dica do (gaúcho) Jarbas Aragão
7.4.10
Prenda a minha (9)
dica do (gaúcho) Jarbas Aragão
Autora de novela espírita da Globo é católica
A íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL.
"Estou apaixonada pela busca de entender, em qualquer religião, essa transcendência entre os mundos", afirma a autora que, com 20 anos de novelas, estreia sua primeira obra solo na próxima segunda-feira.
das 18h que a Globo estreia na segunda-feira
Em mundos diferentes no núcleo principal da novela, Jayme Matarazzo, na pele de Daniel, e Humberto Martins, como Ricardo, amarão a mesma mulher, Viviane (Nathalia Dill).
Na trama, Viviane irá gerar um filho em reprodução assistida pelo médico Ricardo. O sêmen é de Daniel, que deixou o material congelado antes de morrer em um acidente, que acontecerá no primeiro capítulo.
fonte: Folha Online
...fato similar é que o Bispo Macedo é dono da Record! Pescou? =)
A loucura é criativa
Um pouco de loucura ajuda criatividade, indicam estudos"Não há grande gênio sem um toque de loucura." Assim escreveu o filósofo romano Sêneca, quase 2.000 anos atrás. Hoje é rotina diagnosticar, retrospectivamente, que gênios criativos da História tinham alguma doença mental --algumas mais fáceis de acreditar que outras. Esquizofrenia e outras formas de psicose são as doenças mais comuns citadas, com Newton e Einstein entre os mais famosos alvos delas.
Poucos argumentariam que comprometimento total por psicoses conduziria a realizações criativas, mas talvez um pouco ajude. Psiquiatras veem a saúde mental como um espectro, com uma doença grave em uma ponta, e "normalidade" na outra. Talvez aqueles no meio tenham tendências criativas melhoradas. Vincent van Gogh e Virginia Woolf foram associados a desordem bipolar.
Lados do cérebro
Algumas evidências são obtidas ao se considerar a relativa dominância dos hemisférios direito e esquerdo do cérebro. Há muita psicologia popular suspeita escrita sobre "pessoas do lado direito" e "pessoas do lado esquerdo" do cérebro, mas é aceito que o esquerdo é principalmente envolvido com a linguagem e análise lógica, enquanto o direito é mais envolvido com o pensamento criativo.
Várias técnicas para o estudo da dominância de fato parecem mostrar que as pessoas com esquizofrenia têm maior atividade no lado direito do cérebro.
Mutação

Há também evidência genética a respeito relacionada a uma proteína chamada neuregulin 1, envolvida no desenvolvimento do cérebro no útero. Jeremy Hall, da Universidade de Edimburgo, Reino Unido, descobriu que uma mutação no gene que codifica a proteína é ligado a um maior risco de esquizofrenia.
Mas também, no ano passado, Szabolcs Kéri, da Semmelweis University, Hungria, chegou à conclusão de que as pessoas com duas cópias da mutação obtinham pontuações maiores em um teste de criatividade do que pessoas com apenas uma cópia. Os portadores de só uma desta mutação, por sua vez, pontuavam mais que as pessoas sem a mutação. A pesquisa foi publicada na revista "Psychological Science", volme 20, página 1.070. Kéri diz que a mutação poderia cortar atividade no córtex pré-frontal do cérebro, aliviando seu freio habitual no humor e nas emoções.
Isto poderia liberar a criatividade em alguns, e ilusões psicóticas em outros --com a inteligência talvez influenciando o resultado. Porém, mais trabalho é necessário, diz Hall. "A evidência de uma ligação entre a criatividade e desordens mentais tem sido especulada há muito tempo, mas raramente, se de fato foi, provada."
O império de (P)Edir Macedo (86)
A Igreja Universal, do bispo Edir Macedo, está em negociações adiantadas para comprar o terreno onde funcionava a antiga fábrica da Leão Júnior, que ocupa uma quadra e meia no bairro Rebouças. A área vinha sendo cobiçada por várias incorporadoras de São Paulo e Curitiba, mas a oferta da igreja, em dinheiro, teria superado bastante o valor de mercado. Segundo fontes do setor imobiliário, o terreno vale cerca de R$ 25 milhões, mas a igreja estaria disposta a pagar perto de R$ 32 milhões. A ideia, especula-se, é que a igreja de Edir Macedo instale ali um dos maiores templos evangélicos da América do Sul. Leia +.fonte: Gazeta do Povo
dica do Chicco Sal
Universal onde era a Mate Leão é piada pronta?
O vício da rede social
10% de usuários olham redes sociais até durante sexoUm em cada dez usuários do Twitter, Facebook e outras redes sociais nos Estados Unidos confere mensagens até mesmo durante o sexo, segundo pesquisa do site de resenhas e preços de produtos eletrônicos Retrevo.
De acordo com a pesquisa, que examinou respostas de cerca de mil pessoas sobre "quando, onde e quanto tempo os passam em redes sociais", o número se refere a usuários com menos de 25 anos. Acima da idade, são 6% os internautas que dizem não abandonar as redes sociais até mesmo durante o sexo.
No estudo, quase metade também respondeu que costuma interromper as refeições para acompanhar atualizações das redes sociais . Vinte e quatro por cento dos entrevistados com mais de 25 anos e 12% daqueles com menos de 25 anos também disseram que costumam ler mensagens eletrônicas mesmo se estão no banheiro.
"Com todo mundo enviando mensagens em seus telefones nestes dias, nós não estamos surpresos de ver que 40% das pessoas que responderam (à pesquisa) disseram que não se importam de ser interrompidas por uma mensagem", comentou o Retrevo. O site The Huffington Post lembrou que outra pesquisa recente apontou que 15% dos americanos já interromperam o sexo para atender o telefone celular.
Fonte: Terra
Eu não acredito

- Como católico você acredita na doutrina da Igreja que diz que masturbação é imoral?
- Não, eu não creio nisso.
- E sobre o celibato?
- Não creio nisso.
- E na oposição as escolhas reprodutivas e ordenação das mulheres?
- Não creio nisso.
- E na proibição do uso de camisinhas, mesmo em uma África tomada pela AIDS?
- Não creio nisso.
- E no acobertamento de sacerdotes pedófilos?
- Não creio nisso.
- Então porque você não deixa a igreja católica?
- E abandonar tudo aquilo em que acredito?
Fonte: AtheisticCartoons
Segundo fôlego
Agora estou queimando os estoques de tecido adiposo; um jeito mais lento de gastar-me. Começo a experimentar outra qualidade de vida. Sinto-me revigorado; acho que entrei no estágio do segundo fôlego.
Segundo fôlego, porque ando entusiasmado com a minha crescente identificação com a Missão Integral. Missão Integral para mim é compromisso de alcançar homens e mulheres em todas as suas necessidades, considerando as realidades onde estiverem. Encorajado por teólogos católicos e protestantes que souberam responder ao clamor dos pobres na América Latina, procuro traduzir a mensagem do Evangelho em praxis transformadora, em ação libertadora, em promotora de justiça. Estou envolvido com Missão Integral que não prioriza a salvação de almas, mas busca a salvação de vidas.
