10.11.07
Sabadão Cult (30)
Aê people.
A colaboração de algumas pessoas deixou esta trigésima edição do sabadão cult ainda + legal. Ana César, Cristina Coelho e Ricardo Oliveira, muuuito obrigado!
Big abraço
A colaboração de algumas pessoas deixou esta trigésima edição do sabadão cult ainda + legal. Ana César, Cristina Coelho e Ricardo Oliveira, muuuito obrigado!
Big abraço
Todas as crianças
Todas as crianças querem a paz no mundo, mas nem todas são educadas livres da ótica da discriminação, do preconceito, em condições de encarar, como dotados de igual dignidade, brancos, negros, amarelos e indígenas.
Todas as crianças gostam de falar com Deus, mas nem todas aprendem que Deus ama, sem distinção, muçulmanos, judeus, cristãos, adeptos do candomblé, do Santo Daime, e até mesmo quem não crê.
Todas as crianças necessitam brincar, mas nem todos os pais têm condições de evitar que enveredem pela senda do trabalho precoce, do ponto de esmola na esquina, da exploração sexual, das sendas do crime.
Todas as crianças adoram perder tempo com seus amigos e amigas, mas algumas tornam-se adultas antes do tempo, devido à agenda sobrecarregada imposta pela família, com aulas de balé e natação, de idiomas e de música, sem nunca terem se sujado no barro. Ou, empobrecidas, são obrigadas a lutar desde cedo pela sobrevivência.
Todas as crianças são dotadas de incomensurável fantasia, mas muitas não têm sonhos próprios, porque delegaram à TV o direito de imaginar por elas. Assim, crescem saturadas de (des)informações que não processam, vulneráveis em seu código de valores e confusas quanto aos princípios éticos a serem abraçados.
Todas as crianças são generosas, mas nem sempre há quem lhes ensine partilhar o que acumulam nos armários, na lancheira e no coração.
Todas as crianças precisam de muito amor, mas nem todas conhecem quem preste atenção no que falam e fazem, passeie com elas nos fins de semana, evite barganhar o carinho sonegado por presentes e promessas.
Todas as crianças gostam de doces, mas nem todas são educadas para apreciar frutas e verduras, evitando desde cedo preencher com a boca o que lhes falta no coração.
Todas as crianças adoram ouvir histórias, mas nem todas conhecem quem se disponha a contar-lhes o mundo da carochinha ou a ler para elas os textos sagrados.
Todas as crianças imitam adultos que admiram, mas nem todas aprendem a conhecer Jesus e Francisco de Assis, Gandhi e Che Guevara, e crescem empolgadas com o exterminador do passado, do presente e do futuro.
Todas as crianças são sedentas de alegria, mas como esperar que sorriam se os adultos discutem na frente delas ou expressam seu racismo, seu ódio e sua ganância por dinheiro e bens?
Todas as crianças ignoram a morte como ameaça real, e nenhuma delas se propõe a matar o semelhante, a fabricar ou comercializar armas, a bombardear populações civis. Se uma criança rouba, droga-se ou mata é porque o mundo dos adultos condenou-a a ser o reverso de si mesma.
Todas as crianças adoram sonhar, mas se não encontram pelo caminho quem infle os seus sonhos, como um balão que voa rumo à utopia, correm o risco de buscar na química das drogas o que lhes falta em auto-estima.
Todas as crianças são convencidas de que, entregue nas mãos delas, o mundo seria bem melhor, pois nenhuma delas suporta ver o semelhante com fome, na miséria ou vítima de guerras.
Todos nós deveríamos cultivar para sempre a criança que um dia fomos.
Frei Betto é escritor, autor da obra infanto-juvenil “A menina e o elefante” (Mercuryo Jovem), entre outros livros.
Todas as crianças gostam de falar com Deus, mas nem todas aprendem que Deus ama, sem distinção, muçulmanos, judeus, cristãos, adeptos do candomblé, do Santo Daime, e até mesmo quem não crê.
Todas as crianças necessitam brincar, mas nem todos os pais têm condições de evitar que enveredem pela senda do trabalho precoce, do ponto de esmola na esquina, da exploração sexual, das sendas do crime.
Todas as crianças adoram perder tempo com seus amigos e amigas, mas algumas tornam-se adultas antes do tempo, devido à agenda sobrecarregada imposta pela família, com aulas de balé e natação, de idiomas e de música, sem nunca terem se sujado no barro. Ou, empobrecidas, são obrigadas a lutar desde cedo pela sobrevivência.
Todas as crianças são dotadas de incomensurável fantasia, mas muitas não têm sonhos próprios, porque delegaram à TV o direito de imaginar por elas. Assim, crescem saturadas de (des)informações que não processam, vulneráveis em seu código de valores e confusas quanto aos princípios éticos a serem abraçados.
Todas as crianças são generosas, mas nem sempre há quem lhes ensine partilhar o que acumulam nos armários, na lancheira e no coração.
Todas as crianças precisam de muito amor, mas nem todas conhecem quem preste atenção no que falam e fazem, passeie com elas nos fins de semana, evite barganhar o carinho sonegado por presentes e promessas.
Todas as crianças gostam de doces, mas nem todas são educadas para apreciar frutas e verduras, evitando desde cedo preencher com a boca o que lhes falta no coração.
Todas as crianças adoram ouvir histórias, mas nem todas conhecem quem se disponha a contar-lhes o mundo da carochinha ou a ler para elas os textos sagrados.
Todas as crianças imitam adultos que admiram, mas nem todas aprendem a conhecer Jesus e Francisco de Assis, Gandhi e Che Guevara, e crescem empolgadas com o exterminador do passado, do presente e do futuro.
Todas as crianças são sedentas de alegria, mas como esperar que sorriam se os adultos discutem na frente delas ou expressam seu racismo, seu ódio e sua ganância por dinheiro e bens?
Todas as crianças ignoram a morte como ameaça real, e nenhuma delas se propõe a matar o semelhante, a fabricar ou comercializar armas, a bombardear populações civis. Se uma criança rouba, droga-se ou mata é porque o mundo dos adultos condenou-a a ser o reverso de si mesma.
Todas as crianças adoram sonhar, mas se não encontram pelo caminho quem infle os seus sonhos, como um balão que voa rumo à utopia, correm o risco de buscar na química das drogas o que lhes falta em auto-estima.
Todas as crianças são convencidas de que, entregue nas mãos delas, o mundo seria bem melhor, pois nenhuma delas suporta ver o semelhante com fome, na miséria ou vítima de guerras.
Todos nós deveríamos cultivar para sempre a criança que um dia fomos.
Frei Betto é escritor, autor da obra infanto-juvenil “A menina e o elefante” (Mercuryo Jovem), entre outros livros.
Êxtase
Deixa-te estar embalado no mar noturno
onde se apaga e acende a salvação.
Deixa-te estar na exalação do sonho sem forma:
em redor do horizonte, vigiam meus braços abertos,
e por cima do céu estão
pregados meus olhos, guardando-te.
Deixa-te balançar entre a vida e a morte,
sem nenhuma saudade.
Deslizam os planetas,
na abundância do tempo que cai.
Nós somos um tênue pólen dos mundos...
Deixa-te estar neste embalo de água geando círculos.
Nem é preciso dormir, para a imaginação
desmanchar-se em figuras ambíguas.
Nem é preciso fazer nada,
para se estar na alma de tudo.
Nem é preciso querer mais,
que vem de nós um beijo eterno
e afoga a boca da vontade e os seus pedidos...
Cecília Meireles
onde se apaga e acende a salvação.
Deixa-te estar na exalação do sonho sem forma:
em redor do horizonte, vigiam meus braços abertos,
e por cima do céu estão
pregados meus olhos, guardando-te.
Deixa-te balançar entre a vida e a morte,
sem nenhuma saudade.
Deslizam os planetas,
na abundância do tempo que cai.
Nós somos um tênue pólen dos mundos...
Deixa-te estar neste embalo de água geando círculos.
Nem é preciso dormir, para a imaginação
desmanchar-se em figuras ambíguas.
Nem é preciso fazer nada,
para se estar na alma de tudo.
Nem é preciso querer mais,
que vem de nós um beijo eterno
e afoga a boca da vontade e os seus pedidos...
Cecília Meireles
Estou bem
Não, não sou feliz! Há muito abandonei a felicidade num caminho deserto. Para mim, felicidade não passa de uma bruxa malvada que promete colorir o mundo de dourado, mas sua recompensa acaba em pântanos cinzentos. Quem deseja ser feliz termina perdido nos delírios de suas loucas fantasias.
Não, não sou feliz! Não persigo esta promessa como uma verdade, não acalento este conceito como uma possibilidade, não sonho com esta experiência como uma dádiva.
Mas, estou bem, muito bem. Tornei-me um escafandrista que vasculha as cavernas abissais de sua própria alma, um arqueólogo que varre o fino pó de suas memórias, um espiritualista que exorciza os demônios de sua história. E isso me acalma a coração.
Sim, estou bem, muito bem. Aspiro por mundos inexistentes, acalento desejos calmos, reconstruo as minhas ruínas, revolto-me com narcisismos doentios, celebro toda sensibilidade solidária de mão estendida.
Realmente, estou bem, muito bem. Percebo Deus nos vazios, compartilho de sua saudade eterna, folgo com a sua misericórdia gratuita. Como é bom relaxar com o ranger da rede paterna que me embala o sono.
Não, não sou feliz, mas não dá para imaginar como estou bem, muito bem.
Soli Deo Gloria.
Ricardo Gondim
Não, não sou feliz! Não persigo esta promessa como uma verdade, não acalento este conceito como uma possibilidade, não sonho com esta experiência como uma dádiva.
Mas, estou bem, muito bem. Tornei-me um escafandrista que vasculha as cavernas abissais de sua própria alma, um arqueólogo que varre o fino pó de suas memórias, um espiritualista que exorciza os demônios de sua história. E isso me acalma a coração.
Sim, estou bem, muito bem. Aspiro por mundos inexistentes, acalento desejos calmos, reconstruo as minhas ruínas, revolto-me com narcisismos doentios, celebro toda sensibilidade solidária de mão estendida.
Realmente, estou bem, muito bem. Percebo Deus nos vazios, compartilho de sua saudade eterna, folgo com a sua misericórdia gratuita. Como é bom relaxar com o ranger da rede paterna que me embala o sono.
Não, não sou feliz, mas não dá para imaginar como estou bem, muito bem.
Soli Deo Gloria.
Ricardo Gondim
That's all, folks
Scats da divina Ella Fitzgerald s/ a música de Tom Jobim. Pra ver e rever zilhões de vezes!
Só os católicos sabem o que é a graça
Um dos paradoxos que marcam o cristianismo histórico ocidental está em que, embora os protestantes sejam os grandes e credenciados defensores da graça, são os católicos – grandes e credenciados antagonistas dos protestantes – os únicos cristãos a desfrutar adequadamente dela.
Graça, como se sabe, é a palavra que usam certos autores do Novo Testamento para referir-se ao irredutível cavalheirismo de Deus, sua desconcertante postura de benevolência diante dos nossos maus tratos. Garantem-nos esses autores que é por graça, isto é, por cavalheirismo divino e não por mérito nosso, que dão certo as coisas que dão certo neste mundo. É por graça, e não por algum critério particular de seleção, que Deus derrama sol e chuva sobre justos e injustos; é por graça que as suas misericórdias renovam-se a cada manhã; é por graça, e não por teste de paternidade, que Deus chama-nos de filhos e concede que o chamemos de Pai; é por graça que Deus requer e oferece “setenta vezes sete” rotações de perdão por minuto; é por essa divina graciosidade, arremata o Apóstolo, que “somos salvos”.
Desde sempre a característica mais singular da graça foi essa mesmo, o fato de não podermos fazer coisa alguma para merecê-la. O cerne da “boa nova” cristã está em que não se pode extorquir de Deus aquilo que ele se dispõe a oferecer gratuitamente. Essa portentosa revelação transforma imediatamente em obsolescência e contravenção as mais consagradas práticas de chantagem contra a divindade, coisas como ofertas, sacrifícios e religião.
Curiosamente, os primeiros reformadores alicerçaram o seu discurso sobre essa precisa questão: a Igreja Católica, protestaram eles, havia perdido a graça de vista, construindo um império fundamentado na venda de privilégios e na institucionalização da manipulação divina. Os católicos haviam dado as costas ao coração da mensagem cristã, que garante não haver sacrificío que possa comprar o perdão ou penitência que possa pagar a culpa. Haviam reduzido o cristianismo a uma casca ritual desprovida de vida e vitalidade. Os católicos haviam se esquecido da graça, e os protestantes dedicaram suas vidas a corrigir este erro.
Parece no entanto inevitável que acabemos adquirindo as características daqueles que refutamos mais apaixonadamente. Nos últimos duzentos anos os católicos aprenderam a desfrutar gostosamente da graça, enquanto os protestantes se encarregaram de transformar o cristianismo numa casca ritual desprovida de vitalidade. Resta-nos o discurso, cabe-lhes a herança.
Os católicos crêem que sua Igreja não é contida por templo algum.
Ao contrário dos protestantes e em conformidade com a postura geral de Jesus, os católicos tendem a enxergar o mundo como um lugar eminentemente seguro. Para os católicos nada neste mundo tem como dar errado, realmente errado – e não pelo fato de haver templos católicos em todo lugar (coisa que os protestantes parecem ver como a principal vantagem dos seus antagonistas), mas justamente por crerem, intuitivamente, que a sua Igreja não é contida por templo algum. Os católicos enxergam a Igreja não como um lugar, mas como uma condição inescapável de segurança, algo muito semelhante ao que Jesus descrevia como sendo o reino de Deus.
Como a Igreja está em todo lugar, Deus está em todo lugar e também o serviço cristão. Ao contrário de nós, os católicos vão à missa e não ”à igreja”, porque a Igreja é terreno santo e onipresente do qual não há como escapar. Deus estando em todo lugar, sua proteção é imediatamente acessível, seu poder é inevitável, seu favor é onipresente. Deus e a vida podem ser celebrados adequadamente aqui mesmo, fora das portas do templo, porque não há como fugir da esmagadora segurança da Igreja, que é em ínumeros sentidos outro nome para o seu reino.
Antes de concluir o seu curso preparatório, Dietrich Bonhoeffer, o teólogo alemão que apregoou o fim da religião e morreu num campo de concentração pelo seu envolvimento numa conspiração para assassinar Hitler, visitou Roma e o Vaticano. Ele esperava encontrar-se com a história, mas foi a vitalidade do catolicismo que causou-lhe verdadeiro impacto. O teólogo nunca permitiu-se esquecer a experiência, e menciona em inúmeros sermões e reflexões a integralidade e a universalidade que testemunhou na vivência católica da igreja.
Há uma palavra que, quando ouvida por um coração católico, acende todos os seus sentimentos de amor e de bem-aventurança; ela põe em movimentos as emoções mais profundas de sua sensibilidade religiosa, do pavor e assombro do Juízo Final à doçura da presença de Deus; essa palavra desperta nele os sentimentos mais ternamente domésticos, sentimentos como os que só uma criança pode nutrir com relação à sua mãe: gratidão, reverência e amor sincero; o sentimento que toma conta de uma pessoa quando, depois de uma longa ausência, retorna ao lar, o lar de sua infância.
E existe uma palavra que entre os protestantes soa como algo infinitamente lugar-comum, algo mais ou menos indiferente ou supérfluo, que não faz o coração bater mais forte; que associam a uma sensação de tédio ou fastio ou que, de qualquer modo, não dá asas à nossa sensibilidade religiosa – e no entanto nossa sorte está traçada se não formos capazes de conseguir para ela um significado novo ou um muito antigo. Ai de nós se essa palavra não se tornar relevante novamente, se não tornar-se assunto de importância nas nossas vidas.
