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4.5.10

Bando de idiotas egoístas

Cara, somos um bando de idiotas egoístas! Vejo acúmulo de riqueza por toda parte. O livro Atlas Deu de Ombros, o verdadeiro evangelho do interesse próprio escrito por Ayn Rand, vende mais no site da Amazon que A Audácia da Esperança, livro que definiu a trajetória de Barack Obama. E mais, a confiança nas instituições que tradicionalmente espera-se que apóiem e incentivem a filantropia e seu equivalente do mal, a redistribuição – ou seja, o governo, as ONGS e a Igreja - parece ter atingido um recorde negativo.

Acrescente a isso o fato de que uma pesquisa recente do Pew Research Center constatou que os Milenais (pessoas entre 18 e 29 anos, cujas vidas foram inteiramente moldadas pela tecnologia), talvez sejam a geração menos religiosa da história. Cerca de 26% deles afirma não ter nenhuma tipo de ligação com a igreja.

Do ponto de vista filantrópico, isso pode parecer ruim: americanos tendem a dar duas vezes mais para as igrejas do que para a “caridade secular”. Mas essas mesmas pessoas enviam dezenas de milhões de dólares para vítimas de terremotos em terras distantes através de mensagens que autorizam a cobrança da doação na sua conta de celular.

Para esta nova geração de doadores, cultura pop, discurso público, mídias sociais e a caridade percorrem a mesma trilha. Nela, velocidade é algo bom, mas a ganância não é. Como isso ocorre?
Parece que fomos feitos para isso. Nossos cérebros liberam doses de dopamina que parecem nos dar os parabéns quando temos um comportamento altruísta – algo que somos impelidos a fazer no instante que testemunhamos algo terrível.

Melissa Brown, diretora associada de pesquisa do Centro de Filantropia da Universidade de Indiana, chama isso de nossa "resposta altruísta imediata" (RAI). Contudo, ela acrescenta que os impulsos da RAI são facilmente anulados pela demora: "A Geração X e os Milenais não querem passar pela dificuldade de digitar um número de cartão de crédito de 16 dígitos para fazer uma doação de 25 dólares".

Felizmente, agora temos ferramentas digitais que acompanham com rapidez suficiente o nosso “gatilho” de empatia inata. Quer ajudar? Envie uma mensagem de texto custando alguns dólares para um determinado número e, de repente, você é parte da solução. Isso, sabemos agora, faz-nos sentir bem no nível neuroquímico. De fato, pode-se facilmente imaginar os avanços sócio-tecnológico nos unindo em uma espécie de superorganismo descentralizado - a matriz nervosa da pan-humanidade que detecta onde dói e envia ajuda em tempo real. Lembra da árvore das almas, feita de fibra ótica, do filme Avatar? Muito bem, meu irmão azul: ela já existe, e está brotando do seu telefone ou smartphone.
Aproveitar esse altruísmo neurobiológicos pode mesmo gerar mudanças reais e duradouras no lugar mais necessário: shows beneficentes promovidos por celebridades. Pense nisso: no mesmo dia em que soubemos do terremoto que atingiu o Haiti, o músico haitiano Wyclef Jean pediu doações pelo seu Twitter. Milhões de pessoas agiram imediata e apaixonadamente.

No momento que os shows beneficentes com os rappers P. Diddy e Pharrell começaram a acontecer, sentimos impulsos altruístas tardios e parecia algo forçado – ao menos para aqueles que reagiram à crise em tempo real. Mais eficaz ainda é a técnica empregada por Alicia Keys, que apresenta imagens de crianças carentes em seus shows. Em seguida, pipocam flashes com um número para doação por celular, satisfazendo a RAI de seus fãs. Pop + tecnologia = ajuda.
Naturalmente, esse altruísmo dependente de impulso tem suas desvantagens. Por um lado, essa dependência de estímulo faz com que ele não dure muito tempo, algo fundamental para a sobrevivência da maioria das organizações de caridade. Também significa que estamos sujeitos "aos caprichos da próxima blitz de mídia", disse Brown.

Sem as imagens horríveis e a sensação visceral de testemunhar as catástrofes em tempo real, as preocupações se tornam apenas imediatistas. (Alterações climáticas? Reformas no mercado? Desculpe - é como tentar ficar chapado com orégano) Mas se o que tem sido chamado sentimentalmente de nossa “humanidade comum", não passa de uma sensação neural com um prazo de validade medido em nanosegundos. E daí? Pelo menos agora temos a tecnologia para explorar isso. Talvez se Atlas tivesse um telefone celular, ele não daria os ombros. Refletiria sobre mandar seis dólares para a Cruz Vermelha.

Scott Brown, na revista Wired.

O deafio é descobrir qual a relação entre o afastamento da igreja e o aumento do interesse na caridade.

30.4.10

Do megafone ao Twitter

Um saco de maçãs, doze caixas de leite desnatado, um cacho de bananas, um saco de pão francês, uma caixa de suco de abacaxi, queijo minas, ricota, biscoitos, um saco de limões e alguns galões de água. Foi com este "arsenal" que cerca de 50 estudantes ligados ao movimento "Fora Arruda e Toda Máfia" enfrentaram quase 24 horas de ocupação da nova sede da Câmara Legislativa do Distrito Federal – encerrada na noite desta quinta-feira.

O objetivo do protesto era político: impugnar a eleição indireta que elegeu o governador Rogério Rosso (PMDB), transformar o novo prédio em espaço cultural ou uma escola de ética, fazer auditoria nas contas da construção do prédio, entre outros pontos. Mas tudo isso regado a leite desnatado?

E quanto ao estigma que marcou a atuação do movimento estudantil na época da ditadura militar (1964-1985), profundamente arraigado no fenômeno da contracultura? Por onde andam sexo, drogas e rock'n'roll? O perfil "geração saúde" do atual movimento estudantil inclui gel de cabelo, camisas com mensagens bem-humoradas, sandália de dedo nacional que faz sucesso na Europa, logotipo do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra pregado em alguma peça de roupa e uma rejeição incomensurável aos rótulos de "consumista" e "indiferente".

