21.2.10

Ateísmo: uma constatação

Um dia numa conversa durante uma longa viagem eu tive essa constatação: não há Deus. Nenhum, nenhuma forma divina, nenhum ser supremo, nenhum Criador do Universo ou Pai Celestial que olhe por nós. E, assustada com minha própria descoberta, como a criança que percebe que Papai Noel não existe, eu repetia: não pode ser, não pode ser, não pode não existir nada! O fato de descobrir minha solitude no Universo me apavorou, mas eu já não podia voltar atrás.

Lembrei disso ao ler o seguinte texto de Gravataí, que explica muito bem como o ateísmo não é uma questão de escolha ou de revolta contra as religiões:

"Não há um único ateu que tenha optado pelo ateísmo e, caso haja caso positivo, trata-se de alarme falso. Porque se trata de constatação, não escolha ou decisão. Diversos religiosos, por exemplo, alegam que ouviram um chamado, viram uma luz ou algo do tipo. O ateu, de tantos silêncios e escuridões, seguidos de gritarias e luminosidades em sentido contrário (ok, parei com metáforas), percebe que as coisas não são como nos livros sagrados das mais variadas crenças."

Leia o texto na íntegra AQUI.

Juliana Dacoregio, no Heresia loira.

4 comentários:

Roger disse...

Pra mim o ateísmo e a fé, são como o olhar pro céu, mas em direções opostas...

Uns dizem que vêem o sol, em todo o seu brilho... outros dizem que nada vêem além de um grande vazio...

Quem está certo? Obviamente que os dois estão...

Mas posso dizer que o sol não existe? Ou posso afirmar que só existe o vazio?

Apenas se eu for cego, ou não souber pra onde olhar, ou souber mas nunca quiser olhar...

ps: ou for um insistente observador noturno... rs

Beta disse...

Concordo com o comentário acima!

Oziel Alves disse...

Uau! Belíssima a reflexão do Roger. Parabéns!

José Henrique disse...

Acabo de receber no meu agregador de feeds uma resposta para o texto. Devia ser postado aqui. Ó o link: http://hiperatividadecerebral.blogspot.com/2010/02/fome-prova-existencia-do-pao.html

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