Isso mesmo, “igreja” é a palavra cujo significado esquecemos.
E por igreja Bonhoeffer quer dizer a comunidade da graça, a reunião informal e universal dos que se sentem ao mesmo tempo infinitamente seguros e infinitamente desafiados pela incessante credencial divina.
Para o protestante a igreja é um local e uma tarefa.
E sim, os católicos tem as suas novenas, suas velas, suas promessas e seus sacrifícios, mas recorrem a eles e deixam-nos lá, em paz; partem para as suas casas e vivem as suas vidas como gente normal, confiados na improvável graça como um cristão deveria fazer. Não vêem a necessidade, como nós protestantes, de reacenderem seus sacrifícios incessantemente, domingo após domingo após domingo pela eternidade; não vêem a necessidade de dar evidência do seu mérito pela atividade incessante, pelo acúmulo insano de conhecimento e pelos ajuntamentos febris.
Os católicos têm as suas repetições, mas podem recorrer a elas em oculto, na privacidade das suas casas. Têm as suas imagens, mas não se rebaixam com a mesma facilidade ou as mesmas desculpas à ganância, que é idolatria. Têm os seus santos, mas preferem beijá-los do que sustentá-los com dinheiro. Tem as suas penitências, mas conhecem o arrependimento. Tem as suas peregrinações, mas não se rebaixam ao espírito de rebanho – isto é, não seguem todos para um mesmo lugar.
Tudo isso em sonoro contraste conosco, que cometemos a impudícia de, sendo os mais carolas e religiosos, sermos os que mais tagarelam sobre a graça. Para nós a igreja é um local e uma tarefa; para o católico é uma segurança e um estado de espírito. Para nós a graça é um conceito importante; para um católico, é estar vivo.
Paulo Brabo, no blog A bacia das almas.
Graça, como se sabe, é a palavra que usam certos autores do Novo Testamento para referir-se ao irredutível cavalheirismo de Deus, sua desconcertante postura de benevolência diante dos nossos maus tratos. Garantem-nos esses autores que é por graça, isto é, por cavalheirismo divino e não por mérito nosso, que dão certo as coisas que dão certo neste mundo. É por graça, e não por algum critério particular de seleção, que Deus derrama sol e chuva sobre justos e injustos; é por graça que as suas misericórdias renovam-se a cada manhã; é por graça, e não por teste de paternidade, que Deus chama-nos de filhos e concede que o chamemos de Pai; é por graça que Deus requer e oferece “setenta vezes sete” rotações de perdão por minuto; é por essa divina graciosidade, arremata o Apóstolo, que “somos salvos”.
Desde sempre a característica mais singular da graça foi essa mesmo, o fato de não podermos fazer coisa alguma para merecê-la. O cerne da “boa nova” cristã está em que não se pode extorquir de Deus aquilo que ele se dispõe a oferecer gratuitamente. Essa portentosa revelação transforma imediatamente em obsolescência e contravenção as mais consagradas práticas de chantagem contra a divindade, coisas como ofertas, sacrifícios e religião.
Curiosamente, os primeiros reformadores alicerçaram o seu discurso sobre essa precisa questão: a Igreja Católica, protestaram eles, havia perdido a graça de vista, construindo um império fundamentado na venda de privilégios e na institucionalização da manipulação divina. Os católicos haviam dado as costas ao coração da mensagem cristã, que garante não haver sacrificío que possa comprar o perdão ou penitência que possa pagar a culpa. Haviam reduzido o cristianismo a uma casca ritual desprovida de vida e vitalidade. Os católicos haviam se esquecido da graça, e os protestantes dedicaram suas vidas a corrigir este erro.
Parece no entanto inevitável que acabemos adquirindo as características daqueles que refutamos mais apaixonadamente. Nos últimos duzentos anos os católicos aprenderam a desfrutar gostosamente da graça, enquanto os protestantes se encarregaram de transformar o cristianismo numa casca ritual desprovida de vitalidade. Resta-nos o discurso, cabe-lhes a herança.
Os católicos crêem que sua Igreja não é contida por templo algum.
Ao contrário dos protestantes e em conformidade com a postura geral de Jesus, os católicos tendem a enxergar o mundo como um lugar eminentemente seguro. Para os católicos nada neste mundo tem como dar errado, realmente errado – e não pelo fato de haver templos católicos em todo lugar (coisa que os protestantes parecem ver como a principal vantagem dos seus antagonistas), mas justamente por crerem, intuitivamente, que a sua Igreja não é contida por templo algum. Os católicos enxergam a Igreja não como um lugar, mas como uma condição inescapável de segurança, algo muito semelhante ao que Jesus descrevia como sendo o reino de Deus.
Como a Igreja está em todo lugar, Deus está em todo lugar e também o serviço cristão. Ao contrário de nós, os católicos vão à missa e não ”à igreja”, porque a Igreja é terreno santo e onipresente do qual não há como escapar. Deus estando em todo lugar, sua proteção é imediatamente acessível, seu poder é inevitável, seu favor é onipresente. Deus e a vida podem ser celebrados adequadamente aqui mesmo, fora das portas do templo, porque não há como fugir da esmagadora segurança da Igreja, que é em ínumeros sentidos outro nome para o seu reino.
Antes de concluir o seu curso preparatório, Dietrich Bonhoeffer, o teólogo alemão que apregoou o fim da religião e morreu num campo de concentração pelo seu envolvimento numa conspiração para assassinar Hitler, visitou Roma e o Vaticano. Ele esperava encontrar-se com a história, mas foi a vitalidade do catolicismo que causou-lhe verdadeiro impacto. O teólogo nunca permitiu-se esquecer a experiência, e menciona em inúmeros sermões e reflexões a integralidade e a universalidade que testemunhou na vivência católica da igreja.
Há uma palavra que, quando ouvida por um coração católico, acende todos os seus sentimentos de amor e de bem-aventurança; ela põe em movimentos as emoções mais profundas de sua sensibilidade religiosa, do pavor e assombro do Juízo Final à doçura da presença de Deus; essa palavra desperta nele os sentimentos mais ternamente domésticos, sentimentos como os que só uma criança pode nutrir com relação à sua mãe: gratidão, reverência e amor sincero; o sentimento que toma conta de uma pessoa quando, depois de uma longa ausência, retorna ao lar, o lar de sua infância.
E existe uma palavra que entre os protestantes soa como algo infinitamente lugar-comum, algo mais ou menos indiferente ou supérfluo, que não faz o coração bater mais forte; que associam a uma sensação de tédio ou fastio ou que, de qualquer modo, não dá asas à nossa sensibilidade religiosa – e no entanto nossa sorte está traçada se não formos capazes de conseguir para ela um significado novo ou um muito antigo. Ai de nós se essa palavra não se tornar relevante novamente, se não tornar-se assunto de importância nas nossas vidas.
Isso mesmo, “igreja” é a palavra cujo significado esquecemos.
E por igreja Bonhoeffer quer dizer a comunidade da graça, a reunião informal e universal dos que se sentem ao mesmo tempo infinitamente seguros e infinitamente desafiados pela incessante credencial divina.
Para o protestante a igreja é um local e uma tarefa.
E sim, os católicos tem as suas novenas, suas velas, suas promessas e seus sacrifícios, mas recorrem a eles e deixam-nos lá, em paz; partem para as suas casas e vivem as suas vidas como gente normal, confiados na improvável graça como um cristão deveria fazer. Não vêem a necessidade, como nós protestantes, de reacenderem seus sacrifícios incessantemente, domingo após domingo após domingo pela eternidade; não vêem a necessidade de dar evidência do seu mérito pela atividade incessante, pelo acúmulo insano de conhecimento e pelos ajuntamentos febris.
Os católicos têm as suas repetições, mas podem recorrer a elas em oculto, na privacidade das suas casas. Têm as suas imagens, mas não se rebaixam com a mesma facilidade ou as mesmas desculpas à ganância, que é idolatria. Têm os seus santos, mas preferem beijá-los do que sustentá-los com dinheiro. Tem as suas penitências, mas conhecem o arrependimento. Tem as suas peregrinações, mas não se rebaixam ao espírito de rebanho – isto é, não seguem todos para um mesmo lugar.
Tudo isso em sonoro contraste conosco, que cometemos a impudícia de, sendo os mais carolas e religiosos, sermos os que mais tagarelam sobre a graça. Para nós a igreja é um local e uma tarefa; para o católico é uma segurança e um estado de espírito. Para nós a graça é um conceito importante; para um católico, é estar vivo.
Paulo Brabo, no blog A bacia das almas.
Esperança equilibrista
Adepto da Teologia da Libertação, Frei Betto sempre foi militante de movimentos pastorais e sociais. Ocupou a função de assessor especial do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2003 e 2004, e se tornou coordenador de Mobilização Social do programa Fome Zero. Frei Betto recebeu vários prêmios por sua atuação em prol dos direitos humanos e a favor dos movimentos populares. Assessorou vários governos socialistas, em especial Cuba, nas relações Igreja Católica-Estado.
JB Online – O senhor lançou dois livros nos últimos anos. Calendário do Poder e Sobre a Esperança, em parceria com Mário Sérgio Cortella. Conte como foi a experiência e por que a idéia de escrever.
Frei Betto - Na verdade, Calendário do Poder é meu diário de dois anos no Planalto. Me senti na obrigação de prestar contas ao contribuinte brasileiro que me sustentou e para o qual eu trabalhava. E minha forma de fazer isso foi através da literatura. Tinha por hábito, toda primeira semana do mês, fazer um relatório minucioso do que havia feito, a cada dia, ao presidente da República, do qual era assessor especial; esta foi a base para o livro. Que eu saiba foi a primeira vez que alguém que vivenciou o dia-a-dia do poder contou como funcionam as coisas do lado de dentro. Reuniões de ministros, ascensão e queda do Fome Zero, articulações políticas, suspeitas de corrupção, está tudo no livro. Sobre a Esperança é um diálogo meu com o professor Mário Sérgio Cortella. O título retrata literalmente o conteúdo: por que hoje vivemos num mundo de desesperança, de desencanto, neste festival de necrologia, o fim da utopia, o fim de valores, o fim de tudo. Quero resgatar um pouco a esperança neste mundo pós-moderno tão desesperançado, com cores feias.
JB Online – O senhor tocou num ponto crítico da sociedade moderna: a violência. Tem gente que já se acostumou e que não sente mais nada ao ver gente morrendo por bala perdida ou chacinas em favelas. A violência está banalizada. O senhor acredita que isso possa mudar?
Frei Betto - Ainda me assusto muito com a violência. Primeiro, porque acho que é muito fácil de ser radicada. Ela não vem da miséria, vem da cultura. Cria-se uma cultura de levar vantagem, da prepotência, do acima da lei. Nas palestras que faço para jovens, costumo dizer que a violência não vem da miséria. Existem países tão miseráveis ou mais na África e que, proporcionalmente, não são tão violentos quanto o Brasil. O país mais violento do mundo é o mais rico: os EUA. Ali, a violência foi banalizada, assim como a miséria. Fico muito indignado ao ver um ser humano jogado na calçada, mas tem gente que não liga. As pessoas simplesmente passam. Nós ainda estamos na pré-história da humanidade, ou seja, ainda elaborando os valores humanos. Em 2008, vamos comemorar 60 anos da Declaração dos Direitos Humanos e tem gente que diz que isso é para defender bandidos. Ainda estamos numa etapa primária da consciência da dignidade, felicidade e da sacralidade humana. No entanto, acredito em mudanças. Se diminuirmos as desigualdades sociais, se criarmos uma cultura de vida e não necrófila. Tenho muita esperança na criação de outra cultura e que haja mais investimento em educação. A última pesquisa do IBGE mostra que 8 milhões de jovens no Brasil, de 18 a 25 anos, não terminaram o ensino médio, o que os impede de entrar no mercado de trabalho. A vitória do sistema neoliberal é convencer as pessoas de que isso que está aí é eterno. É a pior lavagem cerebral, porque nos imobiliza. Achar que não vai mudar é dar a vitória ao sistema. Temos condições de mudar sim, não podemos desistir.
JB Online – O senhor foi mentor do Programa Fome Zero e depois de dois ano deixou o governo por discordar dos rumos que ele tomou. Ainda acompanha o andamento da ação e o que acha dela?
Frei Betto - A principal razão de ter deixado o governo foi a descaracterização do Fome Zero. O programa foi criado para ser emancipatório, para a família miserável permanecer nele durante um ano, um ano e meio; depois disso estaria em condições de produzir a própria renda. De repente, a Casa Civil transformou o programa em eleitoreiro. Eu não podia concordar com isso. Fiz minha luta interna para ver se mudava, porém fui derrotado e decidi deixar o governo. O Fome Zero virou um mero Bolsa Família, houve uma descaracterização absoluta. Continuo acompanhando o que vem sendo feito e repito a grande pergunta que fazia antigamente: qual será a saída para essas famílias? Meu medo é que amanhã volte um governo de direita e acabe com tudo, levando essas famílias a retornarem à miséria. No momento não me orgulho do programa, porque virou um programa voltado para interesses eleitorais. Me orgulho do que fiz. Na verdade, não consegui convencer o presidente de que ele foi eleito para fazer mudanças estruturais na sociedade brasileira, inclusive a Reforma Agrária. Nunca vamos conseguir modernizar o capitalismo brasileiro sem a reforma agrária, muito menos erradicar a miséria. Continuo dizendo que o Brasil e a América Latina estão melhores com Lula do que sem ele. É claro que tenho muitas decepções com este governo, mas também destaco as conquistas.
fonte: Agência JB
JB Online – O senhor lançou dois livros nos últimos anos. Calendário do Poder e Sobre a Esperança, em parceria com Mário Sérgio Cortella. Conte como foi a experiência e por que a idéia de escrever.
Frei Betto - Na verdade, Calendário do Poder é meu diário de dois anos no Planalto. Me senti na obrigação de prestar contas ao contribuinte brasileiro que me sustentou e para o qual eu trabalhava. E minha forma de fazer isso foi através da literatura. Tinha por hábito, toda primeira semana do mês, fazer um relatório minucioso do que havia feito, a cada dia, ao presidente da República, do qual era assessor especial; esta foi a base para o livro. Que eu saiba foi a primeira vez que alguém que vivenciou o dia-a-dia do poder contou como funcionam as coisas do lado de dentro. Reuniões de ministros, ascensão e queda do Fome Zero, articulações políticas, suspeitas de corrupção, está tudo no livro. Sobre a Esperança é um diálogo meu com o professor Mário Sérgio Cortella. O título retrata literalmente o conteúdo: por que hoje vivemos num mundo de desesperança, de desencanto, neste festival de necrologia, o fim da utopia, o fim de valores, o fim de tudo. Quero resgatar um pouco a esperança neste mundo pós-moderno tão desesperançado, com cores feias.
JB Online – O senhor tocou num ponto crítico da sociedade moderna: a violência. Tem gente que já se acostumou e que não sente mais nada ao ver gente morrendo por bala perdida ou chacinas em favelas. A violência está banalizada. O senhor acredita que isso possa mudar?