Segundo fôlego, porque respiro uma nova liberdade. Puiram as rédeas que me impediam de desgustar cultura. Falsas percepções de pecado perderam força de me deixarem assustado com arte, literatura, música, teatro. Não me percebo indigno por gostar de amenidades que moralismos vitorianos proibem; já não preciso me esconder quando quero ir ao cinema. Quem nunca sofreu o torniquete do tradicionalismo legalista da religião, não imagina como é bom sentar em um teatro e assistir aos textos de Brecht, Shakespeare ou Andrew Lloyd Webber.
Segundo fôlego, porque sou abençoado. Deus me agraciou com gente especial; gente que se importa. Estou rodeado de mulheres e homens que aprenderam a Lingua Brasileira de Sinais (LIBRAS) para fazerem parceria com surdos; de casais que se colocaram em listas de candidatos para adoção; de voluntários que lutam pela recuperação de alcoólicos e drogaditos; de idosos que se doam a idosos em sanatórios; de profissionais que se dedicam em diversas iniciativas sociais.
Segundo fôlego, porque mudei minha biblioteca. Entusiasmado, devoro pensadores judeus, católicos, ortodoxos, ateus, agnósticos. A grade de minhas leituras transborda o Index sutilmente imposto por austeros defensores da Reta Doutrina. Transitar entre tantos autores não só ajuda a cumprir a recomendação paulina de analisar tudo e reter o que for bom, como alarga a minha capacidade de ser criterioso com o que eu outrora aceitava ingenuamente.
Segundo fôlego, porque a minha vida de oração ganhou cores diferentes. Deixei de sofrer ajoelhado para mendigar respostas às minhas petições. Minha espiritualidade era trabalhosa. Eu mastigava as palavras para demonstrar para Deus a minha penitência e assim alcançar o seu favor. Quantas vezes desesperei por não entender o porquê de não ser atendido nas súplicas mais urgentes. Nas horas críticas, era terrível ainda ter que lidar com culpa. O ídolo que por muitos anos chamei de Deus foi destronado. Já não preciso provar a minha fé com resultados. A Graça devolveu-me uma relação de paz com Deus. Finalmente entendi que “no silêncio e na quietude” encontrarei salvação. Aprendi o sentido do Salmo 46:10: “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus”.
Segundo fôlego, porque me tornei um Caleb – o herói bíblico que se sentia um menino com 85 anos. Ele ansiava por conquistar um pedaço da Terra Prometida. Rejuvenecido, vou escrever, pregar, ensinar, discipular, com as forças que moveram aquele rapaz parecido comigo a dizer sim ao chamado de Deus.
Soli Deo Gloria.
Ricardo Gondim
6.4.10
Antes do Cristo
Meu chamado é para pregar o amor de Deus
Os presidentes não resolvem
A verdade é que muitos dos problemas que nos afetam são de atribuição do Poder Municipal, mas, em 90% dos nossos mais de 5.500 municípios ainda prevalece uma prática política pré-moderna, marcada pelo mandonismo de “coronéis” e de umas poucas famílias, não importando partidos, ideologias ou programas.
A coisa funciona de forma clientelista em termos de favores e vínculos pessoais. Como os nossos municípios são governados praticamente por todos os partidos políticos, não se pode dizer que a culpa seja desse ou daquele partido, na “socialização” da incompetência, da apropriação privada do poder (patrimonialismo) e da desonestidade.
Uma média superior a 10% dos municípios tiveram seus prefeitos, vice-prefeitos e/ou vereadores cassados por improbidade na última legislatura. Nessa área, “os presidentes não resolvem”, e o grau de despolitização dos eleitores sinaliza que esses são incapazes de resolver, até por falta de alternativas entre o “coronel Totonho” e o “major Zezinho”, entre o “partido dos Silva” e o “partido dos Santos”...
E aí vem um segundo círculo político-administrativo: os Estados Federados. Temos 26 Estados e o Distrito Federal, e eles também são governados por todos os partidos e todas as combinações de alianças. E, de Estado para Estado, se repetem os mesmos problemas, especialmente na área de segurança pública, educação básica e saúde pública. É claro que o nosso pacto federativo é distorcido, com descentralização de tarefas, mas má distribuição tributária.
Há, contudo, uma ideologia de desigualdade social “natural” que aí se revela: não importa o(s) partido(s) que governe o Estado, um Auditor Fiscal pode ganhar 10.000 reais, um Soldado de Polícia 1.800 e um professor 800,00. Isso faz lembrar um velho governador das Alagoas, que afirmava: “Eu só me preocupo em pagar bem a Fiscal de Renda e a Policial. O primeiro me ajudar a arrecadar, e o segundo em baixar o cacete nos outros setores que protestarem”.
Nessa área, também, “os presidentes não resolvem”, e a realidade é que a política estadual não está distante do coronelismo, do patrimonialismo e do clientelismo, e algumas famílias dominam a política estadual por muitos e muitos anos, até que a morte os separe...
Aí você escolhe o(a) presidente entre os(as) caras que escolheram para você escolher, e ele vai lotear os ministérios e outras repartições entre a “base aliada”, com cada uma transformada em um feudo, uma “capitania hereditária” dos diversos partidos e grupos, sejam eles quais forem.
Também aí, “os presidentes não resolvem”... até que nós, conscientizados, mobilizados e organizados, queiramos e possamos mudar os caras e levá-los a resolver as coisas, não para o bem deles, mas para o bem comum. Será?
Robinson Cavalcanti, bispo anglicano.
O mago do stop-motion
Stop-motion é uma técnica de filmagem que filma quadro a quadro. Dá muito trabalho mas o resultado final é sempre interessante. Alguns artistas usam essa técnica para fazer as coisas mais inusitadas. PES é o nome artístico de um cara que se especializou nisso. Hoje ele faz curtas e comerciais apenas usando coisas do dia a dia, como comida e brinquedos para contar suas histórias. Confira todos os videos do cara no site EatPES.
Fonte: Haznos
De 1984 a 2010
Porém, antes, um reparo. A política é um mal necessário, mas existem formas e formas de política. A minha pode ser entendida como uma política herdada de autores como Isaiah Berlin, filósofo e historiador das ideias do século 20, judeu nascido em Riga, Letônia, radicado na Inglaterra. Em matéria de política, prefiro sempre os britânicos aos franceses ou alemães. Tal como ele diz em seu recém-publicado no Brasil "Idéias Políticas na Era Romântica" (Cia. das Letras), prefiro a liberdade à felicidade.
