10.8.09

Gênios do marketing (158)

Santa invasão, Batman! O reinado do Homem-Morcego, Ben 10 e outros super-heróis que fazem a cabeça da garotada está ameaçado. Uma novidade chega ao mercado dos brinquedos: os bonecos Heróis da Fé. São representações de Jesus Cristo, Davi, Sansão, Moisés e outros personagens bíblicos que agora podem cair nas graças e nas mãos das crianças.

O empresário Mauro Gama, 33 anos, importou 10 mil bonecos e espera trazer mais para o Natal. Vende por enquanto pela Internet e negocia com distribuidor em São Paulo para disponibilizar nas lojas. “Jesus é o verdadeiro super-herói das nossas vidas. Os outros super-heróis, como o Batman, são tão egoístas que pegam os poderes só para eles”, criticou Mauro para crianças durante ação social, em Nova Iguaçu.

Mauro é dono de importadora em São João de Meriti, na Baixada. Os modelos são fabricados pela One2Believe na China e comercializados nos Estados Unidos, França e Espanha. Cada exemplar da série custa R$ 79,90. Os heróis têm até 33 centímetros, apresentam 16 articulações e até recitam versículos. Jesus cita a história da multiplicação dos peixes.

Além de outros heróis, como Noé, Paulo, Pedro, Ester e Maria, há também um vilão. Era preciso escolher o inimigo para levar a pior na luta contra o mocinho. Sobrou para o gigante Golias, da série ‘Guerreiros’. Há ainda as coleções ‘Contos Bíblicos’ (com miniaturas para se contar história) e ‘Meninas Virtuosas’ (substitutas de bonecas como a Barbie).

O empresário espera alguma resistência de grupos evangélicos que podem enxergar idolatria no manuseio dos bonecos. “Vemos igrejas que fazem imagem de arco, de pomba e de cruz. Isso não é apresentado como adoração. Adoração não está no que a gente está vendo, mas no que a gente sente no coração”, pondera.

Mauro é presbítero da Nova Assembleia de Deus, da Convenção de Madureira. Ontem, pequenos do núcleo de Nova Iguaçu se divertiram com os bonecos. Segundo ele, o lucro será revertido para a construção de creche e igreja voltada às crianças na ocupação Exponing, onde vivem 400 famílias no Bairro Botafogo, em Nova Iguaçu. “Temos de dar um basta nos monstros. Esses brinquedos, na verdade, só levam a violência para o lar”, prega.

Resta saber se Batman terá alguma carta na manga para manter o prestígio com as crianças. Só não vale usar o Curinga.

Produtos cristãos movimentam R$ 137 bilhões

Os bonecos de Jesus Cristo, Sansão e Davi entram num mercado que movimenta 75 bilhões de dólares por ano no mundo (R$ 137 bilhões). Os produtos fazem parte de um setor que cresce ano a ano: o da linha cristã, que inclui infinidade de artigos alusivos à fé. Em 2006, este ramo comercializou 4,6 bilhões de dólares só nos Estados Unidos.

fonte: O Dia Online

os monstros de brinquedo levam violência p/ os lares e esses bonecos levarão a paz de deu$...

9 comentários:

salisa disse...

Bocejei e muito! aiii, que chatice! -.-

carla disse...

Logo em Nova Iguaçu - onde eu moro...
"Os outros super-heróis, como o Batman, são tão egoístas que pegam os poderes só para eles” - acho q o Batman tá fazendo discípulos...
Juro, qdo li isso me lembrei de uma pessoa...ahhh, um pastor, detalhe insignificante...

CHICCO SAL disse...

Não, não é idolatria não.
Se ele lesse a Bíblia de vez em quando saberia quanta violência ela traz em suas páginas. Imaginar que um objeto qualquer possa levar paz para dentro de uma família que não tenha onde morar, o que comer, como bancar estudos, lazer, etc, é pura babaquice mesmo.

Thiago Mendanha disse...

Isso não vai prestar... se forem brincar como eu brincava com meus bonequinhos e as barbies das minhas irmãs, isso não vai prestar! Seria profano, aliás... kkkkkkkkkk

Eliézer disse...

É Thiago, já pensou o boneco do Davi dando uma malho na boneca da Ester ou o boneco do José "ficando" com a boneca da Maria... Kkkkkk...

Brincadeiras à parte, não sei porquê mas deu a impressão de ser uma ação feita com sinceridade por parte do importador. É lícito inclusive que obtenha seu sustento desse comércio. Se condenarmos toda prática de venda no ambiente cristão, acredito que vamos resvalar em um radicalismo inútil e podar ações que possam se tornar fonte de benefício para outros. Convém esperar para ver as verdadeiras intensões emergirem...

CHICCO SAL disse...

Você está correto Eliézer - não há porque não deixar ou tentar impedir alguém de vender produtos ou disponibilizar serviços rotulados de cristãos ou que sejam úteis ao meio cristão - a questão para mim é outra: a perpetuação da superstição por meio da demonização de tudo que não tenha a cara, o jeito e/ou a chancela de um grupo cristão.