Frei Betto - Ainda me assusto muito com a violência. Primeiro, porque acho que é muito fácil de ser radicada. Ela não vem da miséria, vem da cultura. Cria-se uma cultura de levar vantagem, da prepotência, do acima da lei. Nas palestras que faço para jovens, costumo dizer que a violência não vem da miséria. Existem países tão miseráveis ou mais na África e que, proporcionalmente, não são tão violentos quanto o Brasil. O país mais violento do mundo é o mais rico: os EUA. Ali, a violência foi banalizada, assim como a miséria. Fico muito indignado ao ver um ser humano jogado na calçada, mas tem gente que não liga. As pessoas simplesmente passam. Nós ainda estamos na pré-história da humanidade, ou seja, ainda elaborando os valores humanos. Em 2008, vamos comemorar 60 anos da Declaração dos Direitos Humanos e tem gente que diz que isso é para defender bandidos. Ainda estamos numa etapa primária da consciência da dignidade, felicidade e da sacralidade humana. No entanto, acredito em mudanças. Se diminuirmos as desigualdades sociais, se criarmos uma cultura de vida e não necrófila. Tenho muita esperança na criação de outra cultura e que haja mais investimento em educação. A última pesquisa do IBGE mostra que 8 milhões de jovens no Brasil, de 18 a 25 anos, não terminaram o ensino médio, o que os impede de entrar no mercado de trabalho. A vitória do sistema neoliberal é convencer as pessoas de que isso que está aí é eterno. É a pior lavagem cerebral, porque nos imobiliza. Achar que não vai mudar é dar a vitória ao sistema. Temos condições de mudar sim, não podemos desistir.
JB Online – O senhor foi mentor do Programa Fome Zero e depois de dois ano deixou o governo por discordar dos rumos que ele tomou. Ainda acompanha o andamento da ação e o que acha dela?
Frei Betto - A principal razão de ter deixado o governo foi a descaracterização do Fome Zero. O programa foi criado para ser emancipatório, para a família miserável permanecer nele durante um ano, um ano e meio; depois disso estaria em condições de produzir a própria renda. De repente, a Casa Civil transformou o programa em eleitoreiro. Eu não podia concordar com isso. Fiz minha luta interna para ver se mudava, porém fui derrotado e decidi deixar o governo. O Fome Zero virou um mero Bolsa Família, houve uma descaracterização absoluta. Continuo acompanhando o que vem sendo feito e repito a grande pergunta que fazia antigamente: qual será a saída para essas famílias? Meu medo é que amanhã volte um governo de direita e acabe com tudo, levando essas famílias a retornarem à miséria. No momento não me orgulho do programa, porque virou um programa voltado para interesses eleitorais. Me orgulho do que fiz. Na verdade, não consegui convencer o presidente de que ele foi eleito para fazer mudanças estruturais na sociedade brasileira, inclusive a Reforma Agrária. Nunca vamos conseguir modernizar o capitalismo brasileiro sem a reforma agrária, muito menos erradicar a miséria. Continuo dizendo que o Brasil e a América Latina estão melhores com Lula do que sem ele. É claro que tenho muitas decepções com este governo, mas também destaco as conquistas.
fonte: Agência JB
Play it again, Sam
"Eu voltarei" ("I'll be back", em inglês), pronunciada por Arnold Schwarzenegger no primeiro filme da série "Exterminador do Futuro," ficou em primeiro lugar em uma pesquisa realizada pelo site britânico myfilms.com sobre as frases do cinema mais usadas no dia-a-dia.
A enquete, que ouviu 2.000 pessoas, questionou também em qual filme os participantes gostariam de ter estrelado como atores.
Entre as mulheres, os filmes mais mencionados foram "Dirty Dancing - Ritmo Quente" e "Uma Linda Mulher", enquanto os homens preferiam atuar nas aventuras de James Bond ou em um dos filmes da saga de "O Senhor dos Anéis".
"A pesquisa revela a influência enorme que o cinema exerce na vida das pessoas, de experiências mais dramáticas até o modo como nos comunicamos", afirma um porta voz do myfilms.com.
De acordo com a pesquisa, a segunda frase mais emprestada das falas do cinema é "Francamente, querida, não dou a mínima" ("Frankly, my dear, I don't give a damn"), pronunciada pelo personagem Rhett Butler, estrelado por Clark Gable, na cena final de "E o Vento Levou..." (1939).
Entre as mais usadas está também a famosa "Que a força esteja com você" ("May the force be with you"), de "Guerra das Estrelas" e "A vida é como uma caixa de chocolates" ("Life is like a box of chocolates"), do personagem Forrest Gump, vivido por Tom Hanks.
Segundo a pesquisa do myfilms.com, as dez frases do cinema mais usadas pelo público foram pronunciadas por homens.
Entre os filmes que aparecem na lista estão clássicos do cinema como "Casablanca", "Táxi Driver" e "E o Vento Levou...".
fonte: BBC [via Folha Online]
A enquete, que ouviu 2.000 pessoas, questionou também em qual filme os participantes gostariam de ter estrelado como atores.
Entre as mulheres, os filmes mais mencionados foram "Dirty Dancing - Ritmo Quente" e "Uma Linda Mulher", enquanto os homens preferiam atuar nas aventuras de James Bond ou em um dos filmes da saga de "O Senhor dos Anéis".
"A pesquisa revela a influência enorme que o cinema exerce na vida das pessoas, de experiências mais dramáticas até o modo como nos comunicamos", afirma um porta voz do myfilms.com.
De acordo com a pesquisa, a segunda frase mais emprestada das falas do cinema é "Francamente, querida, não dou a mínima" ("Frankly, my dear, I don't give a damn"), pronunciada pelo personagem Rhett Butler, estrelado por Clark Gable, na cena final de "E o Vento Levou..." (1939).
Entre as mais usadas está também a famosa "Que a força esteja com você" ("May the force be with you"), de "Guerra das Estrelas" e "A vida é como uma caixa de chocolates" ("Life is like a box of chocolates"), do personagem Forrest Gump, vivido por Tom Hanks.
Segundo a pesquisa do myfilms.com, as dez frases do cinema mais usadas pelo público foram pronunciadas por homens.
Entre os filmes que aparecem na lista estão clássicos do cinema como "Casablanca", "Táxi Driver" e "E o Vento Levou...".
fonte: BBC [via Folha Online]
Menina veneno
Teu ar, teu gesto, tua fronte
São belos qual bela paisagem;
O riso brinca em tua imagem
Qual vento fresco no horizonte.
A mágoa que te roça os passos
Sucumbe à tua mocidade,
À tua flama, à claridade
Dos teus ombros e dos teus braços.
As fulgurantes, vivas cores
De tua vestes indiscretas
Lançam no espírito dos poetas
A imagem de um balé de flores.
Tais vestes loucas são o emblema
De teu espírito travesso;
Ó louca por quem enlouqueço,
Te odeio e te amo, eis meu dilema!
Certa vez, num belo jardim,
Ao arrastar minha atonia,
Senti, como cruel ironia,
O sol erguer-se contra mim;
E humilhado pela beleza
Da primavera ébria de cor,
Ali castiguei numa flor
A insolência da Natureza.
Assim eu quisera uma noite,
Quando a hora da volúpia soa,
Às frondes de tua pessoa
Subir, tendo à mão um açoite,
Punir-te a carne embevecida,
Magoar o teu peito perdoado
E abrir em teu flanco assustado
Uma larga e funda ferida,
E, como êxtase supremo,
Por entre esses lábios frementes,
Mais deslumbrantes, mais ridentes,
Infundir-te, amor, meu veneno!
Charles Baudelaire
São belos qual bela paisagem;
O riso brinca em tua imagem
Qual vento fresco no horizonte.
A mágoa que te roça os passos
Sucumbe à tua mocidade,
À tua flama, à claridade
Dos teus ombros e dos teus braços.
As fulgurantes, vivas cores
De tua vestes indiscretas
Lançam no espírito dos poetas
A imagem de um balé de flores.
Tais vestes loucas são o emblema
De teu espírito travesso;
Ó louca por quem enlouqueço,
Te odeio e te amo, eis meu dilema!
Certa vez, num belo jardim,
Ao arrastar minha atonia,
Senti, como cruel ironia,
O sol erguer-se contra mim;
E humilhado pela beleza
Da primavera ébria de cor,
Ali castiguei numa flor
A insolência da Natureza.
Assim eu quisera uma noite,
Quando a hora da volúpia soa,
Às frondes de tua pessoa
Subir, tendo à mão um açoite,
Punir-te a carne embevecida,
Magoar o teu peito perdoado
E abrir em teu flanco assustado
Uma larga e funda ferida,
E, como êxtase supremo,
Por entre esses lábios frementes,
Mais deslumbrantes, mais ridentes,
Infundir-te, amor, meu veneno!
Charles Baudelaire
9.11.07
Sinal fechado
Pesquisa da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) informa que 7,7% das crianças e adolescentes de rua de São Paulo admitem que roubam. A resposta espontânea foi a sexta mais freqüente no quesito "atividade praticada", a frente de clássicos como "flanelinha" e "rodinho", detalha a Folha. Metade dos 490 entrevistados respondeu que pede esmola e 38% disseram que vendem algum produto na rua.
fonte: O Filtro
fonte: O Filtro
Move as águas... paradas, no caso
O prefeito da cidade de Campo Grande, MS, Nelsinho Trad apelou por todos os lados contra a dengue nesta quarta-feira,7. Em reunião de 80 pastores, no Hotel Concord, o administrador municipal fez manifestação de fé, buscou a Deus e pediu a colaboração das igrejas para desenvolver campanha de combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti.
Até em cultos, o presidente da Aliança Evangélica Brasileira, Edilson Vicente da Silva, 48, se comprometeu a distribuir material de conscientização da prefeitura para 200 mil fiéis na Capital e, ainda, a intensificar as orações contra a chegada de outra epidemia da doença neste verão.
"A gente já faz o trabalho de alerta, vamos reforçar aos fiéis e fazer mais orações no aspecto prático de atitude. Porque uma cidade limpa como Campo Grande, se tem essa praga, só com a intervenção de Deus para eliminá-la", enfatizou o pastor.
No ano passado, segundo o prefeito, a maioria dos focos do mosquito foi localizada em área residencial e pesquisas apontaram que 90% da população sabia o que era dengue e como evitá-la, mas apenas 15% tomaram atitudes preventivas.
Desta vez, nesta época propícia para evitar novos focos, a prefeitura está mobilizando a sociedade a apresentar outro comportamento. "A mosquita bota de 150 a 1.300 ovos por ciclo. O ovo depositado em qualquer lugar fica viável para evoluir para larva, que vira mosquito de um ano a seis meses. Se caiu água da chuva nesta larva, de sete a dez dias, ela vira mosquito. Vocês precisam engajar nesta campanha para afastar a doença", ressaltou o prefeito.
Nelsinho Trad informou, também, que o Brasil já vive a epidemia da dengue e, por enquanto, Campo Grande está fora dessa estatística. "Nós não estamos com a epidemia, mas o vírus está mais resistente. A reação do organismo pode ser muito perigosa", alertou.
fonte: Maracaju News [via ADIBERJ]
Até em cultos, o presidente da Aliança Evangélica Brasileira, Edilson Vicente da Silva, 48, se comprometeu a distribuir material de conscientização da prefeitura para 200 mil fiéis na Capital e, ainda, a intensificar as orações contra a chegada de outra epidemia da doença neste verão.
"A gente já faz o trabalho de alerta, vamos reforçar aos fiéis e fazer mais orações no aspecto prático de atitude. Porque uma cidade limpa como Campo Grande, se tem essa praga, só com a intervenção de Deus para eliminá-la", enfatizou o pastor.
No ano passado, segundo o prefeito, a maioria dos focos do mosquito foi localizada em área residencial e pesquisas apontaram que 90% da população sabia o que era dengue e como evitá-la, mas apenas 15% tomaram atitudes preventivas.
Desta vez, nesta época propícia para evitar novos focos, a prefeitura está mobilizando a sociedade a apresentar outro comportamento. "A mosquita bota de 150 a 1.300 ovos por ciclo. O ovo depositado em qualquer lugar fica viável para evoluir para larva, que vira mosquito de um ano a seis meses. Se caiu água da chuva nesta larva, de sete a dez dias, ela vira mosquito. Vocês precisam engajar nesta campanha para afastar a doença", ressaltou o prefeito.
Nelsinho Trad informou, também, que o Brasil já vive a epidemia da dengue e, por enquanto, Campo Grande está fora dessa estatística. "Nós não estamos com a epidemia, mas o vírus está mais resistente. A reação do organismo pode ser muito perigosa", alertou.
fonte: Maracaju News [via ADIBERJ]
Bombou total
A mãe de um jovem inglês resolveu presentear o filho que fazia 16 anos com uma festa na escola em que o ponto alto seria um sujeito fantasiado de gorila saindo de um bolo. A firma contratada trocou as bolas e despachou para o adolescente e seus amigos uma stripper vestida de policial.
Ao som de Britney Spears, a moça colocou uma coleira no garoto, que teve que engatinhar diante dos amigos, segundo o relato de um dos participantes da festinha. De quatro, o menino recebeu 16 palmadas na bunda. A moça então começou a tirar a roupa. E ordenou ao rapaz que passasse chantily no corpo dela. Foi então _ só então _ que a professora resolveu dar um basta.
Se isso foi uma surpresa e tanto para o jovem aniversariante e seus amigos, imaginem a cara de quem pagou pela stripper gostosa e recebeu um marmanjo fantasiado de gorila.
fonte: blog do Luiz Antonio Ryff
Ao som de Britney Spears, a moça colocou uma coleira no garoto, que teve que engatinhar diante dos amigos, segundo o relato de um dos participantes da festinha. De quatro, o menino recebeu 16 palmadas na bunda. A moça então começou a tirar a roupa. E ordenou ao rapaz que passasse chantily no corpo dela. Foi então _ só então _ que a professora resolveu dar um basta.
Se isso foi uma surpresa e tanto para o jovem aniversariante e seus amigos, imaginem a cara de quem pagou pela stripper gostosa e recebeu um marmanjo fantasiado de gorila.
fonte: blog do Luiz Antonio Ryff
Circo armado na igreja
Um sem-teto no Estado de Nova York, Estados Unidos, está sendo acusado de invadir uma igreja em Valley Cottage para fazer ligações para um telessexo.
James Macnair admitiu que já havia cometido o mesmo pecado, entrando na igreja de Elim Alliance Church há alguns dias pela mesma razão. A zeladora da igreja de Valley Cottage encontrou Macnair telefonando nas duas vezes. Na primeira vez, ele estava dentro de escritório e a zeladora mandou que saísse. Na segunda vez, foi encontrado em área usada para creche de criança e a mulher chamou a polícia.
Macnair, 35 anos, está detido sob fiança na cadeia do condado de Rockland. Ele é acusado de furto, uso de ferramentas para furto e pequeno roubo.
fonte: Terra [via ADIBERJ]
James Macnair admitiu que já havia cometido o mesmo pecado, entrando na igreja de Elim Alliance Church há alguns dias pela mesma razão. A zeladora da igreja de Valley Cottage encontrou Macnair telefonando nas duas vezes. Na primeira vez, ele estava dentro de escritório e a zeladora mandou que saísse. Na segunda vez, foi encontrado em área usada para creche de criança e a mulher chamou a polícia.
Macnair, 35 anos, está detido sob fiança na cadeia do condado de Rockland. Ele é acusado de furto, uso de ferramentas para furto e pequeno roubo.
fonte: Terra [via ADIBERJ]
Humor de quinta (31)
Aê galera.
Muuuito obrigado aos bem-humorados colaboradores de hj: Kesia Leonardo, Judith Almeida, Christian Reichel e Villy Camargo Fomin. :)
Big abraço
Muuuito obrigado aos bem-humorados colaboradores de hj: Kesia Leonardo, Judith Almeida, Christian Reichel e Villy Camargo Fomin. :)
Big abraço
8.11.07
Noviça rebelde
Tarde da noite, duas freirinhas estão voltando para o convento quando percebem que estão sendo seguidas por um tipo grandalhão e mal-encarado. Dobram algumas esquinas para despistá-lo, mas ele continua atrás.
- E agora, irmã, o que vamos fazer? - pergunta uma, já ficando desesperada.
- Tive uma idéia: vamos virar a próxima rua e correr uma para cada lado. Quem chegar primeiro no convento pede socorro.
