15.8.09

Sobre música do mundo...



...e música do (sub, sobre, extra, fora, ex, pára, outro??) mundo

Conheci pessoalmente o Don Richardson, missionário na Papua Nova Guiné, autor do best seller “O Totem da Paz” entre outros livros, amigo, homem humilde e que honra o trabalho que nós brasileiros fazemos entre os índios do Brasil. Numa entrevista particular uma vez, meu marido lhe perguntou: Se voce tivesse de começar de novo, o que faria de diferente no seu ministério entre os sawis? Uma pergunta delicada, na verdade um eufemismo para: - “qual foi o grande erro que você cometeu e que não repetiria se tivesse uma nova oportunidade?”

Ele pensou, pensou, o que é um bom sinal... E finalmente disse: - Duas coisas; primeiro eu não teria traduzido corinhos da igreja Indonésia para a igreja Sawi, e o segundo teria usado dramas ao invés de pregação falada para ensinar o evangelho...

Pode parecer pouco para os não iniciados, mas para nós antropo-etno-linguo-teo-missionários foi a admissão de um grande erro. Ele estava dizendo que teria introduzido o evangelho numa forma cultural sawi e não na forma estrangeira... A maneira de cultuar, a maneira de pregar usada pelos sawis que são quase que 70% cristãos, é estrangeira, eles louvam indonesiamente, talvez até saibam cantar: ...”sim Deus é bom”... na sua própria língua.

Vamos sempre a cultos missionários, tristes a meu ver, quando se canta “yes God is good”, sim Deus é bom e por aí afora em muitas línguas, crendo-se que o grande propósito de Deus para o universo humano é formar na terra uma imensa e uniforme igreja evangélica.

O erro que Don cometeu, também cometeram os que primeiro nos pregaram o evangelho, e também continuamos cometendo nós líderes cristãos do Brasil de hoje. No último encontro nacional de JOCUM que se crê vanguarda e as vezes é perseguida por ser mesmo vanguarda em alguns aspectos, na frente de quase mil jovens, liderando uma reunião pedi que a equipe de louvor tocasse “Velha Infância” dos Tribalistas para louvarmos a Deus com intimidade. Ao mesmo tempo em que a música trouxe um espírito doce e especialmente terno para toda a platéia, encheu a boca e o coração dos jovens presentes de alegria, muitas pessoas se escandalizaram, e o líder do louvor teve que enfrentar muitas caras feias até o último dia...

Gosto de tocar “Um índio” de Caetano Veloso quando prego em congressos, e "Maria Maria", do Milton que considero músicas essenciais no entendimento de nossa identidade brasileira. Infelizmente nosso Jesus evangélico não é brasileiro. Ele é internacional, e por internacional leia-se americano-europeu do norte. Este Jesus fala inglês, louva medievalmente para algumas denominações e hosana-music-vineyard-mente para outras. Mas como um religioso fariseu, coloca-se sempre à parte da cultura, acima dela, desprezando-a completamente ao invés de restaurá-la, redimí-la, legitimá-la, comunicando-se com ela. Este Jesus fariseu-evangélico ora pelas praças usando shofares se proclamando santo e desprezando tudo e todos ao seu redor. Fala num jargão de gueto cultural, e se comunica apenas com seus “iniciados” e sua mensagem é obsoleta e irrelevante para a população em geral.

Um dia numa conferência ouvi um pastor repreender em nome de Jesus “a cultura africana de nosso meio”. Coisa triste. Não me admira que na Bahia cresça tanto o número de negros que buscam sua legitimação étnica no Candomblé. Formas culturais, danças, músicas ritmos, não são pecadoras ou santas em sua essência. São formas, vasilhas, caixas na qual se depositam as bençãos de Deus, ou maldições... Na mesma conferência me deram vinte minutos para dizer algo, e num acesso de loucura pintei a cara de índia e disse que ainda veria o mesmo povo louvando ao som de centenas de tambores baianos numa timbalada poderosa e santa. Queixos se deslocaram do lugar, cabelos se arrepiaram de horror, mas inúmeras pessoas se sentiram “misteriosamente” livres para amarem quem são suas músicas, suas danças, curtirem MPB e dançarem danças africanas em homenagem ao Deus que criou todos os povos.