Itens, outrora, pouco comuns. No lugar do Twitter, o megafone. No do notebook, o mimeógrafo. Ex-presidente do Grêmio do Colégio de Aplicação da UERJ entre 1968 e 1969, o deputado Chico Alencar lembra que este último aparelho, que servia para imprimir panfletos, ganhou o apelido de "cachacinha" entre os estudantes da época da ditadura, por funcionar a base de álcool.

"Mas não era cachaça de verdade, era álcool mesmo", recorda Alencar. "Havia um controle muito rígido nos congressos, para não dar razão aos órgãos de repressão. Mas nada era proibido. O pessoal fazia muito amor, debaixo das mesas, atrás dos armários". O deputado define o movimento estudantil atual como "multifacetado", que "se revela uma força contestadora, que combina combatividade com irreverência, menos nitidez ideológica e mais humor". Porém, risca no chão a seguinte linha:

"Por um lado, (a nossa luta) era mais fácil porque naquela época enfrentávamos um inimigo monolítico, muito definido, que era a ditadura. Agora o horizonte utópico é mais nebuloso, se mobiliza mais pelo imediato, não tem discurso da revolução socialista como nós tínhamos. Mas essa pluralidade ideológica não desmerece em nada esse movimento".

A estudante de direito da Universidade de Brasília (UnB), Talitha Mendonça, 24 anos, uma das lideranças na ocupação da Câmara do DF, explica que o movimento estudantil "vive um momento histórico diferente". Para ela, não tem "como querer que (o movimento atual) tenha a mesma cara do movimento anterior". "Talvez naquela época fosse necessário aquele tipo de comportamento para quebrar com as barreiras. Hoje estamos muito mais preocupados em fazer com que as pessoas questionem ou critiquem", pontua Talitha. "A responsabilidade em relação à postura é diferente. Não tem como fazer uma festa num espaço publico".

A estudante lembra, no entanto, que a diversidade está presente nas manifestações no DF. Segundo ela, a ocupação anterior, na sede atual da Câmara, marcou o movimento: houve uma reorganização, então desmobilizada, no que vem sendo chamado de "coletivos". "Existem diversos tipos de coletivos, com revindicações distintas. A política ainda funciona por meio de partidos, mas em Brasília a ideia de poder popular está muito mais forte. Ficou claro que as reivindicações do coletivo têm mais força".

O sociólogo e pesquisador da Universidade de Brasília, Marcello Barra, que acompanhou a manifestação, arrisca: "Hoje ainda há jovens que são herdeiros de geração hippie. Mas, neste meio tempo, surgiram outros grupos, o que provocou uma diversificação muito grande na ação da juventude".

Para Barra, acontecimentos históricos, como fim do mundo dividido entre Estados Unidos e União Soviética, tornaram "menos claros" os caminhos a serem tomados pela militância estudantil - o que, segundo o sociólogo, influi no comportamento dos jovens. "Com o maior número de oportunidades a seguir, fica mais difícil saber quem é quem na política", reforça. "O jovem continua entrando na militância com a convicção política de transformação, mas acaba encontrando outros modos de manifestação na vida social".

Fred Raposo, no Ig Jovem.

26.4.10

Rejeitada em centenas de empregos, britânica comete suicídio

Uma jovem britânica de 21 anos cometeu suicídio depois de passar dois anos procurando emprego sem sucesso, disse seu pai. Descrita pela família como determinada e inteligente, Vicky Harrison se sentiu "humilhada e envergonhada" depois de receber centenas de cartas de rejeição.

A jovem se formou na escola com boas notas e passou um ano estudando cinema e mídia em uma universidade em Londres antes de decidir tentar a sorte no mercado de trabalho.

Desde que voltou para a casa dos pais em Darwen, no condado de Lancashire, a jovem se candidatou a centenas de empregos que iam desde vendedora de lojas, garçonete e atendente de cantina escolar, segundo informou o jornal local Lancashire Telegraph.

"A família dela disse que a jovem não tinha histórico de depressão mas ficou chateada com a falta de sucesso no mercado de trabalho", afirma o jornal.

A jovem se matou com uma overdose de remédios depois de receber mais uma carta de rejeição de uma creche, um dia antes de receber o cheque semanal do seguro-desemprego (cerca de R$ 120 por semana).

Ela deixou três bilhetes de despedida - um para a mãe, outro para o pai e outro para o namorado - em que declarou "não quero mais ser eu". Os três planejam criar uma fundação no nome de Vicky Harrison para ajudar jovens desempregados a lidar com o problema.

A jovem foi encontrada morta na sala da casa de sua mãe, com embalagens vazias de remédios, em março passado.

fonte: Terra

23.4.10

Joga bosta na Geni

Jornal anônimo de alunos da USP "desafia" universitários a jogar fezes em homossexuais



Em uma publicação anônima destinada a estudantes da USP (Universidade de São Paulo), os leitores são "desafiados" a jogar fezes nos colegas homossexuais. O jornal, entitulado "O Parasita" circula por e-mail e não tem periodicidade definida.

Segundo os autores, que assinam com pseudônimos, a "campanha" teria sido criada porque a Faculdade de Ciências Farmacêuticas tem sido "palco de cenas totalmente inadimissíveis". Um trecho da nota: "Para retornar a ordem na nossa querida Farmácia, O Parasita lança um desafio, jogue merda em um viado, que você receberá, totalmente grátis, um convite de luxo para a Festa Brega 2010. Contamos com a colaboração de todos" (sic).

A diretoria da instituição, por meio de nota, comunicou que "tomará as medidas jurídicas cabíveis para reprimir este tipo de publicação". Ressalta, ainda, que "não tem conhecimento nem apóia essa publicação, inclusive desconhece os seus autores". "O Parasita" circula com o nome da faculdade em seu cabeçalho.

