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12.5.10

Gênios do marketing (195)

Empresa de lingerie japonesa transforma sutiã em horta

Uma famosa empresa de lingerie criou um sutiã que traz dois pequenos vasos com terra e grãos de arroz no lugar do tecido que cobre os seios. Batizado de “Floresça seu próprio arroz”, o acessório foi confeccionado pela Triumph Japan para conscientizar suas consumidoras sobre a importância da agricultura.

“No ano passado, muitas mulheres mostraram interesse por agricultura. Agora queremos que outras japonesas passem a cultivar grãos”, disse Yoshiko Masuda, representante da empresa, em encontro com jornalistas.

O inusitado kit ainda vem com um par de luvas para que as mulheres não prejudiquem suas mãos ao mexer com a terra.

fonte: G1

10.5.10

Revistas impressas: o fim de uma era?

Durante gerações, as revistas "Time" e "Newsweek" competiram para definir a agenda noticiosa nacional toda segunda-feira nas bancas. Antes da internet, dos canais noticiosos a cabo e da revista "People" o que importava era o que as revistas semanais estampavam em suas capas.

Agora que ficou mais difícil resumir o debate americano apenas numa capa, aquela era parece estar chegando ao fim. The Washington Post Co. anunciou na quarta-feira que venderá a "Newsweek", suscitando questões sobre o futuro da revista semanal publicada pela primeira vez 77 anos atrás.

Donald E. Graham, presidente e executivo-chefe da Washington Post Co., disse em entrevista que a decisão foi puramente econômica. "Eu não queria fazer isso, mas trata-se de um negócio", disse. A revista deverá perder dinheiro em 2010, afirmou ele, e "nós não vemos um caminho sustentável para a lucratividade da 'Newsweek'". As circulações da "Time" e da "Newsweek" estão agora aproximadamente nos volumes de 1966, segundo o Audit Bureau of Circulations, órgão que mede a circulação de publicações nos EUA.

"Essas revistas tinham muito mais estatura naquela época", diz Edward Kosner, que começou a trabalhar na "Newsweek" em 1963 e foi seu editor no fim da década de 1970. "Era realmente muito importante o que aparecia na capa da "Newsweek" e o que era exibido na capa da "Time", porque eram o que se considerava a imprensa nacional. Elas ajudavam a definir a agenda, elas contribuiam para construir reputações ".

"Sob alguns aspectos, a era de massas acabou", diz Charles Whitaker, presidente de pesquisas sobre jornalismo de revistas na Faculdade de Jornalismo da Universidade Northwestern. "Por muito tempo, as revistas semanais tentaram ser tudo para todo mundo, e isso simplesmente não vai funcionar mais nesse ambiente extremamente de nicho, politicamente polarizado e de mídia estratificada em que vivemos hoje."

A "Newsweek" teve prejuízos operacionais de US$ 28,1 milhões em 2009, 82,5% superior ao prejuízo de US$ 15,4 milhões no ano anterior. Sua receita caiu 27,2%, para US$ 165,5 milhões, em 2009, ante US$ 227,4 milhões em 2008, impactada por quedas na publicidade e receitas de assinaturas.

Fundada em 1933, a "Newsweek" foi adquirida pelo The Washington Post em 1961, depois que Benjamin C. Bradlee, à época editor da "Newsweek", e posteriormente editor executivo do Washington Post, persuadiu Philip L. Graham, presidente da Washington Post Co., a adquirir a revista.

Sob a Washington Post Co., a Newsweek tornou-se um contrapeso político ao republicanismo da "Time" comandada por Henry Luce. Enquanto a "Time" assumiu uma posição conservadora frente à Guerra no Vietnã e a cultura americana, a "Newsweek" publicou capas mais alinhadas com as posições dos jovens sobre a guerra, sobre os direitos civis e destacando estrelas da cultura pop, como os Beatles (embora "musicalmente eles sejam quase um desastre", disse a revista.)