Assim que chegam à esquina, disparam em direções opostas. Uma delas chega ao convento e conta o ocorrido às outras irmãs. Todas ficam apavoradas e já vão chamar a polícia quando aparece a outra freirinha, toda suada.
- Irmãs, vocês não imaginam o que aconteceu! - exclama ela, ofegante.
- O que houve? O que houve? - todas querem saber.
- Eu saí correndo e o homem veio atrás.
- E aí? E aí?
- Chegou um momento que eu virei uma rua e dei de cara com um beco sem saída. Fui tentar voltar, mas o tarado já havia chegado. Ele me olhou com uma cara de louco, rindo. Então eu sorri também e levantei o hábito até o pescoço.
- Ohhhh! E o que ele fez?
- Abaixou as calças até os pés.
- Meu Deus!! E aí?
- Aí que mulher de saia levantada corre muito mais que homem de calça abaixada, né!
fonte: Repensando o cristianismo
- E agora, irmã, o que vamos fazer? - pergunta uma, já ficando desesperada.
- Tive uma idéia: vamos virar a próxima rua e correr uma para cada lado. Quem chegar primeiro no convento pede socorro.
Assim que chegam à esquina, disparam em direções opostas. Uma delas chega ao convento e conta o ocorrido às outras irmãs. Todas ficam apavoradas e já vão chamar a polícia quando aparece a outra freirinha, toda suada.
- Irmãs, vocês não imaginam o que aconteceu! - exclama ela, ofegante.
- O que houve? O que houve? - todas querem saber.
- Eu saí correndo e o homem veio atrás.
- E aí? E aí?
- Chegou um momento que eu virei uma rua e dei de cara com um beco sem saída. Fui tentar voltar, mas o tarado já havia chegado. Ele me olhou com uma cara de louco, rindo. Então eu sorri também e levantei o hábito até o pescoço.
- Ohhhh! E o que ele fez?
- Abaixou as calças até os pés.
- Meu Deus!! E aí?
- Aí que mulher de saia levantada corre muito mais que homem de calça abaixada, né!
fonte: Repensando o cristianismo
Homens são de Marte (16)
Quando eu completei 25 anos de casado, introspectivo, olhei para minha esposa e disse:
- Querida, 25 anos atrás nós tínhamos um fusquinha, um apartamento caindo aos pedaços, dormíamos em um sofá-cama e víamos televisão em uma TV preto e branco de 14 polegadas.
Mas, todas as noites, eu dormia com uma loira gostosa, de 25 anos.
E continuei:
- Agora nós temos uma mansão, duas Mercedes, uma cama super King size e uma TV de plasma de 50 polegadas, mas eu estou dormindo com uma senhora de 50 anos. Parece-me que você é a única que não está evoluindo.
Minha esposa, que é uma mulher muito sensata, disse-me então, sem sequer levantar os olhos do que estava fazendo:
- Sem problemas. Saia de casa e ache uma loira de 25 anos de idade que queira ficar com você. Se isso acontecer, com o maior prazer farei com que você novamente consiga viver em um apartamento caindo aos pedaços, durma em um sofá-cama, volte a ter somente uma TV preto e branco de 14 polegadas e não dirija nada mais do que um fusquinha.
Então, pensei: "Uau! Essas mulheres mais maduras não são demais? É incrível como elas conseguem resolver rapidinho nossa crise de meia-idade!"
- Querida, 25 anos atrás nós tínhamos um fusquinha, um apartamento caindo aos pedaços, dormíamos em um sofá-cama e víamos televisão em uma TV preto e branco de 14 polegadas.
Mas, todas as noites, eu dormia com uma loira gostosa, de 25 anos.
E continuei:
- Agora nós temos uma mansão, duas Mercedes, uma cama super King size e uma TV de plasma de 50 polegadas, mas eu estou dormindo com uma senhora de 50 anos. Parece-me que você é a única que não está evoluindo.
Minha esposa, que é uma mulher muito sensata, disse-me então, sem sequer levantar os olhos do que estava fazendo:
- Sem problemas. Saia de casa e ache uma loira de 25 anos de idade que queira ficar com você. Se isso acontecer, com o maior prazer farei com que você novamente consiga viver em um apartamento caindo aos pedaços, durma em um sofá-cama, volte a ter somente uma TV preto e branco de 14 polegadas e não dirija nada mais do que um fusquinha.
Então, pensei: "Uau! Essas mulheres mais maduras não são demais? É incrível como elas conseguem resolver rapidinho nossa crise de meia-idade!"
Homens são de Marte (15)
QUANDO UM HOMEM MOSTRA QUE TEM PLANOS PARA O FUTURO?
Quando ele compra 2 caixas de cerveja.
QUAL A DIFERENÇA ENTRE UM HOMEM E UMA MANGA VERDE?
A manga amadurece.
POR QUE AS PIADAS SOBRE LOIRAS SÃO TÃO CURTAS?
Para que os homens consigam lembrar delas.
QUANTOS HOMENS SÃO NECESSÁRIOS PARA TROCAR UM ROLO DE PAPEL HIGIÊNCO?Não sabemos, nunca aconteceu antes!!!
POR QUE MULHERES CASADAS SÃO MAIS GORDAS DO QUE AS SOLTEIRAS?
A solteira chega em casa, vê o que tem na geladeira e vai pra cama. A casada vê o que tem na cama e vai pra geladeira.
POR QUE É TÃO DIFÍCIL ACHAR HOMENS BONITOS, SENSÍVEIS E CARINHOSOS?
Porque normalmente eles já têm namorados.
COMO SE CHAMA UMA MULHER QUE SABE ONDE SEU MARIDO ESTÁ TODAS AS NOITES?
Viúva.
COMO FAZER UM HOMEM FAZER ABDOMINAIS?
Colocando o controle remoto entre os dedos do pé.
O QUE EXISTE EM COMUM ENTRE OS HOMENS QUE FREQUENTAM BARES DE SOLTEIROS?
Todos são casados.
O HOMEM PERGUNTOU A DEUS: POR QUE FEZ A MULHER TÃO BONITA?
Deus: para que você pudesse amá-la.
Homem: MAS POR QUE FEZ ELA TÃO BURRA?
Deus: para que ela pudesse amá-lo.
O QUE DISSE DEUS DEPOIS DE CRIAR O HOMEM?
Tenho que ser capaz de fazer coisa melhor.
O QUE DISSE DEUS DEPOIS DE CRIAR A MULHER?
A prática traz a perfeição.
QUAL A SEMELHANÇA ENTRE UM HOMEM E UM ESPERMATOZÓIDE?
Ambos tem uma chance em um milhão de se tornarem um dia seres humanos.
Quando ele compra 2 caixas de cerveja.
QUAL A DIFERENÇA ENTRE UM HOMEM E UMA MANGA VERDE?
A manga amadurece.
POR QUE AS PIADAS SOBRE LOIRAS SÃO TÃO CURTAS?
Para que os homens consigam lembrar delas.
QUANTOS HOMENS SÃO NECESSÁRIOS PARA TROCAR UM ROLO DE PAPEL HIGIÊNCO?Não sabemos, nunca aconteceu antes!!!
POR QUE MULHERES CASADAS SÃO MAIS GORDAS DO QUE AS SOLTEIRAS?
A solteira chega em casa, vê o que tem na geladeira e vai pra cama. A casada vê o que tem na cama e vai pra geladeira.
POR QUE É TÃO DIFÍCIL ACHAR HOMENS BONITOS, SENSÍVEIS E CARINHOSOS?
Porque normalmente eles já têm namorados.
COMO SE CHAMA UMA MULHER QUE SABE ONDE SEU MARIDO ESTÁ TODAS AS NOITES?
Viúva.
COMO FAZER UM HOMEM FAZER ABDOMINAIS?
Colocando o controle remoto entre os dedos do pé.
O QUE EXISTE EM COMUM ENTRE OS HOMENS QUE FREQUENTAM BARES DE SOLTEIROS?
Todos são casados.
O HOMEM PERGUNTOU A DEUS: POR QUE FEZ A MULHER TÃO BONITA?
Deus: para que você pudesse amá-la.
Homem: MAS POR QUE FEZ ELA TÃO BURRA?
Deus: para que ela pudesse amá-lo.
O QUE DISSE DEUS DEPOIS DE CRIAR O HOMEM?
Tenho que ser capaz de fazer coisa melhor.
O QUE DISSE DEUS DEPOIS DE CRIAR A MULHER?
A prática traz a perfeição.
QUAL A SEMELHANÇA ENTRE UM HOMEM E UM ESPERMATOZÓIDE?
Ambos tem uma chance em um milhão de se tornarem um dia seres humanos.
É soda (3)
"E eu que estava quase morrendo, achando que era por causa da cachaça...
... era o LEITE!!!"
... era o LEITE!!!"
Homens são de Marte (14)
Geografia da mulher
Entre os 18 e 20 anos
A mulher é como a África. Metade descoberta, metade da beleza ainda é selvagem com deltas férteis.
Entre 21 e 30 anos
A mulher é como a América. Bem desenvolvida e aberta a negociar com quem tem muito dinheiro.
Entre 31 e 35 anos
A mulher é como a Índia. Muito quente, relaxada e convencida de sua própria beleza.
Entre 36 e 40 anos
A mulher é como a França. Suavemente envelhecida, mas local ainda desejável de se visitar.
Entre 41 e50 anos
A mulher é como a Iugoslávia, perdeu a guerra e vive atormentada por fantasmas de erros passados.
Entre 61 e 70 anos
A mulher é como a Mongólia. Passado glorioso de conquistas, sem dúvida, e nenhum futuro.
Depois dos 70 anos
Elas se tornam como o Afeganistão. Quase todos sabem onde está, mas ninguém quer ir lá.
Geografia do homem
Entre 15 e 70 anos
O homem é como Cuba, governado por um só membro.
Entre os 18 e 20 anos
A mulher é como a África. Metade descoberta, metade da beleza ainda é selvagem com deltas férteis.
Entre 21 e 30 anos
A mulher é como a América. Bem desenvolvida e aberta a negociar com quem tem muito dinheiro.
Entre 31 e 35 anos
A mulher é como a Índia. Muito quente, relaxada e convencida de sua própria beleza.
Entre 36 e 40 anos
A mulher é como a França. Suavemente envelhecida, mas local ainda desejável de se visitar.
Entre 41 e50 anos
A mulher é como a Iugoslávia, perdeu a guerra e vive atormentada por fantasmas de erros passados.
Entre 61 e 70 anos
A mulher é como a Mongólia. Passado glorioso de conquistas, sem dúvida, e nenhum futuro.
Depois dos 70 anos
Elas se tornam como o Afeganistão. Quase todos sabem onde está, mas ninguém quer ir lá.
Geografia do homem
Entre 15 e 70 anos
O homem é como Cuba, governado por um só membro.
Em algum lugar do passado (20)
Churrasco grego
Segundo a pitonisa, haverá uma ilha, daqui a mais de dois mil anos, que ficará famosa em todo o mundo.
- É Creta?
- Não.
- É Chipre?
- Não.
- É Lesbos?
- Não, essa só vai ficar conhecida no meio musical brasileiro mesmo. A ilha em questão vai ser governada por um ditador barbudo...
- Ah, Hécuba.
fonte: blog Sopa de Tamanco
- É Creta?
- Não.
- É Chipre?
- Não.
- É Lesbos?
- Não, essa só vai ficar conhecida no meio musical brasileiro mesmo. A ilha em questão vai ser governada por um ditador barbudo...
- Ah, Hécuba.
fonte: blog Sopa de Tamanco
Homens são de Marte (13)
APELIDOS
- Se Adriana, Silvana, Débora e Luciana vão almoçar juntas, elas chamarão umas às outras de
Dri, Sil, Dé e Lu.
- Se Leandro, Carlos, Roberto e João saem juntos, eles afetuosamente, se referirão uns aos
outros como Gordo, Cabeção, Rato e Negão.
NO RESTAURANTE
- Quando a conta chega, Paulo, Carlos, Roberto e João jogam na mesa R$ 20,00 cada um, mesmo sendo a conta apenas R$ 32,50. Nenhum deles terá trocado e nenhum vai ao menos admitir que quer troco - logo o troco será convertido em saideiras.
- Quando as garotas recebem sua conta, aparecem as calculadoras de bolso e todas procuram pelas moedinhas exatas dentro da bolsa.
NO CINEMA
- A idéia que uma mulher faz de um bom filme é aquele em que uma só pessoa morre bem
devagarzinho, de preferência por amor.
- Um homem considera um bom filme aquele em que muita gente morre bem depressa, se possível com balas de metralhadora ou em grandes explosões.
DINHEIRO
- Um homem pagará R$ 2,00 por um item que vale R$ 1,00, mas que ele precisa.
- Uma mulher pagará R$ 1,00 por um item que vale R$ 2,00, mas que ela não precisa.
BANHEIROS
- Um homem tem seis itens em seu banheiro: escova de dentes, pente, espuma de barbear,
barbeador, sabonete e uma toalha de hotel.
- A quantidade média de itens em um banheiro feminino é de 756. E um homem não consegue
identificar a maioria deles.
DISCUSSÕES
- Uma mulher tem a última palavra em qualquer discussão.
- Por definição, qualquer coisa que um homem disser depois disso, já é o começo de uma outra
discussão.
FUTURO
- Uma mulher se preocupa com o futuro até conseguir um marido.
- Um homem nunca se preocupa com o futuro até que consiga uma esposa.
MUDANÇAS
- Uma mulher casa-se com um homem esperando que ele mude, mas ele não muda.
- Um homem casa-se com uma mulher esperando que ela não mude, mas ela muda.
COMPARTILHANDO
- Uma mulher dividirá seus pensamentos e sentimentos mais profundos com um completo
estranho que lhe dê atenção.
- Um homem só dividirá seus pensamentos e sentimentos mais profundos quando questionado
por um advogado artimanhoso, sob juramento, e mesmo assim, apenas quando isso puder diminuir a sua pena.
- Se Adriana, Silvana, Débora e Luciana vão almoçar juntas, elas chamarão umas às outras de
Dri, Sil, Dé e Lu.
- Se Leandro, Carlos, Roberto e João saem juntos, eles afetuosamente, se referirão uns aos
outros como Gordo, Cabeção, Rato e Negão.
NO RESTAURANTE
- Quando a conta chega, Paulo, Carlos, Roberto e João jogam na mesa R$ 20,00 cada um, mesmo sendo a conta apenas R$ 32,50. Nenhum deles terá trocado e nenhum vai ao menos admitir que quer troco - logo o troco será convertido em saideiras.
- Quando as garotas recebem sua conta, aparecem as calculadoras de bolso e todas procuram pelas moedinhas exatas dentro da bolsa.
NO CINEMA
- A idéia que uma mulher faz de um bom filme é aquele em que uma só pessoa morre bem
devagarzinho, de preferência por amor.
- Um homem considera um bom filme aquele em que muita gente morre bem depressa, se possível com balas de metralhadora ou em grandes explosões.
DINHEIRO
- Um homem pagará R$ 2,00 por um item que vale R$ 1,00, mas que ele precisa.
- Uma mulher pagará R$ 1,00 por um item que vale R$ 2,00, mas que ela não precisa.
BANHEIROS
- Um homem tem seis itens em seu banheiro: escova de dentes, pente, espuma de barbear,
barbeador, sabonete e uma toalha de hotel.
- A quantidade média de itens em um banheiro feminino é de 756. E um homem não consegue
identificar a maioria deles.
DISCUSSÕES
- Uma mulher tem a última palavra em qualquer discussão.
- Por definição, qualquer coisa que um homem disser depois disso, já é o começo de uma outra
discussão.
FUTURO
- Uma mulher se preocupa com o futuro até conseguir um marido.
- Um homem nunca se preocupa com o futuro até que consiga uma esposa.
MUDANÇAS
- Uma mulher casa-se com um homem esperando que ele mude, mas ele não muda.
