Então me pergunto: em que momento a religião, o misticismo e mesmo a ciência começam a aprisionar ao invés de libertar? Em que momento as idéias que elegemos como crenças e convicções criam grades e nos encerram em gaiolas de medo, ao invés de nos fazerem voar?

Tenho para mim que quando a religião aprisiona, não tenho religião. Também não acredito piamente na ‘ciência pura’ , mesmo após 20 anos praticando a Medicina, ciência aplicada. Não acredito em fadas e duendes, não acredito em Darwin ou no moderníssimo Richard Dawnkins como ditadores de verdades absolutas. Freud, Lacan, Kant e Cioran me encantam, mas não me convencem.

Tampouco prego o humanismo secular, o racionalismo ou naturalismo. Não tenho a intenção de fazer apologética de crenças – ou da falta delas – para aliviar tensões mentais.

Acredito em questionamentos honestos e saudáveis. Acredito em proposições que nos tirem do comodismo e das respostas prontas e enlatadas. Respeito com sinceridade a consciência da individualidade de cada pessoa. Simpatizo profundamente com quem me diz: “Não sei, ainda não sei.”

Talvez a intenção desse texto seja somente uma leve provocação, um grãozinho de areia na sola do sapato das nossas ‘profissões de fé’.

É como nos dizia – marotamente – aquele chatíssimo e esperto professor de Fisiologia, lá nos tempos da Faculdade: “O que vocês acham mesmo?”

Helena Beatriz Pacitti, no Timilique!

Diogo Mainardi afirma que a bossa nova brasileira é uma das piores do mundo

Mainardi acredita que a versão de O pato do cantor Rayamoana Iô-Iô, das ilhas Tuvalu, recupera toda a complexidade da música e sofisticação da letra. “João Gilberto estragou tudo", disse o polemista

RIO DE JANEIRO (infelizmente) – Ontem, durante o seu influente programa semanal de televisão, “Isto é um país?”, o jornalista e escritor Diogo Mainardi sustentou que a bossa nova brasileira é medíocre, previsível, dissonante, simplória, cafajeste e pobre de espírito. “Pra vocês terem uma idéia, a bossa nova da Lapônia é melhor do que a nossa, e olha que eles descobriram o gênero no mês passado”, disse o polemista moreno.

A tese vem se juntar a outras opiniões controversas de Mainardi. Há quinze dias, numa troca acalorada de idéias com o crítico Roberto Schwartz, Mainardi declarou que, em qualquer país um pouco mais sério, Machado de Assis não conseguiria emprego sequer de escriturário. “Nem vírgula ele acerta”. Carlos Drummond de Andrade também não escapou da crítica: “Essa história de ‘Tem uma pedra/Tem uma pedra/Tem uma pedra...’ desvia, porra!”

Arquitetos e historiadores aproveitaram o programa de ontem para fazer um protesto em frente à GLOBOSAT, emissora de “Isto é um país?” , em repúdio ao manifesto “As igrejas barrocas mineiras não são nem igrejas, nem barrocas e nem mineiras”, que Mainardi publicou há dias por uma pequena editora de Veneza. Mainardi enfrentou os manifestantes e deixou claro “que brasileiro protestando é pior do que musica clássica búlgara”.

Informações colhidas junto a funcionários da GLOBOSAT que não quiseram se identificar indicam que a direção da emissora ficou algo perplexa com as palavras que Mainardi usou para encerrar o programa: “Eu mesmo sou um péssimo Diogo Mainardi. Existem Diogos Mainardis muito melhores do que eu. É claro que nenhum deles jamais pôs os pés no Brasil.”

fonte: Piauí
dica do Moisés Gomes

atualização: este texto ficcional faz parte do blog pra lá de bem-humorado da revista. confira aqui.

Blogosofando a vida

Benett, na GAZETA DO POVO

5.2.10

O amor é um grande laço (10)

via blog do Tião Vitor

Despetalando a última flor do lácio (116)



Essa é de "migar" de rir... :P
fonte: Monkey News

Tráfico de Drougas Interplanetário

Bom dia, meu irmão, minha irmã, minha amiga...

Hoje falaremos de um assunto polêmico, que é: Drougas. Você, que tem o filho nas drougas, a filha, o marido. Nós sabemos, é uma peleja travada. Mas se a voz do senhor não traz conforto, traz consolo.

As drougas são uma tendência. Ao menos é o que dizem os fatos, pois a Nasa encontrou cocaína no Hangar do ônibus espacial Discovery, o que indica que alguém lá fora está querendo a melhor bright de Jundiaí!

Quando na década de 70 se falava em usar drogas e viajar, aposto que não tinham pensado nisso ainda. E ainda têm coragem de dizer que a história acabou! Mentira! Enquanto houver gente pêga, a história continua.