Kosner, seu ex-editor, recordou surtos semanais de "nervosismo controlado" sobre o que a "Time" iria colocar em sua capa. "Nas manhãs de segunda-feira, na página de anúncios do "The Times", a "Time" e a "Newsweek" exibiam anúncios de um quarto de página mostrando suas capas e todo mundo abria aquela página nas manhãs de segunda-feira para ver o que cada uma delas tinha escolhido", disse Kosner.

Aos poucos, porém, os programas noticiosos via cabo cresceram em número e popularidade, e as notícias instantâneas via internet tornaram, quase por definição, velhos os resumos semanais. E a noção da existência de um terreno cultural comum que todos os americanos poderiam compartilhar foi mudando. Leia +.

Fonte: IG

E por aqui, quem será a primeira: Veja, Época ou IstoÉ? Façam suas apostas.

Young Lions - Como fazer sucesso nas agências



O leitor Felipe Cirino mandou para gente a história desse vídeo por e-mail que colo partes aqui:

Todos os anos uma grande agência faz a campanha divulgando o Young Lions. Este ano uma agência lançou um concurso: criar a camapnha do Young. Enviei um roteiro de um “viral”. Sabia que minhas chances eram praticamente nulas, seria muito mais cômodo premiar um anúncio página dupla do que produzir um filme. Mas por incrível que pareça, um júri formado por alguns ex-Youngs premiaram uma campanha com anúncios e o viral.

Realmente foi uma grande surpresa. Mas precisava de parceiros pra produção, só assim o resultado do concurso seria consolidado. A produtora Pródigo topou fazer o projeto na hora. Mais surpresas. Ainda faltava uma aprovação, com a grande estrela do filme. Inacreditavelmente ele topou sem nenhuma exigência.

Correria, produção e filmagem em tempo recorde, mas valeu pelo resultado. Acabamos de subir no Youtube e estou enviando em primeira mão pra vocês. Agora vem a parte 2 do trabalho que é espalhar.

Boa sorte ao Felipe na carreira e na busca por emprego na Argentina, porque aqui no Brasil… o nome dele deve estar na ficha de segurança de todas as agências. :-)

Brincadeiras à parte, muito boa a brincadeira com a subjetividade, os egos e o jogo de poder no mercado. Chamem o Galvão, é viralzinho Brasil!

Cristiano Dias, no Brainstorm9.

Gênios do marketing (194)

Top motéis mais bizarros do Japão

Os Love Hotels são super comuns no Japão (quem diria!?) e como os japas são ultra criativos e especialistas em bizarrices, esses quartos de amor não poderiam ser melhores! Olha isso:

Façam sexo como animais… presos numa jaula!

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Eu suspeitaria de quem curte esse quarto aqui, não sei…

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Sadomasoquismo com toque Divino?

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Aqui no Misty Keasler tem mais algumas fotos.

fonte: PIX

Tamara Lowe e o poder da motivação

Michael Phelps, Sarah Palin e Colin Powell em breve vão subir em um palco na cidade americana de Baltimore como se fossem astros pop para falar sobre os altos e baixos da vida para 15 mil pessoas. Essa gente toda passará horas em pé, em filas, para assistir às palestras e tentar aprender um pouco da receita do sucesso. O seminário espetáculo se chama Get motivated (Fique motivado).

É o maior evento de autoajuda dos EUA, mas representa só uma ponta dos negócios da empresária Tamara Lowe. Tamara e o marido, Peter, administram um grupo que faturou no ano passado US$ 16 milhões apenas com a venda de produtos e serviços motivacionais – orientação pelo telefone para a vida pessoal e profissional, seminários pela internet para incentivar equipes no trabalho, podcasts para ajudar as pessoas a encontrar seu “propósito espiritual”, audiolivros com técnicas de motivação de astros do esporte e muitos outros. Eles já reuniram mais de 10 milhões de pessoas em eventos como o Get motivated. O primeiro livro de Tamara, Supermotivado (Get motivated), entrou na lista dos mais vendidos do jornal The New York Times e da revista BusinessWeek em 2009 e chegou ao Brasil em abril. Nele, Tamara apresenta sua mais recente ideia: o “DNA motivacional”, um sistema que permitiria a cada um decifrar o que o motiva e, assim, renovar sempre suas energias.