A felicidade se declina no plural, porque os valores são conflitantes e não acredito em nenhuma forma de resolver essas diferenças. A melhor sociedade é a sociedade na qual ninguém tem razão (ninguém sabe a verdade definitiva sobre o bem e o mal), mas um número significativo de pessoas consegue conviver razoavelmente, mesmo sem saber a verdade sobre o bem e o mal.
O furor coletivo de "verdades do bem" deve ser mantido sob controle rígido assim como delírios de um serial killer numa noite de calor insuportável. A sociedade é o lugar do apenas tolerável.
E a profecia de Orwell? Todo mundo já tinha ouvido falar que na China o governo estaria alterando os livros de história das escolas para que a Revolução Cultural Chinesa (uma das maiores monstruosidades cometidas na história da humanidade) desaparecesse da memória das gerações mais jovens. Vale lembrar que muitas das pessoas que entre nós se preparam para assumir o governo concordavam com aquelas atrocidades: matar, saquear, sequestrar gente inocente.
Mas o que dizer de países democráticos como o Canadá? Recentemente, estudantes e professores "amantes da liberdade" quase lincharam uma intelectual americana, Ann Coulter, e impediram que ela falasse numa universidade. Não ouvi nenhum dos intelectuais de plantão defendê-la. Era de esperar que muitas mulheres do mundo das letras não o fizessem, uma vez que ela é loira e gostosa, pecados imperdoáveis para intelectuais feias e azedas. A causa da fúria da "comunidade intelectual" da universidade no Canadá era porque essa loira conservadora é conhecida por não rezar na cartilha dos opressores "do bem".
O Canadá é um dos países mais totalitários no que se refere à repressão ao uso livre da linguagem e à crítica aos costumes da nova casta fascista que empesteia o mundo.
Lá, de repente, você pode ser preso porque usou uma palavra que esta casta julga inapropriada. Toda vez que estamos diante do controle oficial da língua, estamos diante de um regime opressor.
Mas fiquemos em nossa cozinha e deixemos os canadenses afogados em seu fascismo do detalhe.
Outro dia vi na mão de uma colega uma foto do "novo Saci". Tiraram o cachimbo da boca do Saci. Eu, que sou um amante de cachimbos e charutos cubanos (e viva la Revolución!!), me senti diretamente afetado. Meu irmão de fé, o Saci, está sendo reprimido. A ideia é que, com cachimbo, ele é um mau exemplo para as crianças. Imagino que esses caras acham que bom exemplo é mulher vestida de homem coçando o saco.
Outro caso recente é a perseguição a velhas cantigas de roda e histórias infantis. Por exemplo, o "atirei o pau no gato" deve virar "não atire o pau no gato" para que as crianças não cresçam espancando gatos por aí. O fascismo "verde" chega ao ponto de tirar das crianças uma música divertida para torná-las defensoras dos gatos.
Lembro-me de meninas na minha infância que cantavam essas músicas e ainda assim choravam quando os meninos ensaiavam torturar pequenos animais só para vê-las chorar e assim chegar perto delas. Como era bom jogar baratas mortas no lanche das meninas só para ver elas pularem deliciosamente das suas cadeiras em lágrimas.
O Lobo Mau não pode mais ser mau e comer a vovozinha da Chapeuzinho Vermelho. Muito menos o Caçador pode salvá-la, porque estaria estimulando às meninas sonharem com príncipes encantados. O novo fascismo quer que os lobos sejam bonzinhos (pobres lobos) e que as meninas não sonhem com caçadores que as protejam (coitadas). Sim, 1984 é agora.
Luiz Felipe Pondé
Publici(o)tários (25)
Depois do cinto preto largo com 'cara' de autoridade de Ana Paula Valadão, agora é a vez do "salto de fé" de Alda Célia. O estilista Clô Feliciano ñ faria melhor...Guerra religiosa, não
Vídeo da visita dos jogadores do Santos ao Lar Mensageiros da Luz.
Diálogo, sempre
Os seres humanos precisam viver de maneira harmônica. A melhor forma de resolvermos as coisas é dialogando.
Como este post é consequência do Robinho faz péssimo uso da religião, relembro que Cristo usava a palavra para melhorar as coisas, não vinganças, preconceitos quaisquer ou violência.
Reação dos leitores me espantou
Não imaginava que o post geraria reação tão fervorosa das pessoas.
Algumas me incomodaram.
Tranformaram a discussão em guerra religiosa.
Pelo amor de Deus.
Não citei a religião de Robinho, nem o julguei como pessoa.
Falei especificamente daquela atitude.
O post tinha vários objetivos. Mexer de maneira boa com o leitor (se apenas um dos milhares fizer algo diferente, minha profissão se tranforma em algo mais útil), confrontar a essência religiosa com qualquer tipo de dogma, desabafar e divulgar o trabalho da casa.
Deus escreve certo por linhas tortas, não?
O Lar Mensageiros da Luz, faço questão de colocar o nome, ganhou notoriedade. Talvez isso ajude.
Guerra religiosa, não
Perdi um grade amigo, o Fábio, para a religião. Gostava muito dele e a presença faz falta.
Virou evangélico do tipo radical.
Eu bebo, tenho amigas bonitas e sou solteiro.
Ele nem tomava. Mas era mulherengo, viciado em pornografia, e sentia culpa.
Quando se aproximou da Igreja, conversamos a respeito.
Eu o apoiei, pois ele se sentia mais sereno e feliz.
E ele sumiu das noitadas. Tirante a ausência do amigo, não me incomodou.
Quando gosto de alguém, gosto do jeito que a pessoa é. E amigo de verdade, de anos de conviência, como irmão, pensa no que faz bem ao amigo.
Aos poucos, também desapareceu também das tardes e dias. Nem o telefone atendia.
Devem tê-lo convencido que sou pecador, pois minhas convicções religiosas também são diferentes.
Claro que fiquei bravo e triste.
Outro amigo dos tempos de adolescente, o Richard, também é evangélico convicto.
As crenças deles são idênticas às do Fábio. Todavia, a interpretação delas não.
Até provoca de forma bem humorada na hora de falar de meus “pecados” (nem apronto tanto, ao contrário), todavia é parceiro, e recomenda apenas que evite excessos. Ele acredita nas boas ações, não julga os indivíduos, é confiável…
As formas como Fábio e o Richard lidam com a religião são responsabilidade de quem? Deles ou da própria?
Não recrimino o Fábio. As pessoas têm seus momentos. E eles, elas, mudam.
Notei grande preconceito de alguns leitores contra os evangélicos.
Está errado. Ainda mais no post que serviu de espancamento do preconceito religioso, seja qual for.
O mesmo vale para evangélicos que chamam os espíritas de pessoas do demônio.
As pessoas levam seus defeitos e virtudes às Igrejas, centros espíritas, sinagogas, mesquitas e terreiros.
Ninguém morre perfeito. Todo humano peca de alguma forma.
No caso do Lar Mensageiros da Luz, se cuidar de doentes desamparados for coisa do capeta, o mundo realmente virou de ponta cabeça.