É bíblico. Jesus passou três dias chapado de Lexotan e voltou cheio de inspiração (alguns afirmam que era Rivotril, mas isso é pouco importante). Os antigos não faziam um ritual sem um bom vinho ou uma cachacinha da boa. E pra quem já esteve de corpo prsente em um de nossos rituais, sabe que Água Ardente não foi apenas uma piada de duplo sentido. Leia +.

fonte: Geração Água Ardente
dica do Edson Bueno de Camargo

Pastor ataca padre Marcelo Rossi



Fonte: Caixapretta

Em geral, pastores e padres sempre têm um conselho a dar. Nesse caso, parece que não adiantou muito. O mais interessante é que aos 0:48 do vídeo ele afirma que o pastor era vira-lata. Vai ver ele não gostou da comparação. :)

Urnas eletrônicas e votos carro-de-boi

Estava nos Estados Unidos no segundo turno da última eleição presidencial (e escapei de ter que votar em quem não queria...), e meus anfitriões ficaram encantados ao me ver seguindo o processo na internet, e como a apuração foi rápida, que todo o país usa urnas eletrônicas, que temos uma Justiça Eleitoral, que o voto é obrigatório e universal, etc. Ou seja, o mundo se renda ante o pioneirismo tecnológico brasileiro.

Um grande avanço desde o tempo que nem escravos, nem indígenas, nem mulheres, nem pobres, nem não católicos romanos, nem analfabetos tinham esse direito, ou quando o voto era aberto e havia, até, o voto “a rogo”, quando varões brancos e proprietários não dominando a escrita, pediam que alguém votasse com ele ao lado... Mas, essa modernização tecnológica se choca com o primitivo do conteúdo.

Nosso Senado tem tido, periodicamente, um terço dos seus ocupantes na figura dos suplentes, que nunca teve um voto para nada na vida. As eleições proporcionais seguem um modelo não adotado por ninguém, em que, pela fórmula, um mais votado perde a eleição e um menos votado ganha. Não há vínculos entre eleitos e eleitores, e ninguém se lembra em quem votou para as casas legislativas. A força do poder econômico é enorme, e a compra de votos uma rotina, especialmente no interior e na periferia dos centros urbanos. A percentagem de prefeitos sob suspeita de corrupção é enorme. O balcão de negócios nas casas legislativas resulta em uma sucessão de escândalos abafados, e um pacto de impunidade mútua se estabelece entre os que saem e os que entram.

Os partidos não possuem ideologia ou programas para valer. As Medidas Provisórias e o Orçamento Autorizativo esvaziam o Poder Legislativo, que nem legisla, nem fiscaliza. Nas últimas eleições houve uma redução de 30% dos jovens entre 16 e 18 anos que tiraram o seu título de eleitor. O desinteresse e o pessimismo pela Política é uma triste e preocupante realidade nacional.

O Plebiscito, o Referendum e a Iniciativa Popular, consagradas pela nossa atual Constituição Federal é manietada pelo Legislativo. Na Suíça, na França ou nos Estados Unidos, eles são uma rotina, consideradas evidências de uma democracia de primeiro mundo, mas quando os governantes tentam aplicá-las na América Latina, são acusados de “populistas” e de estarem passando por cima ou ameaçando “as instituições” (oligárquicas), porque todos têm medo do povo, e alguns têm raiva dele: “síndrome de Justo Veríssimo”.

Entre o deslumbramento tecnológico do voto eletrônico e a realidade do voto carro-de-boi, a nação vai sendo reduzida a um mercado, os cidadãos em consumidores, e os crentes mais perdidos do que cachorro em caminhão de mudança...

Conhecer-Discernir-Interceder-Intervir!

Robinson Cavalcanti, bispo anglicano.

Fé cega, faca amolada

FTBTMS - Short from Joey Tribiani on Vimeo.

Esta animação espertíssima é parte do documentário Como Diz a Bíblia (For The Bible Tells Me So, 2007), que examina a condenação religiosa da homossexualidade nos Estados Unidos. O diretor Daniel G. Karslake opta por uma abordagem construtiva, mostrando exemplos de homossexuais crescidos em famílias extremamente religiosas e que, de certa forma, conseguiram conquistar o respeito de seus familiares. Declarações de especialistas do calibre de Desmond Tutu, contextualizam alguns trechos da bíblia utilizados frequentemente pelos fanáticos para disseminar mensagens de ódio e preconceito.

Uma das mais graves constatações que se tem depois de assistir ao filme é a de que a direita radical religiosa é um dos movimentos mais perigosos da história. Pessoas são assassinadas em seu nome, com a benção de líderes irresponsáveis que fazem questão de plantar e fazer crescer o ódio e a intolerância, com suas noções confusas de pecado e punição.

