23.11.09

Amanhã pode ser muito tarde

O final de ano se aproxima e o tempo parece avançar com rapidez cada vez maior. Neste período, é importante que a retrospectiva de 2009 não aconteça somente nos programas de TV. Olhar para o que passou nos permite extrair lições importantes para programar os passos futuros. Como disse o escritor Mário de Andrade, “o passado é lição para refletir, não para repetir”.

Dez anos atrás, quando a chamada “bolha da Internet” crescia de forma incrível, me lembro que muitas pessoas prognosticavam que “esse negócio de sites não vai dar em nada”. Com o “estouro” da bolha em 2001, observei vários sorrisos de satisfação tentando transmitir a mensagem “eu já sabia”. No entanto, hoje existe uma distância quase intransponível entre os que iniciaram o envolvimento com a Internet naquela fase e os que hoje agem sob a inspiração do título de Marcel Proust, “em busca do tempo perdido”.

Situação parecida ocorre atualmente com o livro digital. Enquanto alguns ignoram ou desdenham o progresso tecnológico, outros percebem que novas mudanças estão em curso. Pesquisa divulgada em outubro apontou que dentro de uma década os livros eletrônicos suplantarão os impressos. Foram ouvidos mil profissionais do setor editorial de 30 países.

Da certa forma, o fenômeno deve reprisar o que tem acontecido há algum tempo com os CDs tradicionais, substituídos gradativamente por outros formatos.

Para muitas pessoas, o ano de 2018 ainda parece bem distante. E hoje, na reta final de 2009, a Internet ainda é uma ameaça ou tornou-se uma grande aliada de seus negócios?

O Brasil é considerado a nação das redes sociais. Cerca de 80% dos internautas visitaram no ano passado blogs e sites de relacionamento. O país concentra o maior número de usuários do Orkut e o Twitter cresceu exponencialmente nos últimos meses. Cada um deles proporciona inúmeras oportunidades de contato com os consumidores, com o diferencial de que agora você tem a oportunidade de falar e de ouvir, ao contrário da propaganda tradicional.

“O futuro não é mais como era antigamente”, compôs Renato Russo. Busque ajuda especializada, leia livros sobre o assunto, conheça casos de empresas que obtiveram sucesso na Internet e, sobretudo, pegue carona nesse foguete digital que pode conduzir seus negócios para níveis nunca imaginados.

Como apregoa o hino ainda cantado em muitas igrejas, “meu amigo, hoje tu tens a escolha: vida ou morte, qual vais aceitar?”. A resposta determinará a expectativa de vida de sua livraria. Feliz 2010!

texto meu que será publicado na próxima edição do Catálogo MW.

4 comentários:

Simplesmente Tininha disse...

É verdade. Amanhã pode ser muito tarde e correr atrás do tempo perdido dá um baita trabalho. Ouçam o que digo! =)

Circulo Teológico disse...

A internet é uma ferramenta fantástica! Eu que no passado tinha averção a ela, hoje, dela não abro mão.
Mas se depender de mim, do bom e velho livro de papel no formato em que conhecemos - e que compramos nas livrarias tradicionais, com o nosso livreiro preferencial, e até mesmo pela internet - eu não abro mão nunca.

Anônimo disse...

Também não abro mão do velho e tradicional livro!

Gabriel Ferrão Moreira disse...

Concordo com o que diz o Pavarini.
Só que em alguns pontos soa um pouco 'piegas'.
Acredito que a máquina da tecnologia dá algum espaço para as subjetividades coletivas altenativas. Mesmo que pequeno.Masse a discussão for gastos e/ou preocupação com a natureza('acho' que eles se articulam) é bem provável que os esquemas de papel saiam de 'moda' mesmo.
Abraço

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