Vitor Birner
dica do Rogério Moreira
juntos, os 2 posts têm quase 900 comentários.
5.4.10
É ritmo de festa (5)
- no feriadão, internautas responderam no twitter "o que páscoa pra vc?"
- prêmio: 2 exemplares de O Discípulo, novo livro de James Houston (Palavra)
- leitores votaram na enquete e escolheram as duas frases.
ganhadores: Jarbas Aragão e Fernando Piva
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7/4 (quarta-feira)

- 4 exemplares de Um milhão de quilômetros em mil anos, o novo livro de Donald Miller [Garimpo Editorial].
- responder à pergunta do Quiz no Pavazine.
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7/4 (quarta-feira)
"Não falem para as mentes deles. Falem para seus corações."
Nelson Mandela
- promo no twitter do blog Alunos da Metô
- 3 exemplares de Invictus - Conquistando o inimigo (Sextante), livro que deu origem ao filme.
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Coral virtual
E ele ainda diz que quem quiser participar do próximo número de seu projeto, “Coro Virtual”, pode deixar uma mensagem em seu canal do YouTube ou em seu site pessoal. Alguém se habilita? Para ver o primeiro vídeo do projeto, lançado há oito meses, clique aqui.
Rafael Pereira, no Bombou na Web.
Nota dez (44)
Show de criatividade.
dica do Moises Gomes
Estudo aponta que 52% de blogueiros se acham jornalistas
Um estudo realizado nos Estados Unidos e Canadá sobre mídia e blogs concluiu que 52% dos blogueiros entrevistados se consideram jornalistas.
Este é um acréscimo significativo em comparação com a pesquisa de 2009 das empresas PR Week e PR Newswire, quando cerca de 33% tinham essa opinião.
No entanto, apesar da auto-imagem profissional, a pesquisa também apontou que "somente" 20% deles obtêm a maior parte de sua renda pelo trabalho blogueiro. É um aumento de 4% desde 2009.
Blog como ferramenta
O uso de blogs e redes sociais para pesquisa é discrepante de acordo com o usuário, mostrou a pesquisa: 91% dos blogueiros e 68% de repórteres on-line afirmam que "sempre" ou "algumas vezes" usam blogs para pesquisa, enquanto 35% dos jornalistas de jornais impressos e 38% dos de revistas afirmam fazer o mesmo.
A divergência também aparece quando se fala em redes sociais: 33% dos que responderam as usam, mas 48% dos blogueiros o fazem, 31% dos representantes de jornais impressos e 27% dos de revistas.
Quanto ao uso de Twitter, 64% dos blogueiros afirmaram utilizá-lo para suas pesquisas, enquanto o mesmo ocorre com 36% dos jornalistas on-line, 19% dos de jornais impressos e 17% dos de revistas.
Foram entrevistados mais de 1.500 membros da mídia "tradicional" e "não-tradicional". Veja mais sobre a pesquisa no site da PR Newswire.
fonte: Folha Online
então... já sei que vão me perguntar no formsprings o que acho... rs
Oração a bordo
Napoleão Bonaparte
De dois anos para cá cruzeiros tematizados passaram a ser uma alternativa mais que interessante para as empresas que trazem os navios para a costa brasileira. E a tendência é que continuem crescendo e abrangendo diferentes tribos por afinidades clubística, espiritual, religiosa, musical. Só que as empresas responsáveis têm que mudar seu comportamento. Ou bloqueiam viagens específicas para as pessoas com o mesmo grau de interesse pelos temas, ou mais que avisam os demais passageiros que física e emocionalmente, dependendo do tema prevalecente, sua movimentação no navio sofrerá restrições.
Se faltava algum exemplo de que mais cedo ou mais tarde ia dar problema, agora não falta mais. Diferente do que aconteceu numa comédia do cinema americano onde um grupo de turistas desavisados embarcou numa excursão de homossexuais, no dia 18 de janeiro de 2010 um grupo de turistas, também desavisados, embarcou no Vision of the Seas, da Royal Caribbean, para um cruzeiro de muita alegria e diversão, e descobriu, já ao entrar no navio, que a maioria dos passageiros – 850 –, eram cristãos da Renovação Carismática Católica, que embarcaram no cruzeiro para rezar, meditar e viver sua fé.
De volta da viagem, os turistas desavisados botaram a boca no trombone e foram reclamar com a imprensa. Falando ao caderno Cotidiano da Folha, um dos passageiros de 30 anos desabafou: “A gente embarcou no dia 18 achando que ia se divertir pra caramba... foi o cruzeiro mais chato da minha vida”. Uma outra passageira, Isabel Carvalho, 51 anos, coberta de razão, reclamou: “Quando compramos o pacote, ninguém nos avisou que embarcaríamos no mesmo navio de um tal cruzeiro ‘católico’... Ficou estranho demais. Logo que subimos a bordo, estava um calor incrível e resolvemos tomar um banho de piscina. Não deu. Vieram nos avisar que, bem ali, no deck da piscina, seria realizada a primeira missa do cruzeiro...”. “Ninguém se sentia à vontade para ficar em trajes de banho enquanto se falava do corpo e do sangue de Cristo”.
Já Marilda Torres, 57 anos e católica, também protestou: “Jesus na piscina? Eu sou católica mas acho que igreja é igreja e navio é navio. Misturar as duas coisas é complicado. Eles olhavam feio se a gente estava de biquíni, se tomava bebida alcoólica, se falava alto, se jogava no cassino, até mesmo se ria...”.
Nada contra os cruzeiros religiosos e temáticos, mas as empresas responsáveis por eles deveriam ser infinitamente mais cuidadosas e responsáveis mesmo. Não faz o menor sentido juntar num ambiente fechado e restrito, por maior que sejam os navios, metade de passageiros que quer meditar, orar, refletir, e a outra metade que foi lá para cair na gandaia.
Em síntese, a Royal Caribbean vendeu gato por lebre para os dois grupos. Os dois deveriam pedir ressarcimento.
Francisco A. Madia, no Propaganda & Marketing.
O som da rua
+ uma puta sacada legal do Victor Barão, do Scriptease.