Fonte: CAFEÍNA

Enquanto a massa evangélica insistir em tratar do assunto com preconceito e repetindo velhos chavões, a coisa irá de mal a pior.

Teologia (ruim) dá prosperidade

adesivo num carro em Teresópolis (RJ).
dica da Cristina Danuta

Enfiando o dedo na tomada

Os roqueiros anglo-australianos do AC/DC têm uma mensagem para os roqueiros decididos a fazer o bem: parem de pregar sermões ao público sobre doar dinheiro para caridade.

Em entrevista ao jornal australiano "The Daily Telegraph", o vocalista da banda, Brian Johnson, disse que as pessoas não querem celebridades ricas, como Bob Geldof e Bono, lhes dizendo para pensarem em crianças morrendo de fome.

"Eu não fico mandando todo mundo dar dinheiro -- nem todo o mundo pode", disse Johnson, cuja banda recebeu o primeiro Grammy de seus 37 anos de carreira no último fim de semana -- o de melhor performance de hard rock, pela canção "War Machine".

"Quando eu era trabalhador, não queria ir a um show para ouvir algum bastardo... falar comigo em tom de superioridade, dizendo que eu deveria estar pensando em alguma criança na África."

Johnson disse que sua banda prefere fazer trabalhos para caridade em particular, gastando um pouco de seu próprio dinheiro.

"Faça um show beneficente, tudo bem, mas não na televisão mundial", disse ele.

As declarações do vocalista foram publicadas no momento em que o AC/DC se prepara para partir, na próxima semana, em sua primeira turnê australiana em nove anos, depois de já ter percorrido várias partes do mundo em sua turnê mundial "Black Ice".

O álbum do mesmo título, o primeiro lançado pela banda em sete anos, já vendeu cerca de 6,7 milhões de cópias em todo o mundo.

Brian Johnson tem 62 anos e assumiu como vocalista do AC/DC após a morte de Bon Scott, em 1980, por intoxicação alcoólica. Ele disse que não tem planos de se aposentar.

"É claro que não quero me aposentar", disse ele. "Mas estou lhe dizendo: se o corpo ou a voz deixarem de funcionar, não vou poder fazer nada. O orgulho é o que é. Você não quer decepcionar a você mesmo, à banda ou aos fãs. Vou continuar enquanto eu conseguir."

Fonte: CELEBRIDADES UOL

Seja legal com os gordinhos

Um dia elas poderão salvar sua vida!

Sejam legais comigo então!

4.2.10

Só pode ser piada mesmo

Tiago Recchia, na GAZETA DO POVO.

Falta de respeito

A sogra chega ao portão e encontra o genro saindo com a mala, furioso.

— O que aconteceu, meu filho? — ela pergunta.

— Acontece que eu fui viajar e mandei um telegrama para sua filha avisando que voltaria hoje. Chego em casa e o que eu encontro? Ela com outro sujeito. Nem mandando um telegrama ela me respeita mais. É o fim...

Doutor, eu não me engano (31)



"Clássico" do Pânico que corre a internet há + de 3 anos. Acho que o "Impostor" (Daniel Zukerman) é o "corintiano". Pra quem queria o "Olavo de Carvalho" aqui no blog... =)

Mulheres são de Vênus (117)

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O céu pode esperar

Um sujeito chega ao céu, onde é recebido por São Pedro.

Após os cumprimentos, São Pedro lhe explica que, para entrar, os homens têm que cortar o pinto fora.

- Para com isso, São Pedro! Como é que eu vou cortar um negócio que me deu tanta alegria na Terra?

-Não tem jeito, meu filho. Aqui no céu não há sexo.

O cara olha pra baixo, vê as caldeiras fumegantes do inferno e acaba aceitando. É levado a uma sala onde há três pessoas esperando.

Logo depois chega uma anjinha bem gostosa, e manda entrar o próximo. Segundos após, ouvem-se vários gritos de dor...

Volta a anjinha e chama mais um. Desta vez ouve-se apenas um grito forte de dor. Quando chega a vez do terceiro, nada se ouve. Silêncio profundo.

Chega a vez do sujeito. Ele pede uma explicação a respeito dos gritos diferentes. A anjinha cortadora se surpreende:

- Não te explicaram? É o seguinte: aqui a gente corta o negócio de acordo com a profissão do cara na Terra. O primeiro gritou muito porque teve pinto serrado, já que ele era serralheiro. O segundo deu só um grito forte porque foi cortado de uma só vez. Ele era açougueiro. O terceiro não gritou porque era médico e foi anestesiado.

A essa altura o cara ria às gargalhadas. Sem entender nada, a anjinha fica olhando e pergunta o porquê de tantas risadas.

O cara explica:

- Na Terra eu era sorveteiro. Pode mandar bala até acabar...

