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Empunhando cartazes, os manifestantes posaram por quase para a imprensa por quase meia hora. Em uma das cartolinas, lia-se: "Que exemplo! Transou sem camisinha." E em outra: "MTV! Escolha: Ou ela ou nós."
Durante a semana, a assessoria de imprensa do canal divulgou que não haveria ninguém para receber o protesto. Na verdade, um esquema de guerra estava montado. Às 13h30, uma produtora do "Beija Sapo", de nome não revelado, tirava foto dos presentes.
"Isso é ridículo. Eles falam do AI-5 (Ato Institucional nº 5, de 1968), mas não viveram o AI-5, não viveram a Ditadura", criticou. "Vamos usar essa situação para o nosso lado. Para nós, tudo é material."
Alguns minutos depois, o VJ Rafael Losso, o "Rafa", saiu com seu microfone (sem o logoda MTV) para entrevistar os que protestavam. A falta de foco dos manifestantes, então, pareceu pouca coisa perto de sua argumentação.
"Por que protestar? Por que vocês não montam uma banda de rock?", perguntou. E pouco depois, sobre a declaração de Cicarelli de que nada tinha a ver com o bloqueio, discursou: "Ela pode mentir. Isso é democracia, é a pessoa poder mentir."
Zico Góes, diretor-geral da emissora, também foi à rua e negou a possibilidade de demissão. "Estou preocupado, mas a imagem da MTV não está arranhada."
Góes contou que Cicarelli conduziu mal o caso desdo o início da divulgação do vídeo, na época do VMB. "A gente bateu o pé, porque ela estava p., não queria falar do vídeo no ar." Segundo Góes, "Cicarelli não sabe o que fazer por não ter ninguém para assessorá-la. Ela sempre vem procurar a gente."
fonte: Folha Online
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