- Um homem casa-se com uma mulher esperando que ela não mude, mas ela muda.
COMPARTILHANDO
- Uma mulher dividirá seus pensamentos e sentimentos mais profundos com um completo
estranho que lhe dê atenção.
- Um homem só dividirá seus pensamentos e sentimentos mais profundos quando questionado
por um advogado artimanhoso, sob juramento, e mesmo assim, apenas quando isso puder diminuir a sua pena.
E-pístolas (11)
Aê galera.
Antes de iniciar os posts de humor, algumas msgs recentes que não foram publicadas.
Big abraço
Sem rótulos
Jesus é salvação, não é produto!
Sergio Honorio
Cabo a rabo
- 'Dollar em queda livre', 'em algum lugar do passado' e 'pegou geral'- como diria o músico, "dinheiro na mão é vendaval", então a paz tb é vendaval. Alguém se arrisca a dar um dízimo nas igrejas deles?
'Dieta' - Silas bobeando na resposta a Caio Fábio. As acusações de CaioFábio (de que Silas é um adúltero) podem até ser falsas, mas pq Silas não entra com um processo na justiça por calúnia? Tem medo do q as denúncias de corrupção financeira sobre ele (bem mais escandalosas) venham à tona?
- '(Des)qualificados' e 'pra pensar' - afinal quem somos: juízes ou amigos? Medrosos ou tementes? Essa é a crise que nos abate como igreja...
- 'Despacho' - eu disse q essa idéia distorcida de submissão feminina ainda ia dar bode... e deu... bem no meio da sala de estar do país.
É isso aí,
Ricardo
Editor mané
Acredito que o certo é "Chesterton" e não "Cherteston", como foi publicado na última edição.
Dercinei
Professor Macedo
Muito, mas muito bom mesmo, o seu comentário indiscutivelmente correto no texto "Dom de iludir". Da maneira que as coisas estão, não me admira ainda não existir no mercado a revista "Pequenas Igrejas, Grandes Negócios!" Obviamente seria da Editora Globo, como sempre!... Ou estaria a Record também em busca desse filão?
Penso que Macedo deu aula enquanto preso, pois tanto sua denominação cresceu, como o crime
organizado aprendeu a operar de dentro dos presídios... Um marco nada curioso não é mesmo?
Persio
Alma sobrevivente
Diante de tantas denominações e doutrinas cristãs tenho aprendido uma coisa: Deus não é aquele que PENSAMOS que Ele seja, Deus é Aquele que Sua Própria Palavra diz QUEM ELE é e COMO AGE. Todos querem ser da Igreja de Filadélfia, mas as atitudes que vejo na maioria é a da Igreja de Laodicéia, pois muitos cristãos batem no peito e dizem: "Rico sou (do conhecimento de Deus e minha doutrina é que é a certa).."
Cuide para que a sua religiosidade não te faça perder a tua coroa pois "Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes" (1Pe 5.6).
Lima
Original
Eu amo ir no seu blog, te acho ótimo, amo a maneira como pensa no que posso perceber em seus artigos.... Tô tão cansada de crente...rsrsrsr. Te acho original, cristão e ler seus textos me ajuda muito.
Silvia
Antes de iniciar os posts de humor, algumas msgs recentes que não foram publicadas.
Big abraço
Sem rótulos
Jesus é salvação, não é produto!
Sergio Honorio
Cabo a rabo
- 'Dollar em queda livre', 'em algum lugar do passado' e 'pegou geral'- como diria o músico, "dinheiro na mão é vendaval", então a paz tb é vendaval. Alguém se arrisca a dar um dízimo nas igrejas deles?
'Dieta' - Silas bobeando na resposta a Caio Fábio. As acusações de CaioFábio (de que Silas é um adúltero) podem até ser falsas, mas pq Silas não entra com um processo na justiça por calúnia? Tem medo do q as denúncias de corrupção financeira sobre ele (bem mais escandalosas) venham à tona?
- '(Des)qualificados' e 'pra pensar' - afinal quem somos: juízes ou amigos? Medrosos ou tementes? Essa é a crise que nos abate como igreja...
- 'Despacho' - eu disse q essa idéia distorcida de submissão feminina ainda ia dar bode... e deu... bem no meio da sala de estar do país.
É isso aí,
Ricardo
Editor mané
Acredito que o certo é "Chesterton" e não "Cherteston", como foi publicado na última edição.
Dercinei
Professor Macedo
Muito, mas muito bom mesmo, o seu comentário indiscutivelmente correto no texto "Dom de iludir". Da maneira que as coisas estão, não me admira ainda não existir no mercado a revista "Pequenas Igrejas, Grandes Negócios!" Obviamente seria da Editora Globo, como sempre!... Ou estaria a Record também em busca desse filão?
Penso que Macedo deu aula enquanto preso, pois tanto sua denominação cresceu, como o crime
organizado aprendeu a operar de dentro dos presídios... Um marco nada curioso não é mesmo?
Persio
Alma sobrevivente
Diante de tantas denominações e doutrinas cristãs tenho aprendido uma coisa: Deus não é aquele que PENSAMOS que Ele seja, Deus é Aquele que Sua Própria Palavra diz QUEM ELE é e COMO AGE. Todos querem ser da Igreja de Filadélfia, mas as atitudes que vejo na maioria é a da Igreja de Laodicéia, pois muitos cristãos batem no peito e dizem: "Rico sou (do conhecimento de Deus e minha doutrina é que é a certa).."
Cuide para que a sua religiosidade não te faça perder a tua coroa pois "Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes" (1Pe 5.6).
Lima
Original
Eu amo ir no seu blog, te acho ótimo, amo a maneira como pensa no que posso perceber em seus artigos.... Tô tão cansada de crente...rsrsrsr. Te acho original, cristão e ler seus textos me ajuda muito.
Silvia
7.11.07
Teologia dá prosperidade (3)
Creflo Dollar, Benny Hinn e Joyce Meyer são alguns dos televangelistas americanos que terão as finanças investigadas. No início desta semana, o senador Charles Grassley (foto) enviou correspondência p/ seis ministérios bem conhecidos, solicitando esclarecimentos de algumas despesas constantes nos relatórios financeiros.No caso de Joyce Meyer, por exemplo, aparece a aquisição de uma mesa de reuniões por $ 30,000 e a compra de uma cômoda com tampo de mármore por módicos $ 23,000.
Os outros ministérios que estão sendo investigados são: Kenneth Copeland Ministries, New Birth Missionary Baptist Church e Without Walls International Church and Paula White Ministries.
Repleta de links, a notícia completa está aqui (em inglês).
Nem é preciso dons proféticos p/ imaginar o discurso que "o inimigo está se levantando e blablablá" que será martelado em rede nacional pelos investigados. Ou será que vai surgir uma versão americana do Kixapagua? :) Que não tarde uma investigação parecida aqui no Brasil...
fonte: Associated Press Writer [via Yahoo!]
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colaboração: Judith Almeida
Povo marcado, povo feliz
Registro meu repúdio à imagem da capa de Veja São Paulo. É preciso tomar cuidado com associações preconceituosas. Sou graduada, pós-graduada e mestre na área da saúde, tenho seis tatuagens e acredito sinceramente que os maiores bandidos deste país não possuem sequer uma tattoo no corpo.Carolina Brandão
Fiquei profundamente ofendida com a capa de Veja São Paulo, que associa tatuagens a criminosos. Essa visão estereotipada prejudica as pessoas de caráter que amam tatuagem e precisam conviver com o preconceito da sociedade – que é enorme.
Fernanda Manzo Ceretta
cartas publicadas na Veja SP desta semana.
Chitãozinho e Xororó
A prefeitura paulistana vai multar taxistas que rodarem com o adesivo "Lula e Evo Morales; gás não é cocaína, é combustível", por "propaganda não autorizada". Deveriam mandar a multa para Evo e Lula.
fonte: site do Cláudio Humberto
fonte: site do Cláudio Humberto
Unção dos dizimistas
A oração "determinando" a abertura das janelas do céu é apenas p/ os dizimistas. Um leitor cronometrou: a palavra "dizimista" foi repetida uma vez a cada 15,2 segundos. A igreja de (P)Edir Macedo em Portugal está sendo bombardeada por meio de vídeos no YouTube.
Vampiros salvadores do mundo
A Polícia Civil de Presidente Prudente (565 km de SP) procura um homem suspeito de aliciar adolescentes de classe média alta para uma seita que prometia imortalidade e riqueza com a transformação de seus integrantes em "vampiros".
Quatro famílias denunciaram o caso à polícia. Os pais contaram que um homem se identificava como Vlad Hacamia, "vampiro", "anjo" ou "guardião de cemitérios", reunia às quintas-feiras, numa praça da cidade, um grupo de 15 adolescentes de 13 a 17 anos, de ambos os sexos, com objetivo de propagar a seita Legião de Salvadores do Mundo.
A introdução à seita era feita pelo suspeito com mordidas no pescoço e cortes nos punhos dos adolescentes.
"A gente já desconfiava de comportamentos estranhos dos meninos, mas, quando chegaram em casa com marcas, vimos que algo grave estava ocorrendo", disse à Folha a mãe de dois garotos - de 13 e 15 anos -, que não quis se identificar.
Segundo ela, os filhos se recusavam a contar o que ocorria. "Investigamos por conta própria e flagramos esse homem na praça conversando com as crianças. Quando o abordamos, ele fugiu", disse.
A polícia começou a ouvir ontem pais e garotos. Segundo o delegado Dirceu Gravina, os jovens negam ter sofrido abuso sexual. "Todos foram unânimes em negar a prática, mas disseram que, além de morder o pescoço, o suspeito chupava o sangue das crianças."
Os adolescentes serão submetidos a exames de corpo de delito. Os resultados devem sair até o final de semana.
O suspeito foi identificado pela polícia como Vandeir Máximo da Silva, 27, que não foi encontrado na cidade desde o início da apuração.
De acordo com relatos dos pais à polícia, os adolescentes eram abordados em shoppings e em frente de colégios. Após algumas reuniões na praça das Cerejeiras, no bairro Jardim Icaray, teria havido "treinamento espiritual" em um sítio.
Nas sessões, informou uma mãe, as crianças passavam pelo "ritual de iniciação", com mordidas, cortes e a promessa de imortalidade aos jovens.
Outra mãe contou ter encontrado anotações da filha de 15 anos sobre a seita. Segundo ela, o passo seguinte seria levar os garotos para o "templo" da seita, perto de Santos (SP). "A viagem estava marcada para o fim de semana passado. Ele disse que não era para ninguém avisar aos pais que iriam viajar. Minha filha tentou fugir da escola para ir. Graças a Deus não a liberaram", disse à Folha.
fonte: Folha Online
Quatro famílias denunciaram o caso à polícia. Os pais contaram que um homem se identificava como Vlad Hacamia, "vampiro", "anjo" ou "guardião de cemitérios", reunia às quintas-feiras, numa praça da cidade, um grupo de 15 adolescentes de 13 a 17 anos, de ambos os sexos, com objetivo de propagar a seita Legião de Salvadores do Mundo.
A introdução à seita era feita pelo suspeito com mordidas no pescoço e cortes nos punhos dos adolescentes.
"A gente já desconfiava de comportamentos estranhos dos meninos, mas, quando chegaram em casa com marcas, vimos que algo grave estava ocorrendo", disse à Folha a mãe de dois garotos - de 13 e 15 anos -, que não quis se identificar.
Segundo ela, os filhos se recusavam a contar o que ocorria. "Investigamos por conta própria e flagramos esse homem na praça conversando com as crianças. Quando o abordamos, ele fugiu", disse.
A polícia começou a ouvir ontem pais e garotos. Segundo o delegado Dirceu Gravina, os jovens negam ter sofrido abuso sexual. "Todos foram unânimes em negar a prática, mas disseram que, além de morder o pescoço, o suspeito chupava o sangue das crianças."
Os adolescentes serão submetidos a exames de corpo de delito. Os resultados devem sair até o final de semana.
O suspeito foi identificado pela polícia como Vandeir Máximo da Silva, 27, que não foi encontrado na cidade desde o início da apuração.
De acordo com relatos dos pais à polícia, os adolescentes eram abordados em shoppings e em frente de colégios. Após algumas reuniões na praça das Cerejeiras, no bairro Jardim Icaray, teria havido "treinamento espiritual" em um sítio.
Nas sessões, informou uma mãe, as crianças passavam pelo "ritual de iniciação", com mordidas, cortes e a promessa de imortalidade aos jovens.
Outra mãe contou ter encontrado anotações da filha de 15 anos sobre a seita. Segundo ela, o passo seguinte seria levar os garotos para o "templo" da seita, perto de Santos (SP). "A viagem estava marcada para o fim de semana passado. Ele disse que não era para ninguém avisar aos pais que iriam viajar. Minha filha tentou fugir da escola para ir. Graças a Deus não a liberaram", disse à Folha.
fonte: Folha Online
A dois passos do paraíso (2)
A promotoria paulista abriu um processo por evasão de divisas contra o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ). O Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) da promotoria acredita que Crivella e outras oito pessoas remeteram dinheiro ilegalmente a paraísos fiscais por meio das empresas Unimetro e Cremo, ligadas à Igreja Universal e à Rede Record. A Receita Federal, que investiga as mesmas operações, também poderá autuar Crivella nos próximos meses.
fonte: Veja
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Logo após a notícia publicada na Veja, o discípulo de (P)Edir Macedo fez um pronunciamento. Nada falou s/ as denúncias e s/ aborto. Preferiu discorrer s/ a lei da homofobia.
fonte: Veja
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Logo após a notícia publicada na Veja, o discípulo de (P)Edir Macedo fez um pronunciamento. Nada falou s/ as denúncias e s/ aborto. Preferiu discorrer s/ a lei da homofobia.
(P)Edir Macedo (8)
A Larousse já mandou imprimir uma segunda edição da biografia do bispo Edir Macedo. A primeira, de 700.000 exemplares – um recorde –, está se esgotando. A segunda será de 150.000. As livrarias não são, como se pode imaginar, o ponto-de-venda principal da biografia do bispo. A obra escoa mesmo é nos templos da Universal.
fonte: Veja
fonte: Veja
Cem contos por um jejum
A igreja de (P)Edir Macedo tá a milhão em Portugal. Literalmente. O vídeo foi postado em 2006.
A carne é fraca
A igreja Assembléia de Deus já definiu seu posicionamento em relação à sucessão municipal de São Luís. De acordo com o presidente da denominação na capital maranhense, pastor José Guimarães Coutinho, a igreja vai pleitear a vaga de vice. Coutinho foi ainda mais além: “Essa indicação (do vice) está de acordo com o que conversamos com o prefeito”.
Um dia antes, os 63 pastores que compõem o campo da AD em São Luís, receberam o secretário Clodomir Paz em um almoço na Churrascaria Pavan. Neste encontro, Coutinho mostrou-se claramente simpático à candidatura de Clodomir.
fonte: Imirante [via Gospel +]
Um dia antes, os 63 pastores que compõem o campo da AD em São Luís, receberam o secretário Clodomir Paz em um almoço na Churrascaria Pavan. Neste encontro, Coutinho mostrou-se claramente simpático à candidatura de Clodomir.
fonte: Imirante [via Gospel +]
Sem pé nem cabeça
Uma pesquisa conduzida por um programa britânico listou as leis mais ridículas em vigor no país. Ganhou a que proíbe mortes dentro do Parlamento (embora isso tenha até uma razão histórica que delimita inclusive a distância em que oradores do governo e da oposição devam ficar durante as sessões da casa).
Em segundo lugar ficou o ato de postar uma carta com o selo de cabeça para baixo – que é considerado uma traição (já que tem a efígie do monarca). Em terceiro ficou a lei que estabelece que apenas balconista de loja de peixes tropicais tem permissão para fazer topless em público em Liverpool. Ou é isso ou eu traduzi completamente errado mesmo, o que acho bem mais provável.