A relação próspera entre o marketing e a autoajuda não é novidade, mas o casal Lowe conseguiu alçá-la ao mundo do espetáculo, ao longo de 23 anos de trabalho. Eles usam um modelo fundado na primeira metade do século XX por Dale Carnegie (autor do livro Como fazer amigos e influenciar pessoas, de 1936) e pelo pastor Norman Vincent Pale (autor de O poder do pensamento positivo, de 1952), precursores dos seminários motivacionais, mas o temperam com luzes, celebridades e frenesi religioso. Com a recessão americana, o público cresceu: pulou da média de 10 mil pagantes dos anos 90 para 20 mil. O evento é itinerante e cobra US$ 4,99 por pessoa ou US$ 19 por grupo de funcionários de uma empresa. No público, acotovelam-se vendedores, estudantes, executivos de médio escalão e microempresários.

Às palestras de motivação, Tamara acrescentou luzes, frenesi religioso e celebridades
Tamara criou uma aura própria para sua história de vida. Na introdução do livro, afirma ter se tornado viciada aos 10 anos e vendido drogas na adolescência para poder consumi-las. “Eu usava de tudo, menos injetar coisas na veia”, diz. Aos 17, ela teria passado por uma transformação, depois de ler a Bíblia. Voltou a estudar, entrou na faculdade e fez um mestrado. A história não chega a ser tão dramática nem tão genial, mas Tamara a usa como uma espécie de propaganda do poder da força de vontade. Leia +.

Thiago Cid, na Época Negócios.

Tamara é uma cristã fervorosa. Recentemente, um vídeo seu na igreja Christ Fellowship fez grande sucesso na internet. Nele, Lowe ataca de rapper, juntando citações a personalidades conhecidas da mídia americana, nomes de programas de TV e uma mensagem evangelística, ela mostra que existem mais em sua vida que palestras de sucesso. Veja abaixo o vídeo e a letra do rap (em inglês)



To be a survivor in this Amazing Race with the need for speed you need God’s Grace and if your desperate like housewives watching days of our lives, you can’t cope without hope and that is not on a soap. If your looking to Oprah or Dr. Phil you can shop non-stop or pop a pill, but the void won’t fill and the pain won’t kill until you love the one that hung on a hill. Kicking back in your lazy boy easy chair watching Who Wants To Be A Millionaire, nah your not gonna find it there. No American Idol or Council Tribal has the final answer that will satisfy ya. C. S. I. ain’t got a clue. S.V.U. Don’t know what to do Not the E R or those seen on a CD TV DVD or MP3 can save you and me. CNN has got no Good News here’s a headline you must choose. It’s not a simple life Paris Hilton, It’s treading on thin ice living in sin. You can be an apprentice for Donald Trump or eat Fear Factor fast food from a dump you can be a heavy hitter or wheel of fortune winner or a Fox news no spin spinner or flat sinner but you better check this life that your livin’ and make sure your sins are forgiven I betcha 50 cent Elvis done come and went, and eventually every Black-eyed-pea, Gwen Stefani, P-Diddy and Britney. Every wanna-be on MTV with their Icy Bling, every Dixie Chick that Sings, they all gonna see the king of kings. I don’t care if your J-Lo, Leno or Bono. One thing you gotta know. Some day your gonna die, Bro. Then Where are you gonna go. Hey, i’m not talking some punk junk that is irrelevant. Like your Grandma’s church from way back when. It’s not some preacher feature on TBN. that you need to be liking or listening. The real superstar is Jesus Christ. He’s the way, the truth and the life. One day he’s gonna split the sky. He is the brightest light and the highest high and so what I came to say and what I’m telling you is don’t buy that stupid stuff they be selling ya it’s all designed to fill your head and waste your space until your dead here’s the bottom line in my rhyme. Give your life to God while there is still time.

