13.10.09

Zibia Gasparetto processa editora do livro "Sem Medo de Viver"

Autora de "Vencendo o Passado", "Voltas que a Vida dá" e "O Amanhã a Deus Pertence", a escritora Zibia Gasparetto pediu à Justiça que determine a retirada de circulação do país o livro "Sem Medo de Viver", do pastor americano Max Lucado.

A informação foi publicada pela coluna de Mônica Bergamo nesta segunda-feira na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

A autora de "Eles Continuam entre Nós" argumenta que o título é o mesmo de sua obra publicada em 1986, e isso confundiria os leitores brasileiros.

A editora Thomas Nelson, que publicou a obra do pastor, disse à coluna que não foi notificada ainda.

Perfil

Zibia Gasparetto nasceu em Campinas (interior de São Paulo), em 29 de julho de 1926. Ela viveu na cidade apenas até os 6 anos, quando se mudou para a capital paulista, onde vive até hoje. Descendente de italianos, a escritora casou aos 20 anos com Aldo Luiz Gasparetto, que já morreu.

Ela teve quatro filhos: Pedro (o mais velho) e Irineu (o terceiro) administram o curtume herdado do pai, em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo; Luiz Antonio é médium, psicólogo e escritor; e Silvana é braço direito da mãe na editora Vida & Consciência.

Zibia aprendeu a ler aos 4 anos e, aos 8, passava horas sentada, escrevendo histórias. Parou de escrever na adolescência e só retornou a redação na forma de psicografia (o espírito escreve por meio do médium), aos 22 anos. Nessa época, ela e o marido começaram a estudar os livros de Allan Kardec e a frequentar reuniões da Federação Espírita de São Paulo.

fonte: Folha Online
dica do Jarbas Aragão

5 comentários:

FRIZERO disse...

O título é tão clichê que me admiro muito da editora do livro norte-americano não ter feito uma pesquisa básica no Google antes de escolher o título do livro...

Anônimo disse...

Max Lucado, passará procuração ao Padre Quevedo.

Meire disse...

Ainda bem que ela soltou o alerta, já pensou ir na livraria e pedir um livro do Lucado e levar Zibia Gasparetto!?
As livrarias que frequento separam os livros por assuntos e ordem alfabética do autor, logo, acho difícil isso acontecer, mas de qualquer maneira é mais um merchant pra ela, muito embora não precise: brasileiro gosta da família Gasparetto e do Coelho que não é fácil...

Pavarini disse...

THOMAS NELSON BRASIL SE MANIFESTA SOBRE SUPOSTA AÇÃO IMPETRADA POR ZÍBIA GASPARETO CONTRA LIVRO DE MAX LUCADO

A Thomas Nelson Brasil -- editora responsável pela publicação de “Sem Medo de Viver”, de Max Lucado -- comunica à imprensa que até o presente momento não recebeu qualquer citação em relação à possível ação judicial impetrada por Zibia Gaspareto contra a editora pelo uso do título “Sem Medo de Viver” na obra de Lucado.

Ainda assim, observa que o artigo 10 da Lei do Direito Autoral (nº 9.610/98) diz: “A proteção à obra intelectual abrange o seu título, se original e inconfundível com o de obra do mesmo gênero, divulgada anteriormente por outro autor”. O título “Sem Medo de Viver” não é original. O termo foi usado em 1993 como título brasileiro do filme “Fearless”, de Peter Weir, com a presença de Jeff Bridges. E ainda, a Thomas Nelson Brasil observa que as duas obras não partilham do mesmo gênero literário, sendo a de Zíbia enquadrada no gênero ficcional e a de Lucado como não-ficção.

Max Lucado, autor norte-americano que visitou o Brasil em julho para o lançamento mundial deste livro, já vendeu mais de 65 milhões de livros no mundo, mais de dois milhões deles no Brasil. Seu livro “Sem Medo de Viver”, já na primeira semana de vendas no Brasil atingiu números expressivos, passando a aparecer na lista de mais vendidos dos principais veículos de comunicação do país.

nota divulgada pela editora.

Eliézer disse...

"...a Thomas Nelson Brasil observa que as duas obras não partilham do mesmo gênero literário, sendo a de Zíbia enquadrada no gênero ficcional e a de Lucado como não-ficção."

Kkkkk... enquanto alguns livros espiritualistas se enquadram no "gênero ficcional", como alguns livros evangélicos seriam enquadrados? Literatura infantil, de humor ou de terror?

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