Só pra vocês terem uma idéia: há alguns anos atrás na Igreja Renascer se propalou que os crentes não deveriam tomar água mineral Poá porque ela era consagrada aos demônios, porque a exploradora é uma sociedade espírita. Oras, se for assim não podemos comer e beber a maioria das coisas que são postas à mesa.

É essa idéia legalista que me incomoda demais.

Tempos mais tarde, foi a vez das crianças dessa mesma igreja não poderem nem citar coisas como Bicho-papão, Cuca, etc. Arre!E pensar que crescemos lendo os contos dos irmãos Grimm, as fábulas de La Fontaine, gibis de terror, heróis...

Putz! Será que vamos ter um lugar no céu? Se depender de não ter assistido ao Godzilla, National Kid, e de não ter lido estas coisas e muitas outras mais, tô ferrado!

É isso: quer vender? Venda! Mas sem apelar para a superstição ou para a coação/coerção psicológica (e até mesmo teológica!). Apenas sejam comercialmente competentes.

Pelo visto, o que temos mesmo são incompetentes eloquentes.

Eliézer disse...

CHICCO SAL, companheiro de subversão!

Estava na Renascer na época da àgua Poá, que é engarrafada de uma fonte localizada em uma área da Sociedade Espírita. E vou te falar hein, água de primeira! Fui um dos poucos que abertamente ridicularizou tal estreiteza de raciocínio.

Concordo com o aspecto legalista que essa questão tende a tomar, fruto do evangelho pagão que a liderança de hoje propaga. Infelizmente essa é uma chaga que, com o êxodo de membros das igrejas de características neopentecostais está entrando, disseminando e encontrando guarida mesmo em igrejas tradicionais.

Para se ter uma idéia, minha filha mais velha ontem veio questionando a "tia" da EBD que afirmou que não era bom dançar a "Dança do Quadrado", pois segundo ela, essa dança é apologia ao egoísmo. Quase morri de rir... e olha, que essa igreja é muito conhecida pelo apego a sã doutrina... mas fazer o que, eles também não conseguem controlar o que e onde esses professores obtem de informações.

Tenho procurado ensinar o evangelho da bíblia para minhas filhas, e vejo que elas não tem engolido qualquer coisa que lhes é imposto... pois é, tem que começar em casa, não dá para deixar nossos filhos nas mãos dos professores de EBD ou coisa que o valha... aliás nunca deveriam os pais encarar a EBD como "depósito de crianças para assistir o culto em paz", pois um dia podem descobrir seu filho pegando dinheiro escondido da carteira do pai para dar de oferta barganhando com Deus a benção da bicicleta nova, ou a filha fazendo jejum a troco de alcançar a "bênção" de passar de ano sem estudar.

Cerestino disse...

não acredito que o pastor afonso não comentou!!!

Charles A. Müller disse...

O primeiro comentário do Eliezer "leu" meu pensamento. Menos radicalismo e mais contribuição.
Quando algo é feito no meio cristão, lá vem este blog atirar pedras, o que não me surpreende.

Na minha infância era adepto dos games (sou do tempo do Atari, rs... o máximo de violência era a fome do Pac-Man, rs). Acho uma forma legal de diversão para a garotada. Mas, fico triste ao ver games cujo objetivo é atropelar pessoas ou cortar cabeças de inimigos. De vez em quando leio matérias sobre a influência que os meios de comunicação, os brinquedos e os games podem exercer sobre as crianças, com mensagens violentas. Não citarei o nome (propaganda), mas fiquei feliz ao ver uma empresa cristã que faz games com temas bíblicos, divertindo e ao mesmo tempo educando, com uma mensagem cristã, como ensina Provérbios 22:6.

Colecionava gibis. Gostava de Batman (e torcia pela Mulher-gato, rs), Superman, Homem-aranha... mas sempre tive noção de que herói mesmo é Jesus, o resto é ficção (me converti adulto, mas tive a felicidade de estudar em colégio evangélico).

Se J.K. Rowling pode faturar milhões com seus contos malignos de bruxaria e anti-cristianismo, porque os descendentes de C. S. Lewis não podem ganhar com as adaptações para cinema do mundo de Nárnia? Na telona, uma obra prima literária, divertida, educativa e passa uma mensagem saudável (é fácil, depois do filme, explicar para as crianças o que é a Mesa de Pedra, quem é o Filho de Adão e quem é o verdadeiro Leão). Cabe a nós adultos, identificar o tipo de mensagem e perceber o que é joio e o que é trigo.

Que Deus abençoe este empresário que está investindo nestes brinquedos cristãos, que ele tanha lucro e se mantenha (inclusive, como diz a matéria, mantenha a creche para crianças pobres). Que mais homens de Deus se levantem, para fazer brinquedos, filmes, games, livros, enfim, entretinimento com conteúdo saudável.

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