Anúncios (i)legais (310)

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criação e produção: Clodoaldo Damasceno
fonte: Desenblogue

Drogas, rock e gestão

O que a banda Grateful Dead, uma das mais malucas já nascidas na Califórnia, ensinou ao mundo dos negócios

Ilustração Mao Barros e Victor Guy

Grandes lições de negócios saem dos lugares mais inesperados, como mostra a história da banda Grateful Dead. Fundada em São Francisco nos anos 60, pelo carismático compositor Jerry Garcia, ela se tornou o epítome do lado mais maluco da contracultura: o das drogas lisérgicas e do estilo hippie. Também criou obras-primas do rock, como o álbum American Beauty, de 1970. Pois bem, especialistas em negócios estão mostrando que o legado do Dead vai além. Práticas adotadas pela banda nos anos 60 e 70 só começaram a ganhar aceitação entre os gestores norte-americanos e japoneses a partir dos anos 80. Em um artigo recente, o jornalista Joshua Green, da revista The Atlantic Monthly, reuniu as lições que a banda deixou. Ei-las:

Fidelização do cliente_O Grateful Dead se esmerava para atender às demandas de sua base mais leal de fãs. A banda foi pioneira na criação de uma linha telefônica direta para eles, que podiam reservar ingressos por telefone. Esse tipo de serviço em corporações americanas só começou a surgir uma década depois. A Broadway adotou a prática no fim dos anos 80, para os ingressos. “Os membros da banda eram mestres em proporcionar uma experiência de valor diferenciado”, diz Barry Barnes, professor da Southeastern University, na Flórida.

Gestão 360 graus_O pioneirismo do Dead também se fez presente na gestão holística, tão em voga desde os anos 90. À rígida estrutura verticalizada de outras bandas, o Grateful Dead estabeleceu uma gestão horizontalizada. A banda era administrada por um conselho, composto dos músicos, da equipe sonora e até de membros do fã-clube. O cargo de CEO era ocupado em revezamento pelos principais membros do grupo.

Modelo Free_O modelo de negócios grátis, tão discutido em 2009 (como no livro Free, de Chris Anderson), foi antecipado em três décadas pela banda. Nos anos 70, o Grateful Dead incentivou os fãs a gravarem em cassete os concertos do grupo e distribuí-los de graça. “A melhor forma de criar demanda para o seu produto é dá-lo de graça”, escreveu em 1994, na Wired, o ex-letrista do Dead, John Perry Barlow. Mesmo incentivando a música grátis, os CDs do grupo vendem bem até hoje. Além disso, a banda ainda obtém um bom dinheiro com quinquilharias que levam sua marca.

Redes sociais_O fenômeno das redes sociais também foi antecipado pela comunidade de fãs da banda. Nos anos 80, os sociólogos acreditavam que os membros de comunidades a distância não criavam elos duradouros. Hoje, graças a Orkut e Facebook, todo mundo sabe que não é assim. A falácia do argumento já tinha sido provada em 1986 num estudo comportamental feito nos Estados Unidos sobre o grupo de fãs Deadheads, cujo estilo é o mesmo das atuais comunidades online.

A lição final é que, às vezes, aulas de inovação vêm de lugares insuspeitos, até de uma banda de rock hippie.

Edson Porto e Álvaro Oppermann, na Época Negócios.
dica do Chicco Sal

7.5.10

Gênios do marketing (194)



A catedral de Santiago de Compostela, uma das mais visitadas da Espanha, acaba de lançar um sistema que substitui as tradicionais velas de cera por outras elétricas que podem ser ativadas através de celulares ou da internet. Por cerca de US$ 2, os fiéis podem acender uma vela sem a necessidade de estar presentes na igreja. De acordo com os criadores do projeto, a catedral fica com um terço do que é arrecadado e o resto é dividido entre os criadores e as empresas que organizam as operações virtuais.