O pecado aparece ao lado

observe a partir de 1:00 minuto o que acontece no monitor à esquerda do apresentador...



#vergonhaalheia

Onde você vai passar a eternidade?

fonte: Karapuça
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Homens são de Marte (148)

Um casal de velhinhos vai ao escritório de um advogado para que seja preparado o divórcio. O advogado, vendo-os assim tão velhinhos, pergunta porque eles farão isso nessa idade tão avançada.

Determinada ao divórcio a velhinha diz:

- Veja doutor, é que ele tem, com muitos esforços, uma única ereção no ano e...

O velhinho supernervoso a interrompe dizendo:

- E ela pretende que eu a desperdice logo com ela.

Destinos turísticos (29)

Será que a ex-integrante do BBB pretende passar alguns dias de férias no Panamá?

3.2.10

Programa Nacional de Exclusão dos Ateus

O Programa Nacional de Direitos Humanos, decretado pelo presidente Lula em dezembro do ano passado ( Decreto 7037 ), suscitou polêmicas entre representantes do próprio governo, dos empresários, da sociedade civil, da oposição e de religiosos.

O decreto do presidente Lula comete o erro primário de confundir Estado Laico com Estado Ecumênico. Substitua-se a palavra “laicidade” do título pela palavra “ecumenismo” e todas as alíneas milagrosamente ganham sentido.

Não há uma só menção à não crença ou aos não crentes! Todo o conteúdo do item parte do pressuposto de uma opção religiosa.

Estado laico ou Estado ecumênico?

a) Instituir mecanismos que assegurem o livre exercício das diversas práticas religiosas, assegurando a proteção do seu espaço físico e coibindo manifestações de intolerância religiosa.

Onde estão os mecanismos que assegurem o livre exercício da não crença?

b) Promover campanhas de divulgação sobre a diversidade religiosa para disseminar cultura da paz e de respeito às diferentes crenças

Onde estão as campanhas de divulgação sobre a diversidade ateísta e o respeito à não crença? Leia +.

fonte: Bule Voador
dica do Marcelo Druyan

A verdade sobre o sexo Na'vi

E agora, Ma'Jake?

Isto é incrível!

Adeptos da virgindade, Kevin Jonas (à esq.), Joe Jonas (no centro) e
Nick Jonas, do Jonas Brothers, são ícones dos jovens que esperam o
casamento para "liberar"

Faça uma enquete básica em qualquer escola de ensino médio e você comprovará. Segundo as estatísticas, a primeira experiência sexual dos jovens vem acontecendo cada vez mais cedo, com 15, 14 e até 13 anos de idade. Na contramão desse comportamento precoce, garotos e garotas estão optando por esperar o casamento para perder a virgindade. A motivação, em geral, tem cunho religioso, mas muitos também se inspiram na onda conservadora que começou há poucos anos nos Estados Unidos e encontra nos ídolos pop Jonas Brothers seus principais ícones.

O analista de sistemas Ubirailson Jersy Soares de Medeiros, 26 anos, de João Pessoa (PB), namora há quatro anos e meio e decidiu manter-se virgem até o casamento por conta de uma experiência religiosa intensa (ele não dá mais detalhes). “Tive uma experiência com o amor de Deus que mudou minha vida e quero corresponder a este amor tendo um coração puro e deixando que meu corpo seja coerente com essa realidade. O sexo é algo muito precioso e belo para ser vivido de qualquer jeito, é sagrado!”, acredita o rapaz, cujo passado guarda algumas “máculas”. “Descobri que tratava minha sexualidade de modo desordenado, viciado e egoísta, buscando o prazer pelo prazer. Fazia das mulheres coisas, objetos, denegria o valor que elas tinham. Embora seja virgem, tive muitas experiências íntimas com algumas mulheres. Posso dizer que fiz quase tudo, menos a conjunção carnal”, revela.

Estilo de vida

Para o digitador Júnior Nogueira, 26 anos, de Sobral (CE), a castidade é um “estilo de vida”. “Ela abrange mais do que simplesmente a virgindade, pois se relaciona com o nosso modo de amar a Deus e aos outros. Portanto, uma pessoa pode ser virgem e não ser casta, ou o contrário, não ser mais virgem e viver a castidade como opção”, explica. “Acho que há muita banalização do sexo. As pessoas mal se conhecem e já vão para a cama”, reclama o estudante de Direto Hugo de Oliveira, 23 anos, de Osasco (SP). Leia + AQUI

Fonte: UOL ESTILO

Tem gente que acredita que Jesus vai voltar mas não acredita que esse tipo de coisa seja possível. E você, que acha?

We Are The World 25 anos depois pelo Haiti

Vinte e cinco anos depois que a música "We Are The World" conseguiu arrecadar milhões de dólares para a luta contra a fome na África, celebridades da nova geração se reúnem na noite desta segunda-feira (1º) para regravar a música em prol do Haiti.

