26.9.09

O que Deus uniu...(?)

Fala-se muito no chamado meio "cristão" sobre a santidade do casamento, sua idissolubilidade em função da declaração de Deus na união de Adão e Eva ou por ser um arquétipo da união da igreja com Cristo. Na realidade entre os cristãos, especialmente os evangélicos, há uma ojeriza quase unânime ao divórcio, mas poucos sinceramente tem coragem de refletir sobre o que realmente significa "...o que Deus uniu não separe o homem".

Proponho algumas questões para tentar refletir um pouco mais sobre esse tema, baseado na minha experiência em viver em ambientes eclesiais por minha vida toda:

O fato de um casal de enamorados terem se apresentado diante de um pastor ou padre para publicamente assumirem um compromisso de viverem juntos para toda a vida (ufa, quanto tempo! Kkkkk...), significa que Deus os uniu?

A igreja virou o validador terrestre do caminho incompreensível de um homem e uma mulher juntos sobre a face da terra, conforme afirma Salomão?

...

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14 comentários:

Alzira Sterque disse...

Muitos erros poderiam ser evitados se as pessoas realmente tivessem o discernimento espiritual para ouvir a escolha de Deus, e não dos olhos, dos pais,nem dos pastores. O que falta é comunhão espiritual para ouvir a doce voz do Senhor indicando o melhor caminho a seguir. Quando há comunhão o Deus de amor não deixa que sejamos enganados. Ele sempre deseja o melhor para os Seus, continuo crendo!

Anônimo disse...

o eli foi bem pragmatico, mas o divorcio nao eh a vontade de Deus, mas do adversario.
alias, seria interessante se a igreja no geral falasse praticamente sobre relacionamento, tirando as fantasias que ficam na cabeca das pessoas, inclusive adultos.
acho que tudo vira b****, pq oramos pouco.
amamos pouco.
e vai ficando assim mesmo.
sabe, o lance do O AMOR TUDO SUPORTA?

nao eh questao de legalismo, eh questao de seguir a Jesus.

pq isso de "qdo se torna insuportavel". isso eh totalmente subjetivo, toda hora pode ser insuportavel, o que é suportavel para mim, é insuportavel para você.
Não dá para mudar a verdade de Deus para um conceito subjetivo.
Se seguimos nisso, vira uma festa mesmo.uma festa nao santa, claro.
abs.

Osias disse...

"O fato de um casal de enamorados terem se apresentado diante de um pastor ou padre para publicamente assumirem um compromisso de viverem juntos para toda a vida (ufa, quanto tempo! Kkkkk...), significa que Deus os uniu?"

--- não, mas pra chegar no altar a família toda aprovou, os amigos, a sociedade, é isso é "Deus" suficientemente

Eliézer disse...

Caro Anônimo (a quem gostaria de chamar pelo nome...)

Sobre a questão do divórcio não ser vontade de Deus, eu também concordo, como está escrito lá no texto. E é uma excessão permitida sob determinadas circunstâncias como um remédio indigesto... além do que é abominação quando Deus une os corações!

No entanto devemos verificar que o papel do casamento no decorrer do tempo muda conforme o contexto social e cultural de cada povo.

É interessante notar que mesmo Salomão, que poderia com legitimidade transar com uma mulher diferente sem repetir o "prato" por mais de dois anos e meio, tinha sua eleita, a sunamita que faz parte de seus Cantares como a mulher de sua vida.

Ainda que os contextos de época façam o casamento assumir papeis sociais diferentes, ainda assim há aquele/aquele por quem nossos sentimentos "caem de quatro".

Portanto é de suma importância que cada um aprenda a discernir seus sentimentos para não confundir alhos com bugalhos; tesão com paixão; identificação com amor. Só com um banho de água da Palavra bem dado nos crentes, e não esse banho de esponja alienante dos showmens, é quem produzirá fruto que o ES deseja.

Paz!

Eliézer disse...

Osias diz:
--- não, mas pra chegar no altar a família toda aprovou, os amigos, a sociedade, é isso é "Deus" suficientemente

Sua posição é ambígua, além de questionável. Concorda com minha argumentação, mas substitui "Deus" pela aprovação humana, como elemento validador divino. Considera que na unanimidade da média more a correção.