Fonte: UOL

Igreja e as mídias sociais

Darren Rowse é plantador de igreja em Melbourne, Austrália. Também é um blogueiro profissional, ou seja, vive do seu blog. Rowse é dono do site problogger.net , que basicamente dá dicas e sugestões sobre como alguém pode ganhar dinheiro com um blog. Ele mantém outros blogs, inclusive um já o auxiliou a começar um projeto de plantação de igreja alguns anos atrás. Casado, dois filhos om formação em teologia e na área de informática, é autor do livro Problogger: segredos para ganhar até um milhão de dólares com seu blog.

Ele gravou um video para um encontro da rede TransFORM, que visa equipar comunidades com visão missional. Neste vídeo, Darren motiva as igrejas a se envolverem nas redes sociais.

Entre suas dicas estão:

1) entre no mundo online visite os sites de relacionamentos (Facebook,Twitter etc)

2) não abuse das ferramentas

3) entre no mundo das outras pessoas e tente entendê-lo

4) precisamos criar uma estratégia baseada no que ouvimos dos usuários dessas mídias

5) precisamos criar conteúdo que seja atrativo e relevante

3.5.10

Gênios do marketing (193)

Loja lança sabonete com aroma de bacon
  Divulgação
Já se imaginou saindo de um banho com cheiro de bacon? O pessoal da loja online ThinkGeek resolveu aderir à brincadeira e lançou em seu repertório de produtos o Bacon Soap, um sabonete aromatizado com cheiro de bacon. Para os fabricantes, com o produto o usuário pode eliminar todos os micróbios e bactérias e ainda sair com o delicioso aroma da gordura de porco. Vem em uma embalagem retrô de lata e custa R$ 10.

fonte: Pequenas empresas & Grandes negócios

palmeirense desde o berço, minha resposta é "não, obrigado". =)

Modelo condenado

"Tendo sido um executivo sênior em algumas das maiores corporações dos Estados Unidos, estou convencido de que este model está definitivamente condenado. Uma entidade que dura para sempre e cresce para sempre é simplesmente impossível e idiota, de qualquer forma. É um desperdício de recursos. A sociedade merece um modelo melhor para a organização e implantação de recursos para prover produtos e serviços."

Glen Edens, antigo Vice-Presidente Sênior e Diretor na Sun Microsystems Laboratories, Cientista Chefe na Hewlett Packard, em O Impacto da Internet nas Instituições no Futuro.

Ditadores desesperados

Castro, Ahmadinejad e Chávez, na montagem: a encenação divertida reproduz o que os tiranetes sentem, mas não mostram

Campanhas publicitárias costumam ser rápidas, eficazes e fugazes. Passou, acabou. Há aquelas, porém, que transcendem o efeito momentâneo e vão ficando mais impactantes com o tempo. É claro que um tema monumental como a liberdade de expressão ajudou a tornar memorável a campanha Ditadores Medrosos, lançada há um ano pela agência Ogilvy & Mather, de Frankfurt, para a Sociedade Internacional para os Direitos Humanos, organização não governamental alemã criada em 1972 para "atuar contra as injustiças por trás da Cortina de Ferro".

Felizmente para todos, a cortina de ferro, expressão churchilliana que englobava a União Soviética e seus satélites, se foi, mas os abusos contra os direitos fundamentais pululam em outras partes. Daí a premiada campanha mostrando três conhecidos donos da verdade apavorados diante de um rato-mouse de computador.

Raúl Castro, de Cuba, Mahmoud Ahmadinejad, do Irã, e Hugo Chávez, da Venezuela, erguem o pezinho, sobem na mesa e fazem cara de pânico diante do pequeno objeto na ponta de um fio que traz embutida a praga de sua existência – informação à vontade. Era assim em 2008, quando a campanha ficou pronta, era assim em maio de 2009, quando ganhou um Clio, o maior prêmio da propaganda, é assim muito mais hoje em dia, quando Castro, Ahmadinejad, Chávez e correlatos oprimem seus cidadãos, perseguem os que ousam confrontá-los, ofendem o senso de justiça e liberdade de toda a humanidade e parecem inamovíveis.