Entre os músicos confirmados para cantar na nova versão da faixa estão Akon, Jason Mraz, Bono, Wyclef Jean, Carlos Santana, Enrique Iglesias, Usher, Toni Braxton e Lady Gaga. A gravação vai acontecer no mesmo estúdio onde foi registrada a música original: o histórico complexo A&M em Hollywood.

Quincy Jones, que produziu o hino de 1985, anunciou na última semana que planejava regravar a canção em benefício do Haiti, atingido por um terremoto devastador no dia 12 de janeiro.

A regravação foi um dos principais assuntos nas festas pós-Grammy, na noite deste domingo (31). O produtor musical RedOne disse que receber o convite para participar do single "é a maior honra que um músico pode ter".

"Com Quincy, nosso padrinho musical, e Lionel Richie me convidando para contribuir e ajudar, eu só poderias dizer sim, porque isso não é para mim. É pelo Haiti", ele contou.

Escrito por Michael Jackson e Lionel Richie, a versão original de "We Are The World" chegou ao topo das paradas quando foi lançada nas rádios e lojas de discos em março de 1985.

Um número sem precedentes de estrelas da música se reuniu no A&M na noite de 28 de janeiro de 1985, logo após o American Music Awards, para gravar a faixa. A música teve a participação de 45 artistas, incluindo Jackson, Richie, Stevie Wonder, Tina Turner, Ray Charles, Bruce Springsteen, Diana Ross, Bob Dylan e Cyndi Lauper.

O single arrecadou mais de US$ 30 milhões para a USA for Africa, uma organização sem fins lucrativos fundada pelos cantores para ajudar no combate à fome em nações africanas.

Fonte: UOL Música

Toda a ajuda ao Haiti é bem vinda. Mas isso me faz pensar se é somente de dinheiro que o país precisa. O terremoto só colocou o sofrimento daquele povo em um megafone. Será que um dia o Haiti ou países da África vão conseguir andar com as próprias pernas? Acho que é o mesmo pensamento quando você dá um dinheiro no farol. Isso vai resolver a vida de quem pede ou é só um paliativo pra matar a fome do dia?

Pequeninos da Nigéria

Carta pós-missão


De Diana Udua para o time do Caminho,

Quando homens começam a dominar outros homens, o resultado é a opressão e introdução de suas próprias regras e doutrinas para sustentar a posição de autoridade adquirida sobre os menos informados.

Num período de um pouco mais de 2 semanas, trabalhar com o time do Way to the Nations (Caminho às Nações) foi algo novo. Trouxe um despertar de consciência para o fato de que as crianças podem em breve crescer odiando Jesus que tanto as ama e zela por elas.

Visitar com eles igrejas, crianças estigmatizadas e trabalhar para mudar as crenças na “bruxaria infantil” propagadas por “pastores ignorantes” me deu a oportunidade de explorar a Bíblia por mim mesma e me equipou com respostas a questões relacionadas às crenças de crianças bruxas, introduzindo uma inteira e nova dimensão à minha paixão pelas crianças e pelo nome de Jesus, o qual tem sido tanto “bastardizado”.

...

Leia +

O maior campo missionário de hoje são as igrejas ditas "evangélicas": a cada dia assumem uma posição de maior regressão na escala evolutiva no conhecimento do evangelho, a ponto até de renunciá-lo em favor da Lei, cumprida em Cristo.

Shofar way (4)



Sete igrejas evangélicas já se tornaram sinagogas na Colômbia e "assumiram" a fé judaica, inclusive negando a Jesus como Messias. A reportagem considera esse o novo fenômeno religioso do país. Existem ainda dezenas de comunidades evangélicas que vivem uma fé híbrida, com elementos judaicos incorporados ao culto e à vida cotidiana.

Qual será a primeira igreja brazuca a seguir essa tendência?

veja + (em espanhol)

Marginalizados no mundo, centrais na Igreja

"Aqueles que são marginalizados no mundo são centrais na Igreja, e é assim que deve ser! Portanto nós somos chamados como membros da Igreja para continuar indo às margens da nossa sociedade. Os sem-teto, os famintos, os órfãos, pessoas com AIDS, nossos irmãos e irmãs perturbados emocionalmente - eles requerem nossa primeira atenção.

Podemos confiar que quando nós estendermos a mão com toda a nossa energia para as margens da nossa sociedade nós descobriremos que pequenas discordâncias, debates infrutíferos e rivalidades paralisantes irão gradualmente cessar e desaparecer.