Segundo Marcelo Akutagawa, presidente do centro acadêmico da instituição, a publicação é jocosa e chega para a maioria dos grupos de e-mail das turmas do curso de farmácia. "Sou contra, não precisaria ter um jornal debochando assim das pessoas", diz. Para ele, a maioria dos alunos entende que o jornal é apenas uma brincadeira e não chegaria a agredir algum estudante.

"É comum ter homossexuais aqui, todo mundo sabe que tem. Em festas já houve alguns episódios de insultos a homossexuais, mas nada muito forte. Os alunos não tem problemas com homossexualismo, mas sempre vai ter um grupo que é mais homofóbico", pondera.

fontes: G1 e UOL

exagero da patrulha do "politicamente correto" ou estímulo ao preconceito?

7.3.10

São tantas coisinhas miúdas (15)

Empresa suíça lança camisinha extrapequena para adolescentes

Desconfio que a boa intenção pode surtir efeito contrário na Suíça. Li no New York Daily News que após constatar em pesquisas que os adolescentes de 12 a 14 anos estavam transando mais, uma empresa de camisinhas do país resolveu lançar preservativos de tamanho extrapequeno, chamados Hotshot,destinado ao público adolescente. Se homens adultos já têm dificuldade com o tamanho da camisinha, como mostrou um estudo americano, imaginem os adolescentes… Não consigo visualizar um menino de 12 ou 14 anos à vontade pedindo uma camisinha extrapequena na farmácia. Será?

Fernanda Colavitti, no Sexpedia.

5.3.10

Nova vida ao lado de Deus

via Profetirando
clique p/ ampliar

fail eloquente esse, neam?

24.2.10

Gospel ou engole

Polícia investiga golpe do acampamento evangélico

A polícia civil de Belo Horizonte recebeu diversas queixas de que um novo golpe está fazendo vítimas na região. Os alvos preferenciais, surpreendentemente, não são idosos mas jovens e adolescentes, que são abordados por rapazes bem apresentados que lhes vendem ingressos para festas que prometem ser regadas a álcool, ecstasy e sexo livre. No entanto, ao receber os ingressos os ludibriados descobrem que se trata de uma festa de acampamento religioso.

“Achei que seria uma ****ria desenfreada”, declarou o jovem S. R. C. G., que não quis ser identificado. “Paguei 160 reais pela permissão de entrada, achando que seria uma festa legal, o nome ajudou a me enganar”, continua, referindo-se ao título da festa no convite preliminar: “GOSPEL OU ENGOLE”. Assim como os outros jovens, preferencialmente rapazes, S. R. C. G. descobriu após o pagamento que seria obrigatório levar ao acampamento, além de aparatos de higiene usuais, duas bíblias. Além disso, o convite pago afirma em letras grandes “Roupas de banho. É permitido apenas maiô para as mulheres e SHORT para os homens”.

O delegado Amaury Polêncio identificou que são jovens de uma congregação “reconhecidamente radical da região aqui de Belo Horizonte” que aplicam o golpe. “São os mesmos daquele golpe da rifa de carne humana, que o vencedor descobria depois ser apenas hóstias consagradas”, afirmou o delegado. “A gente entende o desespero destes joves que economizam o ano inteiro para tentar dar uminhas (sic) e depois caem num golpe desses”, continua. Segundo o delegado, os criminosos estão sujeitos a vários processos de danos morais.

Os jovens que foram vítimas devem prestar queixa assim que possível no 10º DP. Aqueles que forem abordados por jovens bem vestidos prometendo-lhes apimentadas experiências sexuais de carnaval em um acampamento regado a drogas devem tomar cuidado. “Eu já tinha conhecimento desse “golpe”. Mas em um culto, quando eu recebi uma unção com óleo sagrado, recebi a palavra de Jesus Cristo que me disse para deixar o acampamento em paz” afirmou o delegado Polêncio.

Foi instaurado um inquérito e os responsáveis pelo golpe já foram localizados. Eles devem prestar depoimento esta semana. Os esforços, segundo o Dr. Polêncio, estão concentrados em resolver a situação de maneira amigável, com a devolução do dinheiro para os lesados. “Vamos conversar com esses jovens para que eles não prestem queixa e que tudo fique em paz entre os jovens, a igreja e a família brasileira. Tenho certeza que Jesus tem uma missão para cada um de nós”, concluiu o delegado.

Pelvys Leonardo, no Bobagento.

valei-nos, são maquiavel...

14.2.10

Rockstar das Emoções

Como vive o ex-surfista que se tornou o guru espiritual dos adolescentes deprimidos dos Estados Unidos

Só passa um pouco do meio-dia em Atlanta, onde o festival Warped Tour está a todo vapor. Jamie Tworkowski já abraçou 79 pessoas, posou para 56 fotos, deu 42 autógrafos, enxugou as lágrimas de 13 meninas (e de dois meninos adolescentes) e ouviu as palavras "Você salvou a minha vida" pelo menos uma dúzia de vezes. Ele viu frases de sua autoria tatuadas em peitos e pernas, segurou a mão de uma mulher enquanto ela chorava pelo filho morto e compartilhou sua raspadinha de cereja com um desconhecido que afirma querer ser igualzinho a ele. Tworkowski, um surfista de 29 anos que largou a faculdade, transformou-se em uma espécie de guru para toda uma geração de adolescentes perturbados, como mentor de um movimento acidental - isso se você acreditar em acidentes, o que não é o caso de Jamie.

A mensagem de salvador dele não tem assim nada de novo - toca na sensibilidade, traz um toque de cristianismo, vem misturada com empatia poderosíssima -, mas a maneira como é transmitida é radicalmente diferente da ideia melosa de sentir a dor do outro, tão comum com os adeptos da autoajuda. Ele é tão sincero que chega a desarmar, tem aquela beleza típica de surfista e tão genuíno que consegue transformar o anarquista mais preconceituoso e incrédulo em um suplicante chorão.