Baby do Brasil a cantora, há um tempo atrás, numa conferência me disse que viu o Espírito de Deus de maneira maravilhosa ungir a música “Brasileirinho” e centenas de pastores dançarem ao som do chorinho símbolo do Brasil... É o fim dos tempos? Será que estes pastores se “secularizaram” de maneira perigosa? Ou será que a revelação de que Deus nos ama a nós brasileiros como somos em todas as nossas manifestações culturais está chegando ao Brasil?

Fico com a última opção. Deus é amor, não é fariseu, exclusivista, preconceituoso, racista. E além de tudo, só nós ainda não sabemos, Deus é brasileiro.

Braulia Ribeiro, missionária da JOCUM.

25 comentários:

Alex Fajardo disse...

Tática do choque ? extremos, sempre extremos de ambos os lados.

Don disse...

Pava. Bem colocado. Fico com a opção do Don Richardson. Diria mais, no que tange à adaptação cultural das igrejas: Pau que nasce torto, cresce torto.

Volney Faustini disse...

Como sempre a Bráulia supera ...

Esse é o tipo de discussão que evitamos e fazemos de conta que não é conosco.

Temos muito a caminhar. E focarmos com muita propriedade no que estamos buscando para a nossa experiência cristã brasileira.

Descanso da Alma disse...

O que posso dizer? Simplismente lindo, maravilhoso, fabuloso.

Um Deus que dança, que canta, que não tem cor, cara ou idioma, é tudo em todos.

Parabéns pela postagem Pava.

Eloir disse...

Por que temos que ser isso ou aquilo? Observemos tudo e retenhamos o que é bom. Deus não precisa do nosso louvor. Nós é que precisamos do louvor para derramar o coração em gratidão e adoração.

Luk disse...

Deus não precisa do nosso louvor. Correto. Nós é que precisamos louvá-lo. Correto.
Sendo assim, porque não fazê-lo à brasileira? Esse é o questionamento do texto.
Nessa questão de "reter o que é bom", geralmente quem perde é a música brasileira, pouco "espiritual".

Paulo Couto Teixeira disse...

Existe uma jovem biblista do CEBI que em sua monografia de especialização em Bíblia, na EST-São Leopoldo, dedicou-se a estudar Chico Buarque. Título: "A Apocalíptica em Chico Buarque de Holanda". O nome dela é Mônica, pertence ao Centro de Estudos Bíblicos-CEBI e participou da 3ª turma do curso DABAR.
Onde estávamos os evangélicos durante os anos de chumbo da ditadura militar no Brasil?
Se os cristãos não profetizam, as pedras profetizarão...

ricardo saltes disse...

Ricardo Saltes
Nossa musicalidade é maravilhosa eu do tempo sem mídia, quando nos reuníamos em casa pra louvar e lembravamos das letras, a Braulia é uma voz que clama em um deserto de identidade da nossa brasilidade.

Tdefenda disse...

Deus não é apenas Brasileiro, lembremo-nos que assim como Ele Criou os olhos e sabemos que Ele tbm os possue, Ele quem criou todas as raças, todos os povos...Na escência Dele não háverá a própria cultura em que há nos povos, nas raças? Passamos da hora de pensar e ver como se tudo pertencesse ao diabo...nada pertence a este desgraçado. Esquecem que este é ladrão, usurpador, mentiroso,etc...? Como podemos aceitar que um rítmo, uma cultura ou seja lá o que for seja considerado deste infeliz e obstinado? Porque TODAS AS COISAS FORAM FEITAS POR CRISTO, POR MEIO DE CRISTO E PARA CRISTO...ACORDEM!!!

Maurilo & Vivian disse...