A igreja será sempre renovada quando nossa atenção mudar de nós mesmos para aqueles que precisam do nosso cuidado. A bênção de Jesus sempre vêm a nós através do pobre. A experiência mais notável daqueles que trabalham com o pobre é que, no final, o pobre dá mais do que recebe. Eles nos dão comida..."

Henri Nouwen

Via
Anyulled

A milagrosa dieta da cerveja para mulheres

Porradas em nome de Jesus

Igrejas promovem vale-tudo para conectar-se com os jovens

Diego Sanchez, lutador de artes cristãs de Memphis, Tennessee, em dezembro de 2009, durante apresentação de lutas marciais. Várias igrejas evangélicas do estado tem promovido eventos de luta para trair novos adeptos nos Estados Unidos

Em uma sala de ensaio do teatro da rua Beale, o pastor John Renken, 42, recentemente puxou uma oração com um grupo de jovens: “Agradecemos por esta noite. Que seja uma representação do Senhor”.

Uma hora depois, um membro de seu rebanho que havia baixado a cabeça em sinal de respeito estava dando uma chuva de socos em um oponente. As orientações de Renken não eram exatamente delicadas.

“Golpeie com força!”, gritava ao lado de um ringue de um evento de artes marciais chamado Gaiola de Ataques. “Termine a luta! Vai na cabeça! Na cabeça!”

O jovem era membro de uma equipe de luta do Ministério Extremo, uma pequena igreja próxima a Nashville que serve também de academia de artes marciais. Renken, que fundou a igreja e a academia também é técnico da equipe. O lema da escola é “Onde os pés, os pulsos e a fé colidem”.

O ministério de Renken faz parte de uma parcela pequena mas crescente de igrejas evangélicas que adotam o vale-tudo -um esporte com fama de violência e sangue que combina vários estilos de luta- para alcançar e converter jovens, cujas participação na igreja tem sido persistentemente baixa. Os eventos de vale tudo atraíram milhões de telespectadores; um deles foi o maior evento pay-per-view de 2009.

O recrutamento nessas igrejas, predominantemente brancas, envolve reuniões para assistir lutas na televisão e palestras que usam os combates para explicar como Cristo lutou pelo que acreditava. Outros ministros vão mais longe, sediando ou participando de eventos ao vivo.

O objetivo, segundo esses pastores, é injetar masculinidade em seus ministérios -e na imagem de Jesus- na esperança de tornar o cristianismo mais atraente. “Amor e compaixão, concordamos com essas coisas também. Mas o que me fez encontrar Cristo foi que Jesus era um lutador”, disse Brandon Beals, 37, pastor da igreja Canyon Creek no subúrbio de Seattle.

O esforço faz parte de um programa mais amplo e mais antigo de alguns ministros que temem que suas igrejas tornaram-se femininas demais, promovendo a gentileza e a compaixão à custa da força e da responsabilidade.
“O homem deve ser o líder do lar. Criamos uma geração de menininhos”, disse Ryan Dobson, 39, pastor e fã do vale tudo que é filho de James C. Dobson, fundador do grupo evangélico proeminente “Foco na Família”. Leia +.

São Paulo Campus Party

2.2.10

Tudo sempre igual



Victor Barão do programa Scriptease de Uberlândia (MG) e um medley de 31 músicas com uma sequência de 4 acordes.

via Jacaré Banguela

os 10 minutos do YouTube serão insuficientes p/ a versão gospel. espaço garantido aqui p/ quem topar a parada. =)

Os irmãos cara-de-pau

Igreja evangélica fez festa para acusados
Líder da Igreja Batista Central de Brasília, o pastor Vilarindo Lima confirmou que o neto e também pastor Ricardo Espíndola está “licenciado” e organizou uma festa na igreja reunindo vários deputados distritais acusados no “DEMsalão”, mas nega relação do neto com o escândalo. Ricardo assessorava Durval Barbosa, o homem das fitas, na Codeplan, do governo do DF, e enfrenta com ele vários processos.

Sem política
O pastor Vilarindo nega “conotação política” no evento, com a presença de Leonardo Prudente, o das meias. E que ele seja membro da igreja.

A polêmica oração
O líder evangélico também nega haver abençoado os deputados que apareceram num vídeo “agradecendo a Deus” pelo dinheiro.

fonte: site do Cláudio Humberto [via Mukamatrix]

Em editorial, Jovem Pan critica "devassidão" em novelas

A rádio Jovem Pan colocou no ar um editorial contra as novelas do "horário nobre" da televisão brasileira. O texto da emissora diz que há "desvios escabrosos no mundo moderno", em meio a liberdade de expressão.

"Enquanto na Venezuela se lacram canais de TV, aqui a disputa de audiência coloca no ar uma libertinagem que agride a família brasileira", diz o editorial.

Segundo informou a coluna "Outro Canal", da Folha de S.Paulo, o texto da rádio não cita nomes de tramas, mas dá exemplos para argumentar que a "devassidão está escancarada".