A organização que ele fundou há três anos, To Write Love on Her Arms (TWLOHA - "para escrever amor nos braços dela") já se gaba de ter a maior audiência entre as ONGs presentes no MySpace, com uma enxurrada de mais de 100 mil mensagens - muitas delas, cartas de suicidas - de garotos e garotas em mais de 100 países. Se você é uma pessoa solitária com pensamentos violentos ou uma menina gótica que gosta de passar uma gilete pelo braço, é bem provável que os terapeutas e conselheiros que já conversaram com você pareçam só falar besteira. Tworkowski é a única pessoa que vai conseguir dizer alguma coisa que vai fazer diferença - usando o Twitter ou o Facebook ou em um show de rock, ou, se você tiver sorte, com um gesto mais antiquado: um abraço.

"Minha ideia nunca foi abrir uma instituição de caridade", Jamie diz, enquanto bebe água em um intervalo nos autógrafos na tenda da TWLOHA no Warped Tour. "Nem dar início a um movimento. Mas todos nós nos identificamos com a dor. Em um nível simples, o que dizemos é o seguinte: 'Isto faz parte do fato de sermos humanos'."

Quando sobe ao palco, ele parece humilde, tímido, quase retraído. Veste jeans ou short e camisetas de bandas. A cadência dele se parece com a da poesia falada: entrecortada, abafada, hipnótica. Ele é absurdamente bonito - 1,90 metro, olhos pequenos e fundos, lábios carnudos e um ar de androginia nada ameaçador. Na tenda, um fluxo contínuo de meninas e um punhado de meninos fazem fila, à espera de sua vez de desfrutar da companhia de Jamie. Eles saltitam e se agitam, soltam gritinhos de ansiedade. Uma menina de biquíni se inclina para a frente com o peito arrebitado. "Você dá autógrafo em seios?", ela pergunta a ele.

Jamie não se deixa levar por tanta atenção. "Na verdade, o negócio não é comigo", ele diz, enquanto assina o braço da menina. "A garotada só me associa a uma coisa que tem alguma importância para eles. Se você pensar no que está em jogo, é compreensível o fato de as pessoas reagirem como reagem. Parte do que fazemos é acreditar que a nossa história pode ter um final mais feliz."

Allison Glock, na Rolling Stone.
dica do Douglas Negrisolli e do James Prado


enquanto isso, em muitos acampamentos-refúgios das igrejas evangélicas vão enfatizar os perigos do sexo e blablablá.

19.1.10

4ever and ever



A criatividade do Silent Monks ao som de Aleluia de Handel. =)
+ de 4 milhões de cliques no YouTube.
via Pra cumprir teu chamado

20.12.09

A cura pela alegria

A risada pode ser um bom remédio, por isso muitos falam em terapia do riso. Uma gargalhada envia ao cérebro a ordem de produzir betaendorfina, uma substância que alivia a dor.

Para conseguir muitas risadas, o grupo de palhaços Pirilampos, formado pelo contador Márcio Ribeiro, pela advogada Karla Cristina de Oliveira, pelo estudante de Direito Tiago Turcatel, pela pedagoga Simone Rodrigues e o agrônomo Estevem Nicodemos, que fazem parte da igreja Betesda, trabalha voluntariamente há dois anos no Hospital da Criança Santo Antônio para levar alegria às crianças que estão internadas na unidade hospitalar.

Os Pirilampos visitam as crianças as quartas e sábado na parte da tarde. Durante duas horas eles passam pelos leitos fazendo palhaçadas, mágicas, contando histórias e conseguindo muitas risadas, até mesmo dos adultos.

“Este trabalho é muito gratificante. Não tem preço ver um sorriso estampado no rosto de uma criança e saber que ela estava tristinha e com a nossa presença ficou mais alegre”, disse Karla.

Márcio Ribeiro contou que, durante esse tempo que leva alegria às crianças do HCSA, o que mais lhe emocionou foi uma criança que estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e pediu para ver um palhaço.

“Ela estava ainda cheia de aparelhos e riu bastante. Era uma criança cheia de vida, e fiquei muito emocionado e feliz por ter levado alegria e saber que de certa forma eu contribui para o seu restabelecimento”.

O estudante Joseph Nascimento de Souza, 9 anos, está internado no HCSA há mais de um mês. Ele foi atropelado por uma moto e fraturou uma das pernas em três partes. Durante todo esse tempo afastado de casa, escola, família e amigos, o que o confortou foram as visitas dos palhaços e os outros recursos oferecidos pela Humanização do hospital. “O tempo passa mais rápido, e acho muito legal e engraçado os palhaços. Eu me divirto muito”. Leia +.

trecho de reportagem publicada na Folha de Boa Vista.

25.11.09

Laços de família (2)



Rapaz acusa família de interná-lo por ser gay. A mãe nega a acusação.
fonte: SBT Notícias [via UOL]

15.11.09

Revista "Tina" sugere personagem gay de Mauricio de Sousa

A 6ª edição da revista "Tina", da editora Panini, apresenta o primeiro personagem aparentemente gay das histórias de Mauricio de Sousa, criador da Turma da Mônica.

Caio, que é apresentado como melhor amigo de Tina na história de capa, assume ser "comprometido", indicando outro rapaz, o que causa estranhamento para os outros personagens. No entanto, ele não tem trejeitos típicos de homossexuais.

A assessoria de Maurício de Sousa considera que é a primeira vez que o assunto é abordado nas histórias, cumprindo promessa do autor de discutir questões ligadas ao universo adolescente, "de forma tranquila e sem levantar bandeiras".

No entanto, para brindar a inclusão dele na história, há nela também um discurso de Tina contra preconceito em geral.

O assessor afirma que a história não pretendeu ser categórica no lançamento de um personagem gay. Ele levanta até a possibilidade de que ele seja bissexual, no entanto. Ele também assegura que a história e o personagem terá a devida continuidade e encaminhamento.