São muitos os casos na bíblia que a unanimidade do povo não estava na mesma sintonia dos desejos divinos. Nesses momentos os profetas eram enviados e invariavelmente mortos, pois alardeavam coisas que os contrariava em sua percepção do que fosse correto e justo.

Esses sinais exteriores de "aprovação divina" só se manifestam dessa maneira pois o homem julga pelo que vê. Importa é que os diretamente envolvidos sejam maduros o suficiente para assumir esse compromisso com consciência tranqüila independente das aprovações sociais.

Osias disse...

Olha só... Não sou eu que considera que a unanimidade mora a correção.

Para as pessoas, a "voz de Deus" na maioria dos casos vem delas mesmas. Se um pai quer que a filha case com Fulaninho, então, para ele, essa é a vontade de Deus. Ele pode até dizer "estou sentindo de Deus no meu coração que você deve casar com ele"

Então, quando estão os dois no altar, e todo mundo que foi ali aprovando, quem vai discordar que foi Deus que uniu? (quem não acredita em Deus, mas isso é outra história)

Alzira Sterque disse...

Penso que esta última observação do Eliezer fecha o conjunto do pensamento que ele quis transmitir. Concordo em gênero, número e grau com ele. Deus jamais erra!

Anônimo disse...

Conheço um cara, que para se casar, foi à um centro de umbanda, e fêz trabalhos pesadíssimos, pois a garota não o queria nem pintado. Segundo ele, deu certo. A garota caiu de amores e eles se casaram. Mas, segundo o próprio macumbeiro, o trabalho só duraria sete anos. Acreditem, foi o tempo q realmente durou. Não por ele, mas por ela mesma, desencantou. Vai saber neh...

Anônimo disse...

Não consigo acreditar q há pessoas q pensam q Deus pode agir fora do livre arbítrio. Como um cara galinha (ou vice-versa) poderia ser mudado por Deus, se ele escolhe continuar galinhando? Dentro desse conceito, teremos q depender de outros milagres como: livramento ou cura de AIDS e outras DSTs. E andar com um belo sorriso no rosto, pois "não pode ser triste um coração de ama a Cisto". Corna, mas feliz. Aleluia!! E não me venha com auqela, q se escolher um crente, ele não vai trair! Hj são os q mais pulam a cerca, e culpam o diabo.

jussara

Celso disse...

Acredito que Deus direciona, mas não ajuda a escolher,pois, afinal de contas sou eu que vou viver com o cônjuge e não ele, porque lá na frente se um de nós dois "pisar na bola" um com o outro, faremos como Adão: "Foi a mulher(homem)que tu me deste Senhor!!" Sendo que a manutenção do casamento cabe aos dois.

paulo disse...

Eliezer, caso não se consiga restaurar o casamento fracassado ao se casar novamente se comete o adultério? E uma vez cometido o adultério como pode se arrepender de te-lo cometido? Como funciona o perdão do adultério, se o "crente" conhece a Palavra de Deus que afirma que "se casar novamente, comete adultério...? grato, um abraço

Eliézer disse...

Olá Paulo!

Vou responder conforme a minha convicção e pelo que leio e vejo expresso como vida na Palavra. Para uma resposta mais completa, com os argumentos que me fazem pensar desse modo, visite meu blog. Essa resposta será uma postagem minha lá.

Se o casamento fracassou após reais tentativas de restauração e em havendo conserto entre ambos em se perdoarem pelo mal que fizeram a si mesmos (uma vez que o adultério é um pecado contra o outro e contra Deus e não contra à igreja), se ambos se casarem novamente com outros cônjuges, não cometem adultério.

Ora, arrepende-se do adultério da mesma maneira que se arrepende por uma mentira contada, por um furto ou por uma palavra proferida inapropriadamente: reconhecendo que pecou, mudando de atitude e consertando-se com quem de direito. Não existe outro meio. É a aplicação prática de I João 1.

Essa fanfarronice toda que a “igreja” faz sobre o adultério, o faz sem base alguma para intervir na conjugalidade. Sua função é somente advertir ao ser humano o que seja correto e ajudar-lhe a se consertar, sem imposições. Não está no escopo de suas atribuições “bíblicas” aplicar disciplinas vexatórias ao pecador, por qualquer pecado que seja.

Paz!

Anônimo disse...