"A fidelidade morreu. Em cena de café da manhã, a filha sai do quarto com o namorado e se assenta à mesa, na mais absoluta naturalidade. Ali, na outra cena, amigas planejam outro lance de traição e torpeza", cita um dos trechos do editorial.

A novela "Viver a Vida" mostra a infidelidade de Gustavo (Marcelo Airodi) e da esposa Betina (Letícia Spiler). A trama também exibe cenas em que o casal de namorados Miguel (Mateus Solano) e Renata (Bárbara Paz) tomam café com a família após dormirem juntos.

Para a Central Globo de Comunicação (CGC), a novela "é uma obra de ficção, que não tem compromisso com a verdade". Segundo a emissora, ao "recriar livremente situações, problemas e dilemas, de nosso dia a dia, a teledramaturgia busca apenas tecer o pano de fundo para histórias que, na verdade, discutem os sentimentos humanos (...) Essa é a sua função social: entreter, permitindo que nos identifiquemos com tramas, personagens etc...estimulando assim a reflexão sobre nossos valores, crenças, atitudes e comportamentos".

A Globo ainda diz ter a "convicção de que a abordagem de temas de interesse social nas novelas contribui com a mobilização da sociedade", servindo como pauta de discussão e temas à imprensa.

Fonte: Portal Imprensa [via Adnews]

a rádio poderia escalar as gostosas do Pânico p/ dar (sem trocadilho) palestras nas escolas s/ o tema. ou o programa é "santo" no rádio e "mundano" na TV?

Jesus, apaga a luz (2)

Sinais divinos

No Ego:

Aqui no TDUD:

fonte: Te dou um dado?

Obama, o homem-bomba

Obama busca um aumento de US$ 44 bilhões para o Pentágono e outro de US$ 5 bilhões para o arsenal nuclear.

O Presidente Obama apresentou um orçamento recorde de US$ 3,8 trilhões de dólares para 2011 ontem. O orçamento vai aumentar significamente gastos com guerra enquanto diminui gastos domésticos. Obama busca um aumento de US$ 44 bilhões no orçamento militar. Se aprovado, isso vai levar o orçamento do Pentágono a US$ 708 bilhões. A administração Obama também está pedindo ao Congresso para aumentar os gastos no arsenal nuclear dos Estados Unidos em mais de US$ 5 bilhões ao longo dos próximos cinco anos. Obama está buscando o dinheiro extra apesar do apelo para cortar o arsenal americano e para se almejar um mundo sem armas nucleares. A administração Obama argumenta que a injeção nos gastos é necessária para garantir que as cabeças de mísseis americanas continuem seguras e funcionando como planejadas enquanto o arsenal diminui e envelhece.

Fonte: Democracy Now!

Yes, they can!

Inspiração divina

Padre Fábio e seu primeiro show em navio: reza, bebida e bom senso

Nesse verão, milhares de fiéis vão trocar as igrejas pelo mar para viver momentos de fé e devoção. Com bênção e aprovação da Igreja, na próxima terça-feira (9), parte de Santos o primeiro cruzeiro católico do mundo. Um dos responsáveis por conduzir a multidão de fiéis é o Padre Fábio de Melo, colunista de O Dia.

"Achei muito interessante por ser uma experiência diferente de evangelização, com novos formatos. Atinge o povo católico de férias. Vai ser um navio 100% religioso", declara o sacerdote.

Serão três dias de orações a bordo do navio Grand Celebration, que passará pelo Rio de Janeiro e por Búzios até retornar ao porto inicial, no dia 12. Raves, micaretas e shows cheios de sensualidade darão lugar a duas missas diárias, confissões e rezas do terço. Música só católica ou hits que não vão de encontro à religião. Bebidas alcoólicas são permitidas, mas os organizadores contam com o bom senso e a moderação dos viajantes.

Para dar conta das necessidades espirituais dos 1,8 mil católicos que estarão a bordo, 62 padres, além de três bispos, foram convocados. O nome escolhido para o cruzeiro, "Navegando com Nossa Senhora", revela a devoção do organizador do evento, o agente de viagens Claudemir de Carvalho, 51 anos. Segundo ele, a sala de reuniões do navio passou por reformas para abrigar capela e confessionários. Já as missas serão no auditório e vão ocorrer em dois horários, assim como os shows católicos. Os preços da viagem variam entre R$ 1,8 mil e R$ 2,4 mil.

Os dias ficam livres para passeios, mas às 15h e às 18h haverá oração do terço, conduzida pela atriz Myrian Rios, consagrada da comunidade Canção Nova. A animação da noite fica por conta dos shows de Padre Fábio, Celina Borges e Eros Biondini.