Coisas que os cristãos gostam
Jonathan Acuff é um humorista e autor cristão americano. Em 21 de março de 2008 ele criou um blog, que virou site depois. O objetivo era simples, fazer uma lista das coisas que os cristãos mais gostam de fazer e comentar sobre elas. O site convidava os visitantes a darem sugestões e assim foi aumentado a lista.Depois de o blog receber 730 mil visitas desde a criação, a editora Zondervan resolveu publicar o material em formato de livro e audiolivro. Ele escolheu 120 "coisas" para a versão impressa, sendo 80 inéditas até então. São 208 páginas que incluem os comentários do autor e parte dos comentários do blog. No dia do lançamento do livro (1/04/2010) o blog já contava com 740 itens. Sua lista/livro inclui uma série de pregadores/autores famosos, filmes e músicas. Vários ítens não fazem sentido na nossa realidade, pois são característicos da cultura cristã americana. Mas Acuff também enumera coisas que vemos por aqui. Segue uma seleção retirada da lista dos 500 mais comentados disponível no site:
#1 - Tentar dar um ar cristão a idéias e produtos populares
#10 - Objetos de decoração cristãos de gosto duvidoso
#12 - Criar fórmulas para melhorar de vida em "X" passos
#14 - Tratar a Deus como seu namorado
#27 - Falar sobre cristãos famosos
#29 - Não dançar
#31 - Falar palavrão só de vez em quando
#34 - Sutilmente tentar descobrir se outros irmãos também bebem
#39 - Dar opinião sobre algo que não conhecemos
#53 - Dizer "Vou orar por você" e não orar
#64 - Ter medo que o arrebatamento venha antes de você casar
#65 - Colocar versículos na assinatura do seu email
#69 - Ter um lugar reservado na igreja
#80 - Resolver tudo com "mais oração"
#81 - Chamar fofoca de pedido de oração
#94 - Bíblias de estudo com diferentes especialidades
#101- Deixar qualquer um tocar no louvor
#105 - Desejar que seu testemunho de conversão fosse mais emocionante
#107 - Domingos
#116 - Dizer "vou orar sobre isso" como sinônimo para "não"
#121 - Achar que Deus vai lhe dar um chamado seguido de muitos detalhes
#134 - Usar a Bíblia para evangelizar pessoas que não acreditam na Bíblia
#149 - Boicotar coisas "anti-cristãs"
#150 - Dizer que está "esperando em Deus"
#158 - Não usar o nome da pessoa, chamá-lo apenas de "pastor"
#170 - Repassar emails com mensagens cristãs
#188 - Julgar a fé de alguém pelo número de versículos sublinhados em sua Bíblia
#206 - Mandar recados para o diabo
#225 - Transformar os diáconos em agentes secretos
#238 - Desejar que tivesse se divertido mais antes de se converter
#259 - Pensar que fé é um evento
#276 - Fazer coisas supersantas para Deus
#302 - Prosperidade
#303 - Doar coisas inúteis para a igreja
#317 - Dizer aos outros que o sermão do domingo foi direcicionado a eles
#335 - Comparar a vida cristã com Red Bull (te dá asas)
#347 - Usar fé como moeda para negociar com Deus
#362 - Filmes evangélicos, como "Desafiando os Gigantes"
#367 - Pedir dinheiro na igreja
#374 - Emoticons cristãos como "<)><".
Muitos deles parecem espirituais quando nós fazemos, mas tolice quando são os outros que fazem
Heineken faz nova pegadinha na Itália, desta vez dentro do cinema
Depois da famosa pegadinha do teatro, que publicamos aqui em outubro passado, a Heineken faz o mesmo em um cinema na Itália.
A desculpa: um convite para a pré-estreia gratuita do filme “As Páginas do Destino”, um sonolento romance, com quase 3 horas de duração. Mas chegando lá, a história era outra.
Sim, a primeira ação no teatro foi melhor, mais impactante, sobretudo por ter envolvido um jogo da Champions League. Mas essa brincadeira aqui também é simpática, e alinhada com a assinatura da marca, “Made To Entertain”. A criação é da JWT de Milão.
Carlos Merigo, no Brainstorm9.
4.4.10
Top 30 (2)
Aí estão os 30 sites/blogs que + mandaram visitas p/ o Pavablog em março. Na lateral, confiram os 5 posts + vistos durante o período.
Amanhã (5) ao meio-dia 2 leitores vão ganhar um presente do blog. Votem na enquete da lateral p/ escolher quem compôs as melhores frases. Tá facinho ganhar!
Chega de feriado e de descanso e vamos todos à labuta, valorosos filhos da pátria. =)
big abraço
| 1. Thiago Mendanha | 11. Devaneio | 21. Novo Começo |
| 2. Bacia das Almas | 12. Um pouco além do óbvio | 22. Blog do Rev. Baggio |
| 3. Hermes Fernandes | 13. Cristo, consolo para o cansado | 23. Circosoul |
| 4. Púlpito Cristão | 14. veSHAME gospel | 24. Mukamatrix |
| 5. Genizah Virtual | 15. Theologos | 25. Bereianos |
| 6. Verticontes | 16. Percepções | 26. Notícias Cristãs |
| 7. Celebrai! | 17. A ovelha perdida | 27. Conversas & Pensamentos |
| 8. Blogcitário | 18. Pr. João e a Igreja Invisível | 28. Limão Gospel |
| 9. Desconstruindo | 19. Paulo Matias | 29. Pensamentos de uma mente... |
| 10. Práxis Cristã | 20. Música, guitarras... | 30. Novos marcos antigos |
Sou herege, graças a Deus!
A última palavra sobre a verdade revelada, portanto, não é a voz desta verdade, mas é a voz que, pelo seu poder político, é capaz de silenciar os dissidentes e declarar a questão como encerrada."
Rubem Alves, em Religião e repressão [via Cristianismo Libertário]
Suffering...

Sofre mais quem leva o tapa e dá a outra face,
não por idealismo, mas por medo de revidar.
Quem compra briga à prestação e não tem como pagar.
Sofre mais quem se doa esperando algo em troca.
E quando não recebe... continua esperando.
Quem enche a vida de vírgulas e reticências,
sem nunca ter coragem de pôr um ponto final.
Sofre mais quem faz perguntas
Mesmo sabendo as respostas.
Juliana Dacoregio, no Heresia Loira.
Quando o cigarro salvou a vida deles
Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência…
Lenine - Dudu Falcão
Só para constar, esclareço: não fumo. Aliás, nunca fumei. Tampouco curto fumaça de cigarro, charuto, cachimbo ou qualquer outra coisa enrolada que queime na extremidade. Definitivamente, não é minha praia.
Isso não me impede de conviver muitíssimo bem com meus amigos fumantes. Temos estima suficiente e regras tácitas que permitem o respeito às nossas diferenças respiratória, sem caras feias e brigas, nem conselhos carregados de reprovação. Aliás, patrulhamento nunca foi o meu forte, nem no consultório nem na vida particular.
Dentre as muitas histórias da vida real sobre fumantes e tabagismo colecionadas nestes anos, há duas que (os mesmos amigos) sempre me pedem para repetir.
A primeira foi a de um rapaz de 35 anos descrevendo, durante a consulta, como era sua vida desde os 11 anos de idade. Fumava um maço e meio por dia há 24 anos. Mesmo reconhecendo ter começado muito cedo, ele tinha a convicção de que o cigarro o tinha salvado da morte, e explicou o porquê.
Pertencia a um grupo de garotos “barra-pesada” do bairro que, muito novinhos, começaram experimentando a dobradinha: cigarro e cerveja.