As fotos da campanha foram tiradas em cenários montados na prefeitura da cidade de Wuppertal, um prédio do século XIX em estilo eclético. Foram usados tanto sósias como dublês de corpo, fazendo gestos e expressões faciais. Por fim, no computador as imagens foram ajustadas a fotos originais dos três tiranetes, para ficarem mais naturais. Chávez e Raúl trajam roupas habituais, mas o falso Ahmadinejad aparece todo de branco, como se a qualquer momento fosse cantar um bolerão.

Segundo profissionais que participaram da campanha, o mais difícil foi encontrar fotos dos três tiranetes que se aproximassem de um rosto assustado – déspotas, pela própria natureza, são bons em insuflar medo, e não em exibi-lo, até aquele momento em que a maré da história dá uma virada e... todo mundo sabe como acaba. Será que os poderosos com medo do ratinho que ruge ainda virarão pôster?

Fonte: Veja

Nota dez (45)

Cartoon Network, o salvador de brinquedos

Toy Soldier Final from Daniel Xavier on Vimeo.

Se uma criança não perdoa seus brinquedos, só uma coisa pode salvá-los.

A criação é do próprio Cartoon Network em Atlanta, com produção da brasileira Animatório/Vetor Zero.

Carlos Merigo, no Brainstorm9.

Gênios do marketing (192)

Loja de apostas patrocina confessionário de igreja

A paróquia Our Lady & St Etheldreda, na Irlanda: confessionário para perdoar pecados, agora patrocinado

Uma rede de casas de apostas gastou R$ 30 mil patrocinando o confessionário de uma igreja católica na Irlanda.

A rede Paddy Power foi chamada para ajudar a levantar fundos para a igreja Our Lady & St Etheldreda, que fica em Newmarket, na Irlanda. A cidade é famosa por seu circuito de corridas de cavalo, que movimenta o mercado de apostas.

Quando os representantes da igreja procuraram a empresa, eles perguntaram se não estariam interessados em promover um evento ligado à paróquia ou ajudar a pagar por um novo confessionário. Foi aí que um representante da Paddy Power perguntou se ao pagar pelo confessionário, a empresa não poderia colocar seu logo nele. A resposta foi sim.

Agora, o confessionário fica coberto com cortinas verdes que levam o logotipo da Paddy Power. Uma placa identifica o lugar como “Lata do Pecado”. A inauguração do novo confessionário teve até a presença do jóquei Frankie Dettori.

fonte: Época Negócios
dica do Chicco Sal

quais empresas poderiam investir em igrejas evangélicas e qual o tipo de patrocínio?

Olivetto: propaganda mundial está com baixa auto-estima

Os corredores do prédio da rua Novo Horizonte, em Higienópolis, já estão quase desertos. A famosa “lixeira”, abarrotada de troféus que a W e o Washington Olivetto ganharam, está sendo esvaziada. Aos poucos, os “recém-casados” W e McCann Erickson, como diz Olivetto, preparam-se para viver sob o mesmo teto, na Vila Clementino, sede da McCann. E foi na antiga residência semivazia da W que Olivetto recebeu a equipe do Adnews para falar sobre os planos dessa união, crise de auto-estima na propaganda brasileira, boas campanhas e sua função na nova agência.

Quando a W/GGK surgiu, em 1986, sacudiu o mercado publicitário. A mesma coisa aconteceu em 1989, quando se desvinculou da empresa suíça e virou W/Brasil. Como você vê o impacto da fusão WMcCann para a propaganda brasileira?

A gente não chama de fusão, mas de casamento. É proposital a palavra casamento. No comunicado já colocamos um série de princípios nossos, ideologias, em que se embute um raciocínio que eu particularmente gosto muito, que mostra que essa agência, evidentemente, deve ser boa para os clientes e para a gente, mas precisa também ser boa para a propaganda brasileira, no sentido de ser um bom momento de aumentar a auto-estima da propaganda nacional, que está meio baixa. E acho que essa agência veio para fazer isso.