Tina, agora estudante de jornalismo, é uma personagem que foi criada nos anos de 1960, inicialmente com um visual hippie, e traços bem diferentes dos atuais.

fonte: Folha Online

13.11.09

O prazer está em suas mãos

Um novo curso escolar que ensina masturbação a jovens de 14 aos 17 anos está provocando polêmica entre pais e educadores na Espanha.

O curso faz parte de um programa introduzido pelas Secretarias de Educação e Juventude da província de Extremadura, e intitulado "O prazer está em suas mãos". Ele pretende acabar com mitos para que os adolescentes entendam a sexualidade de forma natural.

As aulas sobre sexo serão facultativas nas escolas de segundo grau da província de Extremadura (oeste do país) a partir de novembro. Os conteúdos vão de anatomia e fisiologia sexual masculina e feminina até técnicas de masturbação e uso de objetos eróticos.

Para a secretária de Juventude de Extremadura, Laura Garrido, o novo curso "não deveria escandalizar a ninguém, principalmente porque todos nós fomos adolescentes algum dia e todos nós temos sexualidade".

Consciente das críticas de grupos de pais de alunos e veículos de comunicação conservadores, que classificaram a atividade escolar de imoral e irresponsável, a secretária disse à BBC Brasil que "resumir tudo em uma polêmica sobre como sentir prazer é uma barbaridade".

"O programa tem muitos mais aspectos, como hábitos saudáveis, auto-estima, afetividade, identidade de gênero, doenças de transmissão sexual... e esperamos derrubar muitos mitos negativos sobre a masturbação, é óbvio".

Dúvidas
A Secretaria de Educação de Extremadura elaborou 1.200 livros em formato revista com exemplos de dúvidas habituais de adolescentes sobre o tema e as respectivas respostas de educadores e sexólogos.

O material didático das aulas inclui mapas da anatomia humana, explicações sobre tipos de brinquedos eróticos, endereços úteis e até um baralho que coloca os jogadores em exemplos de situações de risco como uma ereção prolongada ou uma infecção genital, para que saibam como resolver os problemas.

Os slogans do curso escolar - "O prazer está em suas mãos" e "Prazer quando e onde você quiser" - foram aprovados pelo Instituto da Mulher de Extremadura (ONG que reúne associações feministas locais), porque consideram as aulas necessárias para que os jovens entendam que o sexo não é apenas um ato físico.

"Se esse curso conseguir que os nossos filhos se desenvolvam através de uma sexualidade saudável, será mais fácil evitar condutas discriminatórias e agressivas em suas relações", disse à BBC Brasil a diretora geral do Instituto da Mulher, Maria José Pulido.

"É importante que pais e educadores possam tratar a sexualidade como um comportamento, uma expressão afetiva e de saúde também".

fonte: UOL Educação

felizmente, o tal curso vai rolar na província de Extremadura. :P

2.11.09

O desemprego e a geração Facebook

Bem-preparada, mas sem oportunidades, a juventude americana pode se tornar a maior vítima da crise econômica

Depois de morar por seis meses em um apartamento com colegas de faculdade, Eric Georgantes, de 23 anos, teve de voltar para a casa dos pais. O motivo, impensável antes da crise econômica, hoje é cada vez mais comum entre universitários americanos: apesar de estudarem em grandes universidades, nem ele nem seus três colegas conseguiram um emprego de meio-período para pagar o aluguel.

Bem-preparado mas inexperiente, Eric é um retrato da chamada “geração Facebook”: jovens universitários e recém-formados que tiveram o azar de entrar no mercado de trabalho em um dos piores períodos da história da economia americana – e agora pagam por isso.

“Estou no último ano de Ciência Política, mas meu último emprego foi o de cuidador de cachorros, há um ano”, diz Eric. “Procurei trabalho em lojas, restaurantes e até na universidade, mas não consegui nenhuma entrevista. Com 9,8% de desemprego no país, era de se esperar.”

Tradicionalmente, a taxa de desemprego nos Estados Unidos flutua entre 4% e 5%. Com o impacto da crise econômica, essa porcentagem dobrou. Os jovens foram os mais afetados. Em setembro de 2009, apenas 46% dos americanos com até 24 anos estavam empregados. É o menor índice desde que o governo americano começou a medir essa estatística, em 1948.

Os números mostram uma nova e preocupante realidade no país. Com a recessão, muitas das vagas de emprego em lojas e lanchonetes, antes destinadas a universitários, deixaram de existir. As que sobraram passaram a atrair pessoas mais velhas que perderam o emprego devido à crise – e têm mais experiência e tempo disponível do que os estudantes.

Para piorar a vida dos estudantes, universidades que mantinham seus preços congelados há muitos anos tiveram de aumentá-los para conter os efeitos da recessão. O resultado: nunca foi tão caro – e tão difícil – cursar uma faculdade nos Estados Unidos.

Segundo a Secretaria de Educação do país, o universitário americano tem, em média, uma dívida de US$ 27 mil (cerca de R$ 47 mil) ao se formar. A inadimplência vem crescendo ao longo dos anos. Em 2007, chegou a 6,7%. Os números de 2008 e 2009 ainda não foram divulgados, mas a expectativa do governo é de um aumento acentuado.

O motivo para o pessimismo é simples: ao contrário do que ocorria no passado, o diploma universitário deixou de ser garantia de emprego nos Estados Unidos. Antes da crise, a taxa de desempregados com ensino superior completo chegou a irrisórios 2,6%. Agora, ela é de 18% para jovens até 24 anos, e 11% entre os que têm 25 e 29 anos. Se forem descartados aqueles que estão subempregados, o número é ainda mais impressionante. Segundo a Associação Nacional de Faculdades e Empregadores (Nace, na sigla em inglês), apenas 1 em cada 5 formandos de 2008 conseguiu um emprego em período integral na sua área de formação. Leia +.

fonte: Época

se a coisa tá assim nos Estados Unidos, imagine no Brasil...