"A ideia do cruzeiro católico foi uma inspiração divina. Não temos mais vagas, mas no próximo verão faremos o passeio novamente. Não ficaremos o dia inteiro rezando, mas vai ser um lazer santo", disse Claudenir, acrescentando que parte do dinheiro arrecadado vai para obras da Igreja. Essa será a primeira vez que o padre Fábio participa de um cruzeiro. O sacerdote chega ao navio dia 10, data do show. Do Rio de Janeiro, ele deve seguir até Búzios, onde desembarca.

fonte: Terra

não, obrigado.

Os donos da Internet



Imaginando, apenas por um dia, que o Google não fosse dono da internet e que ela fosse inteirinha sua, o que você faria com ela? Foi essa pergunta que fizemos pra várias pessoas, anônimas e famosas, que circularam pela Campus Party 2010 (veja nossa cobertura aqui). Em um evento onde só se fala em internet livre, o que fariam OS DONOS DA INTERNET?

DEPOIMENTOS
(na ordem)@interney, @castrezana, @baunilha, Dilma Roussef, Guri fofo do stand da Telefônica, @marimoon, Moça fingindo de estátua, @bitinic, @cmerigo, Gilberto Gil, @misterludico, @marcelobranco, Super Mário, @caze, @rafaellosso, @shuberry, Marina Silva, @rosana, @pedroneschling, Lawrence Lessig do Creative Commons, @ianblack, @lalgarra e @borbs.

FILMAGENS (ultra caseiras)Bia Granja, Gabriela Motta, Thaís Aux

fonte: Pix

Democracia à brasileira

Esse é um país original. Após a Independência, saímos de uma Monarquia Absolutista para uma Monarquia Constitucional por um ato absolutista: D. Pedro I fecha a Assembleia Constituinte, e como “Imperador e Defensor Perpétuo do Brasil” nos impõe a Constituição de 1824. O Imperador hereditário, que nomeava os membros do Conselho de Estado, o Presidente do Conselho de Ministro e os Governadores das Províncias. Eleição indireta para o Senado. O voto era aberto, e dele participava apenas 3% da população: os varões, brancos, proprietários e católicos romanos.

Com o golpe militar republicano (pois o Partido Republicano nunca passou de 5% dos eleitores), saiu a exigência de propriedade ou renda (Lei da Mandioca) e entrou a exigência de alfabetização, visando excluir os negros libertos. Resultado: na Primeira República caímos de 3% para 1% da população que tinha direito ao voto, o que incluía apenas as mulheres empresárias ou detentoras de diplomas de nível superior, que dizer, nenhuma. O voto continuava aberto e os Partidos Republicanos estaduais funcionavam como um partido único ganhando todas as eleições.

Vargas foi eleito indiretamente em 1934, e a nova Constituição cria o voto secreto, mas mantém a exigência de alfabetização em um país de analfabetos. Ditadura e Constituição imposta em 1937 com o fechamento de todos os partidos e suspensão de todas as eleições. Vem a “redemocratização” e a Constituição de 1946, dependendo de regulamentações de quem não queria regulamentar.

País ainda de maioria rural, de domínio dos “coronéis”, do voto comprado por um corte de chita, ou sob ameaças. Domínio das elites com povo manipulado (populismo). Com a urbanização e a industrialização, com o povo pressionando por reformas, se levanta o fantasma da "ameaça comunista", e tome 29 anos de Ditadura Militar, com eleições coreográficas e esvaziadas para os dois partidos consentidos, desde que apenas um (ARENA) vencesse sempre.

Puxaram o tapete das "diretas já", fizeram uma Constituinte de arremedo, no lugar de se regulamentar mais de 80 artigos da Constituição de 1988, ela foi desfigurada pelas PECs, especialmente com FHC, que aprofunda o desmonte da legislação trabalhista.

Periodicamente somos chamados a escolher entre aqueles que foram escolhidos para que nós escolhêssemos. A soberania nacional e a soberania popular foram esvaziadas, e a grande imprensa manipula a opinião pública. O Congresso Nacional é uma pirâmide invertida da pirâmide da sociedade brasileira: quanto maior for o segmento social da base menor o número de representantes; quando menor o grupo no topo, maior a bancada.

O poder econômico controla o poder político, o resto é marketing, retórica e coreografia.

Na Democracia à Brasileira bem cabem as palavras do saudoso Florestan Fernandes: “Essa é uma burguesia lúcida, consciente, que montou um projeto de contrarrevolução permanente para evitar qualquer réstia de poder do povo".

A crescente população protestante ou continua alienada “vendo a banda passar" ou já está por dentro dos esquemas, salvo as clássicas "honrosas (e queimadas) exceções".

2010 não está sinalizando nenhuma alteração nesse estado de coisas!

Robinson Cavalcanti, bispo anglicano.
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