O que para os outros era somente farra de final de semana, virou uma válvula de escape diária para suas ansiedades adolescentes, de modo que, nos meses seguintes, quando a turma passava para coisas mais ‘interessantes’, ele ficou só no cigarro , ainda assustado com a dependência que havia desenvolvido até então. Foi chamado de “careta” e não quis experimentar mais nada. Os outros foram mudando de estágio mais ou menos de 6 em 6 meses: maconha, bebidas com teor alcoólico mais elevado, anfetaminas, cocaína, crack.
Com 13 anos perdeu o primeiro amigo, metido em briga por causa de drogas. Aos 15 perdeu outros três, aos 18 anos, com seu eterno cigarro na mão e um medo danado de se meter com outras substâncias, já estava sem 80% dos amigos da infância. Agora, aos 30 e poucos, não havia outra testemunha, exceto ele mesmo: o único sobrevivente. Sobrevivera por causa do cigarro. Foi assim que ele explicou como estava vivo até aquele momento.
A segunda história foi a do empresário brilhante e perfeccionista que ia defender seu doutoramento no exterior dali a 1 mês.
Resolveu entrar em um programa anti-tabagismo às vésperas da viagem e iniciou acompanhamento com um psiquiatra badalado da cidade. Este imediatamente prescreveu, além dos adesivos de nicotina aplicados sobre a pele, uns 3 ou 4 moduladores de humor (um para ansiedade, um para depressão, um para combater os efeitos colaterais do primeiro e outro para conseguir dormir com essa salada).
Infortunadamente, a noiva do sujeito deu-lhe um belo adeus nesse interim, de modo que, durante uma noite tenebrosa e cheia de pesadelos após o desenlace, ele adormeceu e acordou de madrugada, nervosíssimo. Para se acalmar, fumou compulsivamente 2 maços de cigarro no automático. Esqueceu de retirar os adesivos de nicotina do dia anterior e ainda resolveu colocar novos adesivos pela manhã. Aí foi trabalhar.
Às 9:30 da manhã ele entrou em nosso consultório com arritmia, taquicardia e um pré-infarto por overdose de nicotina .Foi levado na ambulância do Hospital Pro-Cardíaco e só foi liberado 4 dias depois, à véspera da defesa de tese. Queria recomeçar imediatamente o tratamento à base dos calmantes, mas recusei suporte profissional. Definitivamente não era a hora para aquilo.
Recomendei-lhe que suspendesse por ora o tratamento anterior - adesivos e os 4 remédios de tarja preta – e que voltasse a fumar como antigamente até o fim da tempestade emocional. Que ainda não tentasse no final de ano, por causa dos festejos de Natal e Revéillon. Também adiasse no Carnaval. Digamos que só devesse voltar para conversarmos sério em abril, quando o coelhinho da Páscoa já teria provavelmente ido embora. Até lá, quem sabe, a parte afetiva também teria se desenrolado.
Dito e feito. Voltou 5 meses depois. Com namorada nova, um pouco de terapia, sem uso de adesivos de nicotina nem Frontais da vida, abandonou o cigarro em menos de um mês e, mais importante, entendeu que seu problema primordial não era o tabagismo, mas sua ansiedade gigante. Também entendeu que até existe hora certa para abandonar coisas arraigadas há tanto tempo, sejam elas boas ou ruins.
Adoro essas histórias reais. Com elas aprendo o tamanho da nossa fragilidade. Uns fumam demais, bebem demais, comem demais, abusam dos analgésicos, abusam do telefone, abusam da internet, da TV. Guardamos rancores.
Não devolvemos o que nos emprestaram, invariavelmente nem nos importamos. Negligenciamos nossa postura, negligenciamos nossos familiares,não cuidamos dos dentes como deveríamos, dormimos menos do que precisamos, não exercitamos nossos músculos e articulações. Descarregamos nossas frustrações às pessoas que menos merecem isso, normalmente as que mais nos amam. Temos culpa e nos confessamos, mas invariavelmente reincidimos nas mesmas falhas. Usamos variados tipos de muletas para não estapear o chefe ou sangrarmos aquela úlcera gástrica. Criamos rituais mágicos para combater a ansiedade usando o cigarro, o café ou uma oração supersticiosa.
Você conhece alguém absolutamente saudável, física e emocionalmente? Eu não. Por isso entendo que o primeiro problema a ser ‘tratado’ não é o cigarro, a bebida ou outros escapes. Preciso de sabedoria para ver o que está lá na alma, o que está por trás. A causa – que ninguém vê – não a conseqüência exposta.
Precisamos de mais compaixão e menos julgamento. O mundo não espera de nós um prognóstico negativo, mas um pouco mais de amor, e como canta Lenine: ’um pouco mais de paciência’.
Helena Beatriz Pacitti, no Timilique!
Estenda a mão e coloque-a no meu lado!
Vemos o forte quadro "INCREDULIDADE DE SÃO TOMÉ", pintado por Mathias Stomer (1600-1650) com dois dedos enfiados na chaga lateral do Ressuscitado. Ficamos incomodados com a tamanha crueza do gesto do discípulo. A lição é esta: "Infer digitum tuum huc et vide manus meas et affer manum tuam et mitte in latus meum, et noli fieri incredulus sed fidelis (Cf. Jo 20, 27)". Eis a bela tradução do que o Ressuscitado diz a Tomé: "Coloque o seu dedo aqui; veja as minhas mãos. Estenda a sua mão e coloque-a no meu lado. Não tenha pouca confiança, confie!."
Deus na rede

Budistas ou cristãos, judeus ou muçulmanos, praticantes de várias religiões abraçaram a rede. Confira no quadro abaixo depoimentos de líderes e fiéis sobre o assunto. Eles tentam ampliar os caminhos da fé utilizando ferramentas como YouTube, Orkut e Facebook. E a pregação eletrônica suscita também discussões e dúvidas em relação ao credo.
Em 2009, o Vaticano lançou seu canal próprio no YouTube, que desde então divulga atividades da Igreja Católica. O conteúdo se concentra nos discursos do Papa Bento XVI, em vídeos produzidos pela TV oficial do Vaticano. Embora ainda não tenha lá arrebanhado muitos simpatizantes, são cerca de 22.000, suas pregações já foram assistidas mais de 2 milhões de vezes. O curioso: quem coordena o serviço não é um jovem aficionado em tecnologia, mas sim uma freira sexagenária, a americana Judith Zoebelein. Ela foi responsável também pelo site do Vaticano - considerado um sucesso para o gênero, somando mais de 1 milhão de pageviews ao mês.