1.11.09

Parecia uma igreja evangélica cheia de fanáticos

Hostilizada por colegas da Uniban (Universidade Bandeirante de São Paulo) por causa de um vestido curto, a estudante de turismo Geyse Arruda, 20, afirmou ontem na TV que professores e funcionários também participaram do tumulto.

"Os seguranças da faculdade, no começo, estavam rindo", disse. "Como um aluno vai ter atitude decente se os próprios professores e funcionários apoiam [as hostilidades]?"

Geyse deu entrevista de cerca de duas horas ao programa "Geraldo Brasil", da Record, no dia em que deveria depor na sindicância interna aberta para apurar o caso. A universidade não se manifestou ontem.

No programa, Geyse chorou e relatou sua versão da noite em que teve de sair escoltada por PMs para se proteger de cerca de 700 alunos "descontrolados". Ao fim da atração, trocou a blusa preta de manga comprida e o jeans que usava pelo vestido rosa-choque que causou a confusão. Antes, recusou três vezes o pedido do apresentador Geraldo Luís.

A jovem também assumiu parte da culpa pelo tumulto. "Posso ter errado por ter ido com o vestido. Mas o ato de vandalismo que fizeram comigo não se faz com ninguém."

Ela disse que volta ao curso na terça-feira, "não para afrontar ou causar polêmica".

Quando o apresentador perguntou por que Geyse só usava esse tipo de roupa, ela respondeu: "Acho que um vestido em uma mulher é extremamente feminino. Minha roupa só diz respeito a mim, respeito todo mundo e quero ser respeitada".

Ela foi comparada pelo apresentador a Maria Madalena. Rafael Bruno, 22, do curso de administração da Uniban, fez analogia similar. "Parecia uma igreja evangélica cheia de fanáticos. A hipocrisia era igual."

Alunos do mesmo campus onde Geyse estuda concordam que a universidade não soube controlar o tumulto.

Renato Di Giacomo, 23, estudante de logística, diz que a jovem deveria ter sido barrada na entrada por estar usando "trajes inapropriados".

Thaiza Andreone, 22, do curso de administração, comenta que faltou pulso firme. "Foi uma reação em cadeia provocada pelos próprios alunos. Toda hora chegava alguém na minha sala para falar da saia da menina. Imagine o que vão pensar desta universidade, onde os alunos tomam conta desse jeito? Parece colégio..."

Thaiza diz que Geyse não é a única a usar roupas "ousadas" na faculdade. "Sempre tem umas meninas de top. Eu mesma uso minissaia e vestido curto, então isso tudo é uma tremenda hipocrisia."

fonte: Folha Online

26.10.09

TV deixa de ser o item mais importante entre os jovens

Apesar de ser o aparelho com maior penetração no Brasil, a TV perdeu o reinado entre os jovens. Pesquisa realizada pelo Ibope mostra que o meio deixou de ser o mais importante para a população jovem, considerada até 34 anos. O estudo considera os hábitos de consumo de meios de comunicação.

De acordo com a coluna Outro Canal, do jornal Folha de S.Paulo, o estudo apontou que, entre a faixa etária de 10 a 17 anos, o computador com internet é o item mais relevante, com 82% no ranking de prioridade. Em seguida estão a TV (65%) e o celular (60%).

Para a população de 18 a 24 anos, quem lidera o ranking é o celular com 78%, seguido por: computador ligado à rede (72%) e TV (69%). O grupo de 25 a 34 anos tem o celular como item mais importante (81%), depois aparecem: TV (73%) e computador (65%). A TV lidera a pesquisa com 77% de preferência, na média geral.

Segundo Dora Câmara, diretora comercial do Ibope, a pesquisa mostra que existe um processo de convergência, principalmente entre a população mais jovem, que possui mais capacidade para acomodar os meios de comunicação simultaneamente. "Metade dos jovens de 12 a 19 anos costuma acessar a internet enquanto veem TV ou ouvem rádio".

Mesmo assim, 82% dos 800 entrevistados afirmou que prefere utilizar um meio de cada vez.

fonte: Adnews

14.10.09

A imagem dos jovens na imprensa

O desemprego entre os jovens, tema dos jornais na semana que passou, só foi discutido – ou melhor, noticiado - porque foi divulgada, pelo IBGE, uma pesquisa sobre o assunto. Mostra a pesquisa: "Mais de 1,2 milhão de jovens de 18 a 24 anos não exerciam, em 2008, nenhuma atividade produtiva no Brasil. Essa enorme ociosidade juvenil – 1.245.270 pessoas que não estudavam, não trabalhavam e não ajudavam em atividades domésticas – atingia 5,37% dos 23.242.000.000 brasileiros desta faixa etária no País. Ela se deve, em boa parte, ao desemprego". (O Estado de São Paulo, 10/10/09).

Para não dizer que se limitou a divulgar os dados oficiais, o jornal fez um box na matéria, mostrando a rotina de um grupo de jovens que passam o dia numa pista de skate no bairro da Penha (em São Paulo), de onde só saem de madrugada, segundo um dos entrevistados.

A escolha dos personagens foi, no mínimo, infeliz. Em vez de ir a uma pista de skate e entrevistar jovens que não gostam muito de estudar, não ajudam nos trabalhos domésticos ou que vivem do seguro desemprego, teria sido mais proveitoso ir procurar as filas na porta de empresas que colocam anúncios de emprego e conversar com os que estão esperando uma oportunidade. Mostrar "desocupados" que aproveitam o tempo numa pista de skate acaba levando a uma leitura pouco favorável dos jovens, que acabam passando a sensação de que estão sem fazer nada por opção.

A matéria daFolha de São Paulo (10/10/09) também reproduz os dados oficiais, mas foi mais séria na escolha dos exemplos, como a jovem que parou de estudar porque engravidou e seu marido que teve de largar os estudos para se dedicar mais ao trabalho. Essa jovem, ao contrário dos skatistas doEstadão, trabalha num salão de beleza, cuida do filho quando chega em casa e diz que não volta a estudar – embora tenha vontade – porque fica cansada para enfrentar escola à noite. Um retrato bem mais realista da situação da grande maioria dos jovens brasileiros.

