3.3.10
Força estranha
A. W. Tozer
Fonte: WEB EVANGELISTA
2.3.10
"A religião envenena tudo e não acaba porque somos egocêntricos"
Frontal, polémico e irónico. Dos quatro cavaleiros do anti-apocalipse - como foram baptizados os pensadores ateus que surgiram dos últimos cinco anos - Christopher Hitchens é o mais controverso. Jornalista, colunista na "Vanity Fair" e na "Atlantic Monthly", acusou a Madre Teresa de Calcutá de se dar com ditadores. Christopher, inglês a viver nos Estados Unidos, esteve em Lisboa, na Casa Fernando Pessoa, para discursar sobre a "Urgência do Ateísmo". O escritor, de 60 anos, falou com o i enquanto regressava de uma visita a Évora, e já tem um livro a caminho, desta vez vai analisar os Dez Mandamentos.De que forma é que a religião envenena tudo, como diz no seu livro?
A religião diz-nos que não temos liberdade, que fomos feitos por um ser superior. Esse ditador divino disse-nos que não saberíamos nada e que não seríamos capazes de distinguir o bem do mal. É uma forma doente de educar as pessoas. Envenena porque te torna num escravo, mas a religião não vai acabar.
Porquê?
Porque tem como principais recursos a estupidez humana, a crendice e a vaidade, disfarçada de humildade. A religião não acaba porque somos egocêntricos e temos medo de morrer. Assim, acreditamos que dizemos umas coisas pela ordem certa e vamos para o céu. Até agora nunca foi provado que aquele ser omnisciente e benigno existe.
E os milagres, como o de Fátima?
Ilusões. Duas coisas simples provam que não existe: ela nunca aparece a não cristãos e quando aparece é igualzinha à estátua que está à entrada da escola das crianças. Já agora, se o Sol tivesse parado tinha sido visto noutras partes do mundo. Fátima mais parece uma senhora que nasceu na Islândia ou no Minnesota do que na Galileia.
Porque escreveu "Deus não é Grande - Como a Religião Envenena Tudo"?
O debate entre os que acreditam no sobrenatural e os que não acreditam é o mais importante. Na altura [2007] havia um confronto entre a teocracia e a democracia. Além disso, tinha a sensação de que nos EUA estavam fartos de ver o ensino da biologia substituído por religião, com a história do criacionismo. A violência da jihad também era, e é, uma preocupação real. É o reavivar de superstições medievais, com crueldade e estupidez.
Em várias culturas sempre houve a noção de Deus, porquê?
É inato à mente humana procurar padrões para entender o mundo. Somos primatas que precisam disso, foi assim que aprendemos a domesticar animais, entendemos o padrão, logo o seu comportamento. A desvantagem é que preferimos aceitar qualquer tipo de padrão a nenhum. Haverá uma razão para que todas as igrejas de Lisboa tenham caído em 1755? É tão importante para nós. De certeza que é importante para o cosmos. Mas estão enganados. Não havia plano, há sim uma grande falha entre Lisboa e os Açores.
Somos demasiado egocêntricos?
Uma das grandes piadas da religião é que defende a ideia de que somos simples criaturas, não valemos nada, mas depois acrescenta: "Já agora, nós somos a razão pela qual o Sol se levanta." Pergunto: "Sou humildes ou não?" Aliás, são muito arrogantes. Pensam: "Claro que todas as igrejas de Lisboa caíram porque comi a mulher do meu amigo."
Mas a religião não é importante na educação, já que cria padrões morais?
É um argumento muito comum em todas as religiões. Tenho uma pergunta para essas pessoas: se a religião é a base da moral então enumerem-me uma acção moral que só uma pessoa de fé possa fazer e que eu, como ateu, não possa? Não existe. E conseguem indicar-me uma acção cruel que um crente faça apenas por causa da sua fé? Os exemplos são muitos: do 11 de Setembro à Inquisição.
Existem religiões mais perigosas do que outras?
Nos anos 30 e 40 do século XX, diria que a mais perigosa era o catolicismo romano porque estava relacionado com o fascismo. Agora é muito claro que é a versão mais radical do islamismo. Não aceito que vivamos à mercê de pessoas que às vezes nos toleram outras não. Quando armas de destruição maciça caem nas mãos de loucos, ou temos de ser muito educados para não os chatear - que para mim seria uma humilhação intolerável - ou vamos esperar pelo veredicto final - que é uma versão ainda pior do mesmo dilema. Recuso-me a viver um dia da minha vida submisso ao prazer destas pessoas.
Vanda Marques, no iOnline.
dica do Rodney Eloy
a garimpo vai lançar nos próximos dias O cristianismo é bom para o mundo? – Um debate, livro que traz um debate entre hitchens e o pastor douglas wilson. preciso falar que recomendo? =)
Alma em frangalhos
Acabei vítima de uma conspiração política.