Há outras esquisitices. Na Escócia, se alguém bater na sua porta e pedir para usar o seu banheiro, você não pode negar. Na parte velha de York, na Inglaterra, é permitido matar um escocês – desde que ele esteja carregando um arco e flecha (esses ingleses guardam rancor na geladeira).
No Reino Unido, uma mulher grávida pode fazer suas necessidades em qualquer lugar, incluindo dentro do capacete de um policial (vai saber como chegaram a esse grau de detalhamento…). E quando uma baleia encalha nas costas da Inglaterra, a cabeça do cetáceo pertence ao rei; o rabo tem que ser dado à rainha (não me pergunte o que os monarcas fazem com isso).
No resto do mundo, o caso mais absurdo, segundo o programa, é uma lei do Estado de Ohio que proíbe pescar estando bêbado. Mas há outras tão boas quanto. E olha que nem citaram a restrição da taxa de juros a 12% ao ano no Brasil, lembram?
Na França não é permitido batizar um porco com o nome de Napoleão (dá para imaginar de quando é a lei, não?). No Alabama é proibido dirigir usando uma venda (fico imaginando em que circunstâncias chegaram a conclusão de que era preciso vetar essa prática…). E, na Flórida, mulheres solteiras não podem pular de pára-quedas aos domingos. Ah… na Indonésia a punição prevista para a masturbação é a decapitação.
fonte: blog do Luiz Antonio Ryff
Em segundo lugar ficou o ato de postar uma carta com o selo de cabeça para baixo – que é considerado uma traição (já que tem a efígie do monarca). Em terceiro ficou a lei que estabelece que apenas balconista de loja de peixes tropicais tem permissão para fazer topless em público em Liverpool. Ou é isso ou eu traduzi completamente errado mesmo, o que acho bem mais provável.
Há outras esquisitices. Na Escócia, se alguém bater na sua porta e pedir para usar o seu banheiro, você não pode negar. Na parte velha de York, na Inglaterra, é permitido matar um escocês – desde que ele esteja carregando um arco e flecha (esses ingleses guardam rancor na geladeira).
No Reino Unido, uma mulher grávida pode fazer suas necessidades em qualquer lugar, incluindo dentro do capacete de um policial (vai saber como chegaram a esse grau de detalhamento…). E quando uma baleia encalha nas costas da Inglaterra, a cabeça do cetáceo pertence ao rei; o rabo tem que ser dado à rainha (não me pergunte o que os monarcas fazem com isso).
No resto do mundo, o caso mais absurdo, segundo o programa, é uma lei do Estado de Ohio que proíbe pescar estando bêbado. Mas há outras tão boas quanto. E olha que nem citaram a restrição da taxa de juros a 12% ao ano no Brasil, lembram?
Na França não é permitido batizar um porco com o nome de Napoleão (dá para imaginar de quando é a lei, não?). No Alabama é proibido dirigir usando uma venda (fico imaginando em que circunstâncias chegaram a conclusão de que era preciso vetar essa prática…). E, na Flórida, mulheres solteiras não podem pular de pára-quedas aos domingos. Ah… na Indonésia a punição prevista para a masturbação é a decapitação.
fonte: blog do Luiz Antonio Ryff
A difícil vida em graça
O teólogo Hans Küng passou por aqui. Sua reconhecida competência como intelectual, apimentada pela polêmica relação que vem tendo há alguns anos com o Vaticano - devido a suas posições críticas em questões como a infalibilidade do Papa, o celibato obrigatório, a ordenação de mulheres, a sexualidade e a reprodução humana e o diálogo inter-religioso - encheu as salas por onde passou e os auditórios onde falou.
Impedido de ensinar teologia católica pelo Santo Ofício, Hans Küng tem conquistado grande notoriedade na Europa e em outras partes do mundo. Viajando muito e em plena produtividade, publicou vários livros, os últimos dos quais versam sobre a questão das outras religiões e a proposta de uma Ética global. Sem sombra de dúvida, trata-se de homem de rara inteligência, grande cultura teológica e notório saber.
Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o repórter perguntou-lhe sua posição diante do fato de tantas mulheres católicas fazerem aborto. Hans Küng disse acreditar ser dever da Igreja tomar uma posição intermediária e deixar a decisão à própria mulher. E concluiu: A Igreja deve tornar a vida das pessoas mais fácil, e não mais difícil.
Dias depois o escritor Carlos Heitor Cony, em artigo no mesmo jornal, discordou de Hans Küng. Disse não ser este o objetivo das religiões: tornar a vida dos fiéis mais fácil. Viver bem e facilmente não seria o núcleo da prática de uma religião que, uma vez escolhida, traz para o fiel uma série de preceitos e normas que não necessariamente lhe facilitarão o cotidiano. Cony apontava ainda para o fato de muçulmanos e judeus terem restrições bem mais severas que os católicos.
O tema é relevante e instiga fortemente à reflexão. Por um lado, posso entender a intenção de Hans Küng, que certamente não disse que a prática religiosa tem características de anestésico ou entorpecente que proporciona bem-estar. A língua estrangeira, os limites do que significa uma entrevista podem bem ter concedido a seu discurso um matiz que não lhe cabia na intenção.
Não posso deixar, no entanto, de concordar de coração com o comentário de Cony. Em uma sociedade descartável, sem referências e com os valores erodidos, aonde iremos parar se as religiões optam pelo caminho da facilidade? Em uma cultura de sensações fugazes e líquidas, como a vida humana poderá encontrar o sentido maior que a levará à plenitude se todas as opções forem lícitas, avaliadas apenas segundo o bem-estar diante das atitudes tomadas?
Como bem dizia, nos albores do Cristianismo, o apaixonado Paulo de Tarso, tudo é permitido, mas nem tudo convém. Tudo é nosso, mas nós somos de Cristo e Cristo é de Deus. Para aquele ou aquela que encontrou a Deus como absoluto de sua vida, ao mesmo tempo em que lhe é prometido e efetivamente dado o gozo maior da presença amorosa do Senhor, também é proposto um êxodo constante de si mesmo em direção à diferença do outro, em sua fragilidade e indigência que clamam por justiça.
E o rosto desse outro não é apenas o do outro gênero, da outra tradição religiosa, da outra cultura. É também e não menos o rosto desconhecido do que não nasceu porque escolheram para ele outro destino; é o que foi abandonado porque pelo caminho passou alguém mais jovem e mais sedutor; o que deseja um compromisso com perenidade e consistência e recebe em resposta a utilização irresponsável de sua corporeidade refém da tirania do ter, do poder e do prazer.
Por isso o Evangelho com muita razão adverte que se por um lado o seguimento de Jesus implica encontrar alguém em quem depositar seus fardos e jugos a fim de caminhar com leveza e celeridade pela vida, não menos é porta estreita e vereda exígua. Por ele há que passar sem apegos ou cargas que dificultem os passos e verguem os ombros. A vida de fé é graça e beleza, sim, mas está longe de ser uma vida fácil.
Maria Clara Lucchetti Bingemer, teóloga, professora e decana do Centro de Teologia e Ciências Humanas da PUC-Rio.
Impedido de ensinar teologia católica pelo Santo Ofício, Hans Küng tem conquistado grande notoriedade na Europa e em outras partes do mundo. Viajando muito e em plena produtividade, publicou vários livros, os últimos dos quais versam sobre a questão das outras religiões e a proposta de uma Ética global. Sem sombra de dúvida, trata-se de homem de rara inteligência, grande cultura teológica e notório saber.
Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o repórter perguntou-lhe sua posição diante do fato de tantas mulheres católicas fazerem aborto. Hans Küng disse acreditar ser dever da Igreja tomar uma posição intermediária e deixar a decisão à própria mulher. E concluiu: A Igreja deve tornar a vida das pessoas mais fácil, e não mais difícil.
Dias depois o escritor Carlos Heitor Cony, em artigo no mesmo jornal, discordou de Hans Küng. Disse não ser este o objetivo das religiões: tornar a vida dos fiéis mais fácil. Viver bem e facilmente não seria o núcleo da prática de uma religião que, uma vez escolhida, traz para o fiel uma série de preceitos e normas que não necessariamente lhe facilitarão o cotidiano. Cony apontava ainda para o fato de muçulmanos e judeus terem restrições bem mais severas que os católicos.
O tema é relevante e instiga fortemente à reflexão. Por um lado, posso entender a intenção de Hans Küng, que certamente não disse que a prática religiosa tem características de anestésico ou entorpecente que proporciona bem-estar. A língua estrangeira, os limites do que significa uma entrevista podem bem ter concedido a seu discurso um matiz que não lhe cabia na intenção.
Não posso deixar, no entanto, de concordar de coração com o comentário de Cony. Em uma sociedade descartável, sem referências e com os valores erodidos, aonde iremos parar se as religiões optam pelo caminho da facilidade? Em uma cultura de sensações fugazes e líquidas, como a vida humana poderá encontrar o sentido maior que a levará à plenitude se todas as opções forem lícitas, avaliadas apenas segundo o bem-estar diante das atitudes tomadas?
Como bem dizia, nos albores do Cristianismo, o apaixonado Paulo de Tarso, tudo é permitido, mas nem tudo convém. Tudo é nosso, mas nós somos de Cristo e Cristo é de Deus. Para aquele ou aquela que encontrou a Deus como absoluto de sua vida, ao mesmo tempo em que lhe é prometido e efetivamente dado o gozo maior da presença amorosa do Senhor, também é proposto um êxodo constante de si mesmo em direção à diferença do outro, em sua fragilidade e indigência que clamam por justiça.
E o rosto desse outro não é apenas o do outro gênero, da outra tradição religiosa, da outra cultura. É também e não menos o rosto desconhecido do que não nasceu porque escolheram para ele outro destino; é o que foi abandonado porque pelo caminho passou alguém mais jovem e mais sedutor; o que deseja um compromisso com perenidade e consistência e recebe em resposta a utilização irresponsável de sua corporeidade refém da tirania do ter, do poder e do prazer.
Por isso o Evangelho com muita razão adverte que se por um lado o seguimento de Jesus implica encontrar alguém em quem depositar seus fardos e jugos a fim de caminhar com leveza e celeridade pela vida, não menos é porta estreita e vereda exígua. Por ele há que passar sem apegos ou cargas que dificultem os passos e verguem os ombros. A vida de fé é graça e beleza, sim, mas está longe de ser uma vida fácil.
Maria Clara Lucchetti Bingemer, teóloga, professora e decana do Centro de Teologia e Ciências Humanas da PUC-Rio.
Família do Mickey Mouse passa bem
Cientistas da Universidade de San Diego, no Estado americano da Califórnia, afirmaram que uma foto de Paris Hilton teria a capacidade de aliviar a dor nos ratos do sexo masculino. O estudo foi apresentado durante um congresso da sociedade americana de Neurociências.Os pesquisadores perceberam que, depois de uma injeção dolorosa, os ratos do sexo masculino passavam menos tempo lambendo a ferida (sinal utilizado para determinar a quantidade de dor provocada) se na gaiola houvesse uma foto da socialite.
O efeito, que desaparece se a foto é retirada, não foi notado nos ratos do sexo feminino. A pesquisa também concluiu que os ratos, após o "encontro" com Paris, apresentam níveis mais baixos de proteína na parte da medula espinhal responsável pela transmissão da dor.
Os próprios cientistas colocaram em dúvida as propriedades terapêuticas de Paris Hilton. Para eles, a imagem provavelmente age nos hormônios do estresse.
"Os ratos vêem os homens como potenciais predadores e por razões desconhecidas este efeito funciona mais com os machos", explica Jeffrey Mogil, que conduziu o estudo.
A teoria é confirmada por outros estudos conduzidos com imagens muito menos agradáveis, como gatos em poses ameaçadoras. Neste caso, as cobaias também sentiam dores menos intensas.
fonte: Folha Online
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Faltou esclarecer se na foto da experiência a socialite espevitada aparece com ou sem calcinha. :)
6.11.07
Bocejo (16)
Grupos religiosos dos Estados Unidos iniciaram uma campanha contra a venda dentro de bases militares americanas de material que, segundo eles, seria pornográfico.
O Congresso americano decidiu há dez anos proibir a venda de material com conteúdo sexualmente explícito em bases militares.
O Pentágono então estabeleceu uma junta examinadora para analisar centenas de publicações e vídeos. Esta junta aprovou a venda de algumas revistas como Playboy e Penthouse em lojas em bases militares.
Mas desde então o secretário de Defesa americano, Robert Gates, vem recebendo dezenas de reclamações de grupos de combate à pornografia, alegando que as lojas dentro das bases militares estavam vendendo material proibido.
Maioria proibida
Em agosto, o vice-subsecretário de Defesa, Leslye Arsht, escreveu uma carta aos grupos religiosos dizendo que "baseado unicamente na totalidade de conteúdo de cada revista, elas não são sexualmente explícitas".
Mas os grupos continuam furiosos. "Eles dizem 'não estamos vendendo coisas sexualmente explícitas'... e nós dizemos que é pornografia", disse Donald Wildmon, presidente da Associação da Família Americana, um grupo cristão de combate à pornografia, ao jornal USA Today.
Wildmon afirmou que uma campanha foi lançada na última sexta-feira na qual os grupos vão enviar cartas para convencer o Congresso a "fazer com que o Pentágono obedeça à lei".
O Pentágono se defende, afirmando que dos 473 títulos analisados, cerca de 67% foram proibidos.
'Censura'
A Lei de Decência e Honra Militares, de 1996, proíbe que lojas em bases militares vendam "material sexualmente explícito". A definição usada na lei é que um filme ou material impresso é proibido quando "o tema dominante mostra ou descreve nudez" ou atividades sexuais "de uma maneira sensual".
"Os advogados (do Pentágono)... determinaram que para uma revista ser considerada obscena e lasciva, certa porcentagem do conteúdo teria que cair naquela categoria. Analisamos para ver o quanto (de uma revista) era voltado para artigos ou propaganda que não tinham conteúdo sexual", disse ao USA Today Steve Sellman, uma autoridade aposentada do Pentágono que presidiu uma junta examinadora no final dos anos 90.
"Eles dizem: 'Bem, 40% desta revista tem fotos sexualmente explícitas, mas 60% é escrita ou propaganda. Então a totalidade não é sexualmente explícita'. Isto é ridículo", disse ao jornal Patrick Trueman, um ex-promotor federal que agora trabalha com o Fundo de Defesa Aliança, um grupo jurídico cristão.
Mas, para Nadine Strossen, professora de direito na Universidade de Nova York e que chefia a organização União Americana de Liberdades Civis, a lei de 1996 efetivamente censura o que soldados podem ler em áreas distantes ou de combate.
"Estamos pedindo para estas pessoas arriscarem suas vidas para defender nossos princípios constitucionais... e a eles está sendo negado o direito garantido pela Primeira Emenda, de escolher o que querem ler", disse.
fonte: BBC
O Congresso americano decidiu há dez anos proibir a venda de material com conteúdo sexualmente explícito em bases militares.
O Pentágono então estabeleceu uma junta examinadora para analisar centenas de publicações e vídeos. Esta junta aprovou a venda de algumas revistas como Playboy e Penthouse em lojas em bases militares.
Mas desde então o secretário de Defesa americano, Robert Gates, vem recebendo dezenas de reclamações de grupos de combate à pornografia, alegando que as lojas dentro das bases militares estavam vendendo material proibido.
Maioria proibida
Em agosto, o vice-subsecretário de Defesa, Leslye Arsht, escreveu uma carta aos grupos religiosos dizendo que "baseado unicamente na totalidade de conteúdo de cada revista, elas não são sexualmente explícitas".
