9.5.08

Tetas religiosas

O governo da Espanha retirou a ajuda financeira oficial à Igreja Católica no país, depois que a instituição se opôs ao casamento gay e chegou a pedir votos para a oposição nas últimas eleições.
Como resultado, a Igreja está fazendo uma campanha publicitária em que pede dinheiro aos fiéis.
A Igreja espanhola era a única da Europa financiada com verba do governo, segundo dados do Parlamento Europeu. O governo dava por mês 11,7 milhões de euros, pouco mais de 141 milhões anuais.

Mas o governo do primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero decidiu cortar o orçamento. "Era um financiamento excessivo", descreveu à BBC Brasil o secretário de Liberdades Públicas do Partido Socialista, Álvaro Cuesta.

Impostos

O novo sistema de financiamento depende só dos fiéis. Na declaração de renda, os católicos têm a opção de marcar uma lacuna em que pedem que 0,7% dos seus impostos sejam doados à Igreja Católica.

Por conta disso, a Conferência Episcopal da Espanha lançou a campanha pedindo fundos.
A cúpula da Igreja espanhola está entre os principais críticos das políticas liberais do governo Zapatero.

Em um duro recado no fim do ano passado, os bispos e cardeais católicos lideraram uma manifestação em Madri, em que chegaram a afirmar que a democracia espanhola corre o risco de "se dissolver" por conta da "cultura do laicismo radical".

A possibilidade de escolher o destino dos impostos para fundos sociais (para todos os contribuintes e todas as organizações não-governamentasi) existe desde 1988.

Para a Igreja, eram destinados 0,52% dos impostos. Os bispos pediram aumento para até 0,8%, mas o governo o fixou em 0,7%.

Na campanha, chamada "Por tantos, programa para a sustentação econômica da Igreja", o clero afirma quais são as necessidades e os compromissos sociais e humanitários da instituição, principalmente fora das missas.

A campanha, em emissoras de televisão, rádios, jornais e internet, também tem uma versão boca-a-boca. Os padres e colaboradores das paróquias estão distribuindo panfletos pelas ruas (600 mil em abril) para sensibilizar os fiéis.

A arrecadação entre os católicos terá de suprir mais do que os milhões de euros que deixam de entrar dos fundos públicos. O Estado também passará a cobrar impostos que o clero jamais pagou.

O primeiro será o Imposto de Transmissões Patrimoniais e de Sucessões e Doações, que incide sobre cada bem móvel ou imóvel negociado em nome da Igreja.

A Conferência Episcopal terá que custear ainda a manutenção de catedrais, mosteiros e imóveis de patrimônio artístico e cultural próprios - só esse custo está estimado em 125 milhões de euros por ano e era pago à parte por outros ministérios.

fonte: BBC

A discussão é interessante. Aqui no Brasil qq analfabeto (funcional ou não) abre uma igreja (especialmente neopentecostal) e goza duas vezes: de isenção fiscal e da cara de líderes sérios cujas igrejas cumprem regularmente suas obrigações fiscais.

Antes de pegar as pedras, uma perguntinha básica: sua igreja presta contas do que faz c/ a grana que arrecada ou as finanças são um buraco negro p/ sustentar apaniguados (especialmente familiares) incompetentes?

Um comentário:

Anônimo disse...

a maioria nao presta conta. a maioria é buraco negro.

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