23.3.10

Palavrão não é bobagem



Caio Fábio manda muito bem ao falar s/ a hipocrisia em torno dos palavrões.
dica do Julio César

3 comentários:

Anônimo disse...

É foda esse pessoal que fala palavrão que só a porra e nem percebe. É feio!

É isso!

Rodolfo Ortiz

Pastor Afonso disse...

Jesus nos adverte contra o
chamar a nosso irmão de raca (provavelmente o equivalente à palavra aramaica que significa
“oco”) ou more (a palavra grega para “tolo”)
.
Parece que “raca” é um insulto à inteligência da pessoa, dizendo que ela é “cabeça-oca”, e os comentaristas rivalizam-se entre si, propondo para-lelos, tais como “pateta”,5 “estúpido”,6“parvo” ou “cabeça-dura”!7
.
Um débil mental também é tolo, mas dificilmente a palavra seria usada neste sentido, pois até Jesus chamou os fariseus e seus
discípulos de “tolos”8 e os apóstolos, em determinadas ocasiões, acusaram seus leitores de
estultícia.9
.
Por isso, é preciso lembrar que a palavra adquiriu uma nuance religiosa e moral, tendo
sido aplicada no Velho Testamento àqueles que negavam a existência de Deus e, como resultado,
mergulhavam na prática temerária do mal.10
.
Alternativamente, como alguns mestres sugerem, more pode transliterar uma palavra hebraica que ignifica “rebelde”, “apóstata” ou “renegado” 111
.
Neste caso, Tasker propõe seu parecer: “O homem que diz a seu irmão que este está condenado
ao inferno, está ele mesmo em perigo de ir para o inferno.” 12
.
“Quem disser a seu
irmão: ‘Você não vale nada… quem chamar seu irmão de idiota’.” Ao mesmo tempo, A. B. Bruce
provavelmente preserva a principal diferença entre as palavras, ao escrever: “Raca expressa
desprezo pela cabeça da pessoa: Você, seu estúpido! More expressa desprezo pelo seu coração e
caráter: você, seu patife!” 13
.
Estas coisas, pensamentos coléricos e palavras insultuosas, talvez não levem nunca à
consumação do ato homicida.
.
Mas, diante de Deus, são equivalentes ao homicídio. Conforme
João escreveria mais tarde: “Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino.”14
.
A ira e o insulto são maus sintomas do desejo de acabar com uma pessoa que está no nosso caminho.
.
Nossos pensamentos, olhares e palavras indicam que, como algumas vezes nos atrevemos a dizer,
“gostaríamos que morresse”.
.
Um desejo assim é uma infração do sexto mandamento. E torna a
pessoa culpada sujeita às mesmas penalidades às quais o homicida se expõe, não literalmente em
um tribunal humano (pois nenhum tribunal poderia acusar um homem por causa da ira), mas
diante do tribunal de Deus.
.
6 Hunter.p.50.
7 Lenski, pp. 217, 219.
8 Mt 23:17; Lc 24:25.
9 p.ex. 1 Co 15:36; Gl 3:1; Tg 2:20
10 Sl 14:1-4; SI53:1-4
11 p. ex. Sl 78:8; Jr 5:23.
12 p. 69.
13 p. 107.
14 Jo3:15.
.
A Mensagem do Sermão do
Monte, John Stott
.

Walter Cruz disse...

Que sintonia! No mesmo dia eu postei um trecho escrito do Caio sobre o mesmo tema.. e só vim ver esse vídeo hoje aqui.

http://waltercruz.com/log/palavras-e-energias

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