28.2.10

Sou contra a militância contra o PL122



O Projeto de Lei 122/2006 tem sido a plataforma para o confronto entre evangélicos e homossexuais. O projeto de Lei protege homossexuais, entre outras coisas, contra a discriminação. Esse item é o que deixa muitos lideres evangélicos e seus rebanhos atemorizados, pois segundo suas compreensões, não poderiam mais se posicionar contra o homossexualismo.

As próximas linhas são alguns posts meus (recentes) no twitter sobre o tema:

Estou abestalhado no como os "crentes" continuam militando pelos "seus direitos". A MILITÂNCIA contra a PL122/2006 é contrária ao evangelho

Não encontro nos evangelhos nada que justifica essa militância.

Se essa militância fosse de fato parte de nosso papel como cristãos teriamos visto uma postura semelhante em Cristo e em seus discípulos.

Nossa militancia deve ser uma militância de postura ética, uma postura não confrontadora, mas sim uma postura de contraste.

Uma postura de contraste mas ao mesmo tempo ética. Uma postura definida pelo Amor.

Esses evangélicos que se sentem amedrontados pela PL122 e demonstram isso por meio da oposição militante evidenciam sua falta de fé.

A postura adotada por alguns evangélicos com relação a PL122 não deve ser compreendida como sendo algo generalizada.

Eu acredito que, como cristãos, temos o dever de mostrar ao mundo nossos principios e valores não a forceps, mas através do diálogo.

Diogo Siebra Bochio, no Facebook.

11 comentários:

Isaias Medeiros disse...

Parabéns pela sua postura sábia e equilibrada. Eu noutros tempos já fiz parte dessa mobilização maluca, mas hoje vejo que isso é um grande erro, não só pelo fato de eu ser homossexual como também porque esse não é o papel da Igreja. Fazer a diferença pelo contraste, e não pela militância é um princípio elogiável.

Abraço.

Alexandre de Sá disse...

"Infelizmente, a Igreja que deveria ser a vanguarda de movimentos pela justiça social é tida como a 'chuva no piquenique'..."

[http://oquemefazviver.blogspot.com/2009/11/neste-blog-quero-expressar-o-que-penso_27.html]

Nathali disse...

Esse foi um ótimo comentário...O negócio é Mostrar um diferencial na ética,baseado no Amor!Isso é que Cristo nos ensina!

Hermes C. Fernandes disse...

A mesma PF 122 que criminaliza a homofobia, também criminaliza o preconceito religioso. Sem dúvida, o projeto necessita revisão, porém não acho que a igreja deva se entrincheirar contra qualquer que seja o seguimento social, inclusive os homossexuais.

Devemos ser pelos direitos de todos, inclusive deles, mesmo que não endossemos seu estilo de vida.

Eliézer disse...

Palmas pelo conteúdo do comentário.

É também o que penso!

Entretanto, cadê os "pensadores" da igreja evangélica contemporânea que tem credenciais teológicas e ministeriais para apresentarem-se em público e apresentarem com sua ética o controverso tão necessário à democracia?

Cadê os teólogos que ficam divagando entre conjecturas sobre Deus e sua atuação no mundo ou sob qual tipo de ética que a igreja precisa se moldar aos novos tempos, ao invés de ser simples, direto e prático: amamos a todos como Cristo amou.

Cadê os expoentes da teologia reformada contemporânea para serem o contraponto do contraponto do modelo beligerante do Silas Malafaia?

Corremos o risco de ser tão politicamente corretos que perderemos a oportunidade de demonstrar realmente como que o evangelho trata desses assuntos em oposição ao modelo raivoso dos evangélicos da linha "xiíta".

Infelizmente se estes não sairem de suas cavernas-de-adulão para cumprir sem medo esse papel -de que há outro modo de se ver as coisas pelos conteúdos do evangelho- em algum momento os "éticos" serão obrigado a assentir com a liderança do Malafaia nesse processo.

De certa forma, por uma questão de razoabilidade nas recentes premissas que norteiam o discurso do Malafaia, sou obrigado a concordar com ele -só nas premissas- para a não aprovação da PL tal como se encontra. Entretanto o tempo e o maior conhecimento dos conteúdos da lei podem me fazer pensar o contrário. O bom é que posso mudar de idéia se achar que assim devo.

André L. disse...

Que belo texto, inteligente e coerente! É lamentável ver que a única maneira que a igreja evangélica tem como lidar com o assunto seja através de repressão e instalação de um clima de caça às bruxas (existem igrejas em que pastores fazem um verdadeiro terrorismo sobre esse assunto da PL 122). Que mais pessoas esclarecidas se levantem e se façam ouvir; isso sim é ser profeta nos dias atuais.

CHICCO SAL disse...

Eu queria mesmo é ver estes mesmos políticos evangélicos subindo nas tribunas e defendendo com a mesmíssima veemência o fim da pobreza e da fome no Brasil.

Ou contra a corrupção, da qual muitos fazem e fizeram parte, haja vista os escândalos que seus nomes ficaram gravados para sempre no livro negro da política brasileira.

Di Bochio disse...

Já que eu já fui protestar contra o "$O$", contra a cara de pau de alguns lideres evangélicos na Parada Go$pel, acho que o próximo passo será anunciar este posicionamento na Parada Gay.

Agora sim vão me excluir kkk

Valdo Romão, meu amigão, não pega pesado comigo não kkk

Lex disse...

É triste lermos conclusões de alguém que se posicione contra uma movimento sem o menor conhecimento de causa! Mais triste ainda um blog que se diz cristão ecoar tais conclusões! E o pior é que ainda há quem aplauda tudo isso (ou será que os contrários não são publicados por aqui? Eis o teste!).
Todos vocês estão completamente desinformado sobre esse PL 122; deveriam lê-lo! Não é possível que não consigam enxergar todas as possibilidades que essa lei trará à Igreja.
Se a defesa dos princípios morais cristãos não significa nada para vocês pelo menos levantem uma bandeira em favor da lógica. Nossa legislação já protege os homossexuais, como qualquer outro cidadão. Eles não são seres especiais que estejam acima de qualquer outro brasileiro.

FabioPereira disse...

Triste é ver gente como o Lex, que como o próprio nome e texto diz, vive pela lei. Vivemos, os cristãos, pela graça, pelo amor. E as transformações mais profundas no íntimo SÓ podem ser realizadas pela ação do Espírito Santo. Não é por força(toda lei é uma imposição forçada, por mais que pactuada pela sociedade), nem por violência dos argumentos fociferantes e beligerantes dos "arautos da moral e bons costumes do cristianismo".
Que graça seja sobre nós; todos nós.

Gustavo K-fé disse...

Sem entrar na questão da PL em si, uma coisa é certa: evangélicos geralmente não sabem dialogar. Por quê? (Assista um culto pensando na pergunta)

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