Outros dados relevantes

A Folha se saiu melhor também ao explorar mais outros dados relevantes da pesquisa, a situação dos pretos e pardos e das mulheres: "Os brasileiros que se autodenominam pretos ou pardos continuam minoria no seleto grupo do 1% mais ricos do país". Quanto à situação da mulher, as melhoras também foram poucas: "Só 29,2% das mulheres estavam empregadas com carteira assinada, percentual inferior ao registrado pelos homens (38,4%) embora o percentual das mulheres que são chefes de domicílio tenha aumentado de 25,9% para 34,9% nos últimos dez anos."

O que a leitura do mesmo assunto em dois jornais diferentes revela?

Assuntos de relevância como a situação – e especialmente a falta de perspectiva – de jovens e de setores menos privilegiados da população (pretos, pardos e mulheres) só entram na pauta quando um órgão oficial pesquisa o tema. A imprensa se limita quase que exclusivamente a transformar os números em frases compreensíveis para o leitor, ilustrando com um ou dois exemplos (às vezes infelizes) ou a falar com os técnicos encarregados da pesquisa. Nenhum dos jornais se preocupou em discutir o tema com mais seriedade, mostrando, por exemplo, a posição do governo com relação aos jovens, ou lembrar as promessas de campanha que falavam da criação de empregos etc.

Pelo menos nessa hora, já que não se faz isso no dia a dia, a imprensa poderia discutir as perspectivas dos jovens ante a realidade do país e não se limitar a reproduzir os discursos otimistas do governo, anunciando que a crise no Brasil já passou. Se a crise realmente passou, é hora de mostrar como está a situação do emprego, da educação e da saúde, especialmente entre os jovens que estão esperando a sua chance de tomar decisões, ou, pelo menos, de ganhar a vida com um trabalho decente. Ou será que a mídia também está esperando as Olimpíadas para discutir o futuro dos jovens deste país?

Ligia Martins de Almeida, no Observatório da Imprensa.

11.10.09

Pobres moços (56)

Senhor...
Entra na minha casa,
Entra na minha vida,
Sara todas as feridas,
Me ensina a ter santidade,
Faz um milagre em mim...

O agir de Deus é lindo na vida de quem é fiel
No começo tem provas amargas, mas no fim tem o sabor do mel
Eu nunca vi um escolhido sem resposta, porque em tudo Deus me mostra uma solução

"Sabor de mel "– Damares


trecho de texto no perfil de Kaline Bayma (primeira à direita na foto). Após escrever a palavra LUTO no perfil do Orkut, comprou álcool e ateou fogo no próprio corpo. Após 3 meses de sofrimento, a evangélica de 20 anos faleceu. Deixou uma filhinha de 3 anos.

22.9.09

Porradaria

Antes de virar mulheres, elas já viveram a experiência da agressão do parceiro, que pode ser um garoto conhecido na festa do último fim de semana. No entanto, entre os casais jovens, as meninas não ocupam só papel de vítimas, mas também de autoras dos maus-tratos . Pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), feita com pessoas entre 15 e 19 anos de todo o País, identificou que 87% das adolescentes já vivenciaram formas de violência no namoro ou no "ficar". "Atestamos, porém, que as garotas estão agredindo quase que na mesma proporção do que os meninos", afirma a autora do estudo, Kathie Njaine, que tabulou os 3.205 questionários, recolhidos nas cinco regiões do País.

Na pesquisa, relacionamentos efêmeros foram suficientes para reunir episódios agressivos. "Beliscões, empurrões, tapas, xingamentos, ofensas, humilhação pela internet foram formas de agressão citadas pelos entrevistados", diz ela, que afirma não ter atestado diferenças regionais nos números. "No geral, a prevalência de agressão é alta e surpreendente." Os dados estão sendo interpretados e devem virar um livro.

Os índices de agressão equiparados entre garotas e garotos podem ser explicados por outros estudos que já identificaram aumento no comportamento destrutivo por parte das garotas. As menores de 15 anos, segundo o Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), representam o único grupo etário que usa tantos entorpecentes quanto meninos de mesma idade (5% em média). Nas outras faixas, há diferença significativa entre os gêneros.

O Inquérito sobre Saúde do Paulistano - recém-divulgado pela Prefeitura - mostra que o número de mulheres que dizem beber de uma a três vezes por semana passou de 12,4% em 2003 para 19,8% em 2008, crescimento não atestado entre homens. Drogas e álcool - que há mais tempo frequentam a vida deles - são combustíveis de agressividade, afirmam os especialistas. "A igualdade delas no consumo de substâncias psicoativas aumentou o envolvimento em atos mais violentos", afirma a médica Vilma Pinheiro Gawryszewski, que coordenou o Núcleo de Combate à Violência de São Paulo. "A droga atrapalha o autocontrole, tudo é exacerbado, incita a violência. Isso é mundial."

Ainda que o uso de entorpecentes esteja por trás das agressões praticadas pelas garotas, isso não anula, na visão dos especialistas, a importância da iniciação precoce da violência entre os jovens casais, fenômeno antes só associado à fase adulta. No estudo da Fiocruz se identificou que muitas meninas não terminam o relacionamento por medo das ameaças. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

via UOL

12.8.09

Festa no Genizah!


Parecem anos, mas foi no dia 11 abril de 2009 que eu publiquei um post (errado) no blogger e foi no dia 12 (ai sim, mais meia boca) que saiu o primeiro post do Genizah... E, não a toa, - olha a mente reformada falando - risos - sobre intolerância, decepção e orgulho denominacional!

De lá para cá parece uma eternidade e eu não sei mais como é viver sem ter um blog... Um negócio que não é nenhum jardim, estamos sempre aprendendo, dá mais trabalho do que cachorra peluda com febre de cio ou carro velho a álcool... Mas que também da muita alegria!