Você acha que esse casamento com a McCann vai ser revolucionário para a propaganda brasileira?

Não tenho dúvida. Tive o privilégio na minha vida – aliás, esse sempre foi o meu grande sonho - de participar das duas grandes revoluções da propaganda brasileira: na DPZ, em que fiquei por 14 anos, e depois na W. Eu acho que essa vai ser a terceira. Até porque essa junta todos os projetos de ser o mais agressivo possível com a maturidade adequada. Trata-se de uma agência que está com a máquina todinha montada para ser absolutamente competente, seja no mundo analógico ou no digital. Então ela pode ser essa terceira revolução, sem dúvida. Ela foi posicionada para isso.

Por que você acha que a propaganda brasileira está com baixa auto-estima?

No mundo inteiro a propaganda está com baixa auto-estima. Existe uma crise criativa que é conseqüente do conteúdo tomando uma surra da forma. Muitas vezes a forma vem sendo usada para esconder a falta de conteúdo, em vez de valorizar um bom conteúdo. No caso da propaganda brasileira, nos últimos tempos, muitos brasileiros começaram a achar que está se fazendo propaganda melhor na Argentina do que no Brasil.

E você concorda com isso?

Não, acho que no volume ainda não está, mas a propaganda argentina melhorou bastante nos últimos anos. Então é um momento bom para fazer isso. Ou seja, a WMcCann vem para fazer publicidade que cumpre com suas obrigações de vender produtos e construir marcas, mas tem essa ambição maior de fazer coisas que caiam na cultura popular, que transformem o consumidor em mídia. E nós vamos fazer isso, e acho que isso vai ser bom para todo o mercado.

No comunicado que vocês soltaram, vocês afirmam que pretendem promover a volta da criatividade embasada no lugar da mediocridade teorizada. Quando isso aconteceu com a publicidade brasileira?

Eu diria o seguinte, o auge da boa propaganda brasileira foi nos anos 80, quando a gente tinha total consciência da “fundamentalidade”, por exemplo, do planejamento, mas tinha uma leveza de linguagem que foi se perdendo com o tempo. Então quando digo que deve ser embasado, mas espontâneo, é isso: o máximo de informação, o máximo de planejamento, o máximo de pesquisa, e depois botar uma idéia divertida nisso, que dê cara de gente. Hoje você tem muitas campanhas que olha e pensa assim: “Meu Deus, essa campanha, na sala de reuniões, deveria ser melhor do que quando entrou no ar”. Porque possivelmente a campanha tinha toda uma discussão e uma comprovação teórica muito boa, mas não tinha o humano, o brilhante, o sedutor das grandes campanhas. E é isso que nós queremos fazer, queremos voltar com tudo, com a criatividade espontânea, apesar de embasada. Leia +.

Marcelo Gripa e Sílvia Haidar, no Adnews.
foto: Henrique Mangeon

2.5.10

E se o Starbucks usasse o mesmo marketing das igrejas?



Marketing na igreja é uma questão controversa. O vídeo acima compara a abordagem comum nas igrejas comparando-a com a rede americana Starbucks. Nesta "parábola moderna" todos os chavões e situações comuns nas igrejas a cada domingo são usados como um alerta. Muitas pessoas vão ao Starbucks para satisfazer sua vontade de tomar café. Do mesmo modo, muita gente vai à igreja apenas para conhecer mais sobre Deus. Os visitantes "não iniciados" tem dificuldade de obter o que procuram e um deles nem sequer consegue.
Os autores do vídeo colocaram personagens que ao invés de facilitar o acesso ao produto, apenas dificultam. A linguagem é codificada, o comportamento esperado é quase constrangedor. E o mais interessante, nas "entrevistas", o barista, o gerente e o caixa acreditam que estão arrasando e o crescimento do número de fregueses prova a eficácia de seu modus operandis. Mal sabem eles que não chegaram nem perto com o casal de visitantes. O nome do vídeo é "E se o Starbucks usasse o mesmo marketing das igrejas?" Qualquer semelhança não é mera coincidência.