Mas os grupos continuam furiosos. "Eles dizem 'não estamos vendendo coisas sexualmente explícitas'... e nós dizemos que é pornografia", disse Donald Wildmon, presidente da Associação da Família Americana, um grupo cristão de combate à pornografia, ao jornal USA Today.
Wildmon afirmou que uma campanha foi lançada na última sexta-feira na qual os grupos vão enviar cartas para convencer o Congresso a "fazer com que o Pentágono obedeça à lei".
O Pentágono se defende, afirmando que dos 473 títulos analisados, cerca de 67% foram proibidos.
'Censura'
A Lei de Decência e Honra Militares, de 1996, proíbe que lojas em bases militares vendam "material sexualmente explícito". A definição usada na lei é que um filme ou material impresso é proibido quando "o tema dominante mostra ou descreve nudez" ou atividades sexuais "de uma maneira sensual".
"Os advogados (do Pentágono)... determinaram que para uma revista ser considerada obscena e lasciva, certa porcentagem do conteúdo teria que cair naquela categoria. Analisamos para ver o quanto (de uma revista) era voltado para artigos ou propaganda que não tinham conteúdo sexual", disse ao USA Today Steve Sellman, uma autoridade aposentada do Pentágono que presidiu uma junta examinadora no final dos anos 90.
"Eles dizem: 'Bem, 40% desta revista tem fotos sexualmente explícitas, mas 60% é escrita ou propaganda. Então a totalidade não é sexualmente explícita'. Isto é ridículo", disse ao jornal Patrick Trueman, um ex-promotor federal que agora trabalha com o Fundo de Defesa Aliança, um grupo jurídico cristão.
Mas, para Nadine Strossen, professora de direito na Universidade de Nova York e que chefia a organização União Americana de Liberdades Civis, a lei de 1996 efetivamente censura o que soldados podem ler em áreas distantes ou de combate.
"Estamos pedindo para estas pessoas arriscarem suas vidas para defender nossos princípios constitucionais... e a eles está sendo negado o direito garantido pela Primeira Emenda, de escolher o que querem ler", disse.
fonte: BBC
Show de relevância (22)
O pastor evangélico João Filho é contra o feriado de Finados, lembrado na sexta-feira, 2 de novembro. Mais que isso. Ele defende que os deputados da bancada evangélica se unam para rever a condição especial da data, tornando-a apenas um dia comum.
As declarações do religioso foram dadas na quinta-feira passada, em entrevista ao programa Paraíba Agora, da Rede Paraíba Sat. "O Estado é laico. Não podemos fazer discriminação às outras religiões. O feriado de Finados é uma criação católica. É o mesmo que acontece no dia 12 de outubro, dedicado à padroeira. Só faz sentido para os católicos. Ela é padroeira deles. Para nós, essas datas não fazem sentido. Apelo aos parlamentares para que revejam esse feriado, que é vão. Não se trabalha, não se produz... o Brasil perde muito com isso", disse João Filho.
Para ele, outro hábito comum no dia de hoje, a visita aos cemitérios e aos túmulos de entes queridos é outro ato vão: "Os evangélicos não vão aos cemitérios. Não faz sentido. Uma vez morto, o parente ou amigo não pode ouvir nem ver se está sendo visitado. Melhor é orar por ele em casa ou na igreja", comentou.
fonte: Paraíba.com.br [via Gospel +]
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Orar pelo morto em casa?
As declarações do religioso foram dadas na quinta-feira passada, em entrevista ao programa Paraíba Agora, da Rede Paraíba Sat. "O Estado é laico. Não podemos fazer discriminação às outras religiões. O feriado de Finados é uma criação católica. É o mesmo que acontece no dia 12 de outubro, dedicado à padroeira. Só faz sentido para os católicos. Ela é padroeira deles. Para nós, essas datas não fazem sentido. Apelo aos parlamentares para que revejam esse feriado, que é vão. Não se trabalha, não se produz... o Brasil perde muito com isso", disse João Filho.
Para ele, outro hábito comum no dia de hoje, a visita aos cemitérios e aos túmulos de entes queridos é outro ato vão: "Os evangélicos não vão aos cemitérios. Não faz sentido. Uma vez morto, o parente ou amigo não pode ouvir nem ver se está sendo visitado. Melhor é orar por ele em casa ou na igreja", comentou.
fonte: Paraíba.com.br [via Gospel +]
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Orar pelo morto em casa?
É cor-de-rosa choque
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manchete do boletim da BBC.
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Deve ser mais um são-paulino pagando promessa após a conquista do título.
Where?
É fácil comprovar a eficiência do Busca CEP, serviço oferecido pelos Correios. Clique no link abaixo (sem medo, não é vírus) e digite o CEP 08383015.
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Dica da minha amiga Judith Almeida. Palmeirense, claro! :)
Descobridor dos 7 mares
Quase 500 mil pessoas já viram este protesto contra o molusco rei do "polvo".
colaboração: Christian Reichel
Caveiras de Cristo
Era uma operação no Complexo do Alemão, zona norte do Rio. Acuados no beco, quatro garotos armados. Os mesmos que, minutos antes, se esgueiravam pelas vielas empinando fuzis e fugindo dos estilhaços das granadas que lançavam no Caveirão. Cabia ao experiente soldado M., 37 anos, do Batalhão de Operações Especiais (Bope), o direito à primeira rajada. Calado, M. sinalizou, cedeu a vez a um colega e assistiu às mortes.O testemunho ainda emociona o soldado. Passados quatro meses do episódio, ele é um dos quase 50 membros dos Caveiras de Cristo. Homens de preto, integrantes da tropa de elite da PM, evangélicos, que se reúnem todos os dias no terceiro andar da unidade para uma missão: orar.
"Sempre fui sombrio, sinistro. Atirar em alguém era como pegar uma barata e pisar. Naquele dia, no Alemão, cheguei ao Bope, guardei meu armamento, tomei meu banho e fui para casa chorando. A imagem dos garotos não saía da minha cabeça. Estava incomodado. Como Deus dá vida e eu tiro a vida? Precisava mudar", conta o soldado.
Os cultos dos caveiras não diferem do usual: leituras bíblicas, testemunhos, clamações de "amém" e até banda de louvor. Sentados lado a lado, os homens de preto oram, dão as mãos e profetizam dias mais calmos para a guerra urbana. "Vivemos uma luta do bem contra o mal. E o bem vai vencer. Eu me considero um soldado do Senhor. Acredito que só Jesus Cristo salva", afirma o comandante do Bope, coronel Pinheiro Neto, no culto de inauguração do espaço físico da congregação, na quarta-feira.
Batizado na igreja católica e, recentemente, na condição de "aspirante" a evangélico, o oficial teve papel fundamental, dando aval para que a sala de oração fosse construída. A congregação fica num andar conhecido como Vale dos Ossos - apelidado por causa dos esqueletos das construções.
É a última sala do corredor. Ao entrar, os policiais se deparam com um painel com pintura de nuvens. A obra, de um dos colegas de farda, tem a citação bíblica "Crê no Senhor Jesus e serás salvo tu e tua casa" (Atos 16:31). "Deus tem uma maneira de chamar todo mundo", relata o terceiro-sargento Valmir de Souza Silva, 33 anos.
Curiosamente, o mentor da sede evangélica, o policial reformado Joaquim Thomé, 60 anos, foi reprovado no primeiro teste que fez para o Bope, em 1990. Além de ser caveira, ele sonhava em criar a congregação. Quatro anos depois, acabou transferido para a unidade. "Talvez, se tivesse sido aprovado logo, não teria me engajado tanto no evangelismo."
Incursões de fé na favela
Trocar o fuzil pela Bíblia e pregar para quem, no dia-a-dia, é alvo. Empenhado no que considera uma missão de vida, o sargento Valmir dos Santos, 42 anos, acredita que é possível conciliar atividades tão complexas e diferentes. Pastor há 13 anos, ele busca nos ensinamento do Evangelho a resposta para o que parece incompatível. "Na lei de Deus, você vai encontrar situações em que os servos tiveram que fazer uso de armamentos. Davi matou o gigante Golias e não foi condenado por isso. Muitas vezes, o PM é mal interpretado", explica ele, citando a passagem do livro Samuel.
Para a antropóloga Elizabete Ribeiro Albernaz, 29 anos, que faz tese de mestrado sobre o Movimento Evangélico na Polícia Militar, as pregações nos cultos do Bope são pontuadas por termos que reproduzem o contexto de violência no qual estão submetidos os policiais.
"Confesso que fiquei espantada com o fato de eles terem esse movimento. É uma tropa que está envolvida com armamento mais pesado, cenário truculento. Nas orações, percebi que a palavra guerra é muito citada. O Evangelho acaba suprindo a carência de quem é exposto ao contexto de conflito", analisa ela, que, para pesquisa, já entrevistou 40 PMs de vários batalhões.
A maioria dos Caveiras de Cristo se converteu após escapar de confrontos. Experiências fortes, que se transformaram em sinais divinos para quem viu a morte de perto. "Meu encontro com Deus aconteceu há quase 10 anos. Eu e um amigo fomos verificar um informe no Morro do Turano, no Rio Comprido. Só que nos deparamos com dois caras armados. Houve confronto e o parceiro acabou atingido no peito duas vezes por tiro de ponto 30. Não sabia dos seus ferimentos e o ouvi chamar meu nome. Fui até onde ele estava e me deparei com seu corpo. Depois, conversando com uma médica, ela me disse que era impossível ele ter falado, porque morreu instantaneamente. Enxerguei aquilo como chamado de Deus", conta o cabo André Moura, 36 anos.
Há sete anos no Bope, o soldado João de Carvalho, 32 anos, teve a conversão ligada a outro motivo: a vida desregrada. "Estava sem expectativa. Bebia, ia para festas, era infeliz. Quando você é tocado, pensa em um monte de besteiras, mas não quer aceitar que é Deus falando".
A PM tem mais de 250 pastores e 13 mil congregados. "O Bope é uma operação de salvar vidas", comentou o presidente da União dos Evangélicos da PM do Rio (Uepmerj), pastor Liodir Barreto, durante culto na unidade.
fonte: O Dia [via Aquidauana News]
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colaboração: Whaner Endo [W4]
Muito além do (primeiro) jardim
Na cúpula mundial sobre mortalidade materna, denominada “Women Deliver”, realizada em Londres na semana passada, a pastora luterana Judith van Osdol proferiu conferência, intitulada "Trapped between two gardens" (Apanhado entre dois jardins), quando narrou a realidade contrastante de duas mulheres, uma apanhada e expulsa do Éden e outra amando no jardim, como apresenta o Cantar dos Cantares [sic].
O relato bíblico sobre o Jardim do Éden, do qual os seres humanos, culpados e castigados por suas transgressões, foram expulsos, introduziu a conferência da pastora, que o contrastou com o Cantar dos Cantares, uma poesia erótica em que a voz da mulher predomina em sua busca do ser amado - uma história sobre o encontro e o re-encontro da própria voz e ser sexual.
"O fato de que morre uma mulher por minuto por causa de complicações na gravidez e no parto, a grande maioria no Sul do Globo, está vinculado à falta de uma ‘cidadania sexual’ na sociedade, na cultura e nas igrejas", definiu van Osdol. O corpo da mulher, na perspectiva patriarcal, foi considerado objeto de posse, usado para ser venerado – no caso das virgens -, utilizado para vender produtos, vendido diretamente através do tráfico de pessoas, na escravatura moderna, ou utilizado como botim de guerra nos conflitos armados, analisou.
A pastora indagou como se chegou, então, ao jardim dos cantares, onde a voz da mulher é a que canta, onde ela adquire a voz principal? É a mulher quem procura, quem inicia, quem decide neste encontro erótico, sublinhou a conferencista. “Nada de passividade, posse, nem culpa nem castigo no jardim dos cantares", disse.
Representante da Pastoral de Mulheres e Gênero do Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI), a teóloga afirmou que as mulheres estão presas ao primeiro jardim, do qual foram expulsas, culpabilizadas e castigadas, procurando entrar no segundo jardim, no qual ela se converte em sujeito moral - decidindo e gozando plenamente sua sexualidade.
"Chegar ao segundo jardim significa fortalecer o conceito de cidadania sexual com um enfoque inequívoco sobre a justiça e a igualdade de gênero", frisou. A proposta de cidadania sexual, segundo a reverenda van Osdol, traz consigo tanto o conceito de direito como de responsabilidade, e exige conhecer e apropriar-se dos instrumentos dos Direitos Humanos, especificamente os que competem à igualdade de gênero e o tema da superação da violência.
Esses temas incluem os instrumentos que saíram das cúpulas mundiais como a do Cairo, a plataforma de Ação de Pequim, entre outros. "Esses instrumentos protegem e ressaltam a dignidade e integridade de cada pessoa, particularmente as pessoas mais vulneráveis e marginalizadas, e trata de velar por um mundo em que cada pessoa tenha valor", argumentou.
Van Osdol acredita que para aquelas igrejas que mantêm compromisso histórico com os Direitos Humanos, tais instrumentos podem ser considerados sinais visíveis da mão de Deus na sociedade civil. "Às vezes se sente mais a graça de Deus e o compromisso com a dignidade e igualdade de gênero através desses instrumentos do que na prática e na política pública de nossas comunidades de fé", sustentou a pastora.
A palestra da pastora luterana integrou os debates do painel "A mortalidade materna e as comunidades baseadas na fé", convocado e patrocinado pelo Fundo de População das Nações Unidas. O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) é uma agência de cooperação internacional para o desenvolvimento que promove o direito da mulher, do homem e da criança a desfrutarem uma vida sadia, com igualdade de oportunidades para todos.
O UNFPA procura a cooperação com as comunidades de fé para poder abrir espaços de diálogo sobre a missão comum. Participaram do evento e painel líderes religiosos de diversas partes do mundo.
fonte: ALC [via Gospel +]
O relato bíblico sobre o Jardim do Éden, do qual os seres humanos, culpados e castigados por suas transgressões, foram expulsos, introduziu a conferência da pastora, que o contrastou com o Cantar dos Cantares, uma poesia erótica em que a voz da mulher predomina em sua busca do ser amado - uma história sobre o encontro e o re-encontro da própria voz e ser sexual.
"O fato de que morre uma mulher por minuto por causa de complicações na gravidez e no parto, a grande maioria no Sul do Globo, está vinculado à falta de uma ‘cidadania sexual’ na sociedade, na cultura e nas igrejas", definiu van Osdol. O corpo da mulher, na perspectiva patriarcal, foi considerado objeto de posse, usado para ser venerado – no caso das virgens -, utilizado para vender produtos, vendido diretamente através do tráfico de pessoas, na escravatura moderna, ou utilizado como botim de guerra nos conflitos armados, analisou.
A pastora indagou como se chegou, então, ao jardim dos cantares, onde a voz da mulher é a que canta, onde ela adquire a voz principal? É a mulher quem procura, quem inicia, quem decide neste encontro erótico, sublinhou a conferencista. “Nada de passividade, posse, nem culpa nem castigo no jardim dos cantares", disse.
Representante da Pastoral de Mulheres e Gênero do Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI), a teóloga afirmou que as mulheres estão presas ao primeiro jardim, do qual foram expulsas, culpabilizadas e castigadas, procurando entrar no segundo jardim, no qual ela se converte em sujeito moral - decidindo e gozando plenamente sua sexualidade.
"Chegar ao segundo jardim significa fortalecer o conceito de cidadania sexual com um enfoque inequívoco sobre a justiça e a igualdade de gênero", frisou. A proposta de cidadania sexual, segundo a reverenda van Osdol, traz consigo tanto o conceito de direito como de responsabilidade, e exige conhecer e apropriar-se dos instrumentos dos Direitos Humanos, especificamente os que competem à igualdade de gênero e o tema da superação da violência.