Os religiosos querem, é claro, arrebanhar fiéis. Contudo, antes da evangelização, é preciso algumas vezes ensiná-los a ler - ou melhor, utilizar as ferramentas da rede. Pastores da evangélica Westwinds Community Church, do estado americano de Michigan, investiram duas semanas ensinando integrantes de sua congregação a usar o Twitter. Todos levaram laptops, iPhones e BlackBerrys à oficina para aprender a criar perfis e a atualizá-los com suas próprias mensagens. Os fiéis, então, foram orientados e elaborar perguntas relativas aos sermões da igreja. Os pastores aceitaram até uma prática em tese temerária: a postagem durante o culto. Grandes telas foram instaladas nos locais de encontro, os tweets (textos publicados via Twitter) podem, inclusive, ser lidos por todos ali reunidos em tempo real.
Em outros locais, as igrejas tentam combater com a tecnologia os obstáculos à prática da fé. Para os religiosos declarados que não frequentam a igreja, por exemplo, a Northland Church, de Chicago, lançou um aplicativo para o iPhone que permite que os sermões de seus pastores cheguem aos telefones de seus seguidores. Se o fiel não vai à igreja.... o pastor vai até o fiel.
O céu que não parece inferno
- Deixe estar. Na volta de Jesus para nos buscar, aquela idólatra vai ficar bem aqui me olhando subir e eu ainda vou dar tchauzinho.
Algumas pessoas riram animadas, outras solenemente disseram amém. Eu não disse nada. Senti foi um aperto na boca, como quando se come banana bem verde. Nunca esqueci aquela noite. Todas as pessoas presentes se diziam seguidoras de Jesus, mas ao céu delas eu não queria ir nem de visita. Imaginei uma mesa posta e gente glutona comendo coxões de frango e tortas de chocolate, achando o máximo perceber que a sua volta, separada por uma cerca elétrica, uma multidão de famintos assistia à cena. Parecia um clube ruim. Lembrava mais o inferno.
Tenho sérias dificuldades com gente que quer o céu só para si e para sua turma. Eles batem no peito e arrotam agradecendo o privilégio de estarem do lado de dentro da cerca. Sentam suas ancas largas em cadeiras confortáveis enquanto miram aqueles olhos de fome do lado de fora e dizem uns aos outros:
- Antes eles do que nós. Brindemos à nossa sorte.
O céu que imagino não é assim. Para mim, céu começa quando a cerca acaba. Céu são coxões de frango e tortas de chocolate sem fim para os meninos barrigudinhos do sertão das Gerais. Céu é chocolate quente para quem quiser, em noites de inverno. É jaqueta quentinha para quem tiver frio. Ser parte de um grupinho que se aquece enquanto o mundo inteiro sente frio eternamente não pode ser céu, parece o inferno.
Céu é paz de criança mamando na mãe. É a plenitude de ter o rosto do amado nas mãos. É a alegria do reencontro de velhos amigos, pai e filho, filha e mãe, irmão e irmã. Céu é quando o Chico recebe de volta a metade arrancada de si. É quando o trem do Milton, que viaja pra capital, para na cidade de fim de mundo porque Pinduca acenou.
Há quem diga que a idéia de um céu universal destrói toda a noção de justiça. Acho que estão confundindo justiça com vingança. A vingança perpetua a lógica injusta de que sempre precisa haver um vencedor e um perdedor. O que ela faz é apenas inverter a ordem no melhor estilo “um dia é da caça, o outro é do caçador”. Justiça não é transformar o pobre em rico e o rico em pobre, nem é dar a arma pra vítima atirar na cabeça de quem a matou. Nada disso é justiça; é vingança. Justiça mesmo é quando todos - ou são todos ou não é ninguém - recebem a misericórdia e a aceitação do Senhor de Todas as Coisas, lembrando que Ele mesmo, sendo justo e pleno, decidiu esvaziar-se de sua glória e viver neste mundo injusto, e para seu banquete convidou os mais desprezados seres da Terra, gente que não clamava pelo nome de Deus nem seguia as leis de Moisés, dando a entender que de sua mesa farta farão parte tantos quantos tiverem fome e sede.
Céu é choro e riso de arrependimento e é choro e riso de perdão. Céu é justiça e igualdade. Em um céu de verdade mesmo, se um ganha todo mundo ganha. Se perde, todos perdem. É o fim da baba do egoísmo e da vingança. Céu que é céu não aceita cercas elétricas e pessoas famintas do lado de fora.
Ana Cristina Mendes Gontijo, no Notas de aprendiz.
dica do Rondinelly Gomes Medeiros
Jesus é inglês e mora em Leeds
#Pascoa130
Aê galera,Nesta sexta e sábado lançamos o desafio de descrever o que é Páscoa em apenas 130 caracteres. Confira abaixo as 34 frases que recebemos.
Agora é a sua vez de escolher as melhores na enquete que está na lateral do blog. Vc pode assinalar qtas opções desejar, porém só pode votar uma vez. A votação terminará às 12h de segunda-feira.
Autores das duas + votadas vão receber um exemplar de O discípulo, o novo livro de James Houston publicado pela Editora Palavra. No caso de empate, o tradicional sorteio resolverá a "questã".
Muuuito obrigado a todos que ajudaram na divulgação. Foram + de uma centena de RTs. =)
big abraço
1- Tentaram matar o AMOR. Pascoa eh a ressurreicao do AMOR! Qdo todos achavam q ele havia morrido, mas o AMOR eh eterno...
2- O salário do pecado é a morte - por isso Jesus morreu, para receber o seu merecido salário em seu lugar.
3- é a 1ª Lei Áurea assinada por Cristo com uma tinta vermelha pra que eu usufruisse da verdadeira liberdade (mente e coração)!
4- Na primeira, umbrais marcados com sangue libertaram os hebreus. Na outra, um madeiro ensanguentado libertou toda a humanidade.
5- "Aonde irei se só Você tem as palavras de Vida Eterna!"
6- Páscoa é tempo de refletir sobre tudo q Jesus fez por nós e tentarmos melhorar como pessoas para compensar o que ele fez por nós
7- Ir dormir morto e acordar vivo... Abrir os olhos esperando o inferno e encontrar o filho de Deus me esperando pra jantar!
8- A Páscoa é o dia em que Jesus triunfantemente levantou seu corpo, a maneira do cajado de Moises, e passou-nos da morte para vida
9- Pascoa prá mim é momento de dor e júbilo. Dor por ver Cristo morto, júbilo pq está vivo e prá sempre! Tempo de reflexão!
10- A pascoa pra mim,é uma epoca do ano,em q muitas pessoas se iludem com chocolates,ao inves de buscarem a Deus
11- Passar da santa ignorância, dos coelhos, do chocolate, do bacalhau, para a fé no Filho de Deus, que morreu para nos salvar
12- Páscoa pra mim é a data em que você ganha chocolate, fica twittando e tbm ouve música pois ñ ter nada pra fazer.
13- Páscoa para mim, é o tempo da verdade. É o divisor de águas. É o perdão encontrando-se com a vida. É renascer. Ressurgir.
14- Páscoa pra mim é nada mais que uma data comercial para os vendedores lucrarem com ovos de chocolate.