É uma pena que a Braulia entenda o evangelho como uma atividade cultural, ou que o principal objetivo do evangelho seja redimir culturas.
Muitos sofreram na Jocum com o etnocentrismo da Braulia e pelo jeito até hoje ela não melhorou.
Até que ponto vamos aceitar que façam Jesus se moldar à nossa cultura? Um Jesus para cada povo?
Será que Deus foi incapaz de se manifestar nas Escrituras de uma forma que sirva para todos os povos?
Esperamos sinceramente que a Braulia abandone esse evangelho etnocêntrico e adote o evangelho cristocêntrico.

Gustavo K-fé disse...

Maurilo, nós só podemos ver Jesus através da nossa cultura, porque a cultura molda-nos todos. Assim, "Jesus" sempre é lido com nossa miopia cultural. Antes de herdarmos tão rapidamente as categorias Européias e Norte Americanas, deveríamos justamente rever os vários vícios culturais que deturpam "Jesus". Similarmente, somos levados a celebrar e entender "Jesus" em cada contexto. Isso não diminui a universalidade de Jesus. Infelizmente, quando se busca um Jesus puro e abstrato e despido de contexto, geralmente se está empurrando um Jesus com um óculos míope com pretextos. Como bem disse o teólogo Kenzo da África do Sul: "Teologia em um contexto pós-colonial é um tópico altamente político. Teologias pós-coloniais não se darão por satisfeitas com uma posição nas margens de seus ocidentais respectivos. Ao invés, elas tentarão subtilmente tornar a margem em centro, rompendo assim a serenidade alicerçada sobre a premissa de que as formulações ocidentais são auto-evidentes. Assim fazendo elas mostram muita criatividade... É possível vislumbrar essa criatividade em projetos teológicos que têm recentemente vindo da África, nos quais categorias Cristológicas clássicas herdadas da Calcedônia são reabertas para dar lugar a [categorias] Africanas. O resultado é uma Cristologia híbrida onde Cristo é adorado como "Chefe" (Kabasele), "Ancestral" (Pobee, Bujo, Bediako, e Nyamiti), "Mestre de iniciação" (Sanon), "Curandeiro" (Kolié), ou "Irmão Mais Velho" (Kabasele)."

Thiago Paiva disse...

ONDE tá esse etnocëêntrico q tão falando?

Deus muda vidas, transforma o modo de viver das pessoas. Cristo não veio pra pegar a cultura de um país e enfiar guela abaixo do outro.

No mais, me escandalizaria também com velha infância. Mó musica chata, bicho :P

William Koppe disse...

hum .. será que é necessário definir etnocentrismo pra que a conversa flua????

Maurilo & Vivian disse...

Gustavo, um dos grande problemas que temos é achar que só podemos entender Jesus através de nossa cultura e achar que de uma forma ou outra ele muda de uma cultura para outra. Jesus é quem ele é independente de nossa cultura. Ele disse o que ele disse independente de nossa cultura. E ele pode ser entendido e seguido seja qual for nossa cultura, porque ele não nos trouxe uma mensagem cultural, mas sim uma mensagem de salvação para uma humanidade decaída. E entre as coisas decaídas, estão nossas culturas.
Não acho que seja necessário propor um Jesus fora de seu contexto, isso não faria sentido. Mas não acredito que devemos impor nosso contexto sobre Cristo e sua mensagem. De certa forma, é isso que tenho visto Braulia fazer. Como se a experiência de salvação em Cristo só fosse verdadeira se ela se desse dentro de uma experiência cultural e não sobrenatural.
É estranho como queremos às vezes substituir a teologia dos brancos europeus pela antropologia dos brancos europeus.
Não acho que devemos adotar um cristianismo norte americano ou europeu, tanto quanto não acho que devemos adotar um cristianismo brasileiro ou africano. Devemos adotar um cristianismo bíblico.
Não seria melhor, ao invés de nos preocuparmos de encontrar nomes para Cristo dentro de nossa cultura, que está em constante mudança, encontramos nomes para Cristo como aqueles que Ele usou nas Escrituras, que não mudam? Assim, não temos que ficar correndo atrás da cultura para ver aquilo que nesse momento é aceitável mas logo depois muda, mas podemos ter uma base que está firmada em uma rocha.
Entendo que a cultura sempre vai vir depois do cristianismo e pode ser definida por este, não o contrário.