Esses temas incluem os instrumentos que saíram das cúpulas mundiais como a do Cairo, a plataforma de Ação de Pequim, entre outros. "Esses instrumentos protegem e ressaltam a dignidade e integridade de cada pessoa, particularmente as pessoas mais vulneráveis e marginalizadas, e trata de velar por um mundo em que cada pessoa tenha valor", argumentou.
Van Osdol acredita que para aquelas igrejas que mantêm compromisso histórico com os Direitos Humanos, tais instrumentos podem ser considerados sinais visíveis da mão de Deus na sociedade civil. "Às vezes se sente mais a graça de Deus e o compromisso com a dignidade e igualdade de gênero através desses instrumentos do que na prática e na política pública de nossas comunidades de fé", sustentou a pastora.
A palestra da pastora luterana integrou os debates do painel "A mortalidade materna e as comunidades baseadas na fé", convocado e patrocinado pelo Fundo de População das Nações Unidas. O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) é uma agência de cooperação internacional para o desenvolvimento que promove o direito da mulher, do homem e da criança a desfrutarem uma vida sadia, com igualdade de oportunidades para todos.
O UNFPA procura a cooperação com as comunidades de fé para poder abrir espaços de diálogo sobre a missão comum. Participaram do evento e painel líderes religiosos de diversas partes do mundo.
fonte: ALC [via Gospel +]
Negócio da China
Uma empresa de exportação na cidade de Chongqing, no centro da China, lançou uma oferta de emprego na qual avisa que pagará a seus novos empregados segundo sua estatura, segundo informou hoje o jornal "Xin Jing Bao".
De acordo com o anúncio publicado na imprensa pela companhia, cujo nome não foi revelado, as empregadas que tiverem cerca de 1,60 metro de altura receberão salários de mil iuanes (US$ 130). Com cinco centímetros a mais, o pagamento subirá para 1.500 iuanes (US$ 200), próximo ao salário médio no país. Quem tiver 1,70 metro ganhará 2 mil iuanes (US$ 260).
A empresa exporta produtos plásticos e equipamentos para jardinagem, e procura novas empregadas que tenham uma "boa imagem".
Elas serão encarregadas de participar de negociações comerciais e assuntos relacionados com seus clientes estrangeiros."É um método eficiente para escolher as pessoas adequadas", disseram fontes da empresa.
fonte: EFE [via UOL]
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Baixinhas mal pagas? Sugiro que a tal empresa seja tributada de acordo com a falta de noção dos proprietários...
De acordo com o anúncio publicado na imprensa pela companhia, cujo nome não foi revelado, as empregadas que tiverem cerca de 1,60 metro de altura receberão salários de mil iuanes (US$ 130). Com cinco centímetros a mais, o pagamento subirá para 1.500 iuanes (US$ 200), próximo ao salário médio no país. Quem tiver 1,70 metro ganhará 2 mil iuanes (US$ 260).
A empresa exporta produtos plásticos e equipamentos para jardinagem, e procura novas empregadas que tenham uma "boa imagem".
Elas serão encarregadas de participar de negociações comerciais e assuntos relacionados com seus clientes estrangeiros."É um método eficiente para escolher as pessoas adequadas", disseram fontes da empresa.
fonte: EFE [via UOL]
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Baixinhas mal pagas? Sugiro que a tal empresa seja tributada de acordo com a falta de noção dos proprietários...
Biz (29)
A edição de ontem da "Segunda Biz" contou c/ a participação de alguns habituês: Cristina Coelho, Fernando Segredo e Moisés Gomes. Muuuito obrigado!
Vambora que já tem muita coisa pra postar hj. :)
Big abraço
Vambora que já tem muita coisa pra postar hj. :)
Big abraço
5.11.07
Lesmice

O Brainstorm #9 abriu um espaço p/ a galera criar logos p/ a Copa 2014. As primeiras propostas já estão no site. Confira aqui. A que ilustra esse post foi criada pelo João Lucas Leme Bernabé. Aos interessados em participar, é só ler esse post para saber como.
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Quando vai rolar algo afim no meio (longe de ser inteiro) cristão? Lá, talentos. Por aqui, tá leeento. :(
As empresas estão na idade da pedra (2)
Mas, se a lógica parece tão cristalina, como explicar que existam tão poucas iniciativas nessa direção? Por que as empresas continuam mais obcecadas em copiar as chamadas "melhores práticas" do que em inventar as "próximas práticas"? O problema, alega ele, é que a admi nistração teria se tornado prisioneira de seus próprios dogmas, do mantra da busca de eficiência cada vez maior da máquina, para entregar mais e mais resultados no curto prazo.
Focados no mercado do presente, em fazer melhor mais do mesmo, os executivos já não têm tempo para pensar diferente e preparar a empresa para o futuro. Outra dificuldade é que mexer na administração implica a redistribuição de poder - e quem se dispõe a entregar os anéis sem resistência? Como esperar que os executivos revolucionem a gestão, abrindo mão da própria autoridade?
Não por acaso, Hamel cita como exemplos de empresas que escaparam dessa armadilha nomes como Whole Foods, W.L. Gore e Google - nenhuma delas conduzida por gente que passou por escolas de negócios. John Mackey, um dos fundadores da Whole Foods, a mais inovadora e lucrativa cadeia de varejo de alimentos americana, era recém-formado em filosofia quando abriu a primeira loja da rede, no Texas.
Apostando na tendência de valorização de alimentos saudáveis, produzidos sem riscos ao meio ambiente, criou do nada um negócio que hoje vale 6 bilhões de dólares e que provoca inveja da concorrência: ostenta a maior rentabilidade da indústria e suas ações cresceram 3 000% desde a abertura de capital, há 15 anos.
O segredo da Whole Foods, segundo Hamel, é um modelo de gestão que consegue conciliar liberdade e disciplina; senso de missão com foco em resultados; igualdade de oportunidades com meritocracia. Em vez de lojas ou departamentos, na Whole Foods os centros de lucros são os times. A descentralização é tão grande que até as contratações são decididas coletivamente.
Comprometida com a sustentabilidade, a empresa investe na melhoria dos métodos de produção dos fornecedores, incentiva produtores locais - e ainda consegue fazer o consumidor pagar por isso. Quem trabalha lá sente-se parte de um projeto maior. Os lucros são perseguidos como medida de desempenho, não como objetivo final da organização.
Princípios semelhantes regem a W.L. Gore, gigante nas áreas têxteis, eletrônica e de equipamentos médicos, com 145 fábricas pelo mundo, cujo produto mais conhecido é a fibra Gore-Tex, que revolucionou o mercado de impermeáveis. Na Gore, a democracia é o valor supremo. Trata-se de uma empresa sem chefes, cargos, organograma e foco definidos, na qual as pessoas escolhem os projetos em que querem trabalhar.
Essa aparente anarquia também caracteriza o Google. Por trás desse dínamo de inovação estaria a compreensão de que a estrada para o sucesso é pavimentada por fracassos. No Google, 80% dos projetos de novos produtos morrem antes de chegar ao mercado. Os que vingam, entretanto, compensam todo o investimento feito. Metade dos funcionários trabalha em pequenos times quase autônomos, e o orçamento segue uma fórmula conhecida como 70-20-10 - 70% de recursos para melhoria dos negócios existentes, 20% para sua extensão e os 10% restantes para idéias insólitas que possam render algo novo.
A única empresa brasileira citada no livro é a Semco, de Ricardo Semler. Para Hamel, Semler é um pioneiro da experimentação radical bem-sucedida. Na Semco, todos os empregados escolhem o horário de trabalho, inclusive os operários. A maioria estabelece também o próprio salário, com base em dados internos e do mercado. Não há auditoria nem se conferem relatórios de despesas, porque a base do modelo é a confiança. E, ao contrário das previsões de inúmeros céticos, a Semco não apenas não faliu como mantém um crescimento contínuo.
Para Hamel, é preciso buscar lições para a inovação em sistemas de alta adaptabilidade fora do universo corporativo. Na biologia, por exemplo, em que a adaptação e a evolução da vida se dão por tentativa e erro, aprende-se o valor da experimentação. Outra lição pode ser aprendida com os jogos de azar, que seguem uma aritmética: quanto mais se aposta, mais aumentam as chances de acertar. Para inovar, portanto, é preciso persistir.
No cômputo geral, porém, não existem receitas prontas. Cada organização tem de inventar seu próprio modelo, num compromisso de longo prazo. E todos devem ser chamados a contribuir. O ponto de partida, propõe Hamel, é simplesmente começar a fazer perguntas. A primeira delas, tão básica quanto eficiente, é: o que poderíamos fazer de forma diferente?
fonte: revista Exame
Focados no mercado do presente, em fazer melhor mais do mesmo, os executivos já não têm tempo para pensar diferente e preparar a empresa para o futuro. Outra dificuldade é que mexer na administração implica a redistribuição de poder - e quem se dispõe a entregar os anéis sem resistência? Como esperar que os executivos revolucionem a gestão, abrindo mão da própria autoridade?
Não por acaso, Hamel cita como exemplos de empresas que escaparam dessa armadilha nomes como Whole Foods, W.L. Gore e Google - nenhuma delas conduzida por gente que passou por escolas de negócios. John Mackey, um dos fundadores da Whole Foods, a mais inovadora e lucrativa cadeia de varejo de alimentos americana, era recém-formado em filosofia quando abriu a primeira loja da rede, no Texas.
Apostando na tendência de valorização de alimentos saudáveis, produzidos sem riscos ao meio ambiente, criou do nada um negócio que hoje vale 6 bilhões de dólares e que provoca inveja da concorrência: ostenta a maior rentabilidade da indústria e suas ações cresceram 3 000% desde a abertura de capital, há 15 anos.
O segredo da Whole Foods, segundo Hamel, é um modelo de gestão que consegue conciliar liberdade e disciplina; senso de missão com foco em resultados; igualdade de oportunidades com meritocracia. Em vez de lojas ou departamentos, na Whole Foods os centros de lucros são os times. A descentralização é tão grande que até as contratações são decididas coletivamente.
Comprometida com a sustentabilidade, a empresa investe na melhoria dos métodos de produção dos fornecedores, incentiva produtores locais - e ainda consegue fazer o consumidor pagar por isso. Quem trabalha lá sente-se parte de um projeto maior. Os lucros são perseguidos como medida de desempenho, não como objetivo final da organização.
Princípios semelhantes regem a W.L. Gore, gigante nas áreas têxteis, eletrônica e de equipamentos médicos, com 145 fábricas pelo mundo, cujo produto mais conhecido é a fibra Gore-Tex, que revolucionou o mercado de impermeáveis. Na Gore, a democracia é o valor supremo. Trata-se de uma empresa sem chefes, cargos, organograma e foco definidos, na qual as pessoas escolhem os projetos em que querem trabalhar.
Essa aparente anarquia também caracteriza o Google. Por trás desse dínamo de inovação estaria a compreensão de que a estrada para o sucesso é pavimentada por fracassos. No Google, 80% dos projetos de novos produtos morrem antes de chegar ao mercado. Os que vingam, entretanto, compensam todo o investimento feito. Metade dos funcionários trabalha em pequenos times quase autônomos, e o orçamento segue uma fórmula conhecida como 70-20-10 - 70% de recursos para melhoria dos negócios existentes, 20% para sua extensão e os 10% restantes para idéias insólitas que possam render algo novo.
A única empresa brasileira citada no livro é a Semco, de Ricardo Semler. Para Hamel, Semler é um pioneiro da experimentação radical bem-sucedida. Na Semco, todos os empregados escolhem o horário de trabalho, inclusive os operários. A maioria estabelece também o próprio salário, com base em dados internos e do mercado. Não há auditoria nem se conferem relatórios de despesas, porque a base do modelo é a confiança. E, ao contrário das previsões de inúmeros céticos, a Semco não apenas não faliu como mantém um crescimento contínuo.
Para Hamel, é preciso buscar lições para a inovação em sistemas de alta adaptabilidade fora do universo corporativo. Na biologia, por exemplo, em que a adaptação e a evolução da vida se dão por tentativa e erro, aprende-se o valor da experimentação. Outra lição pode ser aprendida com os jogos de azar, que seguem uma aritmética: quanto mais se aposta, mais aumentam as chances de acertar. Para inovar, portanto, é preciso persistir.
No cômputo geral, porém, não existem receitas prontas. Cada organização tem de inventar seu próprio modelo, num compromisso de longo prazo. E todos devem ser chamados a contribuir. O ponto de partida, propõe Hamel, é simplesmente começar a fazer perguntas. A primeira delas, tão básica quanto eficiente, é: o que poderíamos fazer de forma diferente?
fonte: revista Exame
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Top top de elite
A voz maravilhosa da Dinah Washington embala outro comercial legal da Centraal Beheer Achmea.
As empresas estão na idade da pedra (1)
O lendário empreendedor Henry Ford, que inaugurou a primeira linha de produção de automóveis há mais de 100 anos, não via nenhuma necessidade de dar autonomia a seus empregados. "Por que toda vez que contrato um par de braços um cérebro tem de vir junto?", reclamava.
Muitas décadas depois, o fundador da Sony, Akio Morita, viu-se às voltas com um desafio inverso: "Posso obrigar um operário a chegar à fábrica às 7 horas para trabalhar, mas não posso forçá-lo a ter uma boa idéia", dizia, numa época em que neurônios começaram a se tornar mais importantes do que músculos.
As duas frases sintetizam as transformações radicais vividas pelas empresas no século 20: do modelo fordista de produção massificada para o admirável mundo novo da economia do conhecimento. A administração das empresas, porém, continua numa espécie de idade da pedra.
Em seu novo livro, O Futuro da Administração, o americano Gary Hamel afirma que as práticas de gestão continuam quase exatamente como nos velhos tempos do Ford T, quando a linha de montagem era a maior novidade no horizonte.
Professor da London Business School e um dos principais gurus em estratégia e gestão da atualidade, Hamel há algum tempo vem questionando a capacidade da administração clássica de responder aos desafios do novo ambiente de negócios - global, hipercompetitivo e organizado em redes.
O tema desponta em alguns de seus livros anteriores, como Liderando a Revolução e Competindo pelo Futuro (em co-autoria com C.K. Prahalad). Desta vez, porém, o autor radicaliza ao pregar nada menos do que uma revolução completa nos pilares da gestão. A única maneira, acredita ele, de colocar as empresas burocráticas e autoritárias herdadas da era industrial no rumo da inovação - e do futuro.
Hamel lembra que os fundamentos da gestão clássica visavam assegurar controle e eficiência na produção manufatureira - basicamente garantir peões obedientes às ordens vindas de cima, num cenário de relativa estabilidade. Ele insere as tecnologias da administração entre as grandes invenções do século, na medida em que possibilitaram a racionalização máxima do trabalho humano e, por conseqüência, uma otimização exponencial de seus frutos, criando as bases para uma era inédita de prosperidade.
Dito isso, seria hora de virar a página e deixar seus fantasmas descansarem em vez de continuar ditando regras pelos corredores corporativos. Segundo Hamel, competir em um mundo no qual a mudança tornou-se a única certeza exige organizações capazes de se adaptar continuamente à transformação do meio. Empresas em que a inovação não fique confinada aos departamentos de pesquisa e desenvolvimento, mas permeie todas as áreas, tornando-se o eixo da estratégia. Nas quais funcionários sem autonomia e executivos controladores cedam lugar a times engajados em que o trabalho colaborativo prevaleça.
Apoiado em amplo estudo de casos dos últimos dois séculos, Hamel argumenta que é preciso ir além da mera inovação de produtos e serviços, facilmente copiáveis pela concorrência. Ou da introdução de novidades operacionais e de estratégias de negócios diferenciadas. "Comparada a outros tipos de inovação, a da gestão tem um poder inigualável de criar vantagens competitivas mais poderosas e duradouras", afirma ele no livro. (continua)
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