9.12.09

Você não precisa ser o Google para Deus



Acredito que a prepotência e a arrogância embarcada na grande maioria dos evangélicos é uma característica que afasta as pessoas. Incrivelmente, a retórica de evangelismo que ostentam é inversamente proporcional a esta observação.

Não consigo entender como falar de anunciar Jesus para as pessoas e, ao mesmo tempo afastá-las por simples falta de humanidade e humildade num envolvimento com o próximo.

10 comentários:

Wellington Albertini disse...

Simples e sincero!

William Koppe disse...

realmente o q ele disse é verdadeiro .. mas não consigo ver esse driscoll om bons olhos .. ele sempre alfineta as outras religiões como fez com os testemunhas de jeová nesse vídeo... fundamentalista incubado na minha opinião

Ayres Filho disse...

Pra mim, Mark Driscoll ainda é um enigma. De fato, toda a sua (humorada) eloquência é perspicaz. Mas, afirmo que algumas vezes poderia concordar com Koppe.

Gustavo K-fé disse...

William, Ayres,
Concordo. Eu ouvi por um mês o podcast de Mars Hills de Driscoll. Também o vejo mais como um neo-fundamentalista. Gosto de várias das idéias dele, mas seu moralismo e teologia restritos acabam fazendo sombra maior.

Jonatas C. D. disse...

ah, gente.. por favor.
Então quer dizer podemos falar dele e ele não pode falar dos TJ?
Gosto desse blog porque fala mal dos outros, mas também queria, um dia, achar um blog que fale mal dos que falam mal. (confuso?)

Leonardo Jr. disse...

Fundamentalista?

http://www.sandrobaggio.com/2009/12/07/voce-e-fundamentalista/

carlos disse...

gosto do Driscoll, acho que ele se posiciona e não negocia seus princípios, e isso nos nossos dias ta cada vez mais raro, e pra falar a verdade compactuo muito mais com sua "teologia restritiva" apesar de não a achar isso, do que com essa putaria teologia que rola hoje, onde ninguém sabe o que, e quem realmente é, e que acredita num Jesus ursinho de pelúcia rosa que não tem coragem de mandar ninguem pro inferno!
Como todo cara que fala muito, as veses ele fala de mais, e perde a oportunidade de não falar uma besteira ou outra pra não perder uma piada, acho sua teologia sólida, bíblica e relevante pros nossos dias.
mas isso é só o que eu acho!

William Koppe disse...

jontas e carlos... a qeustão aqui não é a critica aos TJ mas me refiro as varias pregações dele que ja acompanhei. observando com atenção percebemos um moralismo mascarado. É lógico que isso não invalida todas as suas palavras, mas nos deixa com um pé atrás. Afinal, se quer usar a carapuça "emergente" então tenha coragem e reinterprete os principios, senão estarmeos colocando vinho novo em odres velhos

Anônimo disse...

Acho engraçado coisas como "moralismo mascarado" e "carapuça emergente".

E só mais uma coisa. Princípios não foram feitos para serem reinterpretados ou negociados. Princípios com "P" maiúsculo.

Gustavo K-fé disse...

Tudo bem, embora não seja eu fundamentalista nem conservador considerando esses conceitos do ponto de vista americano, espero respeitar esses pontos de vista e as pessoas que mais se identificam com eles. Espero não estar rejeitando-os preconcebidamente. Tento aqui conjuntamente com os amigos e amigas conhecer melhor Driscoll.
Apenas como dado, lembro-me de alguns temas das pregações da Mars Hills de Seattle, sua igreja. Algumas pregações não eram dele.
- Como ser um bom esposo. Lá pelo meio da pregação, o pastor usava termos como "eu não traí mentalmente minha esposa".
- Em uma pregação que me chamou atenção, Driscoll conta a história da Mars Hills, dizendo como usou seus vários cartões de crédito para começar a igreja. Descreveu como usava um carro usado velho, etc. Talvez possa passar desapercebido a outros, mas essa cosmovisão capitalista está, ao meu ver, intimamente ligada ao conservadorismo americano.
Ao mesmo tempo, ouvi em outra pregação de Driscoll certa "aculturação": dizia ele que certos membros da banda de música da igreja fumavam e bebiam cerveja. Isto é, interpretaria isso pensando que Driscoll está dizendo que há uma certa aculturação do "evangelho", mas há ainda "princípios morais inegociáveis".
Portanto, não entendo bem como Driscoll formula "moralidade" e "ética". A julgar pelas oportunidades em que o ouvi (umas 50 horas no total talvez), ele não usa uma linguagem que aprofunde ou elabore melhor tais temas.

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