15- Páscoa é a época onde as pessoas podem aprender ou recordar que a ressurreição é real e que pode fazer parte de nossa realidade
16- A esperança que morre deixa de ser esperança; por isso que Cristo Ressuscitou!
17- Páscoa é o dia em que Jesus triunfantemente levantou seu corpo, a maneira do cajado de Moises, e passou-nos da morte para a vida
18- Páscoa é vida nova em Cristo, renascer para viver livre do pecado do qual fomos libertos por Jesus, é paz.
19- "A Páscoa não é um dia para comermos chocolates e sim para comemorarmos a vida e ressureição daquele que morreu para nos salvar!"
20- Jesus não fez a páscoa no dia que morreu,Ele foi a páscoa Antes em vida,na hora da morte,na ressurreição e é A páscoa ainda hoje!
21- Para mim a Páscoa é o fim da mentira (1 de abril) para o início da descoberta de uma verdade (Jesus)
22- Verdadeira páscoa é aquela q devemos viver todos os dias,dando o nosso melhor em amor pelas pessoas.Se não tem amor não é páscoa!
23- A Páscoa é o dia em que Jesus triunfantemente levantou seu corpo, a maneira do cajado de Moises, e passou-nos da morte para vida
24- Páscoa: momento de reflexão e recomeço. Vida altruísta e preocupação com o próximo.
25- Q o amor q O levou a se entregar por nós naquela cruz possa invadir nossos corações e fazer d nós pessoas mais parecidas com ELE.
26- Páscoa pra mim é vida que nasce da morte, a ruptura entre esse mundo e o outro, tempo de refletir, morrer pra si e renascer nEle
27- Páscoa é o tempo de compartilhar vida que brota da morte, torna-se doce como o mel, explode na luz da cova vazia em alegria.
28- A páscoa é a maravilhosa, sublime, impactante, profunda e constrangedora demonstração do amor perfeito de Deus para a humanidade!
29- Páscoa é quando Alguém se dá por outro alguém,em Amor.Mesmo q o alguém não mereça.Jesus Cristo se deu por nós,morreu,mas hj Vive!
30- A páscoa, ressureição o renascer! Creio na ressurreição de Jesus.Sei e sinto que Ele me ama apesar dos meus muitos defeitos.
31- Páscoa é o grande marco da história. Mas nós cristão temos permitido que o mundo substitua o Cordeiro pelo coelhinho
32- Páscoa é o dia em que Jesus triunfantemente levantou seu corpo, a maneira do cajado de Moises, e passou-nos da morte para a vida
33- Páscoa é celebração, é festa, é a ressurreição do cordeiro que foi morto ao 3. dia , é a saída de Israel do Egito. Comemoremos.
34- Páscoa é reencontro,reflexão,paz,fé em Deus e em sua bondade e amor infinito.
3.4.10
Cordeiro de Deus
O bom homem Jesus e o canalha Cristo
Philip Pullman, britânico de 63 anos, é o autor da trilogia "Mundos Paralelos" ("A Bússola Dourada", "A Torre dos Anjos" e "O Telescópio Âmbar"), em que caracteriza a Igreja Católica como uma burocracia corrupta e assassina e Deus como senil, frágil e impotente.
No novo livro "The Good Man Jesus and the Scoundrel Christ" (O bom homem Jesus e o canalha Cristo), Pullman escreve que Maria era uma jovem inocente que foi visitada por um estranho que dizia ser um anjo. Depois dessa visita, deu à luz dois gémeos, Jesus e Cristo. Jesus é um orador apaixonado e carismático, que acredita que o reino de Deus está iminente, ao contrário do perturbado Cristo, que acredita na necessidade de uma Igreja e de uma História organizadas. Secretamente, Cristo regista e embeleza os ensinamentos do irmão, mas um estranho, que quer usar os ensinamentos controversos e as crenças de Jesus como o ponto principal de uma nova religião controlada por uma organização poderosa e rica chamada Igreja, impele-o a trair Jesus.
No domingo, na apresentação do livro no Festival Literário de Oxford, Pullman admitiu que as pessoas poderiam sentir-se ofendidas por ele. "Ninguém força ninguém a pegar no livro e a lê-lo, ou depois de o ter lido, a gostar. Se não gostarem, podem sempre escrever-me ou ao editor, ou podem escrever o vosso próprio livro. Ninguém vos impede", disse o autor ao "Independent". Quando, na conferência, um participante disse que os cristãos iam ficar perturbados por ouvir designar Cristo como um "canalha" ("scoundrel"), Pullman respondeu: "Eu sei que é uma coisa chocante de dizer, mas ninguém tem o direito de viver sem se chocar. Ninguém tem de ler este livro... e ninguém tem o direito de me impedir de o escrever".
Pullman recebeu cartas violentas de pessoas que o acusavam de blasfémia antes mesmo de o curto romance chegar às lojas. "As pessoas ficam ansiosas em meu nome. Não querem que eu vá para o Inferno. É simpático da parte delas preocuparem-se mas eu vou ignorá-las", disse Pullman ao jornal "Guardian". O escritor foi à conferência acompanhado de vários seguranças. "O mundo é um lugar estranho e está a ficar mais estranho ainda", disse Pullman sobre as medidas de segurança.
Para escrever este livro, o autor leu várias versões da Bíblia, as epístolas de S. Paulo e alguns evangelhos que não fazem parte do cânone bíblico. "Não mudou a minha ideia", disse Pullman. "Sou ateu. A diferença entre Jesus e Cristo na minha história é que Jesus era real e Cristo é ficção". Pullman disse ainda que simpatizava mais com Jesus do que com Cristo na sua história, embora Cristo partilhasse com ele a paixão por histórias. Este livro "é uma história sobre como as histórias se tornam histórias", disse.No livro, Jesus condena a ideia de uma Igreja e Pullman disse ao "Guardian" que concorda. "Nessa parte, ele está a falar por mim. Claro que eu não condeno o pensamento especulativo ou a organização de pessoas para as ajudar a praticar o bem, ou montar hospitais ou dar abrigo a viajantes estrangeiros ou dar educação às pessoas. Mas recentemente temos visto como alguns aspectos de tudo isto podem correr mal. As pessoas podem abusar do poder".
Fonte: Ípsilon (revista eletrônica portuguesa)
O periódico The Guardian publicou parte do primeiro capítulo do livro aqui (em inglês).
O livro não tem previsão de lançamento no Brasil. Porém, na Inglaterra foi considerado "o livro da semana". Na sua resenha para o Guardian, o Arcebispo da Cantuária (autoridade máxima da igreja anglicana) apontou o que não parece ser óbvio no livro: o "canalha Cristo" seria na verdade Judas.
Curioso? Veja o texto aqui (em inglês).





