Fonte: Beyondrelevance.com
dica do Hermes Fernandes

30.4.10

Música para vestir



Gravatas e chapéus criadas com o tecido Sonic pelo brasileiro Júlio César

Segundo as tradições budistas tibetanas, o mestre indiano Atisha ensinou os seus discípulos a imprimir mantras, orações e pedidos sobre pedaços de tecido, acreditando que, através dos sons emitidos ao balançarem no vento, suas preces alcançariam ainda mais lugares e deflagrariam bons fluídos para todos.

Pensando em transmitir o seu recado, a designer estadunidense Alyce Santoro inspirou-se nas "bandeiras de oração" e desenvolveu o tecido Sonic que, confeccionado com as obsoletas fitas cassetes, emite sons e muita sustentabilidade através de peças super criativas.

Feito com 50% de poliéster e 50% da fita, o tecido surpreende não apenas por ser ecologicamente eficiente, já que tira do lixo as mídias que não são mais utilizadas, mas também por ser audível. Exatamente: é possível extrair sons de vestidos, chapéus e gravatas criadas com o Sonic apenas com o auxilio de um dispositivo criado com walkman - dispositivo esse que a própria designer ensina em sua página virtual.

Desde de que começou com o trabalho, Alyce conseguiu apoio de inúmeras pessoas para o recebimento de sua matéria-prima, as antigas tapes, mas a designer adianta que temporariamente não aceita doações, pois já tem uma grande quantidade de cassetes e agora se dedica ao desafio de confeccionar novas criações.

Brasileiro à frente

Interessante, inovador e sustentável. É assim que grande parte dos designers enxerga o tecido Sonic. Um deles é o brasileiro Júlio César. À frente em uma parceria com Santoro, o estilista foi o responsável pelo design de gravatas, chapéus e até alças de guitarras com o material – criações exclusivas e limitadas que podem ser encontradas no site do designer ou em seu ateliê, situado na cidade de Nova York, nos Estados Unidos.

Com cores que vão dos básicos preto e marrom a tons de azul e bordô, as peças feitas com o tecido ganham um brilho único por conta da inusitada mistura e têm um forte apelo entre os amantes de vinil, já que possuem um efeito similar.No site da Sonic, é possível adquirir o tecido ou algumas peças desenvolvidas com ele.

Fonte: Ecodesenvolvimento
Para "ouvir" a roupa usando um Walkman velho, siga as instruções deste video

Se a moda pega, poderá surgir um novo mercado, roupas ungidas, reciclando aquelas velhas fitas de música gospel :)

28.4.10

Cleycianne sem filtro

Capa do caderno Ela de "O Globo"
para ler a reportagem, clique na figura
fonte: twitpic da @samara7days


26.4.10

Sorvete de cerveja

Quem já ouviu falar em "suco de cevada" não deverá estranhar muito. Uma estudante universitária de Sheffield (Inglaterra) criou uma iguaria que pode ser grande sucesso no próximo verão: sorvete de cerveja.

Anna Lowden, que estuda nutrição, faz uma advertência: o processo de produção da "Pride of Sheffield" faz com que praticamente todo o álcool da matéria-prima seja perdido.

"Testamos com vários homens e os resultados foram bons. O gosto parece como o de uma pint" (medida de cerveja popular no Reino Unido), disse Anna, de 20 anos, ao jornal "Star".

Para chegar à delicatessen, a estudante usou um produto nacional, a Kelham Island Brewery. O sorvete deve ser produzido pela Hope Valley Ice Cream Company e será servido como sobremesa em pubs. O objetivo é estimular o consumo de sorvete entre homens - historicamente menor que entre mulheres.

Fonte: blog Page not Found

A idéia não é nova. Inclusive, já existe coisa semelhante no Brasil, mas continua sendo uma criação interessante.

Anúncios (i)legais (309)

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criação e produção: Rafael Martins (Rato)
fonte: Desenblogue

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