O turbilhão provocado pela chamada operação “Caixa de Pandora”, levada a cabo pela Polícia Federal, em fins de novembro do ano passado, foi crescendo como uma avalanche.
A forma como o tema foi levado à opinião pública, com imagens montadas e manipuladas ao sabor da conveniência dos poderosos de ocasião, teve o objetivo específico de desestabilizar meu trabalho parlamentar e impedir novos horizontes em minha carreira política.
Os vídeos, não oficiais e manipulados, foram divulgados como uma verdadeira overdose pela mídia, sem que eu pudesse responder com serenidade e equilíbrio ao massacre público de minha imagem como homem de Deus e parlamentar.
A chamada “Oração da Propina”, largamente divulgada, não passou de uma manipulação grosseira. Já que aquela prece aconteceu em setembro de 2009 e não em 2006, após o suposto recebimento de ajuda para a campanha política daquele ano.
Acontece que os meios de comunicação, com raras exceções, não teve o cuidado de verificar as datas, ler o conteúdo em detalhes, enfim, não houve uma preocupação com a verdade. Os fatos reais não apareceram. Surgiram meias verdades e conclusões definitivas, sem o respaldo do contraditório. Todos nós sabemos que uma mentira, divulgadas à exaustão, conseguiram penetrar nos corações e mentes a convicção de um crime que não existiu.
A tão comentada oração foi dirigida a uma pessoa, que, naquele momento, vivia grandes conflitos emocionais, um dilema íntimo.O que eu fiz, na companhia de um colega parlamentar, foi uma oração que desse ao personagem o reconforto espiritual, o equilíbrio emocional. Registre-se que a oração foi feita a pedido do mesmo.
É importante lembrar que até mesmo Jesus Cristo, o Deus feito homem, não abandonou aqueles que cometeram crimes. “Atire a primeira pedra aquele nunca pecou”, diz a passagem bíblica. Jesus Cristo perdoou Maria Madalena, tida como pecadora e adúltera.
Assim, aquela oração não visava bens materiais, mas o reconforto de uma alma em conflito e angustiada pelos diversos problemas pessoais e administrativos que enfrentava naquele momento.
Os falsos moralistas, os invejosos de ocasião, os oportunistas de plantão, conseguiram impor meias verdades e um turbilhão de mentiras à mídia, de uma maneira brutal.Tentaram, e, infelizmente, conseguiram colocar em xeque todo um trabalho voltado para o conforto da população, dos eleitores do Distrito Federal.
Tenho, contudo, a convicção dos fortes. A sabedoria dos humildes, a perseverança dos oprimidos e a vontade férrea de repor a verdade. E conseguirei. A história dirá, com a crueza dos fatos, que falo a verdade.
Diante desse massacre político e institucional, não me restou alternativa que não fosse a renúncia. Assim, renuncio ao mandato de deputado distrital.Renuncio ao meu mandato para não ser submetido ao julgamento político previamente decidido. Buscarei provar na Justiça a minha inocência.
Agradeço aqui a Deus por tudo de bom que tem me dado tanto em minha vida pública quanto particular; ao meu pai e minha mãe, inspiradores e formadores de meu espírito cristão e do meu caráter; ao segmento evangélico pelo apoio recebido em dois mandatos; a população brasiliense e, em especial, minha equipe de trabalho, composta de pessoas profissionais e competentes.
trechos da carta de renúncia do deputado distrital Júnior Brunelli.
fonte: Correio Braziliense
entre suas realizações, o cara menciona a "isenção do pagamento do IPTU e da Taxa de Lixo" p/ templos religiosos. o irmão despachante poderia ter lembrado propostas de "interesse público" como os quase R$ 2 milhões que pediu p/ eventos relevantes como o Congresso das Mulheres Virtuosas.
num surto de modéstia, ele afirmou ter "a convicção dos fortes, a sabedoria dos humildes e a perseverança dos oprimidos". faltou mencionar a cara-de-pau daqueles que se valem da (literalmente) boa-fé do rebanho p/ depois conspurcar ainda + a sua maculada imagem. adeus.
Vivendo entre lobos
O britânico Shaun Ellis tem uma profissão incomum: especialista em comportamento de lobos. Não bastasse a peculiaridade do trabalho, ele ainda conduz pesquisas de forma controversa: optou por viver ao lado dos lobos, como se fosse um deles, por um longo período, a fim de entender melhor como vivem esses animais e também para ajudá-los diante da ameaça da extinção.