CHICCO SAL disse...

http://www.wordpress.tokyotimes.org/archives/manga01.jpg

http://mattstone.blogs.com/photos/asian_icons/japanese_mary_and_jesus.jpg

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/thumb/f/fc/MangaMessiah.jpg/202px-MangaMessiah.jpg

http://visualanthropologyofjapan.blogspot.com/2009/02/japanese-jesus-christ-superstar.html

Ufa, ainda bem que a cultura não tem nada a ver mesmo com nossas percepções da realidade...

Gustavo K-fé disse...

Maurilo, certamente que devemos adotar um cristianismo bíblico. Mas isto só é possível na cultura local, na linguagem local. Todas as nossas leituras passam e são processadas pela nossa cultura. Porque a cultura nos molda indelevelmente. Para melhor ou para pior. Penso que é necessário ter essa consciência. E penso que principalmente na práxis e na liturgia, um Jesus fora de cultura apenas é receita para uma espécie de Jesus gnóstico, um Jesus fantasmagórico. Sim, nossa cultura está sempre em fluxo, mas é assim que as coisas são desde que o homem anda pra frente. Respeitosamente, para ilustrar uma aplicação da discussão de forma prática, eu perguntaria: Deveríamos ter cultos em Aramaico, Klingon, ou Esperanto? Jesus se incarnou no tempo e no espaço, e viveu na cultura da Palestina 2009 anos atrás. Eu não subestimo a complexidade hermenêutica de entender Jesus na sua cultura enquanto esteve aqui e a tradução dessa contextualização para os dias de hoje. "Parafraseando Dale Martin, para ouvir o que a Bíblia diz, ponha-a cuidadosamente sobre a mesa e escute silenciosamente. Depois que um período suficiente de silêncio tiver passado talvez você se surpreenda de ela não falar; você tem que lê-la e interpretá-la." ( "What Would Jesus Deconstruct? The Good News of Post-modernism for the Church", John Caputo, página 94 )
ótima discussão.
um grande abraço,

CHICCO SAL disse...

Gustavo,

Você me fez lembrar dois momentos, de quando eu fazia seminário:

1) Aula de grego com viés em exêgese com o pastor Bryan Bost (também autor)quando ele me disse assim: Chicco, "para cada minuto lá no púlpito, uma hora em sua casa" - em outras palavras - você só vai conseguir transmitir alguma coisa se dispender tempo com a palavra de Deus no silêncio, em súplice oração, em reflexão, estudando;

2)Conversa com o pastor Teston Gilpatrick (também autor)quando ele me confidenciou que mantinha e colecionava ilustrações com a face de Cristo de todas as culturas, de todos os locais, quantas pudesse localizar...

Nossa cultura afeta sim nossa percepção, nosso entendimento, daí a necessidade de uma postura transcultural. Como alguém já colocou - "todos nós recebemos as mesmas tintas, o problema é que cada um de nós as recebe em uma ordem diferente"...

O grande desafio para a igreja brasileira é o de rever essa formatação na qual busca a 'homogeinidade pasteurizada' quando, na verdade, deveríamos buscar e privilegiar 'a diversidade na unidade'. Ao longo dos tempos, a igreja brasileira tem feito é uma tentativa de padronização, uma busca incessante pela uniformidade, isto é, todo mundo tem de pensar a mesma coisa, do mesmo jeito, vivenciar a fé cristã de uma única forma, único estilo.

Os resultados estão diante de nossos olhos: igrejas engessadas cultural e espiritualmente falando, haja vista que não tê como dar vazão às individualidades dentro do coletivo.