Difícil são os fariceus hipócritas... E os orgulhosos denominacionais (gente que já loteou o Ceú e colocou a praia na sua parte, a vista pior para os outros irmãos e deixou de fora estes ou aqueles). Mas até isto não me incomoda tanto mais... Os caras são tão repetitivos que já sei as ofensas de cor... Fico imaginando o que seria da nossa amada Aliança com Deus se estes tipos de Exejegues prevalecessem! (veja a fábula do Rubinho, por exemplo, artista genial, que aliais me presenteou com a nova marca do blog!)

Mas fiz MUITOS amigos virtuais e reais! E sem eles...

Jesus me fez encontrar gente como o Leonardo Gonçalves, 100% irmão em cristo, imitador MESMO e que me incentivou a continuar e batalhar do meu jeito.

Sim. Meu jeito! Não há apenas um jeito de se ver as coisas, de bloggar apologética e, tão pouco, ser cristão, Caminhar na Graça de graça e trabalhar para o Reino. Veja o Pavarini, por exemplo, que também tem sua trilha muito diferenciada e faz sucesso demais! Glorias a Deus pela vida dele! E pelas pílulas vermelhas que os seus amigos tomam!

O grande exemplo é um só: Jesus. Eu não abro mão da Graça! Mas há dons diferentes e o Senhor vai ungi-los para a Sua Glória.

Eu tenho os meus. Os irmãos os deles. Todos igualmente benditos, se usados em prol do Reino. Sem a Forma do mundo! Na Graça Plena! Deixou de ser assim, permanecem os dons pela Graça, mas sem a unção do Senhor. Vamos, portanto, fazendo cada qual a sua parte, da sua forma, segundo a vontade do Pai e, no conjunto, evangelizamos, defendemos a fé, fazemos missões, fazemos caridade, pastoreamos, organizamos, ensinamos, etc. Cada qual no seu melhor: Amigos de Cristo.

Quando eu me propus a seguir esta linha editorial do Genizah, já sabia que ia ser triste. Receber e publicar tanta denuncia deste VeshameGospel...

Senti que era chamado para ser mais um louco nesta missão, então, resolvi fazer com humor... Muitos dizem “não obrigado” para tudo isto que esta ai... Quem pode, se esconde no seu baú. Outros nos levam a reflexões, mas o importante é saber que crer é também pensar , ser INTEGRO e prosseguir para o alvo, no caminho plano, sempre fazendo como se fez em Bereia, pois é certo que descansaremos nossa alma no Senhor.

Meu amigo Teóphilo Noturno, encara um dobrado, pois pega umas causas cabeludas para defender... E tome pedrada! Noticias cristãs terríveis! Vivemos tempos de Emeugência na Igreja!

Aliais, como tomamos pedradas! Renato Vargens toma muita, Marcio de Souza, Ciro Zibordi, Clóvis, Altair Germano, Ruy Marinho, Thiago, Julio Soder, Newton Carpintero, Alessandro, Hermes Fernandes, Nani, Gláucia, os já citados e os ainda adiante também. Todos tamanduás, cada qual ao seu jeito e tendência teológica, mas todos batalhadores desta igreja cheia de formiga saúva!

Gente que coloca Jesus na supremacia de todas as coisas e, por conta disto, falam o que devem falar, fazem o que deve ser feito e, tomam suas pedradas por isto. Mas todos dizem, tenho certeza, Glórias a Deus pelas pedras, pois elas já vêm clamando pela justiça do Pai!

Centenas de irmãos estão encarando esta missão e semeando com heroísmo! Cada qual ao seu jeito! E isto é lindo! Deus bendiga!

Para alguns hipócritas parece desejo de ser negativo e de criticar... Mas nós sabemos que o fazemos em defesa da fé e dos inocentes que ao buscarem Jesus e andam encontrando Genézio!

Assim, uns são mais ácidos, outros mais jocosos, outros calmos e mansos, outros intelectuais, outros irados. Eu escolhi ser palhaço, quase sempre... Sou um mingau que tem seus dias de angú!

Fato é que não estamos exatamente no país do pensamento, têm horas que é difícil não ser um cristão revoltado, risos. Mas pensando melhor, o negócio é ficar mais EvangeliCoOl, pedir um suco de manga, ou um café, e sentar para ler um ensaio lindo do Levi Bronzeado, considerar as coisas da vida e concluir que o melhor é dizer: Celebrai! Soli Deo Glória!

Motivos não me faltam! Os principais são o Reino e os amigos de jornada. Ah! Os amigos que Jesus me manda! A razão da minha sanidade! Eles nos sustentam nesta batalha. E nós precisamos. Todos nós! Segunda-feira, publiquei um artigo do Pastor Nélio DaSilva, amigo e agora companheiro de ministério que expressa esta necessidade! É isto amigos da blogoesfera apologética! Vamos fazer feito as Sequóias e permanecer juntos. Seremos fortes!

Eu queria citar muitas outras pessoas aqui neste agradecimento e fico com receio de esquecer alguém e acabar transformando este dia de alegria em mágoa para alguém...

Já basta o dia que o twitter encrencou e eu perdi os followers e os amigos também... e muitos se magoaram com isto.

Sendo então mais genérico, mas igualmente sincero e amoroso, agradeço a cada um dos mais de 600 blogueiros que acompanham o blog, a todos os 95 irmãos presentes nos links deste blog, aos 394 que oferecem link ao Genizah, aos 2.000 twitteiros que me “perseguem” e aos milhares que viram mais de 175.000 páginas deste blog (incluindo as do primeiro marcador que eu baguncei... Risos) nestes 122 dias de muito prazer e alegria entre irmãos em Cristo!

Venha nos buscar Pai! A coisa está ficando grossa!

Por Ele e para Ele!


Danilo, no blog Genizah

O blog Genizah comemora seus 4 meses e faz uma homenagem pra lá de especial! Parabéns, Danilo! Agradecemos o carinho! ;-)
Pra quem não conhece, o Genizah é um dos parceiros do Pavablog#.
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