A partir de 2005, ele passou dois anos em meio a uma alcateia no Parque de Vida Selvagem Combe Martin, no Reino Unido. Seu objetivo era ensinar três filhotes órfãos de lobos canadenses a sobreviver na reserva natural. Para isso, se alimentou e dormiu com os lobos, sem qualquer contato com humanos, até sentir que fazia realmente parte do mundo dos animais. "Acredito que os lobos têm segredos a serem compartilhados. E eles confiaram em mim o suficiente para dividi-los comigo", afirma.
A experiência resultou no livro The Man Who Lives With Wolves (O homem que vive com os lobos), escrito em parceria com o jornalista Penny Junor. Na entrevista a seguir, Ellis fala sobre a aventura e defende que o estudo do comportamento dos lobos pode ensinar algo aos homens. Leia +.
Fonte: Veja
Esta matéria me fez lembrar os versículos iniciais do Evangelho de João - "ele se fez carne e habitou entre nós" - o mistério da encarnação... Cristo, filho de Deus, se fazendo carne. Quando vejo as discussões no blog, percebo o quanto ainda estamos distantes de sermos imitadores de Cristo. Não queremos mudar nosso status quo, muito menos "ficar com o cheiro dos outros". O que dirá amá-los, então...
Ateus que eu amo
Uma sugestão do Breno Baldrati, editor aqui da Gazeta do Povo e blogueiro relapso:
Michael Shermer está na minha lista tríplice.O post original de Brown já tem mais de 200 comentários, mas ainda não os vi, inclusive para não ser influenciado. Então, segue a minha lista, que obviamente tem ateus/agnósticos, dois deles vivos e um falecido não faz muitos anos: Stephen Jay Gould, Michael Shermer e Mary Midgley.
Marcio Campos, no blog Tubo de ensaio.
dica do Chicco Sal
para a minha lista ñ ficar i-men-sa, vou me restringir à seara literária: bart ehrman, christopher hitchens e, claro, josé saramago.
Islamismo criativo
Não só a agonia da jovem teve influência, mas também o modo como as imagens chegaram ao público, postadas horas depois do ocorrido no YouTube e linkadas ao Facebook e ao Twitter para, só então, repercutirem nos meios tradicionais.
Em vez de esperar dois anos até a finalização e a publicação de uma graphic novel de 160 páginas, a editora norte-americana First Seconds resolveu seguir o exemplo do iraniano que jogou as cenas na rede e, do papel, o projeto migrou para a internet. O primeiro capítulo foi ao ar na sexta-feira passada, em página na internet, e novos episódios serão publicados todas as segundas, quartas e sextas-feiras pelos próximos 18 meses, quando, enfim, ganharão versão impressa.
É a maneira certa de chegar ao público, acredita o editor da HQ, Mark Siegel, numa época em que a realidade não se dissocia das novas mídias. "Quando o que aconteceu em Teerã foi tuitado e postado em blogs, o mundo teve a possibilidade de ver coisas que regimes repressivos como o dos aiatolás em geral escondem", diz Siegel ao Estado, de Nova York. O método permite também que a trama, que avançará no tempo até coincidir com os dias finais da publicação on-line - prevista para agosto de 2011 -, seja adaptada ao desenrolar dos fatos. Embora o fim esteja definido, as reviravoltas no governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad e do líder supremo Ali Khamenei podem levar a HQ a ganhar contornos inesperados.
Os autores de Zahra’s Paradise assinam os quadrinhos apenas com os primeiros nomes, Amir e Khalil. Com familiares na região em conflito, temem represálias. Embora a autora iraniana Marjane Satrapi tenha aberto portas com sua HQ Persépolis - cuja trama se passa em 1979, pré-Revolução Islâmica -, a situação é diferente. "Ela deu uma voz nunca antes imaginada à geração dela naquele lindo trabalho autobiográfico. Nossos quadrinhos são fictícios, mas, ao mesmo tempo, tratam da história de todo mundo. A maior dificuldade é que diz respeito ao momento presente", diz Amir por telefone ao Estado, com sua fala que, suave e cuidadosa, chega a beirar o inaudível.
Amir é também jornalista, documentarista e ativista de direitos humanos. Antes de se estabelecer nos Estados Unidos, passou temporadas no Afeganistão, no Canadá e na Europa. Khalil, de origem árabe, faz cartuns desde muito jovem, embora Zahra’s Paradise seja sua primeira graphic novel, e também tem obras como ceramista e escultor. Os dois têm certo reconhecimento nos EUA - mas a HQ eles só assinarão com seus nomes completos caso a situação mude bastante no Irã. Leia +.
Fonte: O Estado de S.Paulo
Instrumento de resistência e libertação, a arte mudou de forma na era da internet. Essa HQ mostra bem que o mundo de hoje não espera por super-heróis, só pela verdade.