Precisamos retomar as várias faces brasileiras de Cristo: a urbana, a sertaneja, a nordestina, a indígena, e por aí vai... Isso não significa propor um evangelho sincrético como temos visto os tais apóstolos, bispos e profetas da atualidade gospel neopentecostal demonstrar. Isso seria continuar a propolar a superstição e não a fé, que no que eles têm investido.

Falo apenas de andar com o Cristo de todas as estradas, seja ela a de Emaús ou a Transamazônica, o Cristo que todos nós precisamos...

Sávio Heringer disse...

Enfim. Achei alguém que pensa como eu sobre a música "secular" (odeio essa expressão, mas ainda melhor que "música do mundo" - rsrsrs)
Música é música e ponto. Nós fazemos dela o q quisermos. Vc pode usar um martelo pra fazer um trabalho de marcenaria muito útil ou acertar a cabeça de alguém em um acesso de violência. Nem por isso o martelo deve ser marginalizado, assim tb é com a música.
Outro ponto. Toda a música deve ser obrigatoriamente uma ferramenta de adoração ao criador? Estou que devemos adorá-lo com a música, e tb com o nosso dia-a-dia, nosso trabalho, etc. Mas se eu quiser fazer uma música pra minha esposa tenho que fazer como alguns artistas gospels? Uma música dirigida a Deus em gratidão pela minha companheira? Não pode ser simplesmente uma música minha, feita diretamente pra ela? Sempre achei isso muito hipócrita, se me permitem a expressão. Se fizer uma música pro meu cachorro, o Tommy, que é uma figura, então serei banido de todo o convívio cristão - rsrsrsrsrsrs

Pedro Morelli disse...

Fazia tempo que eu não chorava de emoção com um texto evangélico.

Vou ouvir Milton Nascimento...

moacir viana disse...

tenho uma reflexão pra fazer:
os mais puritanos diriam: esses autores de musicas seculares eles tem seus deuses e em suas composições muitas vezes prestam louvores e honra aos mesmos. então porque deveriamos nós como cristãos cantar ou ouvir musicas que foram feitas pra outros deuses?
aí eu paro e penso:
quem inventou a internet? e a crentaiada usa sem dó!
quem fabríca os automóveis e motocicletas? um bom tanto dos crentes tem dos melhores!
quem produz a alimentação para os mercados? se tem um povo que gosta de comer é os crente , nunca vi igual!
e as roupas e calçados que usamos? bom ninguem anda pelado por aí!(tem as excessões)
os celulares quem inventou? a crentaiada gosta de telefone também!
os materiais de construção civil? todos temos casas, e olha que alguns dos crentões tem até mansões!
o jornal que lemos? precisamos saber das noticias!
a televisão que suas programações?...
e quem corta seus cabelos?...
quem prepara suas refeições(caso tenha empregada)? a não ser que seje uma irmazinha da igreja,rsrsrsrs
e o emprego que você tem? será todos os patrões cristãos, pra quem será que esse patrão está a trabalhar?
seria tudo isso e muito mais coisas feitas por pessoas cristãs? ou em sua maioria são pessoas que cultuam outros deuses e mesmo assim todos os "cristãos" usam sem questionar pois senão não teriam condições de viver no mundo , ah! mas a música não pode!!! é do diabo, e o resto das coisas que são feitas por pessoas tambem que não tem Deus como seu Senhor?
aí pode né não tem outro jeito,rsrsrsrsrsss, estamos todos nós cultuando outros deuses indiretamente ao adquirirmos as coisas do mundo?
aí eu pergunto o que é que Deus espera de cada um de nós nesse mundo?
disse Jesus: amai o Senhor teu Deus acima de todas as coisas...
o que seria esse "amai acima de todas as coisas"?
penso eu que temos muitas coisas pra fazer e usar , mas Deus deve estar sempre presente em nós , para que possamos refletir o amor Dele em nós, e as pessoas possam atraves de nossas atitudes se achegarem a esse precioso amor que é Cristo, o unico e suficiente Salvador.