Bem, experiência própria, de alguém que aprendeu que o casamento é pra sempre, que a vontade de Deus é que vale na hora de escolher o esposo, e q se escolheu errado: se ferrou! Vai sofrer o resto da vida!!!
Me casei aos 20, com um rapaz que após tantos anos de namoro cristão, tornou-se um grande amigo. Não havia amor. Mas como 'era a vontade de Deus' - e eu tinha plena convcção disto! - e todos aprovaram / concordaram / esperaram / cobraram / comemoraram... fui adiante com a palhaçada...
Percebendo a gde besteira, convenci-me (convenceram-me) q seria minha sina eterna (ou até q a morte nos separasse) viver infeliz, e fazer do meu marido o homem mais infeliz do mundo.
Estavam certos! A morte, finalmente, nos separou!!!
Não a física, mas a espiritual..
Resumindo, morta espiritualmente, apaixonei-me por alguém, cedi, e aconteceu enfim, um motivo 'justo' para o divórcio.
Não preciso dizer o quanto isto td me matou por dentro, acabou com minhas convicções, me fez acreditar que minha morte era o único meio de sair desta cilada, motivo pelo qual, cheia de culpa e remorso, tentei tirar minha vida, pois, doutra forma, Deus jamais me aceitaria... "com que cara eu me apresentaria a Ele tendo deixado meu marido?" - ele me amava, de fato.
A ajuda de uns poucos amigos que sobraram (daqueles tantos que foram festejar comigo meu lindo casamento, e para quem virei instantaneamente uma bruxa cruel por não amar meu marido), descobri que o caminho era confessar meu pecado, e seguir adiante.
Hoje, aos 26, separada há 19 meses, luto para recuperar minha vida, meus valores, minha esperança, e sobretudo minha fé, mas a verdadeira, no Deus verdadeiro, misericordioso e compassivo, que me ama e que nunca pretendeu me obrigar a um casamento infeliz, mas a quem tantas e tantas vezes culpei por minha infelicidade.
Quem ensina tais 'baboseiras' nas igrejas, devia ter em mente, que vidas podem ser destruídas, por esta ignorância.

Diógenes SkauSURF disse...

Acho uma cretinice sem fim (cretinice ou creNtinice?) essa coisa de que "Deus escolhe o marido/mulher etc. Onde fica o livre arbítrio? Quem vai acordar ao lado da pessoa descabelada, bafo de ontem, com TPM, ressaca, mau humor... um dia mau? É Deus... ou o cônjuge?

Quantas pessoas infelizes por terem achado que Deus escolheu para elas o seu par... e depois percebe que engano cometeu. Quando ele começa a beber, e ela a engordar assustadoramente, quando ele começa a não mais tomar banho e ela a a não mais se depilar. Quando ele prefere ficar no bar e ela assistir novela... quando ele começa a dar seus pulinhos por fora e ela a entrar na sala de bate papo e/ou Orkut usando um perfil falso... quando ele começa a odiá-la e ela, ainda mais a ele.

Ninguém acorda pela manhã dizendo em seu coração "hoje me apaixonarei por outra pessoa" mas essas coisas acontecem.

O aval da igreja via uma festinha com vale coxinha e um bando de gente fingindo que ama o casal e que se importa creio ser totalmente desnecessário. Me digam os defensores dessa farsa em que se tornou o casamento evangélico: um casal de esquimós, no Alaska... que se amam e vivem juntos... são mais ou menos santos (diria casados) do que eu, que me casei "diante de Deus", na igreja, sob a égide do pastor e de uma multidão de irmãos ansiosos para irem à festa?

Sou divorciado, e percebo que cometi um erro enorme ao me casar. Mesmo minha esposa sendo uma mulher maravilhosa.

Acho que hoje o casamento nos moldes da igreja só serve para fomentar a indústria (e comércio) que vivem às custas disso, como floriculturas, arranjos, aluguéis de traje, de salão, buffet, etc.

Me perdoem noivos, noivas e mocinhos e mocinhas casadoiros.

Mas acredito que um casamento real é aquele cuja aliança está no coração e acontece entre quem se ama e Deus. E é para eles, dispensa festa e mostrar para o resto da humanidade.

Tem muita gente feliz morando junto há anos sem se casar, e muito casal casado que se odeia e não se separa por proibição da igreja...

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