17.10.09

Encontrando Jesus no bar

"Eu fiquei espantada. Eu pensei que eu tinha ido ao bar naquela noite para encontrar pessoas que talvez precisassem de alguma coisa que eu pudesse oferecer – um ouvido compreensivo, um convite para vir ao culto na minha igreja, ou mesmo um testemunho sobre quem Jesus era e o que seu amor queria dizer para suas vidas. Eu não esperava ser eu a pessoa que fosse receber um convite para conhecer Jesus melhor e segui-lo mais corajosamente. Para minha surpresa, e para meu deleite, foi isso o que aconteceu.

Eu fiquei viciada. Ir ao bar uma ou duas vezes por semana e conversar com pessoas que eu não conhecia virou uma prática minha regular. Fiquei perplexa com a facilidade de falar sobre assuntos “espirituais”. As pessoas me falaram sobre suas esperanças e medos, seus relacionamentos e seus conflitos de identidade. Era difícil explicar para a minha congregação (ou para a minha família) o que eu estava fazendo, então eu comecei a convidar as pessoas para vir comigo. Eu parei de ficar pensando como atrair jovens para a minha igreja e comecei a focalizar em como fazer minha congregação sair do seu templo e como inserí-la em relacionamentos com o mundo fora das suas portas.

Resumindo, me tornei algo que nunca sonhei ser: uma evangelista. Eu não era motivada por um desejo de salvar as pessoas das garras do inferno, e não era motivada por um desejo de fazer crescer a minha igreja. Eu era motivada pelo desejo de me relacionar com pessoas que eram diferentes de mim de várias maneiras. Eu queria esses relacionamentos porque eles me ajudavam a entender melhor o que Jesus estava fazendo no mundo e como eu poderia segui-lo, mesmo com ele me conduzindo para fora da igreja e para dentro do bar."

Trecho do capítulo "Encontrando Jesus no Bar", escrito por Heather Kirk-Davidoff em "An Emergent Manifesto of Hope", Pagitt & Jones (ed), Baker Books, ISBN 978-0-8010-6807-2. Heather Kirk-Davidoff é Pastora da Comunidade Kittamaqundi em Columbia, Maryland, EUA.

9 comentários:

Alzira Sterque disse...

Lindo! Que esta postagem ajude muitos a perceberem o hálito fresco que Cristo tem soprado sobre o Seu povo.
Amei a tradução do Gustavo!

Descanso da Alma disse...

Fantástico texto, pior que acabei de escrever um texto falando dessa visão de missão da igreja, quando não trabalho em função de uma instituição, mas apenas do próximo, quando me preocupo em me relacionar com as pessoas, independente de quem for, assim como o Bom Samaritano.

Excelente

Segue o link para dares uma lida depois.

http://descansodaalma.blogspot.com/2009/10/igreja-mundo-e-missao.html

Abração Sérgio

Eliézer disse...

Oxalá nossos templos se transformassem em bares, e nossos edifícios de educação religiosa em refugio para os necessitados! Assim saberíamos de fato o que é servir conforme o exemplo de Cristo que transformou água em vinho e convivia com os fiscais conscientemente corruptos e prostitutas de alma aberta.

blogdaleilahh disse...

Isso sim é Missões Urbanas...
Isso sim é igreja fora dos portões.

Esse texto precisa correr mais ainda na rede.
Vou já postar em meu blog e encaminhar por e-mail pra meus contatos.
Abs...ah...sempre vale a pena dá uma passadinha aqui em seu blog.

Cristina Danuta disse...

Muito bom! Gosto dessa visão de ter um relacionamento com as pessoas independentemente se elas são de alguma isntituição religiosa ou não. Nunca consegui me adaptar a esse tipo de evangelismo em que você distribui panfletos pela rua, convidando as pessoas a irem a uma denominação religiosa.
Também vou encaminhar esse texto para meus contatos.
Abraços

Gustavo K-fé disse...

Amig@s, que bom que gostaram do texto. Continuem na força! Grande abraço - Gustavo K-fé

Pulika disse...

Jesus era acusado de comilão, beberrão, comensal e companheiro de prostitutas e pecadores. Adorava uma biritinha, moderadamente, óbvio. Multiplicou o vinho, instituiu com vinho a eucaristia. As pessoas preconceituosas que se trancam nas igrejas deveriam ir rezar um pouquinho nos bares e botecos, em comunidade com os delá... Não só porque lá irão encontrar os prediletos de Jesus (e do Reino), mas também para serem um pouco menos sisudos, terem um pouco mais de alegria e senso de humor, humanizarem-se mais um pouquinho.
Bar é mais humano e mais cristão do que muitas igrejas por aí...

Di Bochio disse...

MUITO MUITO BOM!!!

Entrecontos & Entrelinhas disse...

Que delicia de de leitura...me traz um sorriso de satisfação ao rosto. Lembro-me dos bons anos que passei que andei por vários ambientes GLS de São Paulo, em cia de um amigo gay que estava buscando por Deus, pude compartilhar sem qualquer restrição sobre o que é o amor de Deus representado na figura de Jesus!... Era muito bom ver a atenção que eles dispesavam quando ouvia falar do AMOR DIVINO...Passei três anos frequentando os ambientes sendo muito bem recebida, hoje não vou pq meu amigo não frequenta mais, se ele virou ex gay, isso é algo que deixo pra Deus dizer, mas posso dizer que nesses ambientes encontrei muitas pessoas com genuíno interesse em conhecer mais a Deus, porém apenas encontravam as caras e as portas fechadas para pessoas como eles! Que Deus abra os olhos de seu povo pra enxergar qual era a essência do ministério de Jesus...Vinde a mim os cansados e oprimidos!!!! Valeu pelo post.

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