CHICCO SAL disse...

Moacir,

Daqui a pouquinho vou à feira comprar umas berinjelas para preparar para hoje a noite. Estou levando comigo algum dinheiro trocado para facilitar a compra e, refletindo sobre o que você escreveu, relembrando as palavras de Jesus - 'do dinheiro iniqüo fazei amigos'.

Levo comigo umas notas de cinco reais que obtive como troco quando fui tomar café na padoca aqui perto de casa outro dia. Eu até tenho a curiosidade de saber por onde, por quais mãos, passaram essas notas mas não tenho como sabê-lo. Será que elas não foram utilizadas para pagar por drogas, talvez por um programa num prostíbulo, até mesmo para pagar alguém para matar alguém? Não tenho nunca como saber isso, nem você tem imagino eu...

O dinheiro é iniqüo porque pode ter sido utilizado por alguém par o mal, mas compete a mim utilizá-lo para o bem, utilizá-lo para fazer amigos, amigos que me recebam nos portais eternos. A mesma coisa poderia ser dita das tantas coisas que você mencionou e seu comentário. Infelizmente o reducionismo mediocre a que nos submetemos nos leva a pensar que tudo é proibido, quando na verdade todas as coisas 'me são licitas'e assim vamos transformando nossa existência não em vida abundante mas em 'vida à bundante', isto é, uma vida sem graça, sem a graça, sem alegria. E, se tem uma coisa que eu sei, se não há alegria, se não temos paz, tá tudo errado.

Estou indo buscar minhas berinjelas, bater papo com meus amigos lá na feira, bater papo com um pedinte que fica bem em frente daqui de casa toda sexta, dia de feira, ver o que é possível para hoje, estou indo trocar sorrisos, compartilhar um pouco da benção de estar vivo, agradecido. E, quando eu voltar, vou ouvir boas músicas, vou passar o dia cantarolando de tudo um pouco.

Afinal, ainda que não fosse pela alegria que tenho por experimentar o amor e a graça de Cristo, de ter sido convocado por Ele para viver mais esse dia, ainda assim hoje continua sendo sexta-feira, não é mesmo?

Depois você me conta quais músicas você ouviu hoje e eu te conto o que eu fiz com as berinjelas. Combinado?

Um grande abraço,

Chicco

Paulo Paz disse...

"

Um dia numa conferência ouvi um pastor repreender em nome de Jesus “a cultura africana de nosso meio”

"

kk
Um dia vi um cara vestido de terno, num monte (Morro do Cruzeiro, aqui perto de casa) exulsando espíritos africanos, baianos e outros que não me recordo (só sei que foi muita coisa) de um grupo de jovens que adoravam a Deus, com MUUUUITA alegria ao som de um violão, um chocalho e uma flauta.
Então o cara disse: "Queima, Jesus, esse espírito de Xululu!" kkkkkkk
Xululu?! kkkkkk

Anônimo disse...

amei!!!!!!!!!!!
eu quero é dançar samba, rapaz!!!!!!!
e quero fazer festa!!!!!!!

Jacicleide Silva disse...

Minutos deliciosos : lendo a matéria e lendo alguns comentários.

Vida longa ao Pavablog.

E sim "meu melhor amigo é o meu Amor (o Pai)"!

Chico Sanoli disse...

É triste ainda ver as pessoas insistindo em colocar Deus em uma caixa... e no caso, uma caixninha de músicas, que rola só as consideradas "separadas".
Ainda bem que ainda existem uns poucos que entendem que Deus não é adorado apenas pelas melodias de igreja. Toda boa dádiva vem de Deus, Ele é quem distribui os dons; as mãos do Ivan Lins no piano e as do Don Moen tem o mesmo autor... E creio que muitas canções "mundanas", assim rotuladas, falam mais de um Deus santo e amoroso, do que muitas entoadas por